30 de setembro de 2006

waiting room

foto by .j.
parece que nunca nos conhecemos. que nunca travamos conhecimento.

é como se o tempo que passamos em comum não fosse nada mais que um momento passado na sala de espera de um consultório trocando histórias engraçadas e maleitas comuns. sem entrar nunca em pormenores sobre quem somos e o que queremos...

e depois levantamo-nos. e saímos. sem nos voltarmos a cruzar.

27 de setembro de 2006

interview

amanhã.... assim de repente... a primeira entrevista de emprego... num labirinto de indicações para chegar... num labirinto de emoções....

does anyone know where alcolombal is??

20 de setembro de 2006

traças...

"Sabes o que acontece quando magoamos as pessoas? - disse Ammu. - Quando magoamos as pessoas, elas passam a gostar menos de nós. É isso que as palavras descuidadas fazem. Fazem as pessoas gostarem um pouco menos de nós.
Uma traça fria com tufos dorsais invulgarmente densos aterrou de leve no coração de Rahel. Deixando pele de galinha nos sítios onde as suas pernas geladas lhe tocaram. Seis pêlos arrepiados no coração descuidado de Rahel."

in O Deus das Pequenas Coisas
Arundhati Roy


adoro este livro. quanto mais o leio melhor me sabe, encontro sempre novas coisas... e hoje veio-me à memória esta imagem da traça que aterra no coração de Rahel quando ela é criança para nunca mais levantar vôo.... e ao longo dos tempos, a traça adormece sem que se dê conta dela. e às vezes acorda e espreguiça uma pata, lembrando Rahel da sua presença...

i wish i could write like this...

15 de setembro de 2006

palavras



as palavras que me vêem sempre nem sempre são as mais fáceis.
tenho comprado livros à exaustão e nunca me parecem suficientes. volto a escrever. abro o caderno, que já vai a mais de meio e que guarda em si essências das cores que me pintam os dias, e volto a escrever sem saber muito bem até onde as palavras, nem sempre as mais fáceis, me vão levar.
por vezes, em túneis do metro, rápidos e ritmados... ou a meio de uma caminhada, a meio de um destino, sem que a mão acompanhe os pensamentos que se querem no papel...
as palavras que me vêem nem sempre são as mais fáceis.
como agora me faltam as palavras e as linhas e a tinta para descrever... para te descrever as linhas e as cores e a quantidade de vezes que preciso de te olhar para te absorver...
nem sempre tenho as palavras certas para te dizer...



imagens por nelson d'aires

10 de setembro de 2006

disponível para amar





enquanto o filme passa pelos feixes luminosos que a tv emite... (a mesma tv que veio comigo nesta viagem) lembro-me de ti... numa recordação daquelas que nos vêm quando pousamos a cabeça no ombro do sofá... e lembro-me de como tu te irias rir muito se visses os erros ortográficos que eu tenho encontrado e que é uma piada minha que só tu percebes tão bem... e nesta noite que arrefece e onde a lua cheia se vê tão bem daqui, da minha cama, pela janela deste quarto, desta casa que ainda não me pertence e que eu acho ainda tão estranha... e que não sei se deva começar a amá-la porque a quero deixar ou se devo começar a amá-la em qualquer caso porque o mais provavel será ficar.... e nesta confusão de moradas que troco e confundo, sem encontrar a minha, nesta confusão lembrei-me de ti enquanto o filme passa na tv e o tempo no relógio...

9 de setembro de 2006

OST

n tenho banda sonora para estes dias.... apetece-me música mas não sei o quê..... alguma sugestão?

4 de setembro de 2006

porto d'abrigo


de volta ao porto... revendo todos os lugares de onde guardo recordações tão boas. e nada me doeu. e tudo me sorriu.... tenho saudades tuas meu porto...

i wanna come back

1 de setembro de 2006

não há riso naquilo que escrevo*

"nada me dói e ninguém bateu à porta. não há riso no dia a dia, e isto nada tem de angustiante ou de literário"
al berto
"o medo" (* idem)

este novo estado em que me encontro de uma falsa tranquilidade que de artificial tudo tem e que eu continuo a manter por não saber o que sentir a seguir. sento-me no sofá com os pés contra as pernas, sem nunca tocar o chão. e pego na caneta sem saber o que escrever. deivo umas pingas de tinta mancharem a página em branco e volto a pôr a tampa na caneta. o click que anuncia o fim do discurso. se ficar muito quieta juro que me esqueço de respirar.