28 de dezembro de 2003

estou com um aperto no coração. e, a verdade é que estive a falar de dinheiro. ou melhor, da minha falta de dinheiro... e não há coisa que me repugne mais que o assunto "dinheiro"...


parece que me meto sempre em projectos megalómanos que nunca consigo levar até ao fim, que me meto em tudo ao mesmo tempo só para depois sentir um enorme sentimento de impotência por não poder corresponder... não corresponder porque me falta o tempo para tanta coisa. e, no entanto, sem essa "tanta coisa" não me consigo sentir bem, realizada...


shit...


já não compro o leitor de dvd's este mês...

19 de dezembro de 2003

Mulholland Drive
"Mulholand Drive", primeiro estranham-te,
depois ninguem pode passar sem ti! Um misterio
que vale a pena descobrir.


Se fosses um filme, que filme serias?
brought to you by Quizilla



curioso, até me identifico com o filme...
há cada teste...
férias! finalmente estou, oficialmente de férias! n que isso signifique que não tenha trabalho para fazer (muito trabalho!) quer apenas dizer que não venho ao porto tão frequentemente. e não me apetece deixar a minha casinha...

mas apetece-me ser um pouco apaparicada, ver a tua cara quando desembrulhares as prendas que tenho para ti.
a melhor altura do natal é quando estou entretida a fazer as prendas e depois a cara de surpresa das pessoas... e a imagem mais bonita é a árvore com os embrulhos debaixo, a cor dos embrulhos, a delicadeza dos laços... a lareira acesa, o verde, o vermelho, o dourado, o brilho das ruas...


os embrulhos são muito melhores que as prendas. a expectativa. e não exactamente a concretização...

16 de dezembro de 2003

doem-me os olhos.


não gosto de omissões. não gosto de pecadilhos omitidos. e não gosto de histórias meias contadas. mais tarde ou mais cedo (neste caso, mais tarde), sabemos sempre aquilo que nos querem omitir.
nada tenho a ver com a tua vida e, no entanto, as tuas omissões magoam-me com a força de algo que eu pensava pertencer-me e que, afinal... as propriedades que pensava serem minhas são afinal, uma mera ilusão. e não to posso contar porque, supostamente, estou a guardar segredo. e porque quem me contou não sabia que me ia contar uma omissão tua. porque, simplesmente "nós" nunca existimos. morremos no dia em que toda a gente festejava. e tudo isto não deveria importar.

12 de dezembro de 2003

remodelei o fololog. transformou-se agora numa casa de ch� onde mostro, à volta de uma bebida quente, os dias que me aqueceram.



a procura desta noite s�o os �lbuns de damien rice ("O") e maria rita ("maria rita").


junto-me à joana ao surpreender-me perante o blog de notas. blog esse que anda ser� motivo de cr�ticas nas aulas de jornalismo online... ;)



anyway, o natal est� à porta e eu vou dedicar esta noite a decorar a �rvore da festividade... as ilumina��es nas ruas j� o justificam e a press�o familiar tamb�m. em ano de notas curtas, os presentes rareiam pela minha bolsa de "amiga-natal, filha-natal, madrinha-natal, pseudo-amante-natal"...



h� presen�as que valem mais que presentes embrulhados e fitas coloridas...

10 de dezembro de 2003

há intimidades que não posso deixar de lembrar...


tu teres dito que gostavas do quarto em chamas foi o melhor incentivo que poderia ter tido. tenho um livro para ser escrito. um livro para ti. sobre todos os lugares que desconhecemos. sobre todos os poemas que já fizémos.


escrever sobre ti... rever-te e ouvir-te cantar um pouco as letras que não sabes...


9 de dezembro de 2003

gosto da tua voz. que cantes para mim. da tua voz quando estás quente.

5 de dezembro de 2003

3 de dezembro de 2003

ha poemas recorrentes nas nossas vidas... o teu, por exemplo...



gosto dos toranja...


"ainda magoas alguém
o tiro passou-me ao lado
ainda magoas alguém
se não te deste a ninguém
magoaste alguém

a mim... passou-me ao lado."

2 de dezembro de 2003

para ti... este é só para ti.

minha ilha...



Ilha


Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente


promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente


Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro


ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias


David Mourão-Ferreira

1 de dezembro de 2003

procura-se

quem queira dar o corpo ao manifesto e entrar no quarto em chamas de objectiva na mão.

os interessados devem contactar a autora através da morada de email deste blog.

27 de novembro de 2003

(pensamento do dia)



gostava mesmo que aqui estivesses. a cinco minutos de minha casa. e me mostrasses o que farias se estivesses... a cinco minutos de minha casa.


nunca fui ao majestic e gostava muito de lá te levar.
numa noite em que fossemos romancear pelas ruas do porto. ou tarde. ou manhã, ou dia inteiro. whatever...


e o teu corpo não escapará à objectiva da máquina que não tenho...

25 de novembro de 2003




o andré tem no blog dele esta fotografia do al berto. de quem eu gosto muito muito.


muito muito, assim como quando acordamos no inverno e está sol fora da janela.


muito muito como quando chegamos a casa e a lareira está acesa e toda a casa tem aquele brilho especial.


muito muito como quando vagueio pelas desertas ruas do porto nocturno.


muito muito como quando encontramos uma flor seca no bolso do casaco que já não vestíamos desde o verão passado.


muito muito como quando encontramos fotografias das últimas férias, aquelas que jurámos serem as melhores até hoje...




gosto muito muito do al berto por razões intrínsecas e tenho muita muita pena que ele tenha morrido antes que eu lhe pudesse mostrar um segredo que trago sempre nos bolsos...




gosto muito muito do al berto. e pronto. era disso que eu hoje queria falar.

20 de novembro de 2003




há coisas que sabemos intrinsecamente. e há coisas que nem intrínsecamente admitimos em voz alta.
infelizmente para nós (digo eu), cometi o erro (será?) de dizer em voz alta aquilo que sabíamos. intrínsecamente.



e a maior razão pela qual me entristeço, para além da tua partida, para além das tuas palavras que cortam por baixo da pele - derramamentos internos que não estancam com os primeiros raios de sol - são as minhas dores - traumatismos internos, interiores - que me causam maiores dores... 


é como se diz "the first cut is the deepest". e tenho pensado tanto na tua história cada vez que ouço esta frase musicada.
e tenho pensado no esforço a que te tens submetido para gostares (mais) de mim...


não vale a pena: tenho apenas estofo para ser a amiga de que precisas. não a amante.
nem a tua e, parece-me, nem a de ninguém...



há coisas que não se deveriam dizer...
'been sad... too sad to write.

14 de novembro de 2003

as imagens fugiram das páginas do meu livro...



agora urge a forma de te fazer chegar este recado (antigo) que vai a sofrer de incêndios

13 de novembro de 2003

há coisas que nunca se dizem. há palavras que não se devem proferir em caso algum. por muita sinceridade e por muitas verdades que encerrem...
há palavras que nos ferem (tantas vezes mortalmente).



e há coisas que se desculpam.
mas que nunca se esquecem. ficam. ficam sempre.
no lugar mais remoto da memória. aquele lugar ao qual só temos acesso quando essas mesmas palavras nos ferem no escuro que há do lado de dentro dos olhos.


por isso defendo o pudor das palavras.


abaixo a promiscuidade de que tudo deve ser dito e confessado.

12 de novembro de 2003

pela primeira vez na minha vida tomei 1/4 de um calmante. coisa fraquinha, garantiram-me. espero que sim. aliás, penso que sim porque ainda tou com os níveis de ansiedade alterados, apesar de estar mais tranquila.



pequeno apontamento:
tinha-me já esquecido da tua doçura. relembrei-me quando casualmente fazia limpezas... há fragilidades que esquecemos tão facilmente...

11 de novembro de 2003

não gosto


não gosto de me enervar.
não gosto de ter razão e de ma negarem.
não gosto de ser agredida. especialmente verbalmente.
não gosto que me tratem como uma criança de dois anos.
não gosto que me tratem como um ser inferior.


não gostei do fim deste dia que começou tão bem disposto.



não gostei. não gostei. não gostei.


ainda não aprendi os palavrões todos que me permitiriam chamar as coisas pelos nomes esta noite.


estou zangada. furiosa. completamente fora de mim. enervada.



10 de novembro de 2003

macio, muito macio teu peito desnudo. teu cabelo desalinhado.



acordar-te com um sorriso...
doem-me as costas.




ouvi-te toda a noite. falaste sobre a tua familia, o que me comoveu sobremaneira. e todo o teu carinho, as tuas fragilidades afloraram nos teus lábios. tal como quando dormes num abandono de ti. nesse mesmo abandono a que te votas quando fechas os olhos...

acordei cedo. muito cedo e sei-te ainda a dormir... percorri as ruas que me levam a minha casa e pensei no quão bom seria se tu me esperasses. mas agora não pode ser e eu sei. sei sei sei.


não sei fazer jogos e não quero.


aliás, já te disse o queria de ti.

8 de novembro de 2003

"nothing is as beautiful as when she believes... in me"


nova resolução: agora só tiro álbuns inteiros e não músicas avulso.

na ntv (mais conhecida por ninguém te vê) correu tudo bem, ou assim julgo... ainda não tive a oportunidade de (me) ver... o joão portou-se muito bem, apesar de estar nervoso. bom, eu também estava mas tava a dar uma de "cool and relaxed". bom, mas ele é que é o director do up, logo, era natural estar mais nervoso.


de acordo com a nova resolução, tirei "diamonds on the inside" do ben harper... e tou a gostar desta nova resolução... o quanto perdemos por nos limitarmos às hit songs... não que eu já não soubesse disso e partilhasse essa mesma ideia...


nada é mais bonito que quando acreditas em mim... pena é não acreditares nunca...

6 de novembro de 2003



tuas mãos no regaço... palavras que ficam sempre por dizer...
ontem: manif em lisboa. muita gente, muitas declarações que fazem sorrir de ironia...


hoje: reportagem para fazer, acordar cedo (novamente)

ainda não vi nenhuma imagem hoje que me faça acordar realmente. ontem estive deitada no chão do terreiro do paço. encontros imediatos que fazem pensar no decurso das coisas apenas se o "se" fosse diferente... palavras tantas que desnudam a natureza humana... há dias em que as pessoas não me apetecem.

hoje tenho saudades de calor humano.

4 de novembro de 2003




há cores que mexem comigo. o vermelho, por exemplo... e há as folhas das árvores, aquelas que não caem no outono, apesar do tempo estar mais frio e convide ao aconchego.


trabalho à minha espera, como quem ansiasse a minha presença permanente.


tenho um mês para escrever sobre o Porto, tenho um mês para ver a liberdade. datas impostas, organização simbólica do tempo no espaço.

by nan goldin





há imagens que me ficam na retina, sem que tenha onde as passar para o papel, a viagem que faço até ti, as imagens que passam por mim na janela, o teu olhar, a curva do teu pescoço e das tuas pernas, o subtil contorno do teu corpo...

tenho pensado em ir para longe, para muito longe...



os meus olhos estão bem, recuperação em boa forma, visão raio-x... uma beleza... agora só para o ano...

3 de novembro de 2003




Porto Sentido
Carlos Tê / Rui Veloso


Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do pilar
Vê um velho casario
Que se estende até ao mar


Quem te vê ao vir da ponte
És cascata sanjoanina
Erigida sobre um monte
No meio da neblina


Por ruelas e calçadas
Da ribeira até à foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós


Esse teu ar grave e sério
Num rosto de cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria


Ver-te assim abandonado
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem moi um sentimento


E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa




se me viesses ver... se atravessasses o rio e me viesses ver, mostrava-te os clérigos e as ruas estreitas da ribeira... mostrava-te o rio e o verde desta cidade. mostrava-te as casas tristes de ausências e como o porto pode ser bonito. se me viesses ver... se me viesses ver far-me-ias sorrir na minha cidade.

31 de outubro de 2003

uma última entrada antes de ir de fim de semana...

já não vou a casa há muito tempo. não que tenha propriamente muitas saudades mas mais uma questão de avolumar excessivo de roupa para lavar... ;)

gostei desta imagem da shiro... é exactamente assim que estou a sentir...


29 de outubro de 2003

novo look... não sei se será definitivo... aguardo as vossas opiniões...

28 de outubro de 2003

aqui está no que acredito... call me a believer :)


Ben Harper in Diamonds on the inside


With my own two hands



I can change the world
With my own two hands
Make a better place
With my own two hands
Make a kinder place
With my own two hands

With my own
With my own two hands
I can make peace on earth
With my own two hands
I can clean up the earth
With my own two hands
I can reach out to you
With my own two hands
With my own
With my own two hands


I'm gonna make it a brighter place
I'm gonna make it a safer place
I'm gonna help the human race
With my own
With my own two hands


I can hold you
With my own two hands
I can comfort you
With my own two hands
But you got to use
Use your own two hands

Use your own
Use your own two hands

With our own
With our own two hands
With my own
With my own two hands

tenho saudades de escrever aqui...

recomecei a escrever algumas linhas de maior ficção... daquelas que, depois de muitas juntas se assemelham tanto à realidade que quase não as conseguimos distinguir dela...

tenho saudades de escrever sem tempo... estou farta de tanta coisa... parar muito tempo, indefinidamente, escrever até doer... "as coisas visíveis nunca reais"...

tenho saudades de escrever aqui mas não me apetece mais... talvez depois...

26 de outubro de 2003


como os dias se repetem à distância do tempo...

saíres da minha vida é uma rotina como qualquer outra. saíres da minha vida não é mais nem menos comum que os dias de sol.

sabes como é que eu sei que isto não vai resultar? porque o número de vezes que sorris é bem menor que as vezes em que não o fazes.
há dias parecidos, ao longo dos tempos. há dias iguais até.

mas é pela diferença que primamos e é o que nos é exterior que procuramos.

se não te quero olhar é por te sentir estranha e exterior, sem que te consiga ver abaixo do nível da pele.
nada sinto que não o teu impermeável silêncio por entre os minutos.

minha vida... palavras como intervalos dos silêncios.
nada tens a preocupar-te. 600 km serão suficientes para que a minha presença rapidamente se desvaneça dos teus dias.

há distâncias que ajudam a esquecer.
a tua é uma delas.


21 de outubro de 2003

tindersticks no coliseu: fantástico, brilhante!


surpreendente. não tenho muito mais palavras. o ponto alto foi, de facto tiny tears. toda a gente a cantar...

estás doente... fico preocupada, como não?
o meu mundo preparado para a tua chegada e não vens... viagens que ficam por fazer, palavras que ficam por dizer. irei eu ter contigo.



a preocupação de ser eu no gestos e no olhar, a preocupação de te ver...



e sim, joana, provavelmente tens razão ao dizer que não sou como os outros, que não sou normal. mas também nunca fiz por isso e primar pela diferença é uma qualidade que aprecio bastante e gosto de cultivar. não ser diferente por ser mas pura e simplesmente por ser essa a essência do indivíduo. assim como tu própria és diferente e particular do resto da multidão, assim como o teu próprio olhar te leva a ver as coisas de forma distinta e especial...

o mundo não é um lugar singular, felizmente...

obg pela confiança. foi uma boa confissão, a de ontem...

16 de outubro de 2003

há dias em que fico speechless...

hoje é um desses dias. caminhar pela miguel bombarda e passear pelo palácio de cristal deixa-me sempre sem palavras.
com uma enorme vontade de te mostrar, pelos meus olhos, o douro, a arrábida, o verde, a neblina que hoje pairava pela foz...

hoje pensei muito no futuro. conversas paralelas sobre a insegurança do que virá a seguir a tudo isto. a azáfama de ideias que pairam sobre mim e me deixam extenuada...

vou tomar um café. faz-me falta alguma cafeína no sangue e a familiaridade do "caloirinho"

13 de outubro de 2003




as memorias que trouxe comigo recheam-me ainda os dias que passo longe de ti. ha imagens que ficaram gravadas sem que o papel fotografico se manche com a tua imagem.

a cobardia foi dita, ainda estou longe... muito longe do teu rosto e do dia em que o voltarei a tocar.

e se os teus dias passam em silencio os meus sao vividos numa turbolencia entorpecida pelas horas que teimam em nao passar entre nos. no espaco que vai do meu ao teu corpo.

tenho saudades tuas.

8 de outubro de 2003

tenho os lábios secos.

doem-me os olhos e não sei até que ponto isso é normal. estou algo cansada.

há demasiado espaço entre nós

6 de outubro de 2003

fim de primeiro dia de aulas. gestão de informação foi eleita, após quinze exaustivos minutos, como a disciplina mais aborrecida do primeiro semestre. está montes de gente na faculdade. at� já parecemos um curso a sério!

de qualquer forma estive a arranjar este novo template... que ainda � tempor�rio... n�o � bem isto que eu tinha em mente...

não vou deixar de (voltar a) referir o meliante. não só por ser o blog do joão mas especialmente por ter críticas bem escritas e bem feitas.


esta crítica da actualidade vem um pouco tarde demais mas...

a polémica da entrada da filha de Martins da Cruz na universidade através da assinatura de um estatuto excepcional para que esta pudesse, através dele, aceder ao ensino superior é mais uma prova concreta de corrupção. após este escândalo a atitude correcta seria a demissão dos dois ministros. ta, como já pudemos observar, não aconteceu. pedro lynce demitiu-se, tonando-se assim o bode expiatório de toda esta situação, o sacrificado. à sua demissão, dever-se-iam seguir a do director da Direcção Geral do Ensino Superior (DGES) (que na televisão afirmou existirem "excepções não compreendidas na lei") e a do próprio Martins da Cruz.
ninguém, no seu perfeito juízo e em consciência acredita que este não tinha conhecimento da existência do requerimento. aliás, o próprio admitiu que a filha se aconselhou juridicamente acerca deste assunto - procedimento perfeitamente natural para quem se candidata a ensino superior.
template temporário... que acham??? 


é verdade, o joão já tem um blog... o meliante... não deixem de passar por lá

3 de outubro de 2003

estou mesmo de volta...
as aulas começam segunda feira... não é uma notícia que me apraze por aí além...

mas estou de volta de longe... de muito longe...

tomei um banho, algo no estômago a reconfortar... doem-me os olhos...não pela luminosidade ou por alguma sequela da operação mas por tua causa... e não é tudo culpa tua mas a dor nos meus olhos é efeito do que causaste (não eras tu que me falavas da causa-efeito?). escrevi-te muito... e disseram-me que o espaço que já existe entre nós não é suficiente, que tenho de te dar mais. e não, não concordei contigo e com o que disseste ontem, se calhar não fui suficientemente explícita nesse ponto. sim, as minhas mãos ainda cheiram a ti.



tive pena que, nos teus poemas não tenhas um com o meu nome por título (queria ter-to dito enquanto o cafá ainda aquecia o meu peito mas pensei que não compreenderias...)

24 de setembro de 2003

(re)ver-te através dos meus olhos....

António Franco Alexandre
in Fábula


"Agora vai ser assim: nunca mais te verei.
Esste facto simples, que todos me dizem ser simples, trivial,
e humano. como um destino orgânico e sensato,
fica em mim como um muro imóvel, um aspecto esquecido
e altivo de todas as coisas, de todas as palavras.
Sempre nos separaram as circunstâncias, e a essência
mesma dos dias
, quando entre a relva e a copa das árvores
me esquecia de pensar, e o ar passava
por mim antes de erguer os caules verdes e alimentar
a vida sem imagens de paisagem. Marcávamos férias
em meses diferentes. O fim do ano, a páscoa, calhavam sempre
em outros dias.
Tesouras surdas
rompiam o cordão dos telefones, e por engano
urgentes cartas atravessavam o plantea, apareciam
anos depois no arquivo municipal. E mais: a minha idade,
a tua, não poderiam nunca encontrar-se no mundo
.
(...)"



aquele dia específico. encostados, os nossos ombros eu dizendo-te o poema o mais próximo do ouvido possível... tão próximo quanto as conveniências o permitiam... e depois, o senhor deste poema a deslumbrar-me...

vê bem, era sobre o mundo que te queria hoje falar...

19 de setembro de 2003

retorno nesta noite de calor, antes de te ligar, de te dizer "boa noite meu sorriso", venho aqui dizer que voltei... que abri os olhos e que vejo. que vejo bem. que tenho saudades do porto mas tenho mais saudades de ti.

descobri mew por causa de um favor e são eles que me fazem companhia esta noite... estou a tentar tirar um qualquer álbum de mandalay também mas está difícil... tá tudo em braga pelo encontro de weblogers. tenho pena de não ter ido...

fui no entanto a lisboa a semana passada.

conhecer-te foi uma sensação tão boa... a viagem de regresso feita com ansiedade de te rever... de te conhecer, de te reconhecer.
mais de seiscentos passos da minha à tua rua e mesmo assim são passos que quero dar e conhecer... reconhecer o teu verde olhar por entre os edificios...

quero fotografar-te. imortalizar a tua beleza num instante fotográfico...


vamos até à praia?

1 de setembro de 2003

been in a surgery... cannot write much... i'm ok. see ya (now i can see, i can see!!!!!!!!!!)

25 de agosto de 2003

estou cansada... quatro horas de conversa ontem à noite assemelharam-se a uma directa que resultou num sono demasiado profundo para que resolvesse algumas questões pendentes...

tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, e, concluindo esta ideia, tou farta de ílhavo...


ainda bem que já anda gente novamente a cirandar pelo staring e pelo borras... ao menos já me sinto mais acompanhada...

obg maquiavel por esta lista de filmes...

20 de agosto de 2003

há sorrisos de verão que me faltam este ano...

conheci a maria... ou melhor, foi ela que me conheceu... gosto desta menina-de-sorriso-aberto que me aparece à noite lembrar-me do calor de sorrisos nocturnos...


magoaste-me e não é costume passar-se tanto tempo até me dizeres "desculpa, mas eu já te tinha dito que te ia magoar"...
confesso que estou preocupada porque não dás notícias. liga-me. escreve-me. diz-me que não te arrependes.
mas diz-me.

18 de agosto de 2003

à porta de minha casa tenho um degrau que subo e desço cada vez que entro e saio de casa.
tenho um degrau, à porta de minha casa que me gasta as solas dos sapatos novos que calço.


vou partir. à procura de gargalhadas quentes de verão. as mesmas que me faltam este ano...

17 de agosto de 2003

lol lol lol, joana, já me fizeste rir um bocado (pela primeira vez hoje) com este teste...

pure
pure


What's YOUR sexual fetish?
brought to you by Quizilla

16 de agosto de 2003

Al Berto - Regresso às Histórias Simples in O Medo

"6

embebedavas-te
na travessia daquele verão bebias muito vinho
na vertigem de fogosos corpos pouco sabias
acerca do ciúme e da traição

confiavas demasiado em ti eras alto e magro
nunca traficaras armas em Harrar
tinhas o peito cansado o andar lento
e jamais pernoitaras sob o céu de Alexandria

escuta
a partir de hoje abandono-te para sempre
ao silêncio de quem escreve versos
em Portugal
tens trinta e sete anos como Rimbaud
talvez seja tempo de começares a morrer
"

14 de agosto de 2003

por:
João MacDonald e Jorge Manuel Lopes

O futuro é dos jovens jornalistas

Melhor do que a Escola de Natação Para Peixes que uma vez o Peninha fundou em casa do Donald (com um curso de aviação para peixes-voadores), só mesmo a Associação Nacional dos Jovens Jornalistas, apresentada publicamente no final do ano transacto e que é apoiada pela Associação Nacional de Jovens Empresários.
Jovem: se és jovem e ambicioso, tens um curso de jornalista, procuras aventura e emoção, junta-te à Associação Nacional de Jovens Jornalistas, por que eles podem ajudar-te no futuro profissional. Porquê? Porque os Jovens Empresários, que, para quem ainda não saiba, são os garantes da integridade jornalística e do Código Deontológico, encontram-se imbuídos de uma vontade incontrolável de lutar pelos direitos dos Jovens Jornalistas que não se conseguem defender dos Velhos Jornalistas e dos Velhos Empresários. Juntos o futuro sorrirá radioso, as notícias serão mais verdadeiras e que nem sequer se pense na mistura explosiva que pode resultar de combinar jornalistas com empresários. Ambos respeitam-se, amam-se, admiram-se, entreajudam-se, lutam por um propósito comum.
Desta junção associativa pode-se finalmente perceber o que quer dizer a tão usada expressão é estratágia sustentada: em bom inglês, "I scratch your backs and you scratch mine". J.M. (jovem jornalista)


in revista 365
pg
What rating is your journal?

brought to you by Quizilla
bolas, acho que estou doente...

mensagens tuas.
pequenas frases que me perguntam se estou bem, se me vês esta noite.
já sei a resposta. e até tu a sabes.
não.

sim, sei onde te encontrar esta noite, se quiser. não é que possa mas, mesmo que pudesse, não sei se quereria encontrar-te. embora faça planos para te encontrar daqui a uns dias, planos que tu desconheces, não sei se será indicado para o mal do qual sofro.

não me fez sorrir. o teu nome no visor pequeno do telemóvel. não me fez sorrir, não me acelerou a pulsação. preocupante? talvez seja um indício... talvez não. tenho medo de te rever. de sentir o que senti quando te vi, depois de uma breve ausência. o coração batendo mais forte, a tua pele mais morena. o desejo de te desenhar... talvez seja melhor esquecermos-nos um pouco...

luzes fortes, cores quentes, um pouco de calor nocturno, umas gargalhadas com vontade, piadas e cumplicidades. vamos rebobinar esta cassete?


tiraram daqui a imagem que eu tinha... mas podem vê-la em www.decarlo.com.ar... a imagem chama-se luz
estou a pensar em mudar o visual do blog... talvez para algo mais quente. não é o sr. jorge marinho que diz que, quando temos frio devemos usar cores quentes? pois eu estou a pensar em cores muito quentes.

tenho de actualizar e reorganizar os meus links...

vim aqui num intervalo do trabalho... hoje estou "a serviço" todo o dia...

não consigo dormir em condições. já tenho enormes olheiras. nem sonhar. sempre acordada, sempre em sobressalto... não é muito comum nem muito normal em mim. tenho tido tonturas e andado mal disposta fisicamente (o resto não é chamado à questão, por enquanto). não é concepção. só se for imaculada. e para isso ainda não vi o tipo, o gabriel, o das asas...

tenho uma queimadura nas costas e não a consigo curar... como se curam quimaduras de químicos, alguém me sabe dizer?
tou farta de escuteirinhos. não tenho falado em mais nada senão neles e no seu aniversário, que ando a filmar... blargh... às vezes só me apetecia dar-lhes um nó nas pernas...

não me lembro de ter um bocadinho para mim, a não ser talvez ontem à noite quando decidi passar uns poemas a limpo. faz-me falta ler um livro, descansada, sem horário para nada. faz-me falta o porto, os clérigos, quero comprar uma lomo. fazem-me falta algumas conversas, algumas companhias, algumas imagens.

de volta ao trabalho... acabou a minha pausa...

13 de agosto de 2003

não sabia que a tracy champan era homossexual...
that's how you made me feel... speechless.
morreu o alex.

não vou mentir: não era suficientemente próximo para que eu sinta a sua falta imensamente no meu dia-a-dia. mas não era suficientemente afastado para ficar indiferente.
com ele ficam algumas das boas recordações de longas caminhadas, de conversas tolas e de sorrisos. lembro o sorriso e a delicadeza do alex.


o alex morreu em espanha.
já não via o alex há muito tempo.
o alex morreu a trabalhar...
o alex não teve culpa.

não quero falar mais. tenho pensado demasiado em morte este fim de semana. e agora o alex morre.

12 de agosto de 2003

cai. de olhos postos no céu, cai.

eu já sabia, já o pressentia antes de o saber.

e agora estragámos tudo. a cumplicidade nunca será a mesma. danifiquei aquilo que tinha ficado de nós. há coisas que o tempo não apaga. há palavras que se inscrevem em nós. e não, não me lembrei de me apaixonar por ti ao fim de ano e meio. aconteceu. contra vontade. porque tu não estás só. porque eu e tu somos um dos mais bem guardados segredos da minha vida. porque, como todos aqueles que se aproximam de mim, partes. e eu vejo-te partir. ainda que te diga que ainda te escrevo que te sei de cor, que te sinto à flor da pele. mas não valerá a pena dizer-te tais palavras. as minhas dores, que te incomodam, são apenas minhas, são problemas com os quais tenho de lidar. tu não.

não me acreditaste quando te disse "estou a apaixnoar-me por ti". não faz mal. continua a não acreditar. pode ser que assim os estragos sejam menores e tu não dás conta dos problemas que tenho a resolver....

6 de agosto de 2003

coisas que não podia dizer aqui mas vou dizer: estou a apaixonar-me. sei que vou cair mas não consigo tirar os olhos do azul do céu

1 de agosto de 2003

evanescence
my immortal

i'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
i wish that you would just leave

because your presence still lingers here
and it won't leave me alone

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase


when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me

you used to captivate me
by your resonating light

but now i'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase

when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me

i've tried so hard to tell myself that you're gone
and though you're still with me
i've been alone all along
cheguei agora do porto. mal disposta. zangada. turbilhão de emoções antigas e desusadas. arrependimento e zanga.

a noite que passou não mais se tornará a repetir.

30 de julho de 2003

conversa que agora tive na net... não resisti... foi cândida demais para ser ignorada
peço desculpa à pessoa, a quem não ocultarei o nome por se desenrolar a partir dele outra parte da conversa.

" pois é
não é

é é
vais ver...
lol
ai é?
:)
acho q me vou embora
pq?
pa onde?
vinha cheio de energia
mas isto cansa me~
isto?
isto de escrever
depende do quee screves
:)
tudo depende sempre de alguma coisa
nem sempre
tens alguma janela?
tenho
o q ves?
o céu, pela esquadria do telhado
:)
logo o céu...
que tem o céu?
tinhas de ver logo o céu!
que tem o céu?
o céu n existe
custumas sonhar?
bastante
bons sonhos, entao
ate mais
até menoa
menos
lol
como te chamas?
o nome do céu, do sonho, da net ou a realidade?
qualquer um
um qualquer então?
n deve haver mtas diferenças
entre as letras?
huhum
poderá haver, n te esqueças que o alfabeto portugus tem 24 letras!
tou triste...
buuuuu
posso perguntar porquê?
oh...
tanta coisa
por exemplo...
jamais irias perceber
achas?
tou meio a brincar
e meio a sério ent
e meio a sério então
mas a verdade é q tou sempre triste
excepto qd me esqueço de ficar triste
e hoje lembraste-te, foi?
:)
em abstrato, sou um inadaptado
resume quase tudo
ao céu?
ao q n posso tocar, sim
ha coisas q me frustam e me magoam
e q nao posso fazer puto
mas isso acontece com toda a gente
so q, uns lidam melhor q outros...
e uns ligam melhor que outros
tu es de q cor?
:)
lilás
e tu?
eu mudo,
como os chocos
:)
depende do ambiente ~
depende do q tenho ao lado
o objectivo é passar anonimo
indiferente?
nao. atento e anonimo
atento? a que?
atento! parararapapa
um dos três é
uma musica...
oh sei la
atento aos outros. eu gosto das pessoas
observo bastante
imagino coisas, faço filmes
e que fazes depois?
crio cenarios, invento historias
nao faço mto...
com as pessoas ou com os detalhes?
com as pessoas e os detalhes
junto tudo
e ficas triste?
normalmente...
tu choras?
sim
choras pk?
uma infinidade de coisas... detalhes, o céu, os sonhos
qd choraste pla ultima x?
há duas semanas
pk foi?
queres mesmo que te conte?
claro.
sonhei com a morte de alguém que n vejo há muito tempo. senti essa mesma morte fisicamente e acordei a chorar... depois, n consegui dormir mais e passei a noite no céu, com os detalhes, a chorar
:)
e tu?
costumas chorar?
nao mto
n choro ha imenso tempo
e sonhar?
tb n custumo sonhar
quando foi a última vez que não choraste?
ou talvez sonhe demais
no outro dia chorei num filme
ja n me lembro do filme, so me lembro da situaçao
qual era?
alguem q dava a vida por outra pessoa
eu gostava de dar a minha vida por alguem
eu gostava de abraçar alguém com a vida toda
:)
irias sufoca la
achas? é
obvio...
ninguem aguenta tal
de ser abraçado com a vida toda ou de abraçar com a vida toda?
ser abraçado
n imaginas o sufoco?
o tempo todo sim...
mas n queria abraçar o tempo todo
abraçar uma vez alguém com a vida toda, por um momento
nunca dou abraços
mas hj dei alguns, curiosamente
porque?
vou mudar de emprego
:)
chateia me a mudança e chateia me a rotina
chateiam me as pessoas antigas e as pessoas q ainda n vieram
eu n gosto de rotina... já mudei muito
pagam te?
vendes te?
para mudar?
tambem
não
não
quem te alimenta?
vou-me nutrindo
n tens problemas de digestao?
quase nunca
e comes de tudo?
quase tudo... há coisas que n são de comer
q sorte... 

é bom dominar o corpo a esse ponto 
é um estagio evolutivo bastante positivo
:)
há que procurar sempre mudar para melhor
pois...
mudaste para melhor?
nao sei.
quem sabe?
o pressuposto é esse, mas nao sei
n posso prever
podes fazer um filme, a partir dos detalhes que viste?
ja fiz
e como era?
tem um final feliz
o clasico,
homem mulher crianças...
sorriso rasgado?
uma casa de ferias na montanha e bmw a porta
fade out no final em contra-luz num pôr do sol maritimo?
nao nao
close up montanhes
neblina, o cume das neves eternas
verde?
das árvores, quero dizer
mto verde
:)
bonito
alvores, um leito de agua q escorre
*arvores
peixes e essas coisas
pedras?
pedras, mtas pedras e ervas
e fumo
bastante fumo q se confunde com neblina
numa lareira quente?
aconchegante?
hehehe
golas altas?
tu es mto tommy hillfiger
(lol)
lol
ou caras deco
n, gosto é de aconchego 

há mais alguma marca de lã fofa que hillfiger
sabes de onde vem a lã?
das ovelhas
hehe
com q idade aprendeste isso?
3 anos
ena
que foi?
foste à quita pedagógica?
foste à 'quinta pedagógica'?
não
e com q idade percebeste q o leite n vinha do supermercado?
tinha tb essa idade ou assim
a minha avó tinha vacas
:)
olha q lindo
as vacas?
a tua avo te las
tinha cavalos?
não
q pena é
mesmo...
os cavalos tem outro encanto
bem jovem...
gostei de falar ctg
sempre me ocupaste algum tempo
vais ficar triste para outro lado?
vou ficar triste pk nunca mais vou falar ctg
pq?
pk sao assim os processos modernos de comunicar
são?
n tem de se conhecer o receptor
alias, isso é uma opçao
e que puseste nessa opção?
q n vou escrever te mais
por contigencias varias...
algumas q n domino sequer
por exemplo?
vou desistir da netcabo
:)
gostei deste bocadinho contigo
pk?
foi diferente dos outros, mto igual ao meu monólogo interior... foi interior, da parte de dentro
da montanha
outros?
outros q te clicam?
que me clicam, poderemos dizer assim...
pois...
a vida é mm assim
instinto
tudo se resume ao instinto
basta seguir o instinto
e que te diz o instinto? 

é facil escrever pra ti
ha nomes q nem uma linha consigo 

é o caso agora?
nao
e que te diz o instinto agora?
tu es um especimem com boa comunicação escrita
o instinto atira me pa uma posicao horizontal,
agradeço a frase que tomarei como elogio
mas fico triste por ter gostado de ti
:)
fico triste por não voltares...
:)
isso deveria ser bastante pa eu voltar
mas não é
porque vais desistir da netcabo
hehe
entre outras várias contigências
achas razoavel continuar por tua causa?
gostaria de pensar que tal seria possível mas apenas vendo o possível filme que poderias fazer a partir destes detalhes daria a resposta à tua pergunta
:)
gostas do saramago?
q.b.
escreves como ele...
como ele?~
em que aspecto?
fica la bem entao
horizontaliza-te então...
:)
pode ser que, por contigêngias que n controlas nos voltemos a encontrar
n me disseste o nome
era importante
será?
Inês
qual é o teu?
'speechless' n da jeito nenhum
ines?
sim
ines...
:)
e tu?
eu n vou dizer
porquâ?
tu n ias perguntar mesmo
se eu n perguntasse
ia sim
so perguntaste o meu nome em reacçao
mas agora nunca o poderei provar
e tu nunca o saberás decerto
lol
mas tenho a curiosidade latente
ok, é justo
baltazar
como o rei mago
e que trazes, ouro, incenso ou mirra?
n sei bem. nunca investiguei
e o meu pai n me deixou ir à catequese
mas acho q é ouro
mas nem tudo o k luz é ouro...
o belchior levava incenso
e o gaspar mirra
só mirra se o lavares na máquina abaixo da temperatura suposta!
hehehe
o gaspar...
era o meu barbeiro
lol
pequenino, n?
fugiu com a mulher dum cliente...
sim, pequenino e fragil
a quem fazia barba ou cabelo?
ainda assim ficou com a mulher
:)
a quem lhe pagava...
a maior parte das pessoas sao assim
fazem aquilo para q lhes pagam
mas a esse cliente, decerto seria dificil fazer cabelo...
hehehehe
o cliente é sempre o ultimo a saber
:)
baltazar....
sabe redondo o teu nome
:)
boa noite ines
boa noite baltazar
gostei de saber q existes...
gostei de saber do teu filme na montanha"

não sei se algum dia te disse mas gostava de te abraçar com a vida toda.

e não foi tão estranho assim ter saudades tuas.


está calor... sinto-me apaixonar, voltar a fechar os olhos e perder-me numa infantilidade de movimentos e sorrisos... n há objecto amado, não há um "alguém" amado sequer... apenas um calor, um brilho maior...

vai ser algo difícil separar-me da cumplicidade que temos.

29 de julho de 2003

é oficial....

voltei! não sei se será para ficar durante muito tempo mas voltei...

foi bom. muita praia. mas, de certa forma, uma desilusão. eu que esperava encontrar um local verdejante com a praia de areia branca e o mar azul acabei por ir parar a uma zona turistica de palmeiras, areia branca e mar azul, é certo mas prédios, prédios e mais prédios de hotéis, estalagens, hospedarias, sei lá! e calor. muito calor. uma média de 40º todos os dias. ar condicionado toda a noite. todo o dia. cansaço dos músculos só por sair do hotel. mas água límpida, quente (como é quente o mediterrâneo!!!!). e la calobra, o lugar mais bonito desta viagem, de praias de pedra, água completamente cristalina, azul, verde, azul como eu nunca tinha visto...

boas surpresas: antes de ir: um telefonema que me dizia: é estranho mas vou ter saudades tuas

durante: um telefonema que me dizia:não quero que desapareças da minha vida. levá-la-ias contigo. apesar de eu saber que as palavras revelam apenas verdades momentâneas...

hoje: bom, o dia mal começa mas a joana escreveu-me... :)

tenho também a dizer que sonhei todas as noites desta semana. quase sempre com sentimentos e ideias abstractas, apesar dos meus sonhos se rechearem de pessoas e lugares.

a mala ainda não está desfeita. e ontem, pela primeira vez desde há cerca de 8 anos, senti arrependimento. senti-me quase esmagada com o arrependimento e, afinal, não é nada de especial... foi assim grande o sentido porque já não o sentia há tanto tempo... mas não há-de ser nada... nada que uns quantos banhos de mar (aqui frio.... brrrrrr) e de banheira não resolvam...


21 de julho de 2003

acordei com dores nos olhos... quase que não os consigo abrir... aliás, não consigo olhar em frente, o que é pior...

ainda não me habituei à ideia de que estou de férias... talvez mais logo à noite... sim, durante a próxima semana não haverá posts meus... vou estar longe... a tomar banho no mediterrâneo... ninguém quer vir? se calhar a ideia de ir sozinha não foi muito boa...

quarta-feira não percam o deus das pequenas coisas com o público! é um livro simplesmente fenomenal.... eu já o reservei... como não estou cá, teve de ser...

já fiz a mala... ainda está aberta mas já está feita... acho que não sei fazer malas para férias, parecia que estava a fazer a mala para ir para o Porto... lol...
mas já está feita... a minha máquina fotográfica, dois rolos a cores, um a preto e branco... e ainda vou comprar umas quantas descartáveis... vamos ver quantas imagens trago do lado de lá...

vou ter saudades de um teclado. já me perguntaram porque não levava o computador... mas bolas! férias são férias... eu que já quero fazer uma desintoxicação do telemóvel, também não me vou "viciar" no computador!

espero ver-vos quando voltar...

20 de julho de 2003

estou de mau humor... aliás, estou mesmo de mau humor... mas daquele mesmo horrível que nos faz estragar noites de divertimento alheio... portanto, hoje à noite confino-me às quatro paredes da casa e ao teclado do computador... a este écran e a umas quantas salas de irc...

nem parece que já estou de férias...

19 de julho de 2003

finalmente, de férias....
não quero saber agora de notas e resultados de exames... trabalhos e trabalheiras...

só calor e descanso e água fresca e poesia à minha volta....
ontem estive no navio dos espelhos não bem o poema de cesariny mas na livraria em aveiro...
eu explico: livraria de um amigo... que me convidou para lá ir ontem para dizer a minha poesia... acabei por só falar dos miosótis...

muito estudo na última semana... e ontem estava tão cansada que só me apetecia atirar-me para o chão... há dias assim.... há noites assim.... ontem foi assim...

tenho saudades vossas...

16 de julho de 2003

que chatice... é isto que me espera a partir de segunda-feira...



e, quem sabe, um pouco disto...


este é muito melhor... lol

Atheist
Threat rating: extremely low. You may think you can
subvert the government, but if you should try
you will be smited mightily because God likes
us best.


What threat to the Bush administration are you?
brought to you by Quizilla
sally
Sally


Which Tim Burton's movie charcter are you?
brought to you by Quizilla

9 de julho de 2003

nada de especial a assinalar...

ainda não contei...

estou sem água quente em casa desde o fim de semana. resultado, tem sido uma verdadeira saga para tomar banhos e afins... o facto de não ter água quente em casa significa que tenho de me levantar cerca de uma a duas horas antes da hora prevista/desejada de saida para poder dedicar-me inteiramente à mui nobre tarefa de andar de panelinhas na mão a aquecer água...

de resto... ando cheia de sono, não me apetece estudar semiótica (exame amanhã e ainda não entrei em pânico - surpreendente!), há 4 vintes na pauta de resultado de exames de jornalismo comparado e... e mais nada... não me apetece mais....

8 de julho de 2003

alguém me explica porque é que não tenho vontade alguma de ir estudar semiótica?
tá acabado o trabalho de jornalismo comparado... agora, (re)começar a estudar para semiótica. e não me apetece nada.. principalmente quando o meu pai me liga a dizer que as férias já estão marcadas... não ajuda nada! e está um calor....
apetece-me adormecer e só acordar daqui a duas semanas... alguém esconde o comprimido para tal?


7 de julho de 2003

Como poderias tu entrar
pela minha porta
para mudar a minha vida?
Como poderias tu entrar
pela minha porta
agora
ou algum
qualquer dia
se desconheces a minha morada?

Tenho nos olhos uma ferida
que não sara.
E o meu quarto cheira a ti
As minhas mãos cheiram às tuas
E como poderá isso ser
se desconheces a cor
dos caixilhos da minha janela
que são vermelhos
Como poderá isso ser
se desconheces a cor
da maçaneta da minha porta
Como poderá isso ser
se há tanto esqueceste a minha voz.

A tua voz tremendo
Os teus olhos desviando-se dos meus

Sou dispensável à tua vida.
E agora reduziste-te ao essencial.

070703



estou completamente frustrada. desde sábado à noite... para ser mais exacta, desde sexta que ando frustrada mas, até sábado à noite era apenas no plano profissional... agora até o pessoal se arrastou para este folclore...

sábado à noite, festa com amigas... divertimento q.b. entremeado com chatices mais que bastantes... discussões ao fim da noite, sonhos conturbados ao início da manhã... um pequeno-almoço às cinco da tarde para fazer as pazes "e não ficarmos zangadas" porque "há uma ferida que não cura" dentro de mim... pelo menos alegadamente...

não há água quente em minha casa... e agora?

não faço a mínima ideia para onde ir estudar para quinta-feira. a verdade é que me apetecia ir para braga ou ofir... a verdade é que não me apetece nada senão pegar no carro e ir estudar para um sítio qualquer...

fechar as portas e deixar a casa ao abandono do escuro das persianas...


i'm a weeping song (???)

The weeping song
The Weeping Song


What Nick Cave song are you?
brought to you by Quizilla

5 de julho de 2003

estive a entreter-me (ou seja, a arranjar deculpas para não trabalhar nem estudar) e resolvi vir até aqui, pôr umas fotos e organizar alfabéticamente os meus links (até parece que não tenho realmente mais nada pra fazer!) e gravar uns cds... acho que agora vou fazer uma pesquisa para o trabalho de jornalismo comparado...

4 de julho de 2003

agora:

Fernando Pinto do Amaral
in A escada de Jacob

Palavra

Às vezes é tão bom ver nascer uma estrela
ao fim da tarde, à hora em que declina
a alegria dos pássaros,
este verde sem alma nem corpo
talvez ainda à flor de uma canção.

De rumor em rumor
absorvo o que resta dos deuses
entre o cheiro da terra e o calor de uns lábios
- os teus, esses que nunca me beijaram.

Paisagem acabada de morrer,
aceita-me e ensina-me plo menos
uma simples palavra.

Só queria uma palavra que te amasse
pela primeira vez. Desisti de saber
onde mora o teu rosto, onde começa
a sua melodia - meu amor,
acredita,
às vezes é melhor ficar assim,
ver como o céu se despe ou se despede
de tudo o que foi luz e se transforma agora
na música das sombras.

ontem:

almoço no Hotel Cidade de Ílhavo (para quem não sabe, é o novo hotel em Ílhavo, todo chique, ou pretensamente...),
piscina toda a tarde, a estudar (o que resultou num valente escaldão - idiota!!!- na barriga das pernas e numas costas todas vermelhas),
café à noite com encontros imediatos de terceiro (de)grau com bruxas e gnomos,
muito sono e eu a estranhar uma cama que foi minha durante quatro anos.

hoje:

muito calor,
encontros imediatos de terceiro (de)grau com um dos casais mais... mais curiosos de Ílhavo (sempre esta terrinha...),
exame de ateliers multimédia (não sei bem como correu, espero que dê para positiva),
nota de semiótica da comunicação social (sem comentários. estou em blackout até digerir a nota)...

no more comments...

2 de julho de 2003

confesso-me culpada...

deveria estar, neste exacto momento, a iniciar um exame sobre a interessante matéria de indústrias culturais... mas a verdade é que não me apeteceu estudar ontem e, quando forçamos uma coisa, é lógico que não sai nada bem feito. portanto, decidi esta manhã, enquanto conferenciava com a minha cama, que não tinha estudado o suficiente e não sabia o necessário para obter uma brilhante classificação nesta cadeira e não valeria a pena desgastar-me a vir ao exame. portanto, hoje o programa promete ser bastante descansado, tirar fotocópias de apontamentos para o próximo exame, arrumar as tralhas e rumar para sul.

sim, que o calor voltou e eu vou alinhar numa praia. claro que contarei com a companhia indispensável dos meus mui caros apontamentos que têm sido protagonistas dos meus dias (e da maior parte das minhas noites)...


de quaqlquer forma, aqui vão as más notícias: estraguei o elevador ( e suspeito que o olho óptico também) do meu leitor de cd's do portátil... ó desgraça! ó vida minha! aquela porcaria (preconizo eu) vai levar um ror de tempo a ser arranjada e vai custar um dinheirão! (lá se vão as minhas férias particulares pra barcelona e a percorrer portugal por água abaixo!)...

mas esta semana ainda não pode ir ao arranjo... ainda tenho o trabalho de jornalismo comparado para acabar e preciso do resto do bicho... o que vale é que há outras formas de transmissão de dados que não os cd's... senão estava feita.. e, quanto a banda sonora, também não estou muito preocupada... confino-me aos mp3 que tenho "sacado" em massa da net...


bem, por agora acho que é tudo... vou aproveitar o sol desta tarde e adiantar trabalho... prometo: às quatro da tarde tenho tudo pronto pra ir!

1 de julho de 2003

ao navegar por estes blogs, encontei um blog bastante interessante, imagens bonitas e, qual não é o meu espanto quando, numa das fotos aparece um dos meus lugares favoritos no porto? o guernica... após a rua miguel bombarda, depois de encher os olhos com todas as cores do caminho, um chá e uma fatia de bolo de chocolate no guernica...:)


30 de junho de 2003

imagem explícita para mim... adivinhem lá porquê :P...


tanta ausência, é verdade...

a culpa foi do sr. professor jorge marinho que me faz perder o sossego e a tranquilidade....

é verdade, hoje, exame de semiótica da comunicação social, uma verdadeira estopada... acho que estou cá para recurso ou assim... na melhor das hipóteses, na próxima semana habilito-me a uma prova oral (quem me dera!)

tenho estado confinada à minha casa (coitadita de mim), mas não abdiquei da noite de quinta - fantástica! - e de sábado - horrível!.

quarta é dia de indústrias culturais, seja isso o que fôr, que ainda nem comecei a pensar nisso... mas não me apetece estudar mais, apetece-me ir dar um giro até barcelona (o convite já foi feito e aceite) ou até londres... pronto, fico por cá, que tal milfontes ou esposende? não tem nada a ver mas só me apetece fugir do porto....

tou muda para o mundo. estou sem dinheiro e o telele sem saldo. o que significa que não posso comunicar com ninguém... que tal ir até gaia ou lisboa, tirar umas fotos? este tempo de porcaria, em que ora chove, ora faz calor sem sol dá cabo da minha paciência...

e ainda não acabei o rolo a cores!!!!!!

26 de junho de 2003

que porcaria... isto internamente tem um novo visual mas, para mudar para isto fiquei sem bloggar ontem à noite....

25 de junho de 2003

joana, tás na lista de links do conversas de café! ó pró style!
tenho tanto pra contar....

finalmente, na quarta, o up saíu à rua, mostrou-se às gentes que andam por aí. foi um parto muito difícil mas já cá está, já se pode mostrar e justificar todas as reuniões e tempo que já se envolvia na sensação de perdido

o "modos de vida" ficou pronto. não sou tão optimista quanto tu joana. não acho que correu tão bem quanto o vidinha o classificou. acho que foi mais fruto da euforia geral de sentimento de "está pronto, acabou!". o modos correu como eu estava à espera que corresse: com erros e numa linha algo incoerente e desfazada da ideia original no que toca ao tom da discussão. mas tenho de (re)ver a gravação do programa para tirar as minhas conclusões finais.
quanto aos convidados, ainda não sei, com franqueza, as opiniões com que ficaram do programa. ainda não tive oportunidade de privar com eles....

acordei sobressaltada esta noite. quatro da manhã. lágrimas pela cara abaixo, dificuldade em respirar. e, desta vez, nada tinha a ver com o meu actual estado de saúde. sonhei que a tua morte vinha anunciada no público e que só por aí tinha conhecimento dela.sonhei com a tua mãe e com a mafalda que não tinha acabado de nascer mas sim três anos e corria num vestido azul claro, leve, de verão, com um avião na mão e um sorriso de inocência. sonhei com o teu irmão, sem que nunca o tenha conhecido, e que era tão parecido contigo, mas mais feliz, mais tranquilo, de olhos postos na mafalda. sonhei com as mãos da tua mãe, que era a minha e que pegava em mim como se eu tivesse dois anos e tivesse caído de um cavalo. sonhei com a tua morte. com o teu caixão mesmo, vi-te branco, mais branco que o teu tom natural de pele. e acordei em sobressalto, assustada com a realidade de tudo aquilo, com a fisicalidade do teu silêncio, da tua ausência. temo a resposta À pergunta se tudo isto passou de um sonho para a realidade. afinal de contas... era possível que tal acontecesse.... neste mundo tudo acontece...


e no silhuetas!

20 de junho de 2003

ainda não trouxe as fotos...

mas joana, continuo na ideia que tivémos a discutir...
há coisas assim...
o trabalho foi extremamente produtivo após uma discussão sobre a lógica e a coerência no ser humano...
se calhar não era bem sobre isso que eu queria falar mas mais na (des)necessidade de termos respostas às perguntas que fazemos. era mais isso que eu vos (a ti e à Teresa) queria dizer: que há perguntas que não devem ter resposta, que há respostas que não devem ser dadas. que há perguntas desnecessárias e que a procura de uma lógica nas acções humanas não passa de uma tentativa (frustrada e vã) de tornarmos o comportamento em algo de linear e simples.

mas parabéns joana... acho que devia ter começado assim o post de hoje...

então vou recomeçar....

parabéns joana, ainda que com um dia de atraso, parabéns.

temos um programa para gravar hoje à tarde e eu prometi a mim mesma que não vou falar "desse" trabalho aqui. vou antes falar dos meus convidados que me custaram tanto a dizer que sim... fizeram-se de difíceis mas vêm... quer dizer, eu espero que apareçam senão... senão não sei bem como será... vamos ter de improvisar e, se com tudo ensaiado não acredito muito no sucesso disto, quanto mais improvisado...

tenho descoberto demasiadas coisas sobre o que tens andado a fazer... sobretudo porque me têm perguntado se andas bem, o que se passa contigo, mesmo antes de me justificarem as questões... e é aí que me contam o que tens andado a fazer... depois daquela noite em que te agrediste gratuitamente, parece que perdeste o pudor de que eu saiba das coisas... e assim parece que eu te permito essas coisas, quando, na realidade, não permito. sei que não é para te entender. mas hã pudores que não se devem perder entre as pessoas... não quero mais saber sobre o que tens feito de errado, sobre o que não admites. quero antes saber aquilo que me permites saber. e o que eu sei agora ultrapassa, em larga escala, essa fronteira...

17 de junho de 2003

já é oficial: tou doente. com uma constipação monumental em cima... n que tenha frio ou calor desmedidos mas é uma autêntica chatice. dói-me todo o lado direito da cara, ouvido, tudo! estou completamente entupida e desagrada-me imenso. também não tenho quem me mime, o que causa uma mossa enorme, especialmente quando estou enroscadinha na cama e tenho fome ou sede...

ontem tomei café no rivoli. já lá tinha estado mas, aproveitei a "solitude" do momento para escrever (muito).

o trabalho já está acabado. só falta limar umas arestas (pequenas)...

e, desculpem os apaixonados que lêm este blog mas estou completamente farta de vos ouvir falar dos respectivos companheiros/companheiras... parece não haver mais tema de conversa nos apaixonados...

bem, vou até casa curar isto... depois mostro por aqui umas fotos engraçadas...

16 de junho de 2003

dia comprido este...

o calor voltou, após um fim de semana fresquinho... e eu devo ter apanhado um resfriado que estou aos "atchins"... é uma verdadeira porcaria, uma vez que era uma das resistentes às gripes e constipações que grassam por aí... e estou a ficar malzita da garganta, o que não é muito bom sinal... não ando a trabalhar nada.... o que é preocupante. especialmente porque, em algumas coisas, não ando a trabalhar sozinha. o que significa que, sim, a minha companheira de trabalho está a levar com tudo em cima. tenho um rolo a cores para acabar. alguma sugestão? preciso de corpos... algum/a voluntário/a? sem caras. apenas corpos não-identificados...

15 de junho de 2003

apesar da grande desilus�o que foi (tentar) ver maria jo�o e m�rio laginha, encontrei uma m�sica deles que n�o me sai da cabe�a. chama-se "from both sides now"(se puderem ou�am-na!)...
tamb�m, se tiverem o kazaa ou o soulseek em casa, n�o podem deixar de procurar ruychi sakamoto a tocar a solo uma m�sica (brilhante) de david sylvian - forbidden colors...
cheia de trabalho...

e as coisas v�o andando devagar... por vezes demasiado devagar...

10 de junho de 2003

Fernando Pinto do Amaral
in Ac�dia


7

N�o hei-de conseguir falar contigo, � sempre
dif�cil
. Uma imagem
cintila de repente e l� estou eu
nesse baile de m�scaras - revi-o
mais de dez vezes! Foi t�o bom
ficar preso a nenhumas esperan�as, sentir
o vento muito frio.

Percorri os desertos, o inverno
era a esta��o preferida e sobretudo
a noite. Viajava
entre corpos e alma, esse mundo
parecia n�o ter fim; o seu limite
era como um segredo, um olhar
desafiando a morte enquanto esperava por novas ilus�es.

Um telefonema � f�cil de fazer,
podemos encontrar-nos, conversar,
fingir que existe o amor ou qualquer outra
invis�vel certeza, mas n�o h�
lugar algum para fugir-me ainda,
ningu�m nas ruas cada vez mais longas,
e mal vislumbro sob o azul da n�voa
os fragmentos do meu cora��o.

6 de junho de 2003

n tenho nada para dizer. estou antisocial, anti tudo e daqui a meia hora fazes anos e eu vou-te ligar. a desilus�o ser� imensa se n�o te falar at� porque j� tenho a piada na ponta da lingua pra te fazer rir... n�o brinques assim comigo... deixa-me eu brincar um pouco desta vez...



p.s. sinto falta do cantar de passarinhos azuis na borda da noite...

5 de junho de 2003

poema de Fernando Pinto do Amaral
fotografia Jo�o Nunes da Silva
in Ego�sta, n.� 15


hoje sera importante nao perder...
(tou num computador com o teclado desconfigurado, tenham do e piedade...)

na feira do livro do porto, o recital de poesia "ha palavras que nos beijam", que vai contar com a participacao especial de ana luisa amaral e maria do rosario pedreira e com a intervencao musical de pedro tudela. parece que vai ser uma coisa em grande, com imagem e multimedia...

e, por falar em multimedia hoje, no excelso curso de jornalismo e ciencias da comunicacao da faculdade de letras da universidade do porto, que tenho o privilegio de frequentar (lol lol lol lol... n imaginam o gozo que me deu a escrever isto...!) vai haver uma sessao de esclarecimento sobre a componente multimedia do curso, presidido pelo prof. bruno giesteira, engenheira rita falcao e mais alguem que agora n recordo o nome...

e, por falar no excelso curso, hoje ainda, nas mesmas instalacoes, pelas 13.30 vai decorrer um reuniao, promovida pelos mui activos e interessados alunos do 1.o ano, afim de se discutirem e aprovarem os estatutos, por eles elaborados, para a comissao de curso.


como podem ver, hoje o dia e extremamente preenchido com actividades de interesse geral...


mas falemos de coisas melhores (ja parece a musica daqueles gajos...)

ontem, conferencia em letras, "terra berco, terra tumulo - reflexoes sobre o patrimonio historico da mesopotamia e sua destruicao" com intervencoes de pedro sousa pereira e rui do o (para os mais esquecidos, estes tipos estiveram recentemente no iraque), fernanda ribeiro (professora da flup) e vitor oliveira jorge (professor da flup e amigo do mitico jornal up, que teima em se esconder ao publico). o senhor vitor oliveira jorge e brutal... comecou a conferencia lendo um poema e a sua intervencao foi ouvida por um auditorio (algo composto) em total e assombrado silencio.pelo meio pudemos ouvir os jornalistas da sic falar da destruicao, nao so do patrimonio cultural do iraque mas tambem das suas vivencias em bagdade. foi um bom momento, se eu n me tivesse sentido mal e tivesse acabado a minha participacao mais cedo... bom, ao menos consegui aguentar-me ate ao fim da conferencia...

enfim... mais logo, se puder, ainda aqui passo pra contar como foi o dia...

3 de junho de 2003

Ju, lembrei-me logo de ti quando vi a not�cia!




The Lomographic Embassy Lisbon presents,

LOMOMANJERICO

Another LOMOweekend challenge in Lisbon at Bicaense caf� Rua da Bica de Duarte Belo 42( elevador da Bica ), from the 12th and 14th of June.

12th of June:
Hand in the Lomo kit (camera+film+map) at Bicaense caf� between 18H and 20H
Followed by a non-stop party and all night visuals. (as m�quinas s�o fornecidas pela organiza��o)

13th of June
Just shoot... don�t think

14th of June
All the material (films + cameras) will be returned between 19H and 21H at Bicaense caf�.

On the 21st of June everyone is invited for the Lomoparty, at the Bicaense caf� to award the best lomographers and to view a mural with all the lomos taken.
The exhibition will be on from the 21st of June to the 21st of July.

2 de junho de 2003

Adriana Calcanhotto
Cantada (depois de ter voc�)

Depois de ter voc�
pra qu� querer saber
que horas s�o?

se � noite ou faz calor
se estamos no ver�o
se o sol vir� ou n�o
ou pra que � que serve uma can��o
como essa?

Depois de ter voc�
Poetas para qu�?
Os deuses, as d�vidas?
Pra qu� amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas
Depois de ter voc�?


fim de semana preenchido. ruas molhadas no domingo, feira do livro aberta e eu ainda n�o a visitei... fim de semana preenchido, mudan�a de casa, habituar-me aos corredores, ao quarto, � cama, aos barulhos do pr�dio, da casa, da rua, ter experi�ncias paranormais (sim, � verdade, vi um vulto desenhado a electricidade!)... ou tomar caf� contigo, abrir o jornal, ouvir-te dizer que h� algu�m a ganhar contornos de maior import�ncia na tua vida, olhar para o mar, tirarmos fotografias, apitarmos aos pescadores, assustarmos os peixes, cumprimentar desconhecidos na rua, rir muito e ouvir-te dizer que... "seria t�o f�cil termos uma rela��o"... ouvir-te enumerar as raz�es do nosso entendimento e rir-me da sugest�o. n�o recus�-la mas rir-me dela, como se estivesse h� j� tanto tempo � espera que n�o acreditasse, agora que a ouvia... e logo esquec�-la. eu e tu, a esquecer as palavras proferidas, as sugest�es hipot�ticas de uma rela��o... fim de semana preenchido... n�o me lembro h� quanto tempo n�o pass�vamos tanto tempo a ver livros, a almo�ar, a jantar, a sair � noite, a dormir, a chatearmo-nos... a termos ci�mes e a rir das satisfa��es....

estou doente.

e esta afirma��o nada tem de metaf�rico ou metaf�sico. � real. estou doente e s� me apercebi este fim de semana (v� bem a coincid�ncia!!) e vou agora ao m�dico que n aguento mais... mais logo te ligarei... ou talvez n�o, j� te escrevi demasiado, no fim do dia de ontem, quando regressavas a casa, e antes mesmo de te pedir desculpas por ter estado insuport�vel todo o fim de semana... e sei que tenho de te deixar descansar durante uns tempos, para n�o pensar nessa hip�tese e acordar de manh� com as l�grimas a escorrer pelo rosto por ter sonhos de beleza insuport�vel, de beleza extrema como s� o mundo, paradigm�ticamente, me mostra...

31 de maio de 2003

Al Berto
O Esconderijo do Homem Triste


N�o sei o que me aconteceu para ficar t�o triste.
Lembro-me de ter percorrido meio mundo � procura de imagens. Tinham-
me dito: � no movimento incessante de quem viaja que encontrar�s a
imobilidade que desejas.

Mas eu n�o sabia para onde ir. Deambulei anos a fio, e nunca
encontrei as imagens que queria. Gastei as parcas for�as que tinha
neste trabalho, at� que um dia me perdi junto ao mar.

Resolvi construir, ali mesmo, uma casa.

Tencionava n�o sair mais daquele lugar onde me perdera. Imobilizar-
me, viver e envelhecer dentro de quatro paredes nuas erguidas pelas
minhas m�os. Morrer frente ao mar, sozinho, como num romance que lera
havia anos. Esperar que a casa se esboroasse e me servisse, por fim,
de t�mulo.

Assim n�o aconteceu. Algum tempo depois, a casa transformou-se
subitamente em pris�o. E talvez tenha sido isso que me p�s, assim,
triste para sempre. Custava-me a crer que aquilo que eu pr�prio
constru�ra acabasse de me atrai�oar.

Assustei-me e fugi nessa mesma noite. Ignoro o que se passou com a
casa. N�o sei se ainda existe... o que sei � que a meio daquela fuga
deseperada ocorreu-me o que me levaria, enfim, a encontrar o
esconderijo para a minha imobilidade.

� desse lugar iluminado que, hoje, vos falo.


Fui ter com um fot�grafo meu amigo e pedi-lhe para me retratar. Ele
acendeu um foco de luz. Sentei-me no centro dele. A m�quina disparou
sem cessar.

Gesticulei, abri os bra�os, mexi-me muito - como se soubesse que
nunca mais o voltaria a fazer.

Quando o meu amigo mergulhou o papel fotogr�fico no revelador, eu
tamb�m mergulhei. Mas devo ter desmaiado uns segundos, talvez
minutos, porque ao retomar consci�ncia se+nti as pernas e os bra�os
dormentes - e todo o meu corpo estava mole.

Um v�u de luz toldou-me a vis�o. Ceguei por instantes, mas n�o foi
uma sensa��o desagrad�vel. Depois, o corpo come�ou a ondear, a
impregnar-se no papel e a coincidir com o retrato que o meu amigo
fizera de mim.

Segundos mais tarde uma pin�a met�lica tirava-me do revelador. Senti,
ent�o, a frescura da �gua - e toda a superf�cie da folha de papel, o
meu novo corpo, brilhou. Em seguida deixei-me enteorpecer na
temperatura t�pida, voluptuosa, do fixador.

Tinha encontrado o esconderijo.


E aqui estou, diante de quem me visita e olha. Apesar de n�o ter
deixado de ser um homem triste, adquiri a vantagem de estar sentado,
e de j� n�o precisar de fugir ou desejar seja o que for.

Mas o pior momento do dia � aquele em que nos separamos. N�o consigo
dormir. Fico noite fora com a minha solid�o - e quem esteve a ver-me
parte com o susto de continuar a existir.

Nenhum de n�s � capaz de murmurar: fica comigo e toca-me. E a noite
cai, de certeza, mais escura para quem parte.

Eu sou apenas a imagem do que fui. N�o sinto nada.

Certa vez, um homem e uma mulher pararam diante de mim. Olharam-me
muito tempo.

Aproximaram-se, afastaram-se, voltaram a aproximar-se do vidro que me
protege. O nariz da mulher quase me tocou nos joelhos.

De repente, a mulher inclinou a cabe�a, sobressaltou-se e disse:

- Z�, perdi o vidro do rel�gio.

O homem baixou-se e procurou-o. Quando o encontrou, deu-lho. Mas ela
argumentou:

- A culpa foi tua. Eu n�o queria vir aqui.

O homem, muito s�rio, respondeu-lhe.

- Francamente, F�tima, n�o te toquei no pulso. N�o mexi no tempo.
Nunca mexo no tempo...

Outras vezes, quando n�o est� ningu�m olhar para mim, ponho-me a
cismar:

A luz � o meu t�mulo.

Em tempos, os meus gestos tiveram o rigor da abelha que rouba o p�len
� flor. Com esses gestos quis construir um espa�o para o sil�ncio.
Uma morada onde fosse poss�vel ignorar o mundo, ou esquec�- lo.

De vez em quando, aceito ainda o mist�rio das palavras que me cercam
e n�o coincidem, em nada, com a realidade.
Eu s� quis celebrar a
vida. Encontrar o esconderijo onde fosse poss�vel um derradeiro acto
de paix�o. O esconderijo onde pudesse, de novo, tocar teu rosto e
recusar a aridez da cal�nia.

Mas a luz � o meu t�mulo.

A pouco e pouco incendiaram-se os negros profundos, o c�rculo
luminoso aprisionou-me, e as m�os gesticularam sem sentido. O
interior das paisagens guardou a tua aus�ncia. E numa �ltima vis�o a
madrugada irrompeu do mar adormecido.

As m�os abriram-se novamente, quando o dia come�ou a devorar a nudez
do corpo.

Compovido, perdi a voz.

N�o podia chamar-te, lembro-me, por isso desatei a escrever o teu
nome nas paredes da cidade. Tempo perdido. J� n�o podias ouvir-me nem
ler-me.
Foi quando desejei, com ardor, este esconderijo.

Aqui, pelo menos, respiro ar condicionado, e um foco de luz simula a
eternidade dos dias.

H�o h� emo��es, nem palavras ditas em voz alta. N�o acontece nada,
nem se ouve respira��o alguma.


Quem me visita diz coisas fant�sticas a meu respeito. Nunca confirmo
nem desminto. Limito-me a ouvir e calo-me. Porque h� coisas que devem
correr com o tempo e, mais tarde ou mais cedo, nele se apagam.

� claro que tamb�m h� coisas guardadas na mionha mem�ria de papel.
Mas essas, j� n�o tenho a certeza de que algu�m as tenha dito ou eu
as tenha, de facto, ouvido.

Por vezes ponho-me a sorrir, mas ningu�m consegue ver que sorrio,
porque o retrato que me esconde - como eu - est� morto e desfocado.

E a luz � o nosso t�mulo.

30 de maio de 2003

mudei de visual no blog... finalmente, acho que acertei, ap�s dois dias conturbados em termos de design e de escolha de visual...

faltam-me as luzes de n�on, esta noite... e corpos, sexos iguais, uma boca para calar... faltam-me uma s�rie de (cumpli)cidades antigas, um bom livro para ler, ruas desertas depois de uma chuva de ver�o que se saborei na varanda � sombra de um cigarro mal fumado... faltas-me tu...

esta noite sem estrela alguma...
rever o quarto em chamas � sempre um prazer...

reentrar em casa, descobrir as divis�es, o cheiro a novo, a luz que falta por n�o haver l�mpadas.... o que vale � que a Joana me ofereceu uma vela que tem aspira��es a ciro pascal e vai dando para ver os contornos dos m�veis que se escondem na obscuridade da meia noite... a varanda que abre o quarto ao mundo, os vidros que percorrem a parede e deixam entrar as janelas vizinhas, os olhares indiscretos das ilhas que se escondem por detr�s das fachadas pobres dos bragas....

entrar numa casa desconhecida, conhecer os gatos dos telhados vizinhos, amanhecer pelas dez horas do dia que se enche de sol e n�o nos deixa mais pernoitar.... uma cama verde... por estrear... por deitar....

29 de maio de 2003

Ana Lu�sa Amaral - Poema que se desvia
O TEMPO DAS ESTRELAS

Um compasso de espera
t�o longo e musical
por estrelas destas
a tocar-me o rosto

E aprender a aceit�-las,
e eu ser um c�u imenso
onde elas se pudessem passear,
encontrar uma casa,
um pequeno sil�ncio
de folhas,
e poeiras, e cometas

Na desordem mais c�smica
das coisas,
organizar inteiro:
o cora��o


Porque, a tocar-me o rosto,
o tempo das estrelas
ser� sempre,
mesmo que tombem astros,
ou outras dimens�es se lancem
em vazio,
ou ra�zes de luz se precipitem
no nada mais at�nito

Ter� valido tudo
a desordem do sol,
ter� valido tudo
este lugar incandescente
e azul

Porque, a tocar-me o rosto,
agora,
e em sil�ncio t�o terreno:
para�so de fogo:
estas estrelas

Transportadas em luz
nas tuas m�os



era o tempo das estrelas que se vivia por aqui, o tempo da estrela que se desvia do poema...

come�ou a feira do livro do porto, edi��o de 2003.. homenageia, nesta edi��o agustina... � a maior de sempre e N�O conta com apoios financeiros por parte da c�mara municipal do porto...

confesso que, apesar deste ano a oferta ser maior, tenho saudades de deambular pelas imposs�veis avenidas do parque eduardo vii, com os seus stands de ver�o, a fazer lembrar os livros como gelados no pico do calor... de ver a ana maria magalh�es e a isabel al�ada (era pequenita, � l�gico que, na altura eram as minhas escritoras favoritas), de as procurar e pedir um aut�grafo... ver tantos livros quantos aqueles que gostaria de ler, de possuir para mim...

o porto, no entanto teve momentos inesquec�veis... como por exemplo, ouvir ant�nio "fganco" "alexandge" a "gecitar" poemas seus... (sim, o senhor troca os "rrrrr" por "gggg") ou a ad�lia lopes, o valter hugo-m�e, francisco jos� viegas, jorge reis-s�, jos� lu�s peixoto... ou sentir o teu corpo de encontro ao meu, no tempo das estrelas, quando era tempo da estrela que se desvia do poema, ouvindo

�Pudesse eu agora ingenuamente dizer �amo-te� e/ ser ouvido pelo ouvido humano da tua boca/ n�o como quem pede mas como quem traz /um desconhecido at� � mesa posta /para connosco celebrar a sa�da de egipto /voltaria a juventude de outrora /at� ao lume claro /do teu rosto; mas, desse lado da vida, v�s /somente a pele antiga que se dobra em rugas /e vai pelas ruas interrogando os passante /como um prov�rbio em l�nguas estrangeiras..."...

ou ouvindo uma qualquer outra coisa, seria o mesmo...


os meus cabelos eram ent�o bastante mais compridos....

26 de maio de 2003


David Sylvian - Dead Bees on a cake
I Surrender

I opened up the pathway of the heart
The flowers died embittered from the start

That night I crossed the bridge of sighs and I surrendered

I looked back and glimpsed the outline of a boy
His life of sorrows now collapsing into joy

And tonight the stars are all aligned and I surrender
My mother cries beneath a southern sky and I surrender

Recording angels and the poets of the night
Bring back the trophies of the battles that we fight

Searchlights fill the open skies and I surrender

Outrageous cries of love have called me back
Derailed the trains of thought, demolished wayward tracks

You tell me I've no need to wonder why I just surrender

I stand too close to see the sleight of hand
How she found this child inside the frightened man

Tonight I'm learning how to fly and I surrender

I've travelled all this way for your embrace
Enraptured by the recognition on your face

Hold me now while my old life dies tonight and I surrender
My mother cries beneath the open skies and I surrender

An ancient evening just before the fall
The light in your eyes, the meaning of it all

Birds fly and fill the summer skies and I surrender

She throws the burning books into the sea
"Come find the meaning of the word inside of me"

It's alright the stars are all aligned and I surrender
My mother cries beneath the moonlit skies and I surrender

My body turns to ashes in her hands
The disappearing world of footprints in the sand

Tell me now that this love will never die and I'll surrender
My mother cries beneath the open skies and I surrender



boa m�sica para se ouvir na solid�o do md... no sol abrasador das duas da tarde, quando o sol bate nas costas e queima. boa banda sonora para abafar todas as idiotices que ouvi no caloirinho, pela hora do almo�o... boa banda sonora para passear no porto e olhar o que ele tem para oferecer aos meus ouvidos... boa m�sica. apenas isso...

23 de maio de 2003

acordei bem disposta...
o teu corpo na minha cama, para que o pudesse ver toda a noite, em todos os momentos em que acordei por te ter a meu lado...
e n�o, n�o quero saber de nada mais.


David Mour�o Ferreira

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os bra�os que apertamos
nunca mais s�o os mesmos E por vezes

encontramos de n�s em poucos meses
o que a noite no fez em muitos anos

E por vezes fingimos que encontramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
s� o sarro das noites n�o dos meses
l� no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes oh por vezes
num segundo se evoluam tantos anos.

22 de maio de 2003

queria-te dizer que me t�m falado de ti... e que, tomar�amos pequeno-almo�o se aparecesses por c� de manh�...

poder-te-ei ainda dizer que vou aqui escrever, de uma vez por todas, tudo aquilo que n�o canso de lembrar e que ningu�m quer ouvir, pela extens�o de coisas que s�o... e ent�o vou aqui escrever...

Estas algumas horas

5
a conclus�o parece pr�xima, mas
poder� o gnomo recus�-la? estas quest�es
sujam indevidamente as douradas vidra�as
do envelhecer. como evitar
o que recordaremos, estas algumas horas?
and yet
these foolish things
remind me of you

tu que pousas os meus olhos e as minhas m�goas
e estes embrulhos transparentes, de ligeiras
asas na sapatilha azul.
� que estas algumas horas sentadas no choro
n�o quebrem a aniurada das am�veis
ch�venas!
assim as recordaremos, e o celofane amarrotado.

Ant�nio Franco Alexandre

21 de maio de 2003

ao que n�s cheg�mos.

ou melhor...
ao que eu cheguei.
conhecer de cor
o relevo do teu nome
sobre o papel
pensar-te sem
fechar os olhos nem
abrir as m�os.

ao que nos reduzimos...

dois cart�es de visita
sem endere�o de contacto.



tenho sonhado muito contigo. muito mesmo. (depois falo-te.... por enquanto fica aqui o poema...)

18 de maio de 2003

� oficial: adoro peter murphy... o homem � um g�nio...

consegui ligar (finalmente) o meu port�til � net... tarefa dif�cil... mas tenho apenas de agradecer ao marco que, avisou-me que t� tudo a precisar de uma formata��o no meu comp. bigadita... mas acho que vai ter de esperar...

padrinho, obg pelos conselhos de ontem no mirc... fui sacar algumas das coisas que tinhas apontado e gostei do que saquei... confesso que j� conhecia mas n gostava do que tinha ouvido anteriormente... ou ent�o era eu que estava com pouca aten��o na altura.

mas � oficial... gosto de peter murphy... muito mesmo.

e j� conhe�o a m�sica com o meu "nome" da dupla k&d (kruder & dorfmeister para quem n�o conhece). e gostei.

n�o sei do meu minidisc (algo grave!). algu�m o viu? � que j� tou a come�ar a ficar preocupada e a suspeitar que foi "desviado"...

tenho a "ego�sta" pra ler e ainda n�o me dediquei..queria uma esplanada junto ao mar, um dia morno e sol na cara para a poder ler... algu�m me arranja isso?

15 de maio de 2003

ontem � noite, manual da comunica��o qu�mica na maia, no tert�lia castelense

viagem de regresso atribulada, o carro "morreu" na boavista deixando-nos � merc� do famoso jo�o abrunhosa e seus malabarismos automobilisticos!

dia cheio de sol, temperaturas amenas, olhos doridos, corpo cansado...

estou bastante cansada do cinismo/hipocrisia/mentira em que me encontro...

sonhei com um vestido de princesa, um quarto em chamas e fotografias algo expl�citas do que quero dizer... era piazzolla que ouv�amos nos intervalos de nos conhecermos, t�o intuitivamente quanto a aproxima��o natural dos corpos, que se atraem e nunca se repelam... ainda me lembro do que gostas de ouvir e n�o, n�o pinto. as telas que costumo colorir est�o escondidas. e "colorir" nunca foi um verbo que soubesse conjugar...

14 de maio de 2003

mios�tis

hoje tocam na r�dio
todas as m�sicas da nossa
adolesc�ncia.
E eu lembrei os cravos vermelhos
por sobre a mesa.
Os beijos inocentes de m�os dadas
no meio de um campo
de mios�tis azuis
Dev�amos ter ent�o tr�s
ou sete
ou onze anos
os nossos olhos eram azuis
e eu tinha
mios�tis azuis
nos cabelos negros.
E, pela nesga azul da tua camisa
via
como vi
a pele branca do teu peito
E quando nele pousava a m�o
sentia um cora��o vermelho
Hoje tocam na r�dio
todas as m�sicas da nossa
adolesc�ncia.
E s� os mios�tis continuam azuis.


lembrei-me dos mios�tis azuis ontem � noite.... escrevi bastante e dormi como h� j� semanas n�o dormia........