31 de janeiro de 2003

é-me igual se não me ouves...
é-me igual se dormes a estas tardias horas.

contento-me com tão pouco...
estar aqui, a teu lado, a tua mão por sobre os lençóis, tão perto do toque, à distância de uma carícia...
contento-me com tão pouco...
umas quantas letras escritas por sobre a derme,
a tinta que se entranha lentamente nos meus poros, o teu olhar pelas paredes do meu quarto...
uma fotografia desfocada...
contento-me com tão pouco...


é-me igual todo o tempo que passa, uniforme no exterior de mim... é-me igual, não me fere na pele.

queria saber que poemas mais gostas para to dedicar...
quem sabe... aqui, porque não? aqui sim, um poema, o teu poema favorito... escrever-me-ás a dizer-me qual é?...