28 de dezembro de 2005

anix....

"Would you please get out from under my skin?
'Cause I can't begin this yet
And I don't know what my intentions are
They're speaking in a different tongue
And deep inside, I'm not as tough as I seem
But I won't let you know
Until it's right, I'm gonna stay my distance"

Rachel Yamagata, "Under my skin"


just to say...

bye bye...

cheguem mais perto... vamos ver as estrelas como costumavamos fazer? vamos? vamos? vamos?


vamos lá então...

até pró ano...

25 de dezembro de 2005

" And it'll be just as quiet when I leave
As it was when I first got here
I don't expect anything

Take care
I've been hurt before
Too much time spent on closing doors"

Rachel Yamagata, "Quiet"



ficar muito muito muito quieta
(i don't expect anything)
esquecer o teu nome. por três vezes esquecer o teu nome.
(onde assenta mesmo a sílaba tónica numa palavra com apenas uma sílaba?)
pego na caneta e nada sai. nada se escreve.
quem me dera saber desenhar...
desenhava os teus olhos. o osso da tua anca. descreveria a tua cintura e todas as outras fronteiras do meu saber (tão limitado).

há dias intermináveis...

i don't expect anything

natal

mais um...

mais um para me relembrar porque é que eu não gosto do natal.. porque é que, infantilmente, espero sempre por estes dias quando, invariavelmente, nunca corre bem...

pior que isso só descobrir que o livro que eu avidamente andava a ler tem as últimas páginas em branco! apetecia-me matar alguém! e agora, quem resolve o mistério que eu ando a tentar desvendar há dias?

venha mais outro... what the hell... i can handle it.

23 de dezembro de 2005

de volta

depois de alguns dias de descanso... bom, não bem de descanso mas agora já sem aulas, mais descansada, sem prazos apertados onde me enquadrar, tenho tido muito tempo para fazer aquilo que mais gosto de fazer: ler e escrever. ouvir música, vaguear um pouco pelo Porto, por onde o frio não tem espreitado tão intensamente.

e já cá está outro natal... caramba, como o ano passou depressa...

não gosto nada desta época. toda a gente se esquece das facadas que dá durante o ano e toda a gente é amiguinha de toda a gente. pelo menos durante uns dias... até cravar de novo outra facada.

de repente tudo se torna um pouco mais claro para mim. a minha vida. as pessoas à minha volta, os meus sentimentos... de repente, num "hold still" de tudo à minha volta, as coisas começam a ganhar contornos e a sair da (ob)scuridade...

caramba... como este ano passou a correr...
como este ano pôs as suas mãos à minha volta e me criou contornos novos...

caramba... viver custa...

18 de dezembro de 2005

sunday afternoon

This is why I always wonder
I'm a pond full of regrets
I always try to not remember rather than forget

keren ann, "Not going anywhere"



é por estas e por outras que eu gosto de, uma vez por outra, "surfar" pela amazon à procura de coisas novas para ouvir... mais de dez novos cds pra ouvir...


and i'm going places i don't wanna go to...

16 de dezembro de 2005

almoooooooost

quase quase no fim de toda esta trabalhêra (sim, não me enganei, este vai com sotaque lá do sul), só me apetece viajar. diz-me a minha amiga v. à hora de almoço "ora bem, se tens o mês de fevereiro livre, porque é que não vais viajar?". "grande ideia!" (penso eu) "mas com quem?" (volto eu a pensar)

viagens invernais apeteciam-me pra Praga (essa bela localidade diria a chabelli) ou para locais com neve neve neve (ele é serra nevada, ele é paris, ele é londres...) mas companhia assim daquela pra chegar ao hotel e aninhar no quentinho... isso agora é que é mais difícil! ir sozinha seria, sem sombra de dúvidas, uma alternativa mas... 1)explicar isso aos progenitores ia-lhes comer a cabeça toda e iniciar um rol de perguntas como "que se passa? porque queres ir sozinha? olha que é perigoso e assim ficamos muito preocupados!" e 2) decerto que ia querer explorar essa noite alternativa sempre presente nas grandes cidades europeias e não ia ter companhia... bom, pra finalizar 3) não sei se tenho fundos! LOL.


só posso rir de mim própria! nem sequer estou com um programa de passagem de ano e quero eu ir viajar em fevereiro... devo estar a avariar! é o que é! tou é a sentir a aproximação do trabalhinho! ai como ele vai doer! ai ai... enfim...

beijinhos às tias (por aqui ainda tudo muito turbolento mas esperemos que possa aí dar um salto ou depois do natal ou no referido mês de fevereiro) e à fada sininho que, apesar de não voar por estas bandas, fica a saber que, apesar de tudo e de todas as complicações que são os seres humanos, tem um beijinho a pairar por este espaço cibernético...

15 de dezembro de 2005

14 de dezembro de 2005

quero-te. como sempre te quis.
e repudio-te.

poemas que não nascem. falta-me água para beber.

falta-me fechar os olhos e fugir finalmente.

7 de dezembro de 2005

o horror!

sim, é verdade... ele é insónias, ele é noites mal passadas, mal dormidas, mal... mal tudo! e para completar... nariz a sangrar, frio frio frio e trabalho trabalho trabalho para fazer...

got no time...
got no brain...
got no...

well... got some health...

3 de dezembro de 2005

S.A. (segredos anónimos)

ainda um dia hei-de mandar um segredo para aqui.


e até já sei que segredo vai ser...

lost direction

caramba .j. ...

the magic numbers... não havia realmente outro dia para ouvir este álbum senão este...

"Wich Way to Happy

Wake up your sleepy head to come a-crawling
Last on the road will be first to be heard

Tell me a joke and I will love you
Pour me a drink and I'm yours
I couldn't lie to anyone
Who's ever felt sure
Of a real life romance
There's no beaten cause
Surrounding me now
There's no bleeding heart

And I don't wanna know you right now
Make time to show me your scars

And which way to happy
And which way to hell
For I think I lost direction
When you threw me out of bed

Well are you sure there's a heaven
For I'd rather be, a bad bad oh

I wish I was in a suitcase on my way back home
To you there's a light in there
I keep on talking to myself
God, can you hear me?

There's no beaten cause
Surrounding me now
There's no bleeding heart

And I don't wanna know you right now
Let's walk the waters to help heal the love
For all we could take was what you'd just written off
The dawn of the dances are...
What you was and what you were and all

Who's dancing now?
Who-oo-oo-oo...

Well it's too late to learn
(Too late, too late, too late to learn)
Oh it's too late to learn
(Too late, too late, too late, too late)

I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, I don't wanna have to be the one who has to lose you
And I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, no

2 de dezembro de 2005

partidas e chegadas

está toda a gente a partir... a sair daqui. e eu volto a pensar num assunto que me é muito caro: a curiosa trajectória que fazemos, os cruzamentos que as vidas têm umas nas outras.
a cila parece que foi hoje... para outro hemisfério... a dmny diz que já tem data marcada... e eu digo-lhe deste meu cantinho, e muito baixinho (eu também iria. boa sorte).

e eu... curiosamente também eu planeio uma fuga. e, como sonhar não nos c$u$s$t$a nada... ando por aqui a sonhar... e a memorizar o meu Porto.

hoje, ao voltar para casa, dei comigo a memorizar o recorte das casas de encontro ao céu cinzento que anunciava chuva (e que eu não quis ouvir e, por isso mesmo, apanhei uma molha...).

passei em frente à velhinha fábrica havaneza e lamentei não me ter calhado o euromilhões para a comprar... vi os clérigos ao fundo e pensei que ainda os tenho de subir, antes de me ir embora. que ainda tenho tanto Porto para ver, para viver... e que o Porto já não me devolve sorrisos...

Porto, dóis-me no corpo como uma ferida aberta.

30 de novembro de 2005

véspera de feriado

mais um dia cheio de trabalho... e mais um dia assim... bem disposto até... cheio de parvoíces - que o trabalho faz dizer...

e tudo isto a correr a mil, a semana a acabar num instante... logo à noite, um recrutamento pra fazer o jantarzinho (e um especial prá menina doentinha!) ;)...

e as coisas a acontecerem tão depressa... cinco à mesa... há quanto tempo não fazíamos nós isto?

28 de novembro de 2005

bom dia alegria

apesar das últimas noites (mal dormidas - e não, não é medo do escuro), do frio terrível que se está a fazer sentir no porto, de eu sentir que o blog das meninas me tá a passar completamente ao lado (apesar de já ter aparecido numa foto - LOL), apesar disto tudo, até tá a ser um bom dia... muito trabalho, muito sono, já dois cafés em cima (sim, estou a conter-me) e fomeca de sobra...

pouca poesia por estes dias (o que não me faz nada bem) mas muitos poemas a nascerem-me na cabeça, principalmente à saída do banho (não perguntem! :p)...

já sentia falta de sair e de ser espontânea de uma forma positiva... já sentia falta de ser positiva, caramba (ó caramba, até de dizer caramba tinha falta!)!

e que bom (caramba) chegar aqui e ter comentários das tias (olá tias!) que bom saber que passam os olhos por estas bandas! :)

e que saudades das amigas (minês, tive pra passar em tua casa no sábado à tarde mas prefiro, se puder, passar esta semana, até porque estou muito mais positiva que estava nessa tarde!)!!!!

e pronto, tenho de ir almoçar que tenho o estômago colado às costas... e não, não tenho net em casa portanto bare with me! ***


bom dia alegria... hoje fizeste-me sorrir....

24 de novembro de 2005

ontem e hoje.

perder noção das horas. pela primeira vez em tanto, tanto tempo.

boa companhia, algo que me faça flutuar um bocadinho... fluir um bocadinho.

e acordar com uma ressaca, fome imensa e um olho inchado de quem andou em batalhas a meio da noite.... e a questão essencial é... afinal o k é isto que não me deixa ver bem!?

16 de novembro de 2005

batalhas....

o resultado da primeira batalha....



se ao menos o teu contorno
pudesse reter o meu
algo se quebrou em mim
perdi a luz.
Os aviões voam baixo hoje
desaparecem como fumo
que um deles caia em cima de mim.
Algo se partiu. partiu para parte incerta
e eu fiquei. desejando
abraçar-te com força
sentir os ossos ao apertar-te
que um avião caia em cima de mim
e me incendeie
encostar-me a uma parede
deixar-me absorver por ela
que a fuselagem me conte
histórias de locais que nunca conhecerei
os tendões retesados do esforço
Apertar-te até te quebrar
ou até me afundar em ti.

15 de novembro de 2005

deep

"(...)
so i was dreaming of you
i was falling with you
and broke my heart"

Sónia Tavares in "Deep Blue", Rodrigo Leão, Cinema.


só me apetece meter-me num carro e arrancar sem destino quando ponho este cd... conduzir horas a fio. horas sem fim. deixar a vida tomar conta de mim.

há sons bonitos à exaustão.

p.s. té, a cabecinha vai fazendo por tar ok... havemos de voltar a um chá. desta vez num lugar mais bonito e com um chá melhor que no progresso! :)

13 de novembro de 2005

poemas

"once upon a time somebody told me
i was going to be someone, i was s'posed to be someone.
(...)
blow winds and come rainclouds, gather over my head
cracks keep gaping down me,
opening great halls of tug-of-war
where no-one is the champion.
so slice me down the middle.
keep the half that wants to be
your eyes, your arms to fight for you.
(...)
can you let me squeeze the trigger, can you give me the gun?"

Polly Paulusma, "Carry me home"



entrar no carro e encontrar, esquecido no rádio, o cd da Polly Paulusma....
e é em noites como estas, em que os sorrisos brotam das feridas abertas, que acredito ser tão fácil,
tão fácil, tão fácil, te esquecer.

o poema inacabado. que tenho de esquecer no fundo da gaveta. recorto-te no fundo do meu dia de amanhã.
recoloco o teu olhar numa outra situação, num outro tempo. mas sempre. sempre. sempre no fim do meu.

escrever. reescrever o poema. procurar a perfeição. escrever. reescrever o poema. com fúria. como se toda a vida dependesse do deslizar do carvão por cima do papel. como se corresse contra o tempo. imortalizar os teus traços antes que chova demasiado dentro da minha casa.

desafiar-te pra uma corrida na praia. e descobrir que perdeste o folêgo com uma gaivota que planou por cima de nós.

12 de novembro de 2005

chama-me o que quiseres mas chama-me pelo nome!

Your Japanese Name Is...

Hisano Oimikado


Your Hawaiian Name is:

Mily Kalama



Your Irish Name Is...

Caoimhe Kennedy


Your Sexy Brazilian Name is:

Adriana Santos


Your Pimp Name Is...

Nurse Kisses


Your Monster Profile

Ultima Goblin

You Feast On: Peanut Butter

You Lurk Around In: Swamps

You Especially Like to Torment: Cops


Your 1920's Name is:

Ozella Ione


lol lol lol... só para anotar... eu nem gosto de manteiga de amendoim!

e não é que o dinheiro me fazia jeito...???


My blog is worth $17,500.74.
How much is your blog worth?

11 de novembro de 2005

fim de semana

de fim de semana mais prolongado...

profs que estão doentes (como eu suspeito que estou a ficar)...

estar assim, com dores de cabeça e cheiro a doença faz-me sempre lembrar daquele dia do carro rebocado... mas nesse dia havia miminhos prá doentinha! agora... agora já não se bloqueiam nem rebocam carros na minha rua... já não é uma rua como antigamente! definitivamente, já não é nada uma rua em condições!

pequenas terapias às quartas à noite, trabalho, trabalho, trabalho a acumular-se em cima da secretária... caramba, já é inverno!

8 de novembro de 2005

ferida aberta

I believe life ends with death, and that is all.
[...] just the same,
in my new black leather phone book there's your name
and the disconneted number I still call.

Tony Harrison, "Long Distance II"



devia pedir-te desculpa por ontem. mas tocaste-me numa ferida aberta.
não é que tema enfrentar a tempestade mas sabes que foste a primeira pessoa a abraçar-me depois de tudo. e sabes bem o que aconteceu....

eu sou menos eu por estes dias..

5 de novembro de 2005

time goes by so slowly...

finalmente, o inverno já anda por aqui... frio de que não há memória.
pousar a mão nos aquecedores e queimá-la por descuido...

que maravilha, as novas tecnologias.... segredos escondidos no meu telemóvel, a tua voz que me vem, não por um fio, mas por ondas que não consigo sequer sentir. a tua voz. que eu não consigo sequer sentir...


o teu abraço morno numa noite de um frio de que não há memória. casacos e casacos.
camadas de mim. camadas de ti.

há distâncias que se encurtam na linha recta que vai no abraço de um peito com outro.

3 de novembro de 2005

Plasticidades

logo à noite, no Clube Literário do Porto (em frente à Alfandega) 21.30; apresentação de Plasticidades de Minês Castanheira. a não perder!

eu não vou perder....

25 de outubro de 2005

i must be out of line

deixo-me adormecer a horas impróprias para quem tem de madrugar todas as manhãs...

estou ansiosa por fugir daqui. acelero os relógios da casa para que esta semana seja célere. forço o passar do tempo para que me seja mais fácil acreditar que controlo tudo isto e que tudo se pode vergar à minha vontade racional. nunca sei que cd pôr no leitor. que música ouvir. não encontro os cds que procuro. e só encontro a tua letra legendando cds... ou as tuas fotos misturadas na confusão da (tentativa) de arrumação de todos os ficheiros que herdei doutros computadores... ou as tuas palavras espalhadas pelo ciberespaço.....


you do somethin' to me...

23 de outubro de 2005

a diferença....

http://www.ad-awards.com/inc/video.swf?id=104

Em que árvore "cai" seu aniversário?

ÁRVORE DE MAPLE
INDEPENDÊNCIA MENTAL

Pessoa fora do comum. Cheio de imaginação e originalidade. Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências. Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade, comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar.



só mesmo os brazucas pra se lembrarem desta... e só mesmo eu pra não resistir a uma coisa destas.... lol

"Pessoa fora do comum."- às vezes não sei não... mas sim, com tanta coisa esquisita na minha vida, até sou capaz de ser fora do comum...

"Cheio de imaginação e originalidade." - hummmm... sou suspeita pra comentar esta!

"Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências." - sem dúvida alguma! tenho este ar de quem fala pelos cotovelos (ok, até falo) mas sou bastante reservada, ambiciosa e orgulhosa... cada vez me respeito mais e sim, gosto muito de novas experiências...

"Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade(...)" - nervosa? nem por isso... complexada?? já fui. agora... nem por isso (lol) e aprendo com facilidade... hummmm depende da lição que me estão a tentar ensinar, ou que estou a tentar aprender....

"(...) comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar." - sem dúvida, sou uma apaixonada (e quando também estou, ainda melhor!). adoro viver e sim, quem não gosta de impressionar!?


ó... estas porcarias dão sempre pra toda a gente... e depois, por enquanto não me dão jeito raízes... ainda há muita terra a remexer e a percorrer... ser árvora só é bom em terra firme. e não em território atreito a tremores de terra...

só gosto de sentir a terra tremer quando tenho os olhos fechados e a tua pele é a continuação da minha.

22 de outubro de 2005

questioning....

did he guide you across the threshold?
did he cup you in his hands?
did he drink you like water?
or blow you into air like sand?
is he standing right beside you?
did it work out how you planned?
are we saved or are we damned?

(...)
i can't stay here no longer
(...)
my time here is up
so goodbye, goodbye, goodbye, goodbye and good luck

"mea culpa", Polly Paulusma



fica de noite muito mais depressa agora. chega, suavemente, o outono, o inverno. a chuva que cai sempre à noite. aconchegar-me na minha cama enquanto chove. procurar o aconchego, o calor que emana da pele em contacto com os tecidos (sempre dormentes) da minha cama. noites que chegam devido ao cansaço. nada mais as trazem que não o cansaço. a exaustão de dias e dias... sem ti. a exaustão de dias e dias sem ti...

hope you have somethin' to remember me by...
when i'm dead and gone.

20 de outubro de 2005

come closer...

DAN: And you left him, just like that?
PORTMAN: It's the only way to leave. "I don't love you
anymore.Goodbye."
DAN: Supposing you do still love them?
PORTMAN: You don't leave.
DAN: You've never left someone you still love?
PORTMAN: Nope.



hoje: dores dores dores... acordar por tar com dores não é a
minha ideia de uma manhã agradável...
parece de noite dentro deste edifício e nem se pode pôr
a cabeça lá fora....

chove chove chove (e eu acho que já deixei o guarda-chuva
perdido no caminho....)

17 de outubro de 2005

ai...

calcorrear santa catarina... como já não fazia há meses e meses. embriagar-me do nada, do corropio e do calor das lojas. doerem-me os pés e pensar no que ainda tenho de subir pra dar um pulo e tentar apanhar um computador livre (enquanto o meu não "chega")...

doem-me as pontas dos dedos e as demais extremidades com terminações nervosas.
há suavidades que sempre se anseiam (voltar a) tocar.

(e té, sim, acertaste em muito - que é pra não te dar a razão toda assim de um momento pró outro - no que me perguntaste/disseste. "cházamos" quando quiseres, agora que tás perto do arts então... é só marcarmos :) ***)

14 de outubro de 2005

cores fortes com lágrimas

matosinhos. fim de tarde. não contigo.

sentarmo-nos à mesa. as tuas mãos, espalmadas no tampo da mesa. dedos encontrando dedos.

palavras que se desdobram rápida mas dificilmente no frio do fim da tarde. e querer manter a pose com dores de cabeça intermináveis. e olhar nos teus olhos. apetecer-me abraçar-te. sentir que poderia voltar a casa, se te abraçasse. e saber que, mesmo que o fizesse.... a minha casa já não é contigo. que o teu abraço não me levaria a casa. e que o teu abraço nunca foi uma casa mas sempre um quarto alugado.

fugiste ao pôr do sol. e deixaste-me a braços com lágrimas teimosas. cores fortes com lágrimas. o vermelho. a vida. o 13.º dia do mês, o 13.º de tudo... o topo iluminado de um edifício. paragens de autocarro tão familiares...

a cama fria no fim da noite. discursos em voz alta, no meio da rua vazia.

all of this is driving me sad...

12 de outubro de 2005

procuro-te também pelas ruas que foram só nossas... mas sei que, muito provavelmente, nos separam os horários ou passeios... tapumes de obras ou olhos cansados...

corações partidos, na sua melhor parte, a meio e repartidos entre todos.

noites que começam às cinco e meia da tarde para terminarem com sono. olhos pesados e olheiras.


não te encontro. não te encontro. não te encontro.

(e sim, também ainda tenho o mesmo cd na aparelhagem...)

11 de outubro de 2005

i smell your clothes when you're not near

dói-me o corpo todo. como uma doença que me assalta, que me derruba.


a chuva que me procura e não me deixa sair de casa. noites e noites de isolamento do resto do mundo... como se o corpo se isolasse da paixão.

não sei o que escrever... as palavras gastam-me.




já sei que não me vais procurar. e isso magoa-me.

7 de outubro de 2005

fim da semana...

a semana passa rápida por mim. fragmentada, como pequenos movimentos circulares que se completam numa cadência muito própria.

não gosto dos dias que andam por aí. não gosto destes dias. prefeira outros em que o sol era bem vindo e aquecia realmente quem anda na rua...

não gosto das noites que andam por aí. não gosto destas noites... que se estendem se algum propósito, na pequenez renovada do Porto. a cidade que voltou a ser para mim uma cidadela. com os limites entre o campo alegre e santa catarina. entre a rua da boavista e são bento. a cidadela que me enclausura, sem (de)mais passeios que me mostrem que o Porto não é só isto. quatro ruas que me delimitam o horizonte. sem tempo para ver que me falta tanto tanto tanto daquilo que me enchia os dias... sem tempo para ver que me falta tudo o que me enchia os dias... fazer por ficar sem tempo para sentir a falta do que me enchia os dias...

raios de sol e cores fortes. gargalhadas (entre)cruzadas...

4 de outubro de 2005

time over...

"condenada" à hora única de utilização diária na biblioteca almeida garrett....

a procurar livros que não encontro e a encontrar livros de que não necessito....

a querer escrever o que me trouxe aqui e a não ter tempo que o cronómetro diz-me que o meu tempo está a terminar......

a precisar urgentemente de um computador ligado à net, ao mundo, ao resto da civilização que (já) me sustenta e que não é só esta fisicalidade à minha frente mas um sem número de sites, aonde me perco (como agora) a tentar ler os posts anteriores, a ler as mensagens que já têm dias... assim, o imediato de tudo isto não tem sentido... e eu sinto-me ainda mais isolada de toda a gente... apesar de, por vezes, estarmos todos na mesma cidade, por debaixo do mesmo céu azul e do frio matinal, do calor do meio dia, o rio ao fundo da rua...

a querer dizer olá à .j. e a todos os outros que por aqui andam e com quem eu não me cruzo na rua (apesar da rua ser a mesma)....

preciso dum (a)braço humano...

2 de outubro de 2005

and i still hold your hand in mine

(...)
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.
(...)
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the father of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
(...)
And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time,
When I'm kneeling at your feet.
(...)

há músicas que não podes reconhecer. que só eu ouço. que só eu uso para conseguir dormir. pequenos comprimidos de ansiolíticos que me comprimem o peito até dormir por falta de oxigénio....

estou tonta de sono. de saudades tuas. da tua presença...

29 de setembro de 2005

like papercuts

não te saberei responder se me perguntares o que se passa comigo.

aliás, os olhos que viste ontem não são os meus olhos (obrigada por teres reparado) mas não te saberei responder o que ser passa comigo numa só frase. em palavras e conjunções de letras.

poder-te-ia mostrar se o que se passa fosse desenhável, ou fotografável, possível de descrição exacta, restrito em contornos firmes de tinta.

visto devagar e novamente este sobretudo de malha de aço, como antigo cavaleiro, uma cota de malha que me proteja dos golpes do aço...

ponho um pé em frente ao outro... um ensaio de andar no arame...

Esta manhã comecei a esquecer-me de ti.
Acordei mais cedo que nos outros dias
e com o mesmo sono.
A tua boca dizia-me "bom dia" mas não:
não o teu corpo todo como nos outros dias.
As sombras por aqui são lentas e hoje não
comprei o jornal: o mundo que se ocupe da
sua própria melancolia.
ontem. há uma semana. há muitos meses.
um ano ensina ao coração o novo ofício:
a vida toda eu hei-de esquecer-me de ti.

* Rui Costa, in A Nuvem Prateada das Pessoas Graves,
Prémio Daniel Faria 2005 (o primeiro a ser atribuído),
Edições Quasi



ainda não... ainda não digo isto...

24 de setembro de 2005

if it was this simple...

"It's not in the stars
It's all in the proof
The chances the odds
The one you love will love
And fall for you
And fall for you"

tracy chapman, "Love's Proof"

23 de setembro de 2005

(de)vagar

"You touched my heart you touched my soul
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you."

james blunt, "goodbye my lover"



há dias que não passam.... que se imprimem contra mim e não passam. o calor húmido do tempo que pede chuva. o início do outono. já folhas secas no chão. e dias que me trazem sono e sono e sono. aquele que não dormi nestes dias...
hoje podia ter ficado todo o dia na cama, a dormir. e, afinal, dormi todo o dia, sem olhos fechados nem cama desfeita. vagueando pela casa. do écran do computador para o écran do televisor... nunca o écran pequeno, reduto do telemóvel...

e há dias vazios que me prendem. como o dia de hoje. que não passa...... durmo sem nada sonhar...
há dias que me trazem vividamente hipóteses que quero negar...................................................


19 de setembro de 2005

my nick stands for...

speechless:
Status is important to you and your ability to achieve success and earn money. You have a need to be noticed and seek status. You have a talent for working with people on a one to one basis. You can be quite inventive and quite curious. You need to learn to be expressive. You are a person who cannot tolerate being misunderstood. You are clever, inventive, imaginative and youthful. You enjoy socializing. You work hard to achieve material success through your own efforts. You have a diplomatic flair to your nature. Equality and fairness are important to you. You need to learn to be expressive. You are a person who cannot tolerate being misunderstood. You have a need to earn money to prove your success to society and must learn the true value of material gains and status. You have a need to earn money to prove your success to society and must learn the true value of material gains and status.



bom... até que não é mentira... mas como é que eu não consigo resistir a estas porcarias! :) lol

17 de setembro de 2005

ecos

If you think of me
If you miss me once in awhile
Then I'll return to you
I'll return and fill that space in your heart

(...)

Together again
It would feel so good to be
In your arms
Where all my journeys end
If you can make a promise
If it's one that you can keep
I vow to come for you
If you wait for me


tracy chapman,
"The Promisse" in "New Beginning"


frio. tenho frio. fisicamente. por dentro. como se dentro de mim tivesse um frigorífico em refrigeração máxima.
ao menos há música ambiente... como refrões, repetidos à exaustão. pequenos versos que ecoam em mim, mesmo enquanto te ouço.


it's hard to explain...
she moves in secret ways...

12 de setembro de 2005

angels that walk

Polly Paulusma
I Was Made To Love You

In the sky I see angels
Flying all over town
they've got names in their pockets
Of lovers lost and found
If I send you my angel
Would you send yours to me
If our angels collide in the sky
You'll say it was meant to be

And days blank like they bleached them
And nights outline air like static on the phone
And you say that you feel them
But the words you picked so carefully keep coming out all wrong
So I'll write them in light
And I'll carve them in stone
I was made for loving you
I was put on this sweet earth too
I was made to love you

In the air I hear gunfire, going off in the hills
Clocks are ticking, the battle is nearing
I'm fending them off with these pills
If you're stuck in the front line
Would you charm your way out
You might like the idea of the kill
But you don't know what dying's about

In the sky I see angels
Flying all over town
They've got drugs in their pockets
To keep us all on the ground
I won't send you my angel
Angels only deceive
Spit the pills out
Feed fuel to your fear
And fly away with me




vozes que não me vêm do ar mas do cabo que me traz o mundo, outras cidades, à superfície do écran... e novas cores que se pintam por aqui, como vozes que regressam, devorando o "humilde sossego do coração"... ou que sempre tinham faltado na palete e, agora que as encontrámos, parece quase impossível que algum dia, pudessemos ter pintado sem aquela cor...
dias que passam no compasso vagaroso do fim de verão...


my angel won't fly. but he'll walk to you...
even if he has to walk to the nearest city to catch a train to be with you...

5 de setembro de 2005

7 coisas que nunca tive tempo de te dizer que, um dia, gostaria de fazer contigo...

  1. ir à grécia
  2. pintar a minha casa
  3. levar-te a todos os meus lugares especiais
  4. abraçar-te numa praia deserta, num dia invernal
  5. escrever no chão da rua onde moras que te amo (e fugir do segurança que, provavelmente me tentaria deter, e evitar a abordagem dos carros k abrandassem na rua...)
  6. dizer-te que o meu gelado preferido já foi rum com passas mas que agora me apetece banana com chocolate
  7. puxar-te pelo braço, a meio da rua e, quando te virasses interrogativamente, ver nos teus olhos aquilo que me fizesse esquecer o mundo à volta, e ver que tu também o esquecerias...

2 de setembro de 2005

listening closely

" And your arm felt nice wrapped 'round my shoulder
And I had a feeling that I belonged
And I had a feeling that I could be someone"

aqui


tinha-me esquecido das letras da tracy chapman... (e por causa disso ia tendo dois acidentes num espaço de dez minutos...)

e elas disseram-me tantas coisas... coisas que eu queria ouvir. ainda que não na voz rouca da tracy chapman.

mas há uma enorme diferença entre o que gostariamos de ouvir e o que realmente ouvimos... ou não ouvimos...

31 de agosto de 2005

amplio fotografias tuas. o teu olhar nos momentos que ficaram.

e tento descobrir-te nos reflexos dos teus olhos.
nem sei como é que aqui estou com duas horas dormidas.
parece que todo o sono que devia ter se evaporou para parte incerta. não consigo dormir.
tenho insónias consecutivas. um bicho que me rói o peito por dentro e não me deixa dormir. lágrimas que me afagam o canto dos olhos. que não me deixam nunca. que me mantém acordada. exausta. e nem um grito meu corta a noite.

todos dormem. e eu levanto-me a horas impróprias. vejo o dia amanhecer da janela do meu quarto. resolvo mundanices. mantenho-me anestesiada. até à próxima noite de insónia. até me desiludires novamente.

cócegas



é ela e eu!

30 de agosto de 2005

i remember

i remember it well i was stood in your line
and your mouth your mouth your mouth your mind
i want you here tonight i want you here
'cause i can't believe what i found
i want you here tonight want you
‘cause nothing is taking me down
‘cept you my love..

come all ye lost
dive into moss
i hope that my sanity covers the cost
to remove the stain of my love
paper maché
come all ye reborn
blow off my horn
i'm driving real hard
this is love this is porn
god would forgive me
but i..
i whip myself scorn scorn
i wanna hear what you have to say about me
hear if you're gonna live without me
hear what you want

aqui


damien rice... novamente, damien rice...

há dias que preciso de encher de música para que fiquem cheios...

29 de agosto de 2005

"In a way I lost all I believed in
And I never found myself so low"

aqui

sem segredos em cima do armário. ou mesmo dentro dele. sem segredos nenhuns. como nuvens que se desfazem com o vento de terra.

sem segredos grandes nem pequenos no armário. eu hei-de saber... estou dentro dele.

que talvez aqui nada me consiga atingir. que talvez aqui não chegue o outono. nem mesmo o inverno...

26 de agosto de 2005

secret...

tenho um segredo edo edo....

e tá a ficar grande ande ande...

porque eu não sei guardar segredos!

hihihihihihihihihihihihi

(escondido ainda no topo do armário...)

24 de agosto de 2005

"One of us will die inside these arms"*

respirar-te.
não consigo ver mais nada.
acordar e ver-te ao meu lado. tocar-te e ver que és real, que tudo não é um sonho, como eu pensava, mas real.

as tuas costas são a planície que quero saber de cor. o teu peito o vale onde quero pernoitar e fazer nascer um rio, um mar, um sol...

beijar-te pescoço acima e sentir o que acontece...

15 de agosto de 2005

there's something unreal about all this...

como se se tratasse de um sonho. uma ilusão que custa a passar. como quando sonho acordada por dias e dias seguidos. sempre continuando as ilusões, completando-as com pequenos detalhes. explicações para o porque das cores saturadas, a luz, os planos.

só que agora não tenho cores saturadas. tudo me parece esbatido. esfumado. pouco nítido.
como quando fui operada. sem conseguir focar o mundo à minha volta. lágrimas que me magoavam e se embebiam no penso, por cima do meu olho. tuneis de luz, de sombras.

dias de calor. que passam céleres por mim. sem deixar marcas que não as que vêm de um normal dia de praia.

desço a rua sozinha. passo pelas casas antigas. os mesmos vizinhos que sempre ali viveram. por anos, desde o século passado, sempre os mesmos vizinhos. as mesmas famílias, as mesmas histórias, cobertas de pó e fotografias a preto e branco. sempre a mesma festa, por estes dias. os imigrantes, as pipocas e os bolos de açucar. os balões e a banda pimba, a tocar, noite após noite.

desço sozinha a rua. ninguém me conhece. nunca ninguém me conhece. nunca me cruzo com alguém conhecido...

há algo de irreal em tudo isto. por vezes, naquele momento, antes de abrirmos os olhos, em que ainda sonhamos mas damos conta do que se passa à nossa volta, acredito que, quando abrir os olhos, vou acordar no quarto onde cresci. na casa onde cresci. e, quando os abro, fico desorientada, desconhecendo, por alguns momentos, onde estou. mas sei que não estou na casa onde cresci. não na casa onde cresci. e há uma penumbra sobre os móveis, sobre a minha vida, uma penumbra de irrealidade... como se fosse acordar a qualquer momento....

talvez agora acorde.... espero só o despertador.... só mais cinco minutos....

11 de agosto de 2005

i know who you are

ever since i saw you
i want to hold you
like you were the one
(...)
and i love you
i love you

i want you
but i fear you

who are you?
who are you?
(...)

for how long
how strong do i still have to be?
and how come you mean so much to me?


mas eu sei quem tu és....
hold my hand. and i will fear nothing.
voltar
voltar para casa.
como se não conhecesse
outro destino
que o que me leva
novamente
ao útero materno.
A luz filtrada
pela espessura da pele
laranja-sangue
fechar os olhos
e carregar nas
pálpebras
como quando era criança.
caleidoscópios
nada mais que o
amarelo azul vermelho
laranja-sangue.
a luz sem filtração.
carregar nas pálpebras
é agora a única
maneira de ver cores...

9 de agosto de 2005

You got tears making tracks
I've got tears that are scared of the facts

aqui e estiveram aqui também

a sudoeste de tudo

música. muito calor. muito calor. muito calor. praia praia praia. a lembrança de ti. música e muito muito muito calor. ainda mais praia e a lembrança de ti.

sempre a tua presença.
dias difíceis em que tudo me recorda de ti. coisa pequenas, grandes, minusculas. incidentes, expressões. dou comigo a fazer as tuas piadas e perco a noção das coisas. onde estou.... ah sim, de volta, herdade da casa branca, zambujeira do mar...

abrir os olhos de manhã, no fim de um sonho contigo.
é tão estranho. não saber nada de ti. não acordar com a tua voz. não saber o que sentes, o que estás a fazer. o que queres fazer daqui a pouco ou daqui a muito tempo.

e a polícia atrás de nós e o meu estômago num nó, e o meu coração estilhaçado contra o peito. tudo isto é demais. não consigo sentir tudo de uma vez.

31 de julho de 2005

procuro-te

Mário Cesariny

de profundis amamus

Ontem
às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria

Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros

Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes

O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso

Não faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim
durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te
importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o
presente

perfeito
corsários de olhos de gato
intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso



procuro-te durante o dia, noite dentro. espero pela tua gargalhada, as tuas caretas e brincadeiras. o teu 'lá, si, dó, a nota que for.

escrevo-te recados mentais, pequenas notas que deves esquecer. curiosidades desinteressantes do meu dia.
procuro verbos novos para esboçar contornos mais precisos para melhor definir o tempo real que vivemos. procuro não me afastar do tema central, dispersar a minha atenção, como, pelos vistos, tenho tendência a fazer nos exames (sim, que uma nota maior, ainda que negativa, é sempre um incentivo, não?)...

anseio o passar do tempo.


28 de julho de 2005

hallelujah

de férias... finalmente de férias neste ano para esquecer.

como quando os discos de vinil costumavam riscar e ficávamos sempre a ouvir o mesmo acorde.
finalmente o mundo volta a empurrar-me para a frente.

detesto esta semana. esta última semana de julho em que entro de férias. mas que ainda não me sinto de férias. ainda com o sentimento de uma rotina devida. ainda sem conseguir disfrutar de ter todo o dia para mim. para não fazer nada sem sentir um peso na consciência.

finalmente de férias e acordo sempre com a sensação de que algo me falta fazer...

nunca mais volta o calor...

25 de julho de 2005

i'm a fool

como se o mundo se desequilibrasse quando passasses.
ou quando mudas. de dois em dois dias, mais rápido que o ciclo da lua. dizes que mudas. que estás diferente. desafiando-me veladamente para que o comprove.
quando ainda nem sequer te apercebeste - e eu que tanto tenho tentado explicar - que já nada disso me importa. que já nada disso me move.
que o que tinha dentro de mim foi morrendo. como o manjerico que eu comprei e que morreu tão cedo, apesar de todos os meus cuidados para que sobrevivesse a este calor de incêndios...

in spite of all the damage (aqui)

ainda aqui estou, in spite of all the damage.
mudada. não como a lua, não como tu, em dois dias, mas em anos. mudada. já sem calções e joelhos esfolados.
mudada. com sorrisos que não conseguirias arrancar (não sabes dizer os "lá lá's" que me fazem sorrir com sorrisos de sol e claridade).

é tão estranho como os membros param de crescer e nós continuamos. vejo o corpo a alongar-se para além dos limites físicos onde se inscreve.

e é tão bom este sol. este claro dia onde me inscrevo como se fizesse parte integrante do céu azul.

obrigada

19 de julho de 2005

... changing...

a mudar... as coisas parecem ter dado a volta e estar a correr melhor... pelo menos, depois desta curva apertada que foi, que está a ser, este mês, já se consenguem distinguir alguns contornos. no fundo no fundo, alguma claridade.

quanto mais não seja, daquela que tu trazes sempre escondida nos bolsos do casaco (aquele que parece o vermelho mas não é vermelho) ou nas palmas das mãos. ou ainda nos olhos...

mas a mudar. como se os dias realmente tivessem alguma diferença entre si e não me parecesse tudo igual...

pelo menos as noites já são mais tranquilas. bem dormidas. sem pesadelos nem sonhos agitados....

changing....

30 de junho de 2005

muda de vida

ora nem mais. é só o que me apetece fazer. mudar de vida.

só que mudar de vida por aqui passa pela cadeira de públicos e audiências do professor jorge marinho


e não foi desta que mudei....

14 de junho de 2005

morreste-me....

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.



Eugénio de Andrade

30 de maio de 2005

conversas...

falar-te.
da primeira vez em que te vi. que não conseguias falar e do modo como me olhaste, pela primeira vez.

falar-te da maneira como me olhaste depois. e depois e ainda depois.

falar-te de como gostei logo de ti. de como é tão fácil contar-te coisas que não contaria a ninguém
(ou talvez aqui - é tão mais fácil falar com um desconhecido)


e acordar de manhã cedo sem que o sono me tivesse incomodado para acordar. acordar como se as quatro horas de sono que dormi fossem as suficientes. como se não precisasse de nada mais para poder passar o dia. nada mais que esta conversa pela madrugada dentro, (o espôntaneo entre nós) sussurrada numa intimidade crescente.

palavras que não se hão-de gastar por se dizerem tantas vezes. palavras que se fortalecem com o uso. como se se revestissem de algum material forte e sólido a cada repetição.

algumas lágrimas. mas, no fim, tu. e eu. e um sorriso interminável...

25 de maio de 2005

distância

já sei que ando afastada daqui... e já me disseram que desvirtuei isto tudo... mas os blogs modificam-se, como as pessoas se modificam... e, se não tenho andado por aqui é porque tenho andado algo ocupada... não necessariamente com aulas (no coments) mas com outras coisas. com dias e sol e noites de lua cheia.

com outras coisas como aprender de cor o teu cheiro e o teu sabor...

17 de maio de 2005

regressos

a .j. voltou ontem. eu já suspeitava, a bem dizer, que ela ia voltar e esperava, esperava e esperava....

e ontem, ela voltou, fazendo-me uma surpresa que me deixou as pernas a tremer e as lágrimas de saudade, a quererem dar o ar de sua graça... (mas já sou quase uma mulher, como disseste tu, e aguentei-me à bonca ;))

lol lol lol

e, apesar das dores de garganta (vanda, acho k me pegaste qualquer coisa), foi um dia cheio de sol, dos teus miminhos luminosos, e da chegada da .j., que me veio, ainda mais, iluminar o dia...

se não fosse este frio e as dores de cabeça, era tudo perfeito!

15 de maio de 2005

Nate
You are Nate, prodigal son of the Fisher family.
You struck out on your own, moving to Seattle
to get away from the family business. Then, on
your flight back home for Christmas, you screw
a woman who will later become your fiancee and
then find out your dad got killed in a bus
crash. You're wild, innovative and quirky. Oh,
and you have a brain disorder that might kill
you.


Which Six Feet Under Character Are You?
brought to you by Quizilla

lol lol lol
e quem vou eu engravidar?!? lol

[by .j.]

13 de maio de 2005



Your #1 Match: INFP


The Idealist
You are creative with a great imagination, living in your own inner world.Open minded and accepting, you strive for harmony in your important relationships.It takes a long time for people to get to know you. You are hesitant to let people get close.But once you care for someone, you do everything you can to help them grow and develop.
You would make an excellent writer, psychologist, or artist.




hehehehe... e não é k estes sacanas até acertaram?!

12 de maio de 2005

" Cheguei tarde, e os que sabiam de mim
notaram que o meu corpo ja
nao me
pertencia. E perguntaram. Porque ardia
a tua boca nos meus labios
mais do que
a fogueira do segredo
, respondi-lhes

que o ceu, afinal , era mesmo azul, e o
verao uma estaçao maior que o
tempo,
e o tempo nada se o teu corpo estava
junto desse corpo que todos
ja sabiam
que nao vinha comigo- e que Deus,
Deus fechava os olhos e
existia. Riram

os que te tinham conhecido noutra noite
com outra pele vestida; os outros
foram
para muito mais longe que o seu rosto
magoado dizer ao proprio
ouvido que eu
mentia. Mas os que ainda queriam saber

de mim pediram-me que lhes contasse
quem eras, o teu nome. E eu mordi
essa
boca vermelha que deixara contigo para
nao ter de dizer que nem o
perguntara."

in " Nenhum nome depois", Maria do Rosário
Pedreira



se o tempo durasse tanto como a eternidade do teu sorriso...

9 de maio de 2005

"(...) Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos. (...)"

in "Quem morre?" de Pablo
Neruda




e eu também não a vou evitar...

17 de abril de 2005

segurar-te pelos pulsos. como que a prender-te como que a prender a tua atenção.
prender-te pelos pulsos.

para que não (me) possas nunca cair.

"You don't need to be taught to cry. The soul presses a button"*

estou amarga.
como o leite que azeda na porta do frigorífico quando eu vou de férias e o teimo em não o deitar fora, mesmo sabendo que não voltarei tão cedo. como se dissesse - talvez volte entretanto - como se dissesse - não é definitivo que vá.

estou seca.
como o ramo de flores que, há anos, está na jarra da mesa do sótão, sem água, e que ficaram iguais ao dia em que as apanhei, mas secas. quebradiças ao toque. como se desfizessem nas palmas das mãos.

se tivesse cordas seria uma má guitarra. apesar de oca, n se ouve nada cá dentro.
o som não se propaga no vácuo, não é?

não preciso que tomem a minha vida. afinal de contas, já estou habituada a estar sozinha. afinal de contas, é o que eu sei fazer melhor. é estar sozinha. e ser amiga. nisso sou muito boa. mas mesmo muito boa. podia até ser doutorada, pós-doutorada, catedrática no que toca ao assunto, "ser amiga" podia dar aulas até gratuitas com o saber ser amiga. é o que eu sei ser melhor. e as requisições são tantas que não sei como dou vazão a tanto "trabalho" que, no fundo, não é trabalho nenhum. que, no fundo, no fundo, é tão natural... é talvez o meu lado mais espontâneo. alguns diriam mesmo, o único lado espontâneo.

só não sei ser amante.
e pra isso preciso de uma ajuda. não sei ser amante.
e já não sei mais escrever...

só a perder qualidades...
e hoje que tou tão amarga...
o açucar nem se dissolve na minha boca. fica por ali, entre a língua e o céu da boca, seco. sinto os grãozinhos que procuram a saliva para se dissolverem. e nada acontece.

afinal de coisas, já devia estar habituada.
nunca nada acontece. algo sempre quase acontece. mas nunca nada acontece...


"- Há muito tempo que não choramos.
Mergulhamos o rosto no escuro das mãos, as lágrimas
irrompem, suavemente, sem convulsões nem gemidos. São
as piores lágrimas, aquelas que se assemelham a ilhas
perdidas no meio da nossa própria noite."
Al Berto in "O Anjo Mudo"

5 de abril de 2005

25 de março de 2005

Babe
Oh, dream about me
On the phone
You're talking quietly



passa quieto este dia. como se as horas se alongassem e eu admirando-me do vagar dos ponteiros no relógio de pulso.

deixa-me falar-te. falar-te de como os dias passam cinzentos e de como este ar do céu de estar prestes a rebentar me deixa inquieta. e de como eu não sou assim. não sou assim. não sou assim. e sim outra que não esta. diferente. deixa-me falar-te. simplesmente, sem complicações.


linearmente
estar contigo

21 de março de 2005

Temptation

Heaven
A gateway to hope
Just like a feeling
I need, it's no joke

And though it hurts me
To see you this way
They traded by words
I'd never heard
To hard to say them

Up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home

Oh it's the last time, it's the last time
Oh it's the last time, it's the last time

Each way I turn
I know I'll always try
To break the circle
That has been placed round me

From time to time
I find our lost
Semeaning
That was urgent

To myself
I don't believe

Oh, up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home
(...)

And I have never met anyone quite like you before
And I've never met anyone quite like you before
(...)

20 de março de 2005

ali ficaste-me tu.

como se pudesses ficar pelo caminho, ficaste ali. num momento intacto.

fizeste-me as perguntas mais difíceis que alguma vez me fizeram e eu nunca tive comigo a resposta certa. e tu ali ficaste. como se fosses uma coisa que pudesse ficar pelo caminho. deixaste-te ficar. como se ninguém te pudesse tocar. como se ninguém te pudesse deixar, a não ser tu.
e ficaste-me para trás. sem que eu pudesse arranjar uma resposta ou tempo sequer de te perguntar as perguntas mais difíceis que alguém te possa alguma vez, ter feito.


hoje custa-me a debilidade.
hoje custa-me a humanidade.

14 de março de 2005

it's a rainy day

não chove.
cobre-se o céu de nuvens mas não chove

e a tua mão ali tão perto, à espera de ser agarrada
(ou será apenas uma ilusão minha?)
e a tua mão ali tão perto com tanta coisa a separar-nos...

9 de março de 2005

hoje, que o calor voltou...

tenho uma janela ao meu lado que me dá sol e calor algum para que me possa aquecer...
aquecer a derme possível que me cobre. que quero arrancar.
carne viva para que me possas, realmente ver.

quero-me esconder. de ti e do mundo.
encolher-me e deixar-me estar.

hoje que o calor voltou, não tenho calor nenhum.
doem-me os olhos e caminhar basta-me para me esquecer da minha existência.

28 de fevereiro de 2005

hoje, a n perder no fantas: "P", de Paul Spurrier. antestreia às 23:15, no pequeno auditório.
um filme proibido na tailândia, por ter sido considerado pornográfico...
vai valer a pena ver...


(argumento)
Enquanto cresce numa vila remota da Tailândia, uma jovem aprende magia com a avó. Mas, quando a velha feiticeira adoece, a rapariga é forçada a procurar trabalho na cidade. Num bar de striptease vai precisar usar todos os seus especiais poderes para atrair homens.

23 de fevereiro de 2005

atchim

pois é... e agora? doente doente doente... ok, não tou à beira da morte, é certo mas com uma gripe k me atacou de repente (um bocado como tu!).

se não fosse
a) as dores de cabeça que eu tinha
b) o carro rebocado
c) o frio que se veio instalar em mim

tinha sido o perfeito dia de chuva, na ronha...

agora k me sinto um pouco melhor (que até já cá vim ver as notícias "desarrumadas"), sinto que a blogoesfera, que às vezes pára, se moveu a alta-velocidade nestes dias...

amanhã começo a trabalhar voluntariamente no fantasporto... sim, eu sei que já começou na segunda mas eu só pra lá vou amanhã...

apareçam! nem que seja pra me darem um cêgripe ou assim!

19 de fevereiro de 2005

a culpa sei eu de quem é

sonhei contigo o resto do dia.
não sei bem o quê. só sei que estavas lá... (ou que ficaste lá)

e a culpa, sei eu bem de quem é!

7 de fevereiro de 2005

a fronteira que é, que não chega a ser, o teu umbigo...
os verbos que voltas a vestir.
só me ocorrem frases soltas.
como tu.

3 de fevereiro de 2005



eu vou lá estar... de várias maneiras até. no ecrãn e na música!

hehehehe (só a roubar-te o protagonismo, carlos ;) mas eu deixo-te brilhar, prometo! a noite é tua! :)

música e muito mais

a .j. diz-me, de lá longe, pra eu procurar antony & the johnsons, e cativou-me com isto.

e eu gosto de antony & the johnsons... especialmente desta música...

e gostava de a ter levado agora há pouco, quando fui à praia, ver o mar.
estacionar o carro, beber um café e depois caminhar.
caminhar pela areia... escrever junto às pegadas que ninguém está na praia.
que estou só, como sempre, aqui, estou só.

não sei que música estás a ouvir agora. agora, neste momento. às 0:32 da noite, que música estás a ouvir?

novamente, sigo os conselhos da .j. e ouço lambchop.

não me apetece ir já para a cama...
apetecia-me ouvir a tua voz... sem a (re)conhecer, apetecia-me ouvir a tua voz,
ver de que material se constitui o teu nariz, as tuas costas, aquela covinha, atrás do tornozelo.
sentar-me na outra ponta do sofá e (re)conhecer-te de olhos fechados...


deixar-me-ias,
mesmo que não conhecesses a música?

1 de fevereiro de 2005

tu sabes.
coisas que nunca mais ninguém saberá.


como a hora certa para dizer

é tempo de te esquecer



e se ao menos tudo fosse igual a ti

aqui

psico o quê?

nunca!
nunca num exame tive as ideias tão claras, a mente sem ser numa enorme nebulosa...

se não for desta, não sei quando será.

fim do exame de psicossociologia da comunicação... jorge marinho, és o meu ídolo!


lol

;)

16 de janeiro de 2005

não caibo nesta página, neste espaço, neste post!

preciso de correr até me cansar

13 de janeiro de 2005

cinzento

não tenho notícias.
nenhumas. nenhumas mesmo. só que hoje me sinto adoentado e a cabeça não pára de doer...

provavelmente é do tempo que, de repente deixou de estar tão frio para chover uma chuva miudinha, todo o dia, sem que o sol apareça.

o tempo anda cinzento e eu também.

7 de janeiro de 2005

falta-me uma palavra tua

não consigo escrever em cadernos grandes. pedem de mim um estilo, uma
organização, que me é exterior. estranha.

falta-me uma assinatura tua, a tua letra desenhada algures, uma foto
tua, algo de particular, individual. algo que me descreva um pouco de
ti.

falta-me algo teu. palpável. que eu possa tocar enquanto me falta uma
palavra tua.

falta-me uma composição tua. pensamentos espontâneos, um gesto frontal,
algo de impensável, algo de inevitável.

falta-me um dia teu.
201204

faltam-me coisas maiores. como uma espontaneidade tua. como uma surpresa (sabias que nunca ninguém me conseguiu fazer uma surpresa?).
falta-me dizer-te um recado que tenho para ti, num post-it, há muito colado na parede do meu quarto...

5 de janeiro de 2005

olá

que bom. que bom ter recebido uma mensagem tão boa! vinda de longe, de muito muito muito longe (de acordo com as distâncias que a minha agenda me dá, 4234 kms). uma mensagem da .j. a dizer k chegou bem, que manda beijinhos a toda a gente e que aquilo é lindo lindo lindo (a dupla repetição já é minha) :)


esqueci-me de uma data de gente este ano, de dar os parabéns a muita muita gente. portanto, aqui ficam as minhas desculpas... foi de uma série de coisas... foi que ando com a cabeça em água, a esquecer-me de tudo, a precisar de um choque vitamínico... preciso de apontar tudo, desculpem... preciso de notas e post-its para tudo.


até para dizer: olá.

4 de janeiro de 2005

hoje ando colada às paredes desta cidade. coso-me a esta paisagem, hoje solarenga, da cidade fumada, das ruas escuras e insalubres...

preciso da minha paisagem de mar e areia sem fim. preciso de sair daqui. fazer qualquer coisa. sair daqui.

e colo-me hoje às ruas, à calçada desta cidade, quase sem calçada portuguesa. coso-me aos passeios de cimento e esquadria quadrada.

coso-me ao Porto como se não tivesse (que não tenho mais) um porto seguro aonde regressar.

3 de janeiro de 2005

sdds

a .j. acabou agora, agorinha mesmo de se despedir de mim.
e o meu mundinho ficou um bocadinho mais pequenino.

há coisas que ficam sempre por dizer, entaladas na garganta. ou então,
não sabemos o que dizer e só mais tarde, muito ou pouco mais tarde, formulamos na nossa cabeça as palavras que gostaríamos ter dito. algo de memorável, algo de inesquecível, algo de marcante.

mas a .j. já é, por si só, marcante.

a primeira memória que tenho dela é a dizer "eu tenho sangue em casa!", numa ocasião em que planeávamos uma "actuação"...
a .j. ficou aí marcada como a mulher que tinha tudo. desde os adereços mais estapafurdios até às vestimentas mais antigas e engraçadas. se existia, a .j. tinha.

há episódios memoráveis das conversas da .j., com a .j..

e é por isso que eu vou ter, que tenho já assim, muitas muitas muitas saudades. das conversas, da companhia, dos sorrisos e das gargalhadas. de irmos a exposições, das fotos dela, dos chocolates quentes e das histórias dela. não que as notícias acabem, ou mesmo o contacto. mas a .j., por estes tempos (que se querem breves) não vai estar por cá para irmos ao chocolate, ao chá... e mesmo planearmos idas a lisboa...

por isso, nos próximos tempos... enquanto não vou eu aí, vou ter, tenho já, saudades tuas miúda...



by brasil

2 de janeiro de 2005

2005

e agora que 2005 chegou.


não me parece que já esteja num novo ano.
sonhei que estavamos ainda no dia 31 e que o ano ainda não tinha passado. e que não passava. e que ficávamos sempre no dia 31. mas não era aflitivo, não. era um dia normal. mas a data parava. nós continuávamos a viver mas, a data do calendário era sempre a mesma...
de facto, para mim a passagem de ano é só mais um dia, um número diferente no fim da data.

muitas mensagens neste fim de ano. algumas surpresas...
mas já estou de volta. de volta ao trabalho, ao dia que não te tem...



estou num dilema mas não me apetece falar-te disso...