25 de outubro de 2005

i must be out of line

deixo-me adormecer a horas impróprias para quem tem de madrugar todas as manhãs...

estou ansiosa por fugir daqui. acelero os relógios da casa para que esta semana seja célere. forço o passar do tempo para que me seja mais fácil acreditar que controlo tudo isto e que tudo se pode vergar à minha vontade racional. nunca sei que cd pôr no leitor. que música ouvir. não encontro os cds que procuro. e só encontro a tua letra legendando cds... ou as tuas fotos misturadas na confusão da (tentativa) de arrumação de todos os ficheiros que herdei doutros computadores... ou as tuas palavras espalhadas pelo ciberespaço.....


you do somethin' to me...

23 de outubro de 2005

a diferença....

http://www.ad-awards.com/inc/video.swf?id=104

Em que árvore "cai" seu aniversário?

ÁRVORE DE MAPLE
INDEPENDÊNCIA MENTAL

Pessoa fora do comum. Cheio de imaginação e originalidade. Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências. Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade, comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar.



só mesmo os brazucas pra se lembrarem desta... e só mesmo eu pra não resistir a uma coisa destas.... lol

"Pessoa fora do comum."- às vezes não sei não... mas sim, com tanta coisa esquisita na minha vida, até sou capaz de ser fora do comum...

"Cheio de imaginação e originalidade." - hummmm... sou suspeita pra comentar esta!

"Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências." - sem dúvida alguma! tenho este ar de quem fala pelos cotovelos (ok, até falo) mas sou bastante reservada, ambiciosa e orgulhosa... cada vez me respeito mais e sim, gosto muito de novas experiências...

"Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade(...)" - nervosa? nem por isso... complexada?? já fui. agora... nem por isso (lol) e aprendo com facilidade... hummmm depende da lição que me estão a tentar ensinar, ou que estou a tentar aprender....

"(...) comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar." - sem dúvida, sou uma apaixonada (e quando também estou, ainda melhor!). adoro viver e sim, quem não gosta de impressionar!?


ó... estas porcarias dão sempre pra toda a gente... e depois, por enquanto não me dão jeito raízes... ainda há muita terra a remexer e a percorrer... ser árvora só é bom em terra firme. e não em território atreito a tremores de terra...

só gosto de sentir a terra tremer quando tenho os olhos fechados e a tua pele é a continuação da minha.

22 de outubro de 2005

questioning....

did he guide you across the threshold?
did he cup you in his hands?
did he drink you like water?
or blow you into air like sand?
is he standing right beside you?
did it work out how you planned?
are we saved or are we damned?

(...)
i can't stay here no longer
(...)
my time here is up
so goodbye, goodbye, goodbye, goodbye and good luck

"mea culpa", Polly Paulusma



fica de noite muito mais depressa agora. chega, suavemente, o outono, o inverno. a chuva que cai sempre à noite. aconchegar-me na minha cama enquanto chove. procurar o aconchego, o calor que emana da pele em contacto com os tecidos (sempre dormentes) da minha cama. noites que chegam devido ao cansaço. nada mais as trazem que não o cansaço. a exaustão de dias e dias... sem ti. a exaustão de dias e dias sem ti...

hope you have somethin' to remember me by...
when i'm dead and gone.

20 de outubro de 2005

come closer...

DAN: And you left him, just like that?
PORTMAN: It's the only way to leave. "I don't love you
anymore.Goodbye."
DAN: Supposing you do still love them?
PORTMAN: You don't leave.
DAN: You've never left someone you still love?
PORTMAN: Nope.



hoje: dores dores dores... acordar por tar com dores não é a
minha ideia de uma manhã agradável...
parece de noite dentro deste edifício e nem se pode pôr
a cabeça lá fora....

chove chove chove (e eu acho que já deixei o guarda-chuva
perdido no caminho....)

17 de outubro de 2005

ai...

calcorrear santa catarina... como já não fazia há meses e meses. embriagar-me do nada, do corropio e do calor das lojas. doerem-me os pés e pensar no que ainda tenho de subir pra dar um pulo e tentar apanhar um computador livre (enquanto o meu não "chega")...

doem-me as pontas dos dedos e as demais extremidades com terminações nervosas.
há suavidades que sempre se anseiam (voltar a) tocar.

(e té, sim, acertaste em muito - que é pra não te dar a razão toda assim de um momento pró outro - no que me perguntaste/disseste. "cházamos" quando quiseres, agora que tás perto do arts então... é só marcarmos :) ***)

14 de outubro de 2005

cores fortes com lágrimas

matosinhos. fim de tarde. não contigo.

sentarmo-nos à mesa. as tuas mãos, espalmadas no tampo da mesa. dedos encontrando dedos.

palavras que se desdobram rápida mas dificilmente no frio do fim da tarde. e querer manter a pose com dores de cabeça intermináveis. e olhar nos teus olhos. apetecer-me abraçar-te. sentir que poderia voltar a casa, se te abraçasse. e saber que, mesmo que o fizesse.... a minha casa já não é contigo. que o teu abraço não me levaria a casa. e que o teu abraço nunca foi uma casa mas sempre um quarto alugado.

fugiste ao pôr do sol. e deixaste-me a braços com lágrimas teimosas. cores fortes com lágrimas. o vermelho. a vida. o 13.º dia do mês, o 13.º de tudo... o topo iluminado de um edifício. paragens de autocarro tão familiares...

a cama fria no fim da noite. discursos em voz alta, no meio da rua vazia.

all of this is driving me sad...

12 de outubro de 2005

procuro-te também pelas ruas que foram só nossas... mas sei que, muito provavelmente, nos separam os horários ou passeios... tapumes de obras ou olhos cansados...

corações partidos, na sua melhor parte, a meio e repartidos entre todos.

noites que começam às cinco e meia da tarde para terminarem com sono. olhos pesados e olheiras.


não te encontro. não te encontro. não te encontro.

(e sim, também ainda tenho o mesmo cd na aparelhagem...)

11 de outubro de 2005

i smell your clothes when you're not near

dói-me o corpo todo. como uma doença que me assalta, que me derruba.


a chuva que me procura e não me deixa sair de casa. noites e noites de isolamento do resto do mundo... como se o corpo se isolasse da paixão.

não sei o que escrever... as palavras gastam-me.




já sei que não me vais procurar. e isso magoa-me.

7 de outubro de 2005

fim da semana...

a semana passa rápida por mim. fragmentada, como pequenos movimentos circulares que se completam numa cadência muito própria.

não gosto dos dias que andam por aí. não gosto destes dias. prefeira outros em que o sol era bem vindo e aquecia realmente quem anda na rua...

não gosto das noites que andam por aí. não gosto destas noites... que se estendem se algum propósito, na pequenez renovada do Porto. a cidade que voltou a ser para mim uma cidadela. com os limites entre o campo alegre e santa catarina. entre a rua da boavista e são bento. a cidadela que me enclausura, sem (de)mais passeios que me mostrem que o Porto não é só isto. quatro ruas que me delimitam o horizonte. sem tempo para ver que me falta tanto tanto tanto daquilo que me enchia os dias... sem tempo para ver que me falta tudo o que me enchia os dias... fazer por ficar sem tempo para sentir a falta do que me enchia os dias...

raios de sol e cores fortes. gargalhadas (entre)cruzadas...

4 de outubro de 2005

time over...

"condenada" à hora única de utilização diária na biblioteca almeida garrett....

a procurar livros que não encontro e a encontrar livros de que não necessito....

a querer escrever o que me trouxe aqui e a não ter tempo que o cronómetro diz-me que o meu tempo está a terminar......

a precisar urgentemente de um computador ligado à net, ao mundo, ao resto da civilização que (já) me sustenta e que não é só esta fisicalidade à minha frente mas um sem número de sites, aonde me perco (como agora) a tentar ler os posts anteriores, a ler as mensagens que já têm dias... assim, o imediato de tudo isto não tem sentido... e eu sinto-me ainda mais isolada de toda a gente... apesar de, por vezes, estarmos todos na mesma cidade, por debaixo do mesmo céu azul e do frio matinal, do calor do meio dia, o rio ao fundo da rua...

a querer dizer olá à .j. e a todos os outros que por aqui andam e com quem eu não me cruzo na rua (apesar da rua ser a mesma)....

preciso dum (a)braço humano...

2 de outubro de 2005

and i still hold your hand in mine

(...)
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.
(...)
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the father of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
(...)
And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time,
When I'm kneeling at your feet.
(...)

há músicas que não podes reconhecer. que só eu ouço. que só eu uso para conseguir dormir. pequenos comprimidos de ansiolíticos que me comprimem o peito até dormir por falta de oxigénio....

estou tonta de sono. de saudades tuas. da tua presença...