4 de janeiro de 2005

hoje ando colada às paredes desta cidade. coso-me a esta paisagem, hoje solarenga, da cidade fumada, das ruas escuras e insalubres...

preciso da minha paisagem de mar e areia sem fim. preciso de sair daqui. fazer qualquer coisa. sair daqui.

e colo-me hoje às ruas, à calçada desta cidade, quase sem calçada portuguesa. coso-me aos passeios de cimento e esquadria quadrada.

coso-me ao Porto como se não tivesse (que não tenho mais) um porto seguro aonde regressar.

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