22 de maio de 2004

não sei da tua imagem. do som da tua voz e de ti.

não sei por onde andas e aonde pertences realmente.

por esta altura tu não sabes de mim. quando eu ainda sei tanto de ti.

intrínsecamente, as tuas mãos nunca se esqueceram do caminho até às minhas.

olhei-te pela primeira vez e foi como se te reconhecesse. como se te visse ao longo dos tempos. até muito à frente no calendário.



"ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
e a cicatriz sobrevive sempre à mais perfeita ligadura"

Jorge Palma

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