27 de março de 2003

26 de março de 2003

estou cansada...
tão cansada... parece que passaram o dia a bater-me...
sinto o corpo tão separadamente como entidades estranhas que se rejeitam...


e as imagens que nunca mais chegam até mim...

permaneço na escuridão da ignorância... ou na sua luz, ainda não decidi muito bem...
(curioso... ultimamente só tenho entradas em dias pares...)
ALERTA! MUDANÇA DE PREDICADO

fiquei toda a noite a pensar na tua voz no meu ouvido...

se me deixasses, abraçava-te com a vida toda...

24 de março de 2003

o dia está mesmo a começar... como a semana...

apetecem-me as pessoas...

que urgência do ser humano... até estranho...

22 de março de 2003

hoje voltei a dormir o dia inteiro. recebi uma preocupação que rezava "que se passa contigo ao fim de semana?"

a resposta é simples. não é este fim de semana. é este tempo, é o calor que se entranha em mim, sou eu a descobrir-me diferente, sou eu a mutar-me. a amputar-me.

não o lembro mais.

os países estrangeiros têm paladares que me apetece provar... depois conto-te a que sabem.
quem sabe, num destes fins de semana...

20 de março de 2003

hoje falou-se muito de irmãos. e família...


dei comigo com saudades da rita, sem que ninguém, afinal saiba quem ela foi. nem eu própria sei. e penso nas minhas outras irmãs, que não de sangue. e descobri que me deixaram todas elas, a começar pela rita.

talvez seja mais a potência do que a rita seria que me atrai mais. e, no entanto, tive hoje saudades dela, de deitar a minha cabeça no seu colo e contar-lhe porque perdi o sono há duas noites.
seria a ela que eu ligaria para me salvar e não a ti que não me salvaste. nem quiseste saber o perigo que corri... há duas noites atrás. nem queres saber o perigo que continuarei a correr nos próximos tempos, quando estiver frente-a-frente a imagens já vistas, que não as de há duas noites atrás, no (re)começo de tudo.

a aprendizagem de me resgatar, de me salvar sem que tenhas, em algum momento, esperado por mim na esquina de um prédio sujo, com uma flor nos cabelos.

seja como fôr, vou entrar de férias disto... vou para fora daqui para aprender a escrever o meu nome numa qualquer língua estrangeira que não compreendas.

19 de março de 2003

há encontros que se fazem aparte do mundo...

e há pessoas como tu, de quem se gosta com a vida toda, assim, com a vida toda a abra�ar-te de uma só vez, uma única vez.

hoje apeteceia-me ser tudo e não ser eu, estalar os dedos, acordar deste sonho (sim tenho a certeza de estar a sonhar), e dizer-te "bom dia, deixa-me beijar os teus altos olhos nesta manhã que nos pede calor e água"

ainda aqui virei dizer-te mais coisas durante o dia de hoje... mas não agora... agora ainda é muito cedo para te dizer o que tenho a dizer-te mais...

17 de março de 2003

esta porcaria t� toda marada... de qualquer maneira, aqui fica um novo blog, gatices (digo eu) e outras tramas... e um bixu a querer ter um blog... hehehehe (vejam nas novidades directamente...)

16 de março de 2003

est� um calor espl�ndido para sairmos, n�o est�? queres vir morder umas flores comigo?


aparece...

15 de março de 2003

j� tinha saudades disto...

do sol no c�u, um calor de ver�o, vir ver o mar, junto a uma banca de gelados e tripas e bolacha americana.
tinha saudades de voltar assim a casa.

voltei a escrever. voltei a olhar o meu reflexo no espelho.
por acaso, no fim de semana passado, fomos acordados c� em casa por um enorme estrondo, o c�o p�s-se a ladrar, arrancou os meus pais da cama.eu estava com dores de barriga, tive medo dos ladr�es ou coisa parecida, e ningu�m descobriu o que tinha acontecido. eu s� sabia que tinha sido no meu quarto e, por momentos, tive medo que aquele estrondo tivesse sido eu que tivesse morrido e n�o sabia ainda. mas doia-me a barriga, n�o podia ter sido isso...
n�o foi isso. acordei de manh�, realmente, ningu�m sabia ainda o que tinha sido. at� que olhei para o meu qarto e descobri: o espelho tinha caido no meio do ch�o. e n�o se tinha partido, estava intacto, como se algu�m o tivesse tirado e posto no ch�o, com a face que nos d� a imagem, virada para baixo. n�o se partiu... parece que n�o tenho sete anos de azar... tamb�m, s� me faltariam cumprir cinco para completar a senten�a...

mas n�o era nada disto que eu queria contar... o que eu queria contar era que voltei a escrever. escrevi tanto... e, ao olhar para o "arquivo" vi que, nem um poema por m�s fiz no ano que passou... pouca actividade, realmente, uma desaprendizagem daquilo que sou. mas voltei a escrever, a olhar o meu reflexo no espelho... nem que seja no espelho caido....


anabela, aqui est� o meu poema novo (sim, a pedido especial, que dizes que nunca l�s poemas meus...)

(Falei-te hoje)

Um retorno a mim mesma

Estou exausta
Como no fim de uma grande viagem
sem paragem no meio para descansar.
O corpo entorpecido
que volta agora a si.
Como se voltasse � casa da minha inf�ncia,
voltei.
N�o precisamos
N�o precisaremos de (voltar) a falar
sobre o que se passou.
Porque nada se passou.
Leio livros infinitos de um mesmo autor
que descreve
(linha sim-linha n�o)
a minha pouca vida contigo.
Compro artigos de papelaria.
Imensas folhas brancas pedindo.me
tinta e impress�es (digitais)
Talvez fa�a um retrato do
retorno a mim mesma...


eu sei que n�o � brilhante... mas n�o precisa de iluminar para eu gostar dele...
n�o sou nada brilhante...

dei comigo esta semana a ter saudades de pessoas...
por exemplo, de conversas informais em que parecemos estranhos ao exterior com as palavras...
pensar muito e falar contigo... um exerc�cio mental ao qual me dedico v�rias vezes, n�o tantas quantas as pretendidas, mas que ficam por dizer, na aus�ncia das tuas respostas...
deixa l�, tamb�m n�o poderias saber....


porque, simplesmente,


eu nunca to disse...

10 de março de 2003

aqui estou eu...

parece que, de novo, de volta a estas lides e afins...


tenho o sol a bater-me nos olhos, a sensa��o deste calor abrasador do dia que hoje (dis)correu por entre os vidros. primeiro os de um comboio cheio de gente. depois das salas de aula. cada vez que me levanto, uma tontura (ou ser� tortura?) apetecia mais um relvado e um bom livro que estar aqui... voar um bocado sem asas, ir fotografar a ponte dom luis, qualquer coisa assim...
n�o sei bem se a tontura me vem do sol intenso nos olhos, de me ter cruzado contigo e termos trocado meia d�zia (sim, foram seis...) de palavras ou ainda do estado de sa�de que ainda n�o � muito famoso...

talvez as coisas mudem este m�s...

9 de março de 2003

long time no see but wish.....

� verdade, sempre tiveste raz�o nisso: quem � vivo e desejado... sempre aparece. nem que seja nas p�ginas de um jornal, na �ltima coluna, numa rec�ndita e meaningless sec��o do mesmo... nem que seja num guardanapo, num recado escrito a tinta de pequenos almo�os fugidios...

"o tempo � um ch�o que ningu�m pisou"
e, no entanto, vejo tantas pegadas tuas � volta da minha casa...


lia a P�blica, um artigo qualquer enquanto esperava pelo final do download de uma m�sica, quando me lembrei da tua cara, no dia em que nos conhecemos, a moldura do teu sorriso, por debaixo daqueles �culos escuros (que eu detesto, embora sejam os que prefiras) e contra o c�u azul, o amarelo forte do bar de praia, o som das ondas ao fundo... e sim, eu a pagar a conta! soltei uma gargalhada e abstra�-me completamente do artigo sobre a fome no mundo. foi uma recorda��o engra�ada... tive vontade de te ligar, rir-me da praia contigo...

is anybody out there
i reach my hand

nobody.
(que � como quem diz)
ningu�m.