2 de janeiro de 2004

nem sei bem porqê mas sinto-me um pouco triste... espero que isto n seja quilo que se costuma chamar "new year's blues"...

o último poema de 2003 foi este (hoje apetece-me revel´s-lo ao mundo, numa world premiere)


hipóteses que segredamos
em surdina 
à mesa do café
no terror de que sejam reais.
o sentir sem limites
emoldurado entre quatro paredes.
a medição do que não se mede.
o medo de que não se fala.o café frio da espera
sorvido numa concentração
de acção necessária.
hipóteses que segredamos
por meias palavras
num café público
de esperas.
a pressa da conversa
alongada
o adiar de uma conclusão
que se espera. 
à mesa do café
um sentir sem limites
na medição do que não se mede.






tenho demasiados cadernos em branco este ano. foi um ano agradável. ambíguo. que fazer de 2004?