17 de junho de 2004



é disto que somos feitos
pequenas gotas de água
libertadas por um aspersor
que caem no braço de alguém que passa,
num dia de calor

pequenas coisas
a ordem tímida dos gestos
as sardas que se espalham
no teu rosto
a tua mão dentro de mim
no fim da garganta
junto à pequena covinha
do pescoço
a tua mão dentro de mim
puxando-me de desejo



as coisas não se repetem, não se vivem duas vezes... e a poesia ficou fora da porta, no seu devido lugar.

doem-me os olhos, está muito calor.
e não há motivos de preocupação. ainda aqui estou. ainda sou a mesma. sem precisar de provar algo a alguém.

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