28 de fevereiro de 2003

and i wonder...

que como algu�m poderia (pretender) traduzir para portugu�s: e eu pergunto-me, e eu fantasio, eu utilizo hip�teses imagin�rias para inquirir, eu maravilho-me. porque wonder vai dar a wonderful e wonder independentemente � uma..... maravilha... e wonder tem um "w" de walk que � caminhar, um "o" de oooooooohhhhhh so good!, te um "n" de nothing que � um nada, um "d" de desire que � ardente, um "e" que explode na palavra quando menos damos por ela e um "r" de recome�ar d� for�a e faz crescer, e n�o faz mal �s crian�as tia Marta pq o podemos levar pr� lanche e tem muito leite pra crescermos fortes e saud�veis...

and i wonder...

se eu fosse diferente, como tu, olhar-me-ias de outra forma mais........ "desej�vel"?

ora responde l� a esta....

26 de fevereiro de 2003

se me tivessses dito antes, como agora mo dizes, e n�o te cansas de repetir, que a tua casa est� muito diferente daquela que conheceste em pequeno, ter-te-ia oferecido uma �rvore que pudesses plantar no teu jardim e nos seus ramos pendurar um baloi�o. porque um baloi�o � bastante importante na casa onde crescemos.

a minha escolha est� feita. as imagens que n�o conseguir�s descortinar pelos sentidos chegar-te-�o pela caixa do correio que tens em casa e � guardada longe do alcance do carteiro.

se me dissesses, como ainda n�o mo disseste claramente, que n�o queres que te pense, nem que te sonhe, nem que te toque os dias de uma forma ou outra, cumpririas finalmente o resto do caminho da minha vida sem mim. porque eu apear-me-ia na estalagem mais pr�xima e requisitaria outra montada para poder regressar a casa. e ao baloi�o que deixei balou�ando no ramo partido da �rvore do meu jardim.

25 de fevereiro de 2003

estou farta de ti

� em noites como esta que a aus�ncia me parece a alternativa mais vi�vel para a continua��o dos par�grafos do teu sil�ncio.

estou farta de mim.
j� n�o me consigo resgatar.
n�o h� esperan�a.
e a raz�o n�o fala pela novis.

24 de fevereiro de 2003

fdx
(será que aqui se podem escrever as asneiras por extenso?)

que conheces tu de mim, que pretensões pretendes tu tirar de umas quantas horas que passas comigo durante o mês?

as palavras que.se.pegam.umas.às.outras,sem.necessidade.de.espaços.entre.elas.que.tentas,noite.após.noite,sussurrar-me.ao.ouvido não são suficientes para que penses ter qualquer tipo de autoridade sobre aquilo que penso/sinto/faço. não te d� autoridade para me censurares e pensares que me conheces desde que nasci. não conheces. nem tu nem ninguém, que a minha vida não tem raizes em parte alguma.

para ti:
(com quem eu tenho sonhado, noites e noites a fio,
sem que to possa dizer,
porque nem imaginas que te penso,
quanto mais que te sonho noites e noites a fio...)

um segredo que encontrei no fundo da gaveta que tinha as fotografias antigas do pôr do sol:


Novamente a areia,
Novamente o mar,
Novamente a praia...
_____________E, quando olhei para trás,
_____________não vi as minhas pegadas.
___________________________________14012001


(acho que me esqueci que, nesse dia, tinha voado...)
(In The Nursery - Anatomy of a Poet)
Oscar Wilde.

The Harlot's House

We caught the tread of dancing feet,
We loitered down the moonlit street,
And stopped beneath the harlot's house.
Inside, above the din and fray,
We heard the loud musicians play
The "Treues Liebes Herz" of Strauss.

Like strange mechanical grotesques,
Making fantastic arabesques,
The shadows raced across the blind.

We watched the ghostly dancers spin
To sound of horn and violin,
Like black leaves wheeling in the wind.

Like wire-pulled automatons,
Slim silhouetted skeletons
Went sidling through the slow quadrille.

They took each other by the hand,
And danced a stately saraband;

Their laughter echoed thin and shrill.

Sometimes a clockwork puppet pressed
A phantom lover to her breast,
Sometimes they seemed to try to sing.

Sometimes a horrible marionette
Came out, and smoked its cigarette
Upon the steps like a living thing.

Then turning to my love, I said,
"The dead are dancing with the dead,
The dust is whirling with the dust."


But she - she heard the violin,
And left my side, and entered in:
Love passed into the house of lust.

Then suddenly the tune went false,
The dancers wearied of the waltz,
The shadows ceased to wheel and whirl.

And down the long and silent street,
The dawn, with silver-sandalled feet,
Crept like a frightened girl.



it was not the harlot's house onde te deixei. de qualquer maneira, deixaste o meu bra�o, a berma do passeio por onde te seduzia, e entraste "Love passed into the house of lust". talvez fossem os violinos ou talvez a cara alegre do arlequim que te mascarrara os l�bios-carmim.

h� j� dois dias que n�o durmo e amanhe�o com uma marca na m�o direita... um filete que atravessa as costas da m�o, paralelo ao pulso. h� j� dois dias que, � minha caixa de correio n�o chega nada sen�o publicidade. h� j� dois dias que a tua sombra se assustou, arrepiando caminho por entre os tojos do pinhal, junto � praia.

d�-me tr�s raz�es pelas quais n�o te deva ligar... talvez assim me conven�as finalmente.

19 de fevereiro de 2003

Peter Murphy
in Cascade

Wish

I wish it was spring
I wish it was your house
We'd invite the beggars
Hanging 'bout your front fence
Wish I was your tree
I wish I could bend and bow
Like the branch of ash
Bum idols for love

I wish we could dress
In only happy cloaks
And blow rave waves
To the lily pond
I wish I was your mirror
Give you up my wand
Wish I was your mirror
Be your fine shine
Wish I was a nomad
Living in your land
An Irish tinker
Drinking juice of rose
From your hand

Wish I was a beggar
Waiting at your door


I wish we could dress
In only happy cloaks
And blow rave waves
To the lily pond
I wish I was your mirror
Give you up my wand
Wish I was your mirror
Be your fine shine
I wish I could rush
To see the first sun
Rise to your call
Bum idols for love


desejo, mais que vontade, desejo de voltar àquela sensação de ver este senhor no palco... render.me completamente, como há muito não acontecia, render-me completamente à encenação sincera das suas palavras... abandonar-me a mim, deixar-me, dentro de mim... corropio de sentidos, um desmaio e a inconsciência...

perder.me...
i wish...
parabéns...
consegui não festejar o segundo aniversário da noite em que sussurraste ao meu ouvido a frase que me fez estremecer. "matar-te-ei quando menos esperares"
acreditei.

mas já o esperava quando aconteceu.

15 de fevereiro de 2003

parabéns meu kidito... hoje faz quatro anos (muitos, assim, com quatro dedinhos espetados e o polegar juntinho à palma da mão) o homem mais precioso para mim... a única pessoa, que me pediu, candidamente, nos últimos tempos "vem dormir comigo".. e desengane-se aquele que se prepara para me denunciar à polícia, não sigo as headlines da actualidade...


parabéns jaime.

faz hoje quatro anos aquele que me consegue fazer sorrir com actos tão simples como dois braços a pedir colo e um sorriso maroto a esconder-se na ombreira de uma porta.

parabéns jaime.
tenho saudades tuas.

14 de fevereiro de 2003

cinco coisas que queria fazer com alguém, sem meter coisas complicadas ao barulho,
pelo simples prazer de o fazer, pela simples falta que me fazem...

01. comer gelado de baunilha com cobertura de leite condensado, de canecas de leite
02. fazer o pino
03. deitar a cabeça no seu colo e brincar com a sua mão
04. escrever um poema, a tinta, no seu braço
05. espalmar a mão no seu peito.
ninguém.
surpresa

é a palavra que me ocorre...
surpresa pela positiva... tanta gente nova por aqui... olhando o mar ou em under_grounds, tanta gente que eu conheço a "bloggar"
e surpreendi-me contigo, fiel...
que te chamar?
sei apenas que me lês sempre...
e surpreendi-me contigo, surpreendi-me a pensar em ti...

vim a casa...
viagem de comboio, não chegava mais... e afligi-me, ao aperceber-me de que já não sabia escrever um poema... senti-me perdida, sinto-me perdida sem um poema...

incessantemente tenho a sensação de que procuras a minha mão por entre os nossos corpos, que se atraem e se reconhecem...
e eu não tenho nenhum poema para te amar...

vamos sacrificar ainda uma cama...
mas só o saberás quando no quarto(...) entrares...

chegar a casa é deixares-me chegar perto de ti.

13 de fevereiro de 2003

e aquelas palavras encostam-se a mim...
fazem-me crer na solidão dos meus próprios passos, confundem-se com o rumor do vento pelas esquinas vazias dos prédios desta cidade...

"(...) tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer."


estou só mas não solitária. tenho sonhado contigo todas as noites e os lugares estranhos onde te encontras são-me familiares nas minhas fantasias...

vamos incendiar a tua cidade.... mas isso tu ainda não sabes....