29 de dezembro de 2006

waiting time.

esperar-te. sentar-me tranquilamente enquanto leio um dos livros que trouxe comigo. e esperar-te.

não trouxe relógio comigo portanto não sei se te terás atrasado. confio que não. que a espera que me infliges não é propositada mas sim pura coincidência, um acaso.

ouço ao longe a igreja que descobri ter perto de casa, apenas há uns dias e que se parece tanto com o outro sino nortenho que ouvi anos seguidos no silêncio da noite (tantas coincidências que descubro no meu dia-a-dia).

e sei que te atrasaste. o livro acaba, página após página (como este ano que se gasta). e, no fundo, eu sei que não virás. que a minha espera (ainda que não anunciada) é em vão.
que todas as minhas esperas me trouxeram até aqui. até ao dia de hoje e até este lugar.

no meio da cidade, aguardando o sinal verde para os peões. carros que aceleram, que ultrapassam todos os limites.

as ruas que não se esvaziam de gente.

1 comentário:

Anónimo disse...

Acredito que a pessoa de quem estavas à espera não se esqueceu... atrasou-se talvez... e quando apareceu, com um sorriso mágico na esperança de te encontrar... já não estavas lá!
Desencontros.
Feliz Ano