23 de setembro de 2004

diz-me quem és tu de novo...

para que eu possa perceber... como podes tu ainda levar-me ao deslumbre do que existe. como podes tu rasgar as janelas por onde entra a luz que me é vital à sobrevivência.

diz-me quem és tu de novo

para que eu possa perceber porque procuras a minha mão quando caminhas ao meu lado na rua.

diz-me quem és tu de novo

para que eu o possa recordar, nunca o possa esquecer, para que as janelas nunca se fechem... para que o meu olhar não se desvie mais do que tu és, quem és tu? quem és tu de novo?

que sabes tu que eu ainda não saiba? e porque o ignoras se o sabes, como eu sei quem és tu. de novo.

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