20 de março de 2003

hoje falou-se muito de irmãos. e família...


dei comigo com saudades da rita, sem que ninguém, afinal saiba quem ela foi. nem eu própria sei. e penso nas minhas outras irmãs, que não de sangue. e descobri que me deixaram todas elas, a começar pela rita.

talvez seja mais a potência do que a rita seria que me atrai mais. e, no entanto, tive hoje saudades dela, de deitar a minha cabeça no seu colo e contar-lhe porque perdi o sono há duas noites.
seria a ela que eu ligaria para me salvar e não a ti que não me salvaste. nem quiseste saber o perigo que corri... há duas noites atrás. nem queres saber o perigo que continuarei a correr nos próximos tempos, quando estiver frente-a-frente a imagens já vistas, que não as de há duas noites atrás, no (re)começo de tudo.

a aprendizagem de me resgatar, de me salvar sem que tenhas, em algum momento, esperado por mim na esquina de um prédio sujo, com uma flor nos cabelos.

seja como fôr, vou entrar de férias disto... vou para fora daqui para aprender a escrever o meu nome numa qualquer língua estrangeira que não compreendas.