28 de dezembro de 2005

anix....

"Would you please get out from under my skin?
'Cause I can't begin this yet
And I don't know what my intentions are
They're speaking in a different tongue
And deep inside, I'm not as tough as I seem
But I won't let you know
Until it's right, I'm gonna stay my distance"

Rachel Yamagata, "Under my skin"


just to say...

bye bye...

cheguem mais perto... vamos ver as estrelas como costumavamos fazer? vamos? vamos? vamos?


vamos lá então...

até pró ano...

25 de dezembro de 2005

" And it'll be just as quiet when I leave
As it was when I first got here
I don't expect anything

Take care
I've been hurt before
Too much time spent on closing doors"

Rachel Yamagata, "Quiet"



ficar muito muito muito quieta
(i don't expect anything)
esquecer o teu nome. por três vezes esquecer o teu nome.
(onde assenta mesmo a sílaba tónica numa palavra com apenas uma sílaba?)
pego na caneta e nada sai. nada se escreve.
quem me dera saber desenhar...
desenhava os teus olhos. o osso da tua anca. descreveria a tua cintura e todas as outras fronteiras do meu saber (tão limitado).

há dias intermináveis...

i don't expect anything

natal

mais um...

mais um para me relembrar porque é que eu não gosto do natal.. porque é que, infantilmente, espero sempre por estes dias quando, invariavelmente, nunca corre bem...

pior que isso só descobrir que o livro que eu avidamente andava a ler tem as últimas páginas em branco! apetecia-me matar alguém! e agora, quem resolve o mistério que eu ando a tentar desvendar há dias?

venha mais outro... what the hell... i can handle it.

23 de dezembro de 2005

de volta

depois de alguns dias de descanso... bom, não bem de descanso mas agora já sem aulas, mais descansada, sem prazos apertados onde me enquadrar, tenho tido muito tempo para fazer aquilo que mais gosto de fazer: ler e escrever. ouvir música, vaguear um pouco pelo Porto, por onde o frio não tem espreitado tão intensamente.

e já cá está outro natal... caramba, como o ano passou depressa...

não gosto nada desta época. toda a gente se esquece das facadas que dá durante o ano e toda a gente é amiguinha de toda a gente. pelo menos durante uns dias... até cravar de novo outra facada.

de repente tudo se torna um pouco mais claro para mim. a minha vida. as pessoas à minha volta, os meus sentimentos... de repente, num "hold still" de tudo à minha volta, as coisas começam a ganhar contornos e a sair da (ob)scuridade...

caramba... como este ano passou a correr...
como este ano pôs as suas mãos à minha volta e me criou contornos novos...

caramba... viver custa...

18 de dezembro de 2005

sunday afternoon

This is why I always wonder
I'm a pond full of regrets
I always try to not remember rather than forget

keren ann, "Not going anywhere"



é por estas e por outras que eu gosto de, uma vez por outra, "surfar" pela amazon à procura de coisas novas para ouvir... mais de dez novos cds pra ouvir...


and i'm going places i don't wanna go to...

16 de dezembro de 2005

almoooooooost

quase quase no fim de toda esta trabalhêra (sim, não me enganei, este vai com sotaque lá do sul), só me apetece viajar. diz-me a minha amiga v. à hora de almoço "ora bem, se tens o mês de fevereiro livre, porque é que não vais viajar?". "grande ideia!" (penso eu) "mas com quem?" (volto eu a pensar)

viagens invernais apeteciam-me pra Praga (essa bela localidade diria a chabelli) ou para locais com neve neve neve (ele é serra nevada, ele é paris, ele é londres...) mas companhia assim daquela pra chegar ao hotel e aninhar no quentinho... isso agora é que é mais difícil! ir sozinha seria, sem sombra de dúvidas, uma alternativa mas... 1)explicar isso aos progenitores ia-lhes comer a cabeça toda e iniciar um rol de perguntas como "que se passa? porque queres ir sozinha? olha que é perigoso e assim ficamos muito preocupados!" e 2) decerto que ia querer explorar essa noite alternativa sempre presente nas grandes cidades europeias e não ia ter companhia... bom, pra finalizar 3) não sei se tenho fundos! LOL.


só posso rir de mim própria! nem sequer estou com um programa de passagem de ano e quero eu ir viajar em fevereiro... devo estar a avariar! é o que é! tou é a sentir a aproximação do trabalhinho! ai como ele vai doer! ai ai... enfim...

beijinhos às tias (por aqui ainda tudo muito turbolento mas esperemos que possa aí dar um salto ou depois do natal ou no referido mês de fevereiro) e à fada sininho que, apesar de não voar por estas bandas, fica a saber que, apesar de tudo e de todas as complicações que são os seres humanos, tem um beijinho a pairar por este espaço cibernético...

15 de dezembro de 2005

14 de dezembro de 2005

quero-te. como sempre te quis.
e repudio-te.

poemas que não nascem. falta-me água para beber.

falta-me fechar os olhos e fugir finalmente.

7 de dezembro de 2005

o horror!

sim, é verdade... ele é insónias, ele é noites mal passadas, mal dormidas, mal... mal tudo! e para completar... nariz a sangrar, frio frio frio e trabalho trabalho trabalho para fazer...

got no time...
got no brain...
got no...

well... got some health...

3 de dezembro de 2005

S.A. (segredos anónimos)

ainda um dia hei-de mandar um segredo para aqui.


e até já sei que segredo vai ser...

lost direction

caramba .j. ...

the magic numbers... não havia realmente outro dia para ouvir este álbum senão este...

"Wich Way to Happy

Wake up your sleepy head to come a-crawling
Last on the road will be first to be heard

Tell me a joke and I will love you
Pour me a drink and I'm yours
I couldn't lie to anyone
Who's ever felt sure
Of a real life romance
There's no beaten cause
Surrounding me now
There's no bleeding heart

And I don't wanna know you right now
Make time to show me your scars

And which way to happy
And which way to hell
For I think I lost direction
When you threw me out of bed

Well are you sure there's a heaven
For I'd rather be, a bad bad oh

I wish I was in a suitcase on my way back home
To you there's a light in there
I keep on talking to myself
God, can you hear me?

There's no beaten cause
Surrounding me now
There's no bleeding heart

And I don't wanna know you right now
Let's walk the waters to help heal the love
For all we could take was what you'd just written off
The dawn of the dances are...
What you was and what you were and all

Who's dancing now?
Who-oo-oo-oo...

Well it's too late to learn
(Too late, too late, too late to learn)
Oh it's too late to learn
(Too late, too late, too late, too late)

I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, I don't wanna have to be the one who has to lose you
And I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, no

2 de dezembro de 2005

partidas e chegadas

está toda a gente a partir... a sair daqui. e eu volto a pensar num assunto que me é muito caro: a curiosa trajectória que fazemos, os cruzamentos que as vidas têm umas nas outras.
a cila parece que foi hoje... para outro hemisfério... a dmny diz que já tem data marcada... e eu digo-lhe deste meu cantinho, e muito baixinho (eu também iria. boa sorte).

e eu... curiosamente também eu planeio uma fuga. e, como sonhar não nos c$u$s$t$a nada... ando por aqui a sonhar... e a memorizar o meu Porto.

hoje, ao voltar para casa, dei comigo a memorizar o recorte das casas de encontro ao céu cinzento que anunciava chuva (e que eu não quis ouvir e, por isso mesmo, apanhei uma molha...).

passei em frente à velhinha fábrica havaneza e lamentei não me ter calhado o euromilhões para a comprar... vi os clérigos ao fundo e pensei que ainda os tenho de subir, antes de me ir embora. que ainda tenho tanto Porto para ver, para viver... e que o Porto já não me devolve sorrisos...

Porto, dóis-me no corpo como uma ferida aberta.