28 de dezembro de 2003

estou com um aperto no coração. e, a verdade é que estive a falar de dinheiro. ou melhor, da minha falta de dinheiro... e não há coisa que me repugne mais que o assunto "dinheiro"...


parece que me meto sempre em projectos megalómanos que nunca consigo levar até ao fim, que me meto em tudo ao mesmo tempo só para depois sentir um enorme sentimento de impotência por não poder corresponder... não corresponder porque me falta o tempo para tanta coisa. e, no entanto, sem essa "tanta coisa" não me consigo sentir bem, realizada...


shit...


já não compro o leitor de dvd's este mês...

19 de dezembro de 2003

Mulholland Drive
"Mulholand Drive", primeiro estranham-te,
depois ninguem pode passar sem ti! Um misterio
que vale a pena descobrir.


Se fosses um filme, que filme serias?
brought to you by Quizilla



curioso, até me identifico com o filme...
há cada teste...
férias! finalmente estou, oficialmente de férias! n que isso signifique que não tenha trabalho para fazer (muito trabalho!) quer apenas dizer que não venho ao porto tão frequentemente. e não me apetece deixar a minha casinha...

mas apetece-me ser um pouco apaparicada, ver a tua cara quando desembrulhares as prendas que tenho para ti.
a melhor altura do natal é quando estou entretida a fazer as prendas e depois a cara de surpresa das pessoas... e a imagem mais bonita é a árvore com os embrulhos debaixo, a cor dos embrulhos, a delicadeza dos laços... a lareira acesa, o verde, o vermelho, o dourado, o brilho das ruas...


os embrulhos são muito melhores que as prendas. a expectativa. e não exactamente a concretização...

16 de dezembro de 2003

doem-me os olhos.


não gosto de omissões. não gosto de pecadilhos omitidos. e não gosto de histórias meias contadas. mais tarde ou mais cedo (neste caso, mais tarde), sabemos sempre aquilo que nos querem omitir.
nada tenho a ver com a tua vida e, no entanto, as tuas omissões magoam-me com a força de algo que eu pensava pertencer-me e que, afinal... as propriedades que pensava serem minhas são afinal, uma mera ilusão. e não to posso contar porque, supostamente, estou a guardar segredo. e porque quem me contou não sabia que me ia contar uma omissão tua. porque, simplesmente "nós" nunca existimos. morremos no dia em que toda a gente festejava. e tudo isto não deveria importar.

12 de dezembro de 2003

remodelei o fololog. transformou-se agora numa casa de ch� onde mostro, à volta de uma bebida quente, os dias que me aqueceram.



a procura desta noite s�o os �lbuns de damien rice ("O") e maria rita ("maria rita").


junto-me à joana ao surpreender-me perante o blog de notas. blog esse que anda ser� motivo de cr�ticas nas aulas de jornalismo online... ;)



anyway, o natal est� à porta e eu vou dedicar esta noite a decorar a �rvore da festividade... as ilumina��es nas ruas j� o justificam e a press�o familiar tamb�m. em ano de notas curtas, os presentes rareiam pela minha bolsa de "amiga-natal, filha-natal, madrinha-natal, pseudo-amante-natal"...



h� presen�as que valem mais que presentes embrulhados e fitas coloridas...

10 de dezembro de 2003

há intimidades que não posso deixar de lembrar...


tu teres dito que gostavas do quarto em chamas foi o melhor incentivo que poderia ter tido. tenho um livro para ser escrito. um livro para ti. sobre todos os lugares que desconhecemos. sobre todos os poemas que já fizémos.


escrever sobre ti... rever-te e ouvir-te cantar um pouco as letras que não sabes...


9 de dezembro de 2003

gosto da tua voz. que cantes para mim. da tua voz quando estás quente.

5 de dezembro de 2003

3 de dezembro de 2003

ha poemas recorrentes nas nossas vidas... o teu, por exemplo...



gosto dos toranja...


"ainda magoas alguém
o tiro passou-me ao lado
ainda magoas alguém
se não te deste a ninguém
magoaste alguém

a mim... passou-me ao lado."

2 de dezembro de 2003

para ti... este é só para ti.

minha ilha...



Ilha


Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente


promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente


Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro


ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias


David Mourão-Ferreira

1 de dezembro de 2003

procura-se

quem queira dar o corpo ao manifesto e entrar no quarto em chamas de objectiva na mão.

os interessados devem contactar a autora através da morada de email deste blog.