mas tu não ouvias nada do que eu tinha para te dizer. nenhuma das minhas palavras novas, das minhas frases novas, das minhas novas construções.
olho o tecto do meu quarto e daqui consigo ver o céu. e apesar da chuva apesar do vento que faz lá fora, daqui consigo ver o azul do céu. a claridade do dia sem nuvens. talvez apenas uma ou duas. brancas. a vaguear no céu.
daqui consigo ver as casas e todas as ruas por onde moro e por onde quero morar. vejo o rio ao fim da rua e as pontes que o atravessam. o eléctrico que chia nos carris, na pressa de chegar a tempo à paragem. subo e desço as ruas de edifícios brancos, públicos, à disposição de quem lhes quiser pertencer.
das coisas que eu tenho para te contar e para te perguntar, nenhuma ficou no mundo.
é tempo de dizermos: sinto a tua falta.
2 comentários:
Para acompanhar esse azul, deixo-te um beijo indigo!:)
Não sei se o objectivo era escrever um post ou um poema, mas partindo do princípio que é um "poema-post", parabéns pelo resultado! É muito bonito. Mesmo e muito.
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