22 de agosto de 2002

Hilda Hilst escreveu em 1992 "E por que haverias de querer minha alma/ Na tua cama?"... Se ela fosse minha, se um dia mo perguntassem, que diria eu? "E por que haverias de querer minha alma/ Na tua cama?"... a diferença entre um corpo numa cama e uma alma, desembrulhando.se por sobre a cama... a diferença entre o colorido de uma pele e o quente roçar de uma alma pelo áspero toque de um rosto. Hilda Hilst sabia o que queria perguntar... "E por que haverias de querer minha alma/ Na tua cama?". Além da questão mais habitual, aquela à qual eu já não quero saber a resposta, (porquê?) é esta a questão que, um dia, gostaria de colocar... "E por que haverias de querer minha alma/ Na tua cama?". Embora agora já nada signifique... Embora agora isso significasse um incesto fulguroso... Mas não acho que, algum dia alguém tenha querido a minha alma numa cama...