25 de junho de 2003

tenho tanto pra contar....

finalmente, na quarta, o up saíu à rua, mostrou-se às gentes que andam por aí. foi um parto muito difícil mas já cá está, já se pode mostrar e justificar todas as reuniões e tempo que já se envolvia na sensação de perdido

o "modos de vida" ficou pronto. não sou tão optimista quanto tu joana. não acho que correu tão bem quanto o vidinha o classificou. acho que foi mais fruto da euforia geral de sentimento de "está pronto, acabou!". o modos correu como eu estava à espera que corresse: com erros e numa linha algo incoerente e desfazada da ideia original no que toca ao tom da discussão. mas tenho de (re)ver a gravação do programa para tirar as minhas conclusões finais.
quanto aos convidados, ainda não sei, com franqueza, as opiniões com que ficaram do programa. ainda não tive oportunidade de privar com eles....

acordei sobressaltada esta noite. quatro da manhã. lágrimas pela cara abaixo, dificuldade em respirar. e, desta vez, nada tinha a ver com o meu actual estado de saúde. sonhei que a tua morte vinha anunciada no público e que só por aí tinha conhecimento dela.sonhei com a tua mãe e com a mafalda que não tinha acabado de nascer mas sim três anos e corria num vestido azul claro, leve, de verão, com um avião na mão e um sorriso de inocência. sonhei com o teu irmão, sem que nunca o tenha conhecido, e que era tão parecido contigo, mas mais feliz, mais tranquilo, de olhos postos na mafalda. sonhei com as mãos da tua mãe, que era a minha e que pegava em mim como se eu tivesse dois anos e tivesse caído de um cavalo. sonhei com a tua morte. com o teu caixão mesmo, vi-te branco, mais branco que o teu tom natural de pele. e acordei em sobressalto, assustada com a realidade de tudo aquilo, com a fisicalidade do teu silêncio, da tua ausência. temo a resposta À pergunta se tudo isto passou de um sonho para a realidade. afinal de contas... era possível que tal acontecesse.... neste mundo tudo acontece...