12 de dezembro de 2006

stop

tudo aquilo que fica sempre por dizer. stop. como num telegrama. stop. tudo o que fica embargado aqui, no fundo da garganta. stop. tu sabes do que estou a falar. stop.

enviar-te uma missiva
algo mais que um telegrama ou um telefonema onde a voz dissimula aquilo que não se pode dizer, onde a cabeça manda mais que os olhos.
enviar-te uma missiva que não tenha suporte físico nem restrições, onde possas saber tudo o que fica aqui, no fundo da garganta e que não pode ser dito.

stop.

sem saber parar ao sinal (foi por isso que chumbei no primeiro exame de condução!).
o vermelho sempre me lembrou paixão. nunca restrição.


mas stop.
alguma coisa há-de acontecer. alguma coisa se presta a acontecer.....

Sem comentários: