30 de junho de 2003

imagem explícita para mim... adivinhem lá porquê :P...


tanta ausência, é verdade...

a culpa foi do sr. professor jorge marinho que me faz perder o sossego e a tranquilidade....

é verdade, hoje, exame de semiótica da comunicação social, uma verdadeira estopada... acho que estou cá para recurso ou assim... na melhor das hipóteses, na próxima semana habilito-me a uma prova oral (quem me dera!)

tenho estado confinada à minha casa (coitadita de mim), mas não abdiquei da noite de quinta - fantástica! - e de sábado - horrível!.

quarta é dia de indústrias culturais, seja isso o que fôr, que ainda nem comecei a pensar nisso... mas não me apetece estudar mais, apetece-me ir dar um giro até barcelona (o convite já foi feito e aceite) ou até londres... pronto, fico por cá, que tal milfontes ou esposende? não tem nada a ver mas só me apetece fugir do porto....

tou muda para o mundo. estou sem dinheiro e o telele sem saldo. o que significa que não posso comunicar com ninguém... que tal ir até gaia ou lisboa, tirar umas fotos? este tempo de porcaria, em que ora chove, ora faz calor sem sol dá cabo da minha paciência...

e ainda não acabei o rolo a cores!!!!!!

26 de junho de 2003

que porcaria... isto internamente tem um novo visual mas, para mudar para isto fiquei sem bloggar ontem à noite....

25 de junho de 2003

joana, tás na lista de links do conversas de café! ó pró style!
tenho tanto pra contar....

finalmente, na quarta, o up saíu à rua, mostrou-se às gentes que andam por aí. foi um parto muito difícil mas já cá está, já se pode mostrar e justificar todas as reuniões e tempo que já se envolvia na sensação de perdido

o "modos de vida" ficou pronto. não sou tão optimista quanto tu joana. não acho que correu tão bem quanto o vidinha o classificou. acho que foi mais fruto da euforia geral de sentimento de "está pronto, acabou!". o modos correu como eu estava à espera que corresse: com erros e numa linha algo incoerente e desfazada da ideia original no que toca ao tom da discussão. mas tenho de (re)ver a gravação do programa para tirar as minhas conclusões finais.
quanto aos convidados, ainda não sei, com franqueza, as opiniões com que ficaram do programa. ainda não tive oportunidade de privar com eles....

acordei sobressaltada esta noite. quatro da manhã. lágrimas pela cara abaixo, dificuldade em respirar. e, desta vez, nada tinha a ver com o meu actual estado de saúde. sonhei que a tua morte vinha anunciada no público e que só por aí tinha conhecimento dela.sonhei com a tua mãe e com a mafalda que não tinha acabado de nascer mas sim três anos e corria num vestido azul claro, leve, de verão, com um avião na mão e um sorriso de inocência. sonhei com o teu irmão, sem que nunca o tenha conhecido, e que era tão parecido contigo, mas mais feliz, mais tranquilo, de olhos postos na mafalda. sonhei com as mãos da tua mãe, que era a minha e que pegava em mim como se eu tivesse dois anos e tivesse caído de um cavalo. sonhei com a tua morte. com o teu caixão mesmo, vi-te branco, mais branco que o teu tom natural de pele. e acordei em sobressalto, assustada com a realidade de tudo aquilo, com a fisicalidade do teu silêncio, da tua ausência. temo a resposta À pergunta se tudo isto passou de um sonho para a realidade. afinal de contas... era possível que tal acontecesse.... neste mundo tudo acontece...


e no silhuetas!

20 de junho de 2003

ainda não trouxe as fotos...

mas joana, continuo na ideia que tivémos a discutir...
há coisas assim...
o trabalho foi extremamente produtivo após uma discussão sobre a lógica e a coerência no ser humano...
se calhar não era bem sobre isso que eu queria falar mas mais na (des)necessidade de termos respostas às perguntas que fazemos. era mais isso que eu vos (a ti e à Teresa) queria dizer: que há perguntas que não devem ter resposta, que há respostas que não devem ser dadas. que há perguntas desnecessárias e que a procura de uma lógica nas acções humanas não passa de uma tentativa (frustrada e vã) de tornarmos o comportamento em algo de linear e simples.

mas parabéns joana... acho que devia ter começado assim o post de hoje...

então vou recomeçar....

parabéns joana, ainda que com um dia de atraso, parabéns.

temos um programa para gravar hoje à tarde e eu prometi a mim mesma que não vou falar "desse" trabalho aqui. vou antes falar dos meus convidados que me custaram tanto a dizer que sim... fizeram-se de difíceis mas vêm... quer dizer, eu espero que apareçam senão... senão não sei bem como será... vamos ter de improvisar e, se com tudo ensaiado não acredito muito no sucesso disto, quanto mais improvisado...

tenho descoberto demasiadas coisas sobre o que tens andado a fazer... sobretudo porque me têm perguntado se andas bem, o que se passa contigo, mesmo antes de me justificarem as questões... e é aí que me contam o que tens andado a fazer... depois daquela noite em que te agrediste gratuitamente, parece que perdeste o pudor de que eu saiba das coisas... e assim parece que eu te permito essas coisas, quando, na realidade, não permito. sei que não é para te entender. mas hã pudores que não se devem perder entre as pessoas... não quero mais saber sobre o que tens feito de errado, sobre o que não admites. quero antes saber aquilo que me permites saber. e o que eu sei agora ultrapassa, em larga escala, essa fronteira...

17 de junho de 2003

já é oficial: tou doente. com uma constipação monumental em cima... n que tenha frio ou calor desmedidos mas é uma autêntica chatice. dói-me todo o lado direito da cara, ouvido, tudo! estou completamente entupida e desagrada-me imenso. também não tenho quem me mime, o que causa uma mossa enorme, especialmente quando estou enroscadinha na cama e tenho fome ou sede...

ontem tomei café no rivoli. já lá tinha estado mas, aproveitei a "solitude" do momento para escrever (muito).

o trabalho já está acabado. só falta limar umas arestas (pequenas)...

e, desculpem os apaixonados que lêm este blog mas estou completamente farta de vos ouvir falar dos respectivos companheiros/companheiras... parece não haver mais tema de conversa nos apaixonados...

bem, vou até casa curar isto... depois mostro por aqui umas fotos engraçadas...

16 de junho de 2003

dia comprido este...

o calor voltou, após um fim de semana fresquinho... e eu devo ter apanhado um resfriado que estou aos "atchins"... é uma verdadeira porcaria, uma vez que era uma das resistentes às gripes e constipações que grassam por aí... e estou a ficar malzita da garganta, o que não é muito bom sinal... não ando a trabalhar nada.... o que é preocupante. especialmente porque, em algumas coisas, não ando a trabalhar sozinha. o que significa que, sim, a minha companheira de trabalho está a levar com tudo em cima. tenho um rolo a cores para acabar. alguma sugestão? preciso de corpos... algum/a voluntário/a? sem caras. apenas corpos não-identificados...

15 de junho de 2003

apesar da grande desilus�o que foi (tentar) ver maria jo�o e m�rio laginha, encontrei uma m�sica deles que n�o me sai da cabe�a. chama-se "from both sides now"(se puderem ou�am-na!)...
tamb�m, se tiverem o kazaa ou o soulseek em casa, n�o podem deixar de procurar ruychi sakamoto a tocar a solo uma m�sica (brilhante) de david sylvian - forbidden colors...
cheia de trabalho...

e as coisas v�o andando devagar... por vezes demasiado devagar...

10 de junho de 2003

Fernando Pinto do Amaral
in Ac�dia


7

N�o hei-de conseguir falar contigo, � sempre
dif�cil
. Uma imagem
cintila de repente e l� estou eu
nesse baile de m�scaras - revi-o
mais de dez vezes! Foi t�o bom
ficar preso a nenhumas esperan�as, sentir
o vento muito frio.

Percorri os desertos, o inverno
era a esta��o preferida e sobretudo
a noite. Viajava
entre corpos e alma, esse mundo
parecia n�o ter fim; o seu limite
era como um segredo, um olhar
desafiando a morte enquanto esperava por novas ilus�es.

Um telefonema � f�cil de fazer,
podemos encontrar-nos, conversar,
fingir que existe o amor ou qualquer outra
invis�vel certeza, mas n�o h�
lugar algum para fugir-me ainda,
ningu�m nas ruas cada vez mais longas,
e mal vislumbro sob o azul da n�voa
os fragmentos do meu cora��o.

6 de junho de 2003

n tenho nada para dizer. estou antisocial, anti tudo e daqui a meia hora fazes anos e eu vou-te ligar. a desilus�o ser� imensa se n�o te falar at� porque j� tenho a piada na ponta da lingua pra te fazer rir... n�o brinques assim comigo... deixa-me eu brincar um pouco desta vez...



p.s. sinto falta do cantar de passarinhos azuis na borda da noite...

5 de junho de 2003

poema de Fernando Pinto do Amaral
fotografia Jo�o Nunes da Silva
in Ego�sta, n.� 15


hoje sera importante nao perder...
(tou num computador com o teclado desconfigurado, tenham do e piedade...)

na feira do livro do porto, o recital de poesia "ha palavras que nos beijam", que vai contar com a participacao especial de ana luisa amaral e maria do rosario pedreira e com a intervencao musical de pedro tudela. parece que vai ser uma coisa em grande, com imagem e multimedia...

e, por falar em multimedia hoje, no excelso curso de jornalismo e ciencias da comunicacao da faculdade de letras da universidade do porto, que tenho o privilegio de frequentar (lol lol lol lol... n imaginam o gozo que me deu a escrever isto...!) vai haver uma sessao de esclarecimento sobre a componente multimedia do curso, presidido pelo prof. bruno giesteira, engenheira rita falcao e mais alguem que agora n recordo o nome...

e, por falar no excelso curso, hoje ainda, nas mesmas instalacoes, pelas 13.30 vai decorrer um reuniao, promovida pelos mui activos e interessados alunos do 1.o ano, afim de se discutirem e aprovarem os estatutos, por eles elaborados, para a comissao de curso.


como podem ver, hoje o dia e extremamente preenchido com actividades de interesse geral...


mas falemos de coisas melhores (ja parece a musica daqueles gajos...)

ontem, conferencia em letras, "terra berco, terra tumulo - reflexoes sobre o patrimonio historico da mesopotamia e sua destruicao" com intervencoes de pedro sousa pereira e rui do o (para os mais esquecidos, estes tipos estiveram recentemente no iraque), fernanda ribeiro (professora da flup) e vitor oliveira jorge (professor da flup e amigo do mitico jornal up, que teima em se esconder ao publico). o senhor vitor oliveira jorge e brutal... comecou a conferencia lendo um poema e a sua intervencao foi ouvida por um auditorio (algo composto) em total e assombrado silencio.pelo meio pudemos ouvir os jornalistas da sic falar da destruicao, nao so do patrimonio cultural do iraque mas tambem das suas vivencias em bagdade. foi um bom momento, se eu n me tivesse sentido mal e tivesse acabado a minha participacao mais cedo... bom, ao menos consegui aguentar-me ate ao fim da conferencia...

enfim... mais logo, se puder, ainda aqui passo pra contar como foi o dia...

3 de junho de 2003

Ju, lembrei-me logo de ti quando vi a not�cia!




The Lomographic Embassy Lisbon presents,

LOMOMANJERICO

Another LOMOweekend challenge in Lisbon at Bicaense caf� Rua da Bica de Duarte Belo 42( elevador da Bica ), from the 12th and 14th of June.

12th of June:
Hand in the Lomo kit (camera+film+map) at Bicaense caf� between 18H and 20H
Followed by a non-stop party and all night visuals. (as m�quinas s�o fornecidas pela organiza��o)

13th of June
Just shoot... don�t think

14th of June
All the material (films + cameras) will be returned between 19H and 21H at Bicaense caf�.

On the 21st of June everyone is invited for the Lomoparty, at the Bicaense caf� to award the best lomographers and to view a mural with all the lomos taken.
The exhibition will be on from the 21st of June to the 21st of July.

2 de junho de 2003

Adriana Calcanhotto
Cantada (depois de ter voc�)

Depois de ter voc�
pra qu� querer saber
que horas s�o?

se � noite ou faz calor
se estamos no ver�o
se o sol vir� ou n�o
ou pra que � que serve uma can��o
como essa?

Depois de ter voc�
Poetas para qu�?
Os deuses, as d�vidas?
Pra qu� amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas
Depois de ter voc�?


fim de semana preenchido. ruas molhadas no domingo, feira do livro aberta e eu ainda n�o a visitei... fim de semana preenchido, mudan�a de casa, habituar-me aos corredores, ao quarto, � cama, aos barulhos do pr�dio, da casa, da rua, ter experi�ncias paranormais (sim, � verdade, vi um vulto desenhado a electricidade!)... ou tomar caf� contigo, abrir o jornal, ouvir-te dizer que h� algu�m a ganhar contornos de maior import�ncia na tua vida, olhar para o mar, tirarmos fotografias, apitarmos aos pescadores, assustarmos os peixes, cumprimentar desconhecidos na rua, rir muito e ouvir-te dizer que... "seria t�o f�cil termos uma rela��o"... ouvir-te enumerar as raz�es do nosso entendimento e rir-me da sugest�o. n�o recus�-la mas rir-me dela, como se estivesse h� j� tanto tempo � espera que n�o acreditasse, agora que a ouvia... e logo esquec�-la. eu e tu, a esquecer as palavras proferidas, as sugest�es hipot�ticas de uma rela��o... fim de semana preenchido... n�o me lembro h� quanto tempo n�o pass�vamos tanto tempo a ver livros, a almo�ar, a jantar, a sair � noite, a dormir, a chatearmo-nos... a termos ci�mes e a rir das satisfa��es....

estou doente.

e esta afirma��o nada tem de metaf�rico ou metaf�sico. � real. estou doente e s� me apercebi este fim de semana (v� bem a coincid�ncia!!) e vou agora ao m�dico que n aguento mais... mais logo te ligarei... ou talvez n�o, j� te escrevi demasiado, no fim do dia de ontem, quando regressavas a casa, e antes mesmo de te pedir desculpas por ter estado insuport�vel todo o fim de semana... e sei que tenho de te deixar descansar durante uns tempos, para n�o pensar nessa hip�tese e acordar de manh� com as l�grimas a escorrer pelo rosto por ter sonhos de beleza insuport�vel, de beleza extrema como s� o mundo, paradigm�ticamente, me mostra...