29 de dezembro de 2006

waiting time.

esperar-te. sentar-me tranquilamente enquanto leio um dos livros que trouxe comigo. e esperar-te.

não trouxe relógio comigo portanto não sei se te terás atrasado. confio que não. que a espera que me infliges não é propositada mas sim pura coincidência, um acaso.

ouço ao longe a igreja que descobri ter perto de casa, apenas há uns dias e que se parece tanto com o outro sino nortenho que ouvi anos seguidos no silêncio da noite (tantas coincidências que descubro no meu dia-a-dia).

e sei que te atrasaste. o livro acaba, página após página (como este ano que se gasta). e, no fundo, eu sei que não virás. que a minha espera (ainda que não anunciada) é em vão.
que todas as minhas esperas me trouxeram até aqui. até ao dia de hoje e até este lugar.

no meio da cidade, aguardando o sinal verde para os peões. carros que aceleram, que ultrapassam todos os limites.

as ruas que não se esvaziam de gente.

21 de dezembro de 2006

reach

estico a mão.
a tua voz do outro lado. o riso no fundo da garganta, atado num laço daqueles que fazias quando atavas as sapatilhas.

não neva aqui. mas faz frio. por estes dias faz bastante frio. procuro uma música, um cd. e encontro exactamente a música que te quero mostrar. e não existe em mais lado nenhum senão aqui. uma melodia que toca baixinho, a letra quase trauteada a duas vozes.

trauteio as letras que decorei contigo. uma banda sonora que me dá cor ao dia.

está muito frio por aí. mas aqui, quando estico a mão, é verão novamente.

18 de dezembro de 2006

dinner time

as palavras dolorosas arrumadas na prateleira de cima que as perguntas difíceis desarrumam...

e que, no fundo, estavam a precisar de uma "limpeza".

o pó que se acumula nos bibelôs que herdamos de quem nos passa pelos dias. as recordações de dias e viagens. de situações e de olhares. do que tu disseste e do que disse. e de como me olhaste.

o jantar que puxa a palavra na confusão de pratos e comida. de petisco e risos. a sobremesa que puxa a palavra na confissão do que se bebeu e de como se pretende seguir para casa.

e, no fundo, o alívio no peito por ter desarrumado o que estava tão lá atrás, no fundo da prateleira e que se precisava de chegar à frente....

it's dinner time.

14 de dezembro de 2006

9 crimes


damien rice, 9 crimes

olho por cima do ombro. constantemente por cima do ombro...
um par de olhos que se crava nas minhas costas sem que eu os consiga identificar no meio da rua vazia.

e se os meus olhos brilham quando olham nos teus não é mais que um reconhecimento do tempo que faz lá fora.

12 de dezembro de 2006

stop

tudo aquilo que fica sempre por dizer. stop. como num telegrama. stop. tudo o que fica embargado aqui, no fundo da garganta. stop. tu sabes do que estou a falar. stop.

enviar-te uma missiva
algo mais que um telegrama ou um telefonema onde a voz dissimula aquilo que não se pode dizer, onde a cabeça manda mais que os olhos.
enviar-te uma missiva que não tenha suporte físico nem restrições, onde possas saber tudo o que fica aqui, no fundo da garganta e que não pode ser dito.

stop.

sem saber parar ao sinal (foi por isso que chumbei no primeiro exame de condução!).
o vermelho sempre me lembrou paixão. nunca restrição.


mas stop.
alguma coisa há-de acontecer. alguma coisa se presta a acontecer.....

9 de dezembro de 2006

isto não é o que parece

isto não é o que parece.
é bem mais simples do que possas pensar. é o fim de uma era. pura e simplesmente, é o fim de uma era.

não tenho em minha casa prateleiras suficientes para me poder desarrumar casa fora. encosto os sacos junto à parede. ladeio o caminho com tarefas inacabadas.
saio na procura do inverno que teima em não chegar este ano.

o vento que se levanta frio.
os cabelos brancos em desalinho por cima do quente robe de veludo vermelho-carne.
a tua vida que se cruza comigo no arrastar dos chinelos rosa de felpo. gastos nas pedras que se levantam da calçada e se perdem no meio da rua. o frio que entra pelas fibras do casaco, da camisola, pelos poros de todo o meu corpo, num arrepio braços acima, peito acima.

o teu olhar que não se cruza com o meu. daqui só vejo a insónia cinza de ti, num gesto de protecção que fazes, abraçando o corpo, que se curva no frio que de repente se faz sentir.

está já aí o inverno.

8 de dezembro de 2006

azul

tudo o que eu dizia era novidade. tudo o que eu dizia era feito de palavras, de frases, de construções novas.

mas tu não ouvias nada do que eu tinha para te dizer. nenhuma das minhas palavras novas, das minhas frases novas, das minhas novas construções.

olho o tecto do meu quarto e daqui consigo ver o céu. e apesar da chuva apesar do vento que faz lá fora, daqui consigo ver o azul do céu. a claridade do dia sem nuvens. talvez apenas uma ou duas. brancas. a vaguear no céu.
daqui consigo ver as casas e todas as ruas por onde moro e por onde quero morar. vejo o rio ao fim da rua e as pontes que o atravessam. o eléctrico que chia nos carris, na pressa de chegar a tempo à paragem. subo e desço as ruas de edifícios brancos, públicos, à disposição de quem lhes quiser pertencer.

das coisas que eu tenho para te contar e para te perguntar, nenhuma ficou no mundo.


é tempo de dizermos: sinto a tua falta.

2 de dezembro de 2006

ah e tal... sou amarela...

YELLOW

You are very perceptive and smart. You are clear and to the point and have a great sense of humor. You are always learning and searching for understanding.

Find out your color at QuizMeme.com!

28 de novembro de 2006

mário



estação

Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo
a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho

Muita vez vim
esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier
hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere.
Talvez apareça

Mário Cesariny


morreu ponto
e como tantos outros vírgula não o conheci vírgula a não ser por tudo aquilo que li dele parêntesis e sobre ele fechar parêntesis e por tudo que vi dele vírgula e por tudo que ouvi dele ponto
não estive como o gato vírgula enroscada à porta do cemitério ponto
mas daqui do alto te chamo dois pontos Cesariny exclamação
e tu ainda mais do alto espreitas ponto e sorris-me da vigia ponto

22 de novembro de 2006

taras e manias

disseram-me a palavra proibida que não me deixa resistir...

e pronto, vejo-me "apanhada" neste spam... então as regras são:

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."


hummm... confesso que tive de pensar muito e muito e muito.... 5 manias?... não sei se consigo 5 mas vamos lá ver...


1) o abre-e-fecha da porta do frigorífico. sim, tinha esse hábito de abrir a porta do frigorífico milhares de vezes ao dia, só para olhar para lá. lol. qual o fascinio? não sei. mas tinha esse hábito! não sei explicar mas era completamente irracional e já o corrigi (sim ni! já não abro e fecho a porta do frigorífico muitas vezes! nem quando estou a cozinhar!)... passo a explicar: abrir a porta do frigorífico era a primeira coisa que fazia mal entrava em casa... não sei de onde veio o hábito mas pegou e ficou... agora, felizmente para a conta da electricidade e para o ambiente, já "despegou"...

2) tenho um bocado a mania de que tudo o me sai das mãos tem de ser o melhor possível. e depois fico irritada quando as coisas não me saem bem... saiam-me da frente quando isso acontece senão... levam com o meu mau humor (e não aconselho a ninguém! ;))

3) tenho a mania de ser paternalista (vá... agora há umas quantas pessoas que me vão "cair em cima" a confirmar isto). mas é verdade. tou a tentar corrigir! mas sou paternalista... é terrível e já me trouxe muitos dissabores mas sou terrivelmente assombrosamente e muitos mais "mentes", paternalista (vá, nesta caso, maternalista :p).

4) tenho a mania de que não sei desenhar e fotografar. mas a verdade é que, não sei desenhar. nem fotografar! lol.

5) tenho a mania de pôr os garfos com os dentes para baixo, quando ponho a mesa e as facas com o bico para baixo quando as ponho no cesto da máquina de lavar... pronto, são manias mesmo! daquelas em que uma pessoa até fica irritada se não vai tudo assim e perde tempo a corrigir as coisas pra ficarem.... "manientas" ;) geralmente, num jantar em casa de amigos, rodeio a mesa, pondo os garfos nessa posição... ou quando me sento num restaurante, é das primeiras coisas (e das mais inconscientes) que faço: ponho o garfo com o dentes virados para baixo.

pronto... foram tiradas a saca-rolhas mas cá estão as manias que me lembro assim de repente....

quem é que vou desafiar? hummmm

o borras de café (a quem quiser pegar no desafio)
a caliypso
o blog das meninas
a rainha das cores (anda lá, actualiza isso)
e a indigo!

tá passada a batata quente!

20 de novembro de 2006

a vida curta nas mangas*

fim de semana lisboeta com portuenses... uma mistura bombástica. tão bombástica que me arruinou a voz. afonia quase total (então à noite é ver-me caladinha que nem um rato).

saudades das amizades. do quotidiano. das gargalhadas às lágrimas...
mostrar-te a cidade, mostrar-me a cidade.

e agora tou aqui, quase sem voz... pareço um miúdo a quem a adolescência apanhou desprevenido...

olho por cima do ombro... talvez estejas aí e eu nao te esteja a ver bem. ou talvez te tenhas realmente cruzado comigo sem que me tenha, desta vez, apercebido.
há coisas que é tão difícil aprender...
a esperar...

*

16 de novembro de 2006

autch

sim, autch. autch porque me queimei a fazer café e agora estou de cinco em cinco minutos a correr para o wc para molhar a mão...

e enquanto ando às voltas com textos para refazer, textos para fazer, peças de tv para planear, storyboards para desenhar (que eu desenho tããããão bem!), enquanto ando às voltas com o livro 101 histórias zen (sim, é verdade, leram bem!) de onde tem de sair qualquer coisa (zen obviamente) sobre a longevidade,
enquanto ando às voltas com tudo isto...
passa-se mais uma semana cujas noites me têm custado tanto a passar.
falta-me tranquilidade, falta-me qualquer coisa como paciência. como alguém por perto. como alguém para quem voltar ao fim do dia.

15 de novembro de 2006

entre nós

You are welcome to Elsinore

Entre nós e as palavras há metal
fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos
morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre
nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças
sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras
de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que
deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens,
palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de
Elsenor
E há palavras noturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem
ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras
impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem
todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes
escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras
maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar

Mário Cesariny



tenho-me emparedado de palavras por dizer e de palavras por escrever e de palavras por sentir.
e vi-te. reconheci-te. e tudo brota de mim como se aprendesse agora que tudo se pode dizer e escrever e sentir.

11 de novembro de 2006

everything's perfect from there

want to tell you "i love you" 'cause i really do. want to give you the answers if you ask me to. want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time. leave the boys, leave the girls, leave it all behind... trust your dreams, your thoughts it's a matter of time. run right, run left, just don't look back... take this trip as your first step. because the tears that we wastes only make us blow, why we keep in repeat this antony song "...forgive me ...forgive me"
you know why i tried to be simple, i tried a lie... everything's perfect from there, and you know i need you there.
the gift - 645


as emoções todas à flor da pele. e é sempre assim. começa por um aperto no coração, depois fica tudo quieto, como se os poros se dilatassem para ouvir, para ver, para absorver. e depois é como uma avalanche. sempre crescente. sempre maior cuja presença é impossível de ignorar, de prever.
saltar e gritar e cantar ao som da tua voz e saber tudo de cor, como se de mim brotasse a música.

não tenho escrito nada a que chamar meu. e ontem tu disseste-mo sem nunca me teres dirigido a palavra: (escreve-me). ainda não consegui parar. e sentar-me. e escrever(-te).

mas tu cantaste-me.

ver-te ontem foi como uma demolição.
be strong, be weak, be aware

23 de outubro de 2006

news for today

kurt halsey
"we just weren't meant to be together"



revisito lugares antigos, cujas histórias se podem ouvir apenas por encostar o ouvido à pedra antiga e rugosa que sustêm as casas, as muralhas, os séculos e as décadas que as desgastaram.

e posso ouvir por estes dias a chuva que bate nos vidros da janela.

esteja onde estiver... há dias que te respiram sem que nada mais possa acontecer no mundo. e na capa dos jornais vejo as gordas escreverem: "hoje, nada mais acontece senão tu".




nouvelle vague, bande à part
waves

18 de outubro de 2006

roots

quando vemos que não é este o nosso chão...

quando vemos que estas raízes que pensavamos ter plantado não são afinal tão profundas nem da espécie que pensavamos (pensavamos um sobreiro, saíu-nos um carvalho...).

quando sentimos, quando sabemos (quando o saber se apodera de nós, quando a consciência do que as coisas são nos atinge) que não somos quem pensávamos que éramos. que as pessoas que nos rodeiam não são quem pensávamos que eram....


são raízes que mirram e morrem. na urgência de uma poda eminente.

17 de outubro de 2006

simple things


Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.

Nuno Júdice

15 de outubro de 2006

front of

Stop breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing I guess it would disturb
Keep breathing the road is getting long

os dias compassam-se na respiração tranquila de quem nada espera.
enregelo apesar de me estar a mover. enregelo apesar de caminhar decididamente ao encontro da meta que me estabeleci. enregelo e tenho de parar um pouco. um pouco mais cedo. um pouco mais. adormecimento que toma conta de mim. como se de alguma doença tropical se tratasse.

e digo pouco. digo pouco àqueles que me rodeiam e que tão pouco sabem sobre quem eu sou.

mal sabem eles que eu sou tudo. que posso ser tudo. e que em tudo me transformo e me transmuto.

o mundo muda. e eu com ele.


Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that we run off
The things that they said us
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, is warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again

Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing this game it makes no sense
Stop breathing
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that we run off
The things that they said us
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, is warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again
the gift, front of

14 de outubro de 2006

13 de outubro de 2006

thinking of you

estou a pensar em ti. são 3 da manhã e eu penso em ti. e como me apeteceu chegar perto de ti e roçar a minha cara na tua. como me apeteceu pedir-te que me fizesses um movimento de protecção. nem que fosse levares-me prá neve como fazes com os "flavour of the month".

já não me lembrava de ti. passou muito tempo. muito tempo mesmo. o tempo dos verbos e das acções concretas, concretizáveis, já passou.
mas hoje penso em ti e no tempo que passou entre nós. e em todas as palavras, todos os verbos de onde partimos. e agora, o ponto onde estamos, o ponto em que eu sou a pessoa que melhor te conhece sem que isso realmente interesse.sem que isso faça realmente uma diferença. uma qualquer diferença.

ir-me embora não me faz diferença. saber que não nos vamos ver durante muito tempo, não me faz diferença. sinto falta de onde tudo começou. mas não quero nada que não seja meu. nem sequer uma viagem à neve que este "flavour of the month" nunca teve.

é tarde. o pensamento de ti adormece no cansaço tranquilo que me toma.

test me test me!

Global Personality Test Results
Stability (73%) high which suggests you are very relaxed, calm, secure, and optimistic..
Orderliness (36%) moderately low which suggests you are, at times, overly flexible, improvised, and fun seeking at the expense of reliability, work ethic, and long term accomplishment.
Extraversion (63%) moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity.
Take Free Global Personality Test
personality tests by similarminds.com

8 de outubro de 2006

sarcasmo e ironia....

You Have Your Sarcastic Moments

While you're not sarcastic at all times, you definitely have a cynical edge.
In your opinion, not all people are annoying. Some are dead!
And although you do have your genuine moments, you can't help getting your zingers in.
Some people might be a little hurt by your sarcasm, but it's more likely they think you're hilarious.



true true and more true!

2 de outubro de 2006

human nature

mais uma foto da .j.

um mapa que me guie. por entre as artes e desastres da natureza humana que me mostra a sua faceta mais crua em dias cheios de chuva. neste outono que veio para ficar... e há esta urgência de me reconhecer como humana... de reconhecer em mim as fronteiras que me separam do resto do mundo. e como elas estão rodeadas de altos e inacessíveis muros... reconhecer-me como sou.

numa aula de biologia, deixar que me dissequem. o coração o fígado o estômago (onde se acumulam os sucos gástricos). e reconhecer-me. sou eu. i'm part of it too...




beck
imagens de "eternal sunshine of the spotless mind"

meet me at montauk

30 de setembro de 2006

waiting room

foto by .j.
parece que nunca nos conhecemos. que nunca travamos conhecimento.

é como se o tempo que passamos em comum não fosse nada mais que um momento passado na sala de espera de um consultório trocando histórias engraçadas e maleitas comuns. sem entrar nunca em pormenores sobre quem somos e o que queremos...

e depois levantamo-nos. e saímos. sem nos voltarmos a cruzar.

27 de setembro de 2006

interview

amanhã.... assim de repente... a primeira entrevista de emprego... num labirinto de indicações para chegar... num labirinto de emoções....

does anyone know where alcolombal is??

20 de setembro de 2006

traças...

"Sabes o que acontece quando magoamos as pessoas? - disse Ammu. - Quando magoamos as pessoas, elas passam a gostar menos de nós. É isso que as palavras descuidadas fazem. Fazem as pessoas gostarem um pouco menos de nós.
Uma traça fria com tufos dorsais invulgarmente densos aterrou de leve no coração de Rahel. Deixando pele de galinha nos sítios onde as suas pernas geladas lhe tocaram. Seis pêlos arrepiados no coração descuidado de Rahel."

in O Deus das Pequenas Coisas
Arundhati Roy


adoro este livro. quanto mais o leio melhor me sabe, encontro sempre novas coisas... e hoje veio-me à memória esta imagem da traça que aterra no coração de Rahel quando ela é criança para nunca mais levantar vôo.... e ao longo dos tempos, a traça adormece sem que se dê conta dela. e às vezes acorda e espreguiça uma pata, lembrando Rahel da sua presença...

i wish i could write like this...

15 de setembro de 2006

palavras



as palavras que me vêem sempre nem sempre são as mais fáceis.
tenho comprado livros à exaustão e nunca me parecem suficientes. volto a escrever. abro o caderno, que já vai a mais de meio e que guarda em si essências das cores que me pintam os dias, e volto a escrever sem saber muito bem até onde as palavras, nem sempre as mais fáceis, me vão levar.
por vezes, em túneis do metro, rápidos e ritmados... ou a meio de uma caminhada, a meio de um destino, sem que a mão acompanhe os pensamentos que se querem no papel...
as palavras que me vêem nem sempre são as mais fáceis.
como agora me faltam as palavras e as linhas e a tinta para descrever... para te descrever as linhas e as cores e a quantidade de vezes que preciso de te olhar para te absorver...
nem sempre tenho as palavras certas para te dizer...



imagens por nelson d'aires

10 de setembro de 2006

disponível para amar





enquanto o filme passa pelos feixes luminosos que a tv emite... (a mesma tv que veio comigo nesta viagem) lembro-me de ti... numa recordação daquelas que nos vêm quando pousamos a cabeça no ombro do sofá... e lembro-me de como tu te irias rir muito se visses os erros ortográficos que eu tenho encontrado e que é uma piada minha que só tu percebes tão bem... e nesta noite que arrefece e onde a lua cheia se vê tão bem daqui, da minha cama, pela janela deste quarto, desta casa que ainda não me pertence e que eu acho ainda tão estranha... e que não sei se deva começar a amá-la porque a quero deixar ou se devo começar a amá-la em qualquer caso porque o mais provavel será ficar.... e nesta confusão de moradas que troco e confundo, sem encontrar a minha, nesta confusão lembrei-me de ti enquanto o filme passa na tv e o tempo no relógio...

9 de setembro de 2006

OST

n tenho banda sonora para estes dias.... apetece-me música mas não sei o quê..... alguma sugestão?

4 de setembro de 2006

porto d'abrigo


de volta ao porto... revendo todos os lugares de onde guardo recordações tão boas. e nada me doeu. e tudo me sorriu.... tenho saudades tuas meu porto...

i wanna come back

1 de setembro de 2006

não há riso naquilo que escrevo*

"nada me dói e ninguém bateu à porta. não há riso no dia a dia, e isto nada tem de angustiante ou de literário"
al berto
"o medo" (* idem)

este novo estado em que me encontro de uma falsa tranquilidade que de artificial tudo tem e que eu continuo a manter por não saber o que sentir a seguir. sento-me no sofá com os pés contra as pernas, sem nunca tocar o chão. e pego na caneta sem saber o que escrever. deivo umas pingas de tinta mancharem a página em branco e volto a pôr a tampa na caneta. o click que anuncia o fim do discurso. se ficar muito quieta juro que me esqueço de respirar.

25 de agosto de 2006

começar

sem nada no horizonte por enquanto ... os dias que passam vazios e monótonos...

falta-me tanto do que eu era. tanto do que éramos quando havia gargalhadas. faltam-me as gargalhadas. é isso....

e o verão morre à porta de minha casa.

23 de agosto de 2006

(a)braço

estreito os braços.

olho para as mãos abertas, os braços que se estendem...


falta-me um abraço

1 de agosto de 2006

gifts


há presentes que vêm sem que esperemos. e são os melhores...

e tesouros guardados nas palmas das mãos... às vezes há que abrir as mãos... let go.

27 de julho de 2006

sono...



hoje custou-me a acordar. aliás, hoje recusei-me a acordar durante 20 minutos inteiros (era o limite suportável para não chegar atrasada). mas só me apetece férias, mesmo sabendo que, ao fim de dois dias não sei o que fazer com tanto tempo por minha conta... à vezes acho que corro sérios riscos de me tornar uma workaholic... meto a cara no trabalho e o mundo desaparece. e eu não sou eu. só de manhã, quando o sono me assalta irremediavelmente e eu quero mais um bocadinho (só mais cinco minutos) para dormir profundamente... só aí tenho tempo para me lembrar de mim.

26 de julho de 2006

QE

tive 95 no meu teste de Quociente Emocional... o máx é 100....

does that mean i'm handicaped?...

things i remember



quando este rapaz apareceu a cantar, apareceu-me assim... a preto e branco, a falar do que ele cantava, e do que eu gostava de cantar. apareceu-me assim, simplesmente assim. quando ainda ninguém o conhecia. quando eu ainda não te conhecia. quendo tu e eu éramos entidades diferentes.

nunca soube escrever letras de músicas e tenho pena. porque gostava de saber escrever para que alguém pudesse cantar...

Still a little bit of you laced with my doubt

Still a little hard to say what's going on

20 de julho de 2006

T r a n s p a r ê n c i a s

venho da praia de um verão em que as ondas rolam redondas e
lisas
sobre o mar sem formar espumas
e os olhos gulosos engolem glaucas e
mornas transparências
goles de azul e verde
fazendo inveja à língua aos
lábios e à goela.

por que me induzes por areias sem águas
ou zonas infestadas de
feras
ou paludes sombrios
ou friagens cíticas
ou mares coagulados

por que me queres nessa terra monstruosa e trágica
onde erram poetas
e mitógrafos
e nada é certo nada claro.

Antonio Cícero

(in o carioca - revista de arte e cultura nº 2/ julho e agosto 1996)

13 de julho de 2006

eu e tu costumávamos ser nós

hoje lembrei-me de ti. e de todas as coisas boas que me escapavam já da memória porque os dias passam na modorra da tua ausência sem que nunca os aviões deixem de passar na minha janela.
novamente escrevo como há muito não escrevia e ao reler-me não me reconheço. não me gosto.
e o inicio de tudo em três semanas, em contagem decrescente. e um frio no estômago... uma incerteza que dorme comigo...

quando eu e tu éramos nós... eu podia contar-te estas coisas...

11 de julho de 2006

maybe tomorrow...



Rosie Thomas "If songs could be held"

afinal....

afinal tenho escrito... curiosamente não tinha noção de que tenho andado a escrever, para além daquele que eu considerava o meu último poema...

e afinal, ao contrário do que eu pensava, tenho escrito umas coisas. como hoje, à vinda para casa, mais de uma página que me surgiu de repente, sem que eu esperasse...

e foi curioso como li uma entrevista (há tanto que a "ler" andava na minha mochila, de trás para a frente, entre viagens constantes sem tempo para ser lida) com o manuel antónio pina e, não consigo lembrar-me literalmente da frase mas a ideia era, a de nos surpreendermos connosco e com a nossa escrita. a escrita enquanto surpresa. e eu surpreendi-me. novamente, como há tanto não fazia, surpreendi-me. e vi que tenho poemas para te dizer que a vida não me permitiu...

há surpresas boas...

3 de julho de 2006

abraço

o braço por cima dos ombros.
entre-dedos memórias que nos vêm distantes. de quando eu passava os dedos pelo teu cabelo e tu inclinavas a cabeça para trás, de olhos fechados.
a exposição indefesa do teu pescoço...

a barreira ultrapassada da intimidade que nos deixa aninhar num carinho já antigo. com covinhas onde um corpo costumava descansar...

encosta-te a mim.
eu sei de todos os teus males a história. e sei das noites em que tudo é vertiginoso.

e por enquanto é só isto que posso fazer. é só isto que te posso dizer... encosta-te a mim. fecha os olhos. eu ficarei de guarda na escuridão da noite. a lua cheia ainda vai tardar...


Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor -

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos

agora e sossega a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.

Maria do Rosário Pedreira

25 de junho de 2006

i'd like to ask you...

loose ends

há fins soltos em tudo aquilo que temos.

histórias que se desgastam e se perdem no meio das coisas. no meio das vidas.
nós que se desatam.



nunca soube fazer um nó que perdurasse... tenho os atacadores desatados e posso tropeçar. e cair.




You are my sweetest downfall
I loved you first, I loved you first
Beneath the sheets of paper lies my truth
I have to go, I have to go
Your hair was long when we first met

Samson went back to bed
Not much hair left on his head
He ate a slice of wonder bread and went right back to bed
And history books forgot about us and the bible didn't mention us
And the bible didn't mention us, not even once

You are my sweetest downfall
I loved you first, I loved you first
Beneath the stars came fallin' on our heads
But they're just old light, they're just old light
Your hair was long when we first met

Samson came to my bed
Told me that my hair was red
Told me I was beautiful and came into my bed
Oh I cut his hair myself one night
A pair of dull scissors in the yellow light
And he told me that I'd done alright
and kissed me 'til the mornin' light, the mornin' light
and he kissed me 'til the mornin' light

Samson went back to bed
not much hair left on his head
Ate a slice of wonderbread and went right back to bed
Oh, we couldn't bring the columns down
Yeah we couldn't destroy a single one
And history books forgot about us
And the bible didn't mention us, not even once

You are my sweetest downfall
I loved you first

14 de junho de 2006

storms



trovoada e relâmpagos incessantes. do norte ao sul do país.

chuvas inesperadas no calor de junho. noites barulhentas, desassossegadas. como se o céu desabasse. como se o mundo terminasse. como se tudo isto fosse o fim do mundo.
faltando-me as palavras para te descrever a violência da minha insónia. como tudo se revolta quando eu passo. fios de luz que descem dos céus. a 10 a 5 metros de mim.

põe os bombeiros de prevenção.
eu pretendo seguir viagem.


Well my heart knows me better than I know myself
So I'm gonna let it do all the talking.
daqui

10 de junho de 2006

sometimes i feel....

Josh Rouse - Women and men
Under Cold Blue Stars



The current will rise much faster
Makes it harder to find what I'm after…

The water's up, water's down and I can't swim…
When I am lost and you are not, then no one wins…

Our babies have known no father
Makes it harder to call
I don't bother
So, bottle up, bottle down, is how I live
The money's gone
Just one more song before I turn in.


But you won't see me
'Cause I won't be there to
Help you asleep when you get scared
It's the absence
You're afraid and the night
It approaches but I'm still a state away
Yeah, it's the absence; you're afraid…

I can't erase what the past is
It's time to face circumstances
Sun comes up, sun goes down and I begin
The days grow long as I trek on and I hate knowing…

That you won't see me
'Cause I won't be there to
Help you asleep when you get scared…
It's the absence; you're afraid and the night
It approaches, but I'm still a state away…
Yeah, it's the absence you're afraid…of the night…
We're surviving but it's still from day to day…

It's nice to come home for a weekend…
The children have grown, how I've missed them…

As I pull up, you walk out and we smile again…
The grass needs cut, cuddled up just woman and man…

2 de junho de 2006

lately...

"Lately I've been freelin' no pain…My heart is wide open and somehow
everything falls into place…and it's…"

Josh Rouse, Feeling no pain
Under Cold Blue Stars



ad that's all i have to say about it.

28 de maio de 2006

as time goes by

sentir que o tempo nos aconteceu. assim, de repente, aconteceu-nos o tempo. e as coisas teimam em passar sem que consigamos agarrar com as duas mãos. e como é que isto aconteceu? como é que deixámos que entre nós o tempo acontecesse?

e de repente, quem nos fez assim tão grandes, tão adultas?

às vezes só me apetece ficar quieta e voltar um pouco atrás.

19 de maio de 2006

don't clowd my sky up

sinto-me anestesiada. completamente anestesiada. de cansaço. duzentos e setenta e cinco quilómetros. depois mais setenta. depois trezentos. depois mais trezentos....


e ainda agora isto começou.... revolver a cabeça com ideias, projectos....

hoje estou anestesiada. cansada. a precisar de descanso. de calor humano. simplesmente sentir uma temperatura igual à minha ao meu lado.

mas sinto-me contente. feliz quase....


faltas-me tu...

16 de maio de 2006

slowly

os dias começam preguiçosos na antevisão de um dia sem muito que fazer...

não é mesmo para mim estar todo o dia sentada... apesar da janela rasgada de onde vejo aviões a cada cinco minutos...

a vontade de partir acentua-se. acentua-se também a sensação de que fiz as opções erradas e não encontro ao redor as opções certas...

sinto a minha vida sem espaço suficiente para o que sou e não sei como gerir tudo isto... não sei o que pensar nem o que sentir... às vezes penso com força "não me deixes cair"... às vezes penso isso...

14 de maio de 2006

auuuuuuuuuuuuuu

You Were a Coyote

Brutally honest, you encourage people to show their true selves.
You laugh at life - none of it can be taken too seriously.

so... where do i really belong?

You Belong in New York City

You're an energetic, ambitious woman.
And only NYC is fast enough for you.
Maybe you'll set yourself up with a killer career
Or simply take in all the city has to offer.

13 de maio de 2006

falling

"Fall into you, is all I seem to do
When I hit the bottle
‘Cause I’m afraid to be alone

Tear us in two, is all it seems to do
As the anger fades
This house is no longer a home

Don’t give up on the dream,
Don’t give up on the wanting
And everything that’s true
Don’t give up on the dream,
Don’t give up on the wanting

Because I want you too

Stumble into you, is all I ever do
My memory’s hazy
And I’m afraid to be alone

Tear us in two, is all it’s gonna do
As the headache fades
This house is no longer a home"

placebo
meds
because i want you




quando acordo desorientada, numa cidade que não me conhece. numa cidade que nunca ouviu falar de mim. quandoa luz da manhã me fere os olhos ou o vento sacode a minha janela à noite.

as manhãs de olhos raiados de sangue. a minha vida, raiada com os traços que baptizo com nomes de autoestradas. a rodagem do meu corpo. os quilómetros da minha vida.
os dias que não passam. as coisas que não correm como o previsto.

e se...
e se....

e se as coisas fossem de outra maneira? e se pudesse esticar a mão e tocar-te... e se esticasse a mão e nunca te encontrasse?

à medida que o tempo passa as coisas não ficam mais fáceis. deviam ficar, toda a gente pensava, quando era pequena, que as coisas ficavam mais fáceis com o passar do tempo, quendo fôssemos crescidos...
falta-me tempo no visor do relógio. os ponteiros só dão duas voltas de cada vez e os números só marcam até doze.

e se os dias pudessem ter mais tempo
e se te pudesse tocar em todo esse tempo.....

12 de maio de 2006

sick days...

You're a Playful Kisser

Kissing is a huge game for you, a way to flirt and play
You're the first one to suggest playing spin the bottle at a party
Or you'll go for the wild kiss during a game of truth or dare
And you're up for kissing any sexy stranger if the mood is right!

whati?

Your Ideal Relationship is Polyamory

You want to have your cake... and everyone else's.
Which isn't a bad thing, if everyone else gets to eat too!
You're too much of a free spirit to be tied down by a traditional relationship.
You think relationships should be open and free, with few restrictions.

6 de maio de 2006

eu bem tento escapar....

You Should Be A Poet

You craft words well, in creative and unexpected ways.
And you have a great talent for evoking beautiful imagery...
Or describing the most intense heartbreak ever.
You're already naturally a poet, even if you've never written a poem.

5 de maio de 2006

ai o trabalho....

You Should Learn Portuguese

Muito legal! For you, learning a language is all about the lifestyle that comes with it.
And Brazilian beaches, hotties, parties, and soccer matches are just your style.


ainda mais????

4 de maio de 2006

working days

entrada em lume brando no mundo do trabalho...

não há assim muito que fazer por estes dias e eu tenho tempo pra me ir habituando... ainda é tudo muito novo e saudades saudades sinto é das pessoas. o telemóvel já vai em não sei quantos carregamentos consecutivos e às vezes repito para mim coisas lá de casa (como os resmungos da ni, o "amiga" especial da v... o pete sempre cansado e as suas "asneiras" de puto mimalha) ou memórias dos dias de sol (como as noites da queima do ano passado. como a rapunzel a estragar-me a surpresa) ou os encontros no progresso, na dona isabel, à porta do portal...

os lugares ainda estão muito vivos em mim e parece-me que estou aqui de visita, de passagem. penso em regressar ao porto. confesso que penso muito nisso... apesar de ter querido muito vir, penso na possibilidade de um dia regressar... já sei que as micas vão ficar todas contentes por me ouvir dizer isto. e eu não quero fazer vãs promessas nem estou a prometer nada. estou só a comentar...

quanto ao trabalho... isto aqui é um mundo.as pessoas são simpáticas e até têm inventado trabalho pra mim, uma vez que neste momento a empresa está a atravessar um "ponto morto".

os dias começam cedo e têm terminado tarde, sempre sem tempo pra nada...

working days....

10 de abril de 2006

cuequinha

Your Lucky Underwear is Purple

Dreamy and idealistic, you envision great things for your life. Your lucky purple underwear can make those dreams come true!
You're a busy little butterfly. You have the most projects, interests, and friends of anyone you know.

You also have a flair for the dramatic. Sometimes too much drama comes in to your life and brings things to a stop.
If you want to focus more, and flutter less, put on your purple underpants. They'll help you get the important things done.



LOL LOL LOL....não tenho nenhumas! e afinal a resolução dos meus problemas é assim tão simples! ;)

31 de março de 2006

i don't live here anymore




deixar o porto num adormecimento dos sentidos. conhecer cada rua pelo nome (rua da fábrica, mártires da liberdade, rua da torrinha, júlio dinis, boavista, o molhe...)

conhecer cada recanto pelo cheiro (até as ruas que cheiram a verão)... saber quais os caminhos mais perto para chegar ao meu destino... conhecer a cidade como a ti. com fome de conhecer mais... tentar os limites da compreensão...

nunca se conhece ninguém inteiramente. e eu não te conheço inteiramente meu porto de abrigo. e haveria ainda tantas coisas a descobrir... dormir sob o teu céu e nunca saber o que o amanhã me reserva...

e agora porto? como nos vamos amar novamente?


22 de março de 2006

porque eu ainda sou pequenina e caio ao chão...

as memórias que o corpo comporta...

o calor de um outro corpo encostado ao nosso... chuva lá fora e calor cá dentro.

lentamente deixo para trás pequenos pedaços desta pele que é a minha.
lentamente o início de uma outra vida, diferente, mas ainda assim, minha.
e tenho medo sim, um bocadinho de medo. daquele que nos aperta a barriga e me dá sempre vontade de ir à casa de banho...
falta-me um aconchego. afastares-me o cabelo da cara (esconder-me é o que eu faço melhor) e dizeres-me que tudo vai correr bem...


dá-me a mão...
eu ainda sou pequenina e caio ao chão...

21 de fevereiro de 2006

i remember it well...

ainda na espectativa... este suspense mata-me e, no entanto, sustenta ainda a esperança de poder partir...

poder deitar a cabeça na almofada e saber que não vou mais sonhar contigo...


tento fazer dos dias algo de útil agora que, de repente, tudo está num vácuo... no vazio de não ter um horário a cumprir... olhar para a boavista (não aos quadrados mas em linha recta, aquela que segue até ao mar) e começar a habituar-me a olhá-la como rotina...
querer continuar a escrever e ter de comprar mais cargas para a caneta...

há tinta permanentemente inscrita em mim.

29 de janeiro de 2006

não te perdi a ti, perdi o mundo*

tenho inúmeros poemas dentro de mim.. palavras que custam a ordenar-se no papel. a cerimónia da organização do alfabeto.

sonhei contigo esta manhã. e lembrei tudo aquilo que esforço por não lembrar. e dói-me o corpo na exigência de ti.




*ingeborg bachman

21 de janeiro de 2006

letter read

é assim que eu me sinto...


My love, my love, my love
How could you do this to me
My love, my love, my love
You were supposed to be
And I shouldn't have to tell you to explain yourself

My love, my love, my love
How could you do this to me
My love, my love, my love
You're not enough for me
And I shouldn't have to tell you to explain yourself

All I have is your letter read
And I cannot get it out of my head

And I'm afraid, and I can't breathe
And I'm in love with you
But you are not with me
And I have put so much into a life
I made too much about you now to lie

My love, my love, my love
How could you do this to me
My love, my love, my love
You're not enough for me
And I shouldn't have to tell you to explain yourself

But all I have is your letter read
And I cannot get it out of my head

Time passes by
While I wait for your call
Time passes by
I hear nothing at all

And I'm in love with you
But you are not with me

Rachel Yamagata - Happenstance

11 de janeiro de 2006

não tenho tido nem tempo nem vontade....

podia culpar unica e exclusivamente os exames mas a culpa não é só deles...

talvez volte aqui noutra ocasião para explicar... ou talvez não...

o que haverá para explicar quando as palavras nos faltam?

5 de janeiro de 2006

sim, curios@s, a passagem de ano foi cheia de calor humano, apesar do frio que se fazia sentir na rua. foi passada entre saltos no meio da rua, bandas jugoslavas e djs com quebras nas passagens de discos, muita gente a olhar pra nós, eu armada em ursinho carinhoso, detentor de todas as coisas boas do mundo e muita muita muita sangria à mistura (bem, pelo menos para mim!). e o ano começou bem. e o ano anterior acabou. acabou assim. com um ponto final às 23.59. com um ponto final final final final. e este começou. simplesmente começou. com calor humano e sorrisos e muito teor alcóolico e fotos menos aconselhadas a menores e pessoas impressionáveis (coitadinho do menino-vítima que se pôs nas nossas mãos e deixou que lhe fizéssemos trinta por uma linha...). começou com pessoas que mal conheço e com pessoas que gostaria de conhecer melhor.

um começo de novo.
deitar a cabeça na almofada e despedir-me.
adeus.

3 de janeiro de 2006

tchk tchk tchk

de tesoura em punho para aparar as histórias cabeludas de 2005 e de mente bem aberta pra aceitar o que os dias me trazem.

mais um ano de barriga redondinha por ser par... uma passa e meia ao som das badaladas não faz mal pois não? é o segundo ano sem as doze "tradicionais"...

muita sangria, uma casa bem fresquinha mas muito e muito calor humano. o que vale é que pareço um ursinho carinhoso quando bebo! LOL....

enfim.... os cabelos (e as histórias) estão cortadinhos e prontos para 2006.

que venham as surpresas.