21 de junho de 2004

"do your best
not to forget me"

ainda me custa a compreender como as coisas se processam.

linhas entrecruzadas
rotundas em oito do lado francês
do canal da mancha.
conduzir do lado errado
da estrada sempre me trouxe problemas
de visão.
100 km/h com o alcoól a correr
célere
pelas principais avenidas
lisboa num rasgo de olhar
peças de roupa perdidas
pelos cantos da solidão
interrompida.
sugestões de outras vidas
insinuadas no desapertar
de um botão de camisa.
se soubesses o meu
sabor de gelado favorito
a estrada não teria fim.



sabes joana,o carlos dizia, no outro dia, que pertencemos a uma espécie diferente... estranha... e pensei como são estranhas as pessoas à nossa volta. não essencialmente eu ou tu mas toda a gente que nos rodeia. como nos (re)conhecemos pelas special features de cada um... na naturalidade da nossa "estranheza"...

tenho dez moradas em cima da mesa... dez exemplares do quarto em chamas que me vão abandonar para poderem regressar... seja como fôr que regressem...

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