3 de dezembro de 2007

look-a-like



dizem que somos aquilo que comemos, que nos parecemos com aquilo/aqueles que amamos... e eu hoje, não posso deixar de concordar.... o que também me faz reflectir sobre com quem/o que é que me pareço...

22 de novembro de 2007

"tenho orgulho orgulho em ser uma vaca"

depois desta polémica por causa da sr.ª Margarida Cordo e das suas declarações à Visão (para quem não esteve atento, a senhora afirmava que «A homossexualidade é um transtorno da identidade sexual, uma doença e tem recuperação.». toda a notícia aqui), depois do vídeo do Bruno Nogueira a comentar as declarações desta senhora...



a Tagus lembrou-se de uma nova campanha (brilhante, devo dizer!)
a Tagus decidiu, finalmente, sair do armário. assumiu-se. é verdade. eu sei... eu sei que a marca vai desiludir muitos dos seus consumidores (a mim curiosamente não, que sempre me soube a sabão) mas, finalmente, uma marca neste país assumiu-se. é verdade. a Tagus é hetero. sim. portanto, a partir de agora, não há cá misturas. a gayzada que vá beber a outras marcas (que as outras marcas agradecem). a Tagus é só pra gente hetero. aliás, como há poucos sites de engate, a Tagus leva a promoção mais além e cria um "Hi Hetero", um site assumidamente de engate heterossexual.

eu já estou a imaginar as hordes de heteros que, até hoje, sempre estiveram enclausuradas no armário, a respirar de alívio e gritar "agora sim, posso-me assumir!". eu realmente concordo. muitos amigos meus são heteros. e sempre me perguntavam "mas aonde hei-de ir para encontrar gente hetero, como eu!?" agora sei o que lhes responder...

lágrimas de felicidade correrão, cara abaixo de todos os meus amigos hetero que, finalmente, se podem manifestar... (o link na imagem)


bom, de qualquer forma, tenho uma triste notícia a dar à Tagus... expressar o orgulho de se ser como se é, não é novidade...

na rua sésamo já ensinavam isso... ou quem não se lembra da vaca que tinha.... "orgulho orgulho em ser uma vaca"!?

8 de novembro de 2007

london, madrid ou barcelona

e eu que não me consigo decidir por uma destas três cidades... londres, madrid ou barcelona. e como tomar a decisão? e como saber qual delas "a melhor"?!

uma das soluções... decidir depois de analisadas as redes de metro...

londres...

madrid...
ou barcelona...




e depois disto.... alguma sugestão? ;)

25 de outubro de 2007

quizz time

You Are Most Like Carrie!

You're quirky, flirty, and every guy's perfect first date.
But can the guy in question live up to your romantic ideal?
It's tough for you to find the right match - you're more than a little picky.
Never fear... You've got a great group of friends and a
great closet of clothes, no matter what!


Romantic prediction: You'll fall for someone this year...

Totally different from any guy you've dated.

23 de outubro de 2007

dias claros

as noites nunca longas o suficiente, quentes o suficiente.
a tua pele nunca foi tão macia como agora, debaixo dos meus dedos. e os meus olhos nunca viram tão fundo como vêem nos teus.

e tudo o que trazíamos connosco, esquecemos no momento em que, numa viagem a terras do oriente, voltámos a cheirar a caril e nas nossas mãos se misturavam os sabores e nomes que eu via enrolarem-se na língua cardamomo, gharam masala, gengibre, tamarino, açafrão e eu lia-te os lábios como se nunca tivesse aprendido a ouvir e tocava-te como se nunca tivesse aprendido a ver.

e imagens e sons que puxam o que de mais fundo existe em mim.
como se sempre tivesses sabido onde nesta casa se abrem portas e janelas.




this is the thing...
apeteces-me voltar a escrever.

17 de outubro de 2007

starting now, the wait is over



e ela que namorou com o jeff buckley, que tocou com o rufus wainwright e com o antony...

ela canta... e como canta....

8 de outubro de 2007

ah e tal... diz que é uma espécie de declaração

"ah e tal quero casar contigo"

ora pois concerteza... muito obrigada pela proposta mas eu não costumo aceitar ou sequer considerar propostas anónimas. portanto, este blog tem o seguinte a declarar:

tendo em conta a "rebaldaria" de comentários nos últimos tempos e considerando que os anónimos (exceptuando raras excepções) não se identificaram, após vários apelos, este blog deixa de aceitar, a partir de agora, comentários anónimos. desculpas à amiga .j. que não se gosta de registar (mas que sempre se identifica mas, como deves compreender cara amiga, isto assim é uma vergonha!)

sim que, ah e tal, quero casar contigo é muito lindo mas isso sem identificação, sem anel e sem joelho no chão, não é pedido em condições!

tenho dito!

4 de outubro de 2007

high point of the day

aqui. in repeat

viva la españa

hoje que é "sexta", e que me afundo em prazos e trabalhos para fazer (e não, não estou a fazer gazeta enquanto escrevo isto), já só penso no fim de semana que começa e dou por mim a ansiar por españa. e eu que nem estava entusiasmada nem seduzida com a ideia, já só penso em tirar fotos e, quem sabe, pensar um pouco no papel.... a ver se sai alguma coisa que interesse...


mas ansiosa mesmo a sério ando por isto.... doc anyone!?

28 de setembro de 2007

'cause you're a superstar


antes que o dia acabe amiga... parabéns uma vez mais. desta vez um pouco mais longe mas nunca distante! ;)

adoro-te. beijos cheios de saudades!

20 de setembro de 2007

forbidden colours

Jantáramos os dois pela primeira vez:
amizade ou amor, pouco interessava
desde que alí estivesses. O meu mundo
ia mudando à medida do teu,
a cada gesto vão da vã conversa
antes que fôssemos pIo Bairro Alto
e enfim o Lumiar, a tua casa.
Eu podia contar uma história, dizer
como aquele rosto atravessava o meu -mas não,
«nada de narrativas, nunca mais».
Apenas a certeza de estar morto
há tanto tempo, que já não me lembro
de cor nenhuma dos teus olhos. Não,
já não existe o dia nem a noite
e este silêncio deve ser talvez
a única resposta. É bem melhor
ficar à espera de que não regresses.



Fernando Pinto do Amaral
A Escada de Jacob
Assírio & Alvim






my heart has forbidden colours...

13 de setembro de 2007

escritas

na sequência de uma acesa discussão, à hora de jantar, em terras mouriscas...

sim, deixei de escrever porque dentro de mim já nada há que me peça água ou o sumo de bagos de romã...
e isso nada tem de trágico ou de cómico permanecendo única e apenas um facto do que são agora os meus dias. há outras formas de expressão... e a escrita deixou, pura e simplesmente, de ser uma delas para mim...

li este texto e lembrei-me que, um dia, também eu escrevi algo assim sobre o percurso que a escrita haveria de fazer na minha vida....


Se um jovem escritor conseguisse abster-se de escrever, não deveria hesitar em o fazer
André Gide

6 de setembro de 2007

1234

ando musical... e o mais incrível neste (além de me pôr bem disposta) é que, ao que paprece, foi gravado num só take... caso pra dizer.... FEIST!

24 de agosto de 2007

das tripas coração

Tripeiro nato

Você é um homem/mulher do Norte! Não há nada que lhe escape: que ninguém pense em abordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! Para si, tudo o que não esteja num raio de cinco quilómetros a volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.


http://kaser.nsk.pt/puorto.htm



ai que ainda me dá uma saudade caragu! ;)

dig

às vezes só nos apetece "cavar" daqui pra fora... se neste momento o fizesse, ia ter aqui:



(coisas tão lindas que uma pessoa faz quando tem fome... bare with me... deve ser falta de oxigénio no sangue!! ;))

20 de agosto de 2007

Lourdes de Castro, "sombra projectada de claudine bury"
o quadro aqui

Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele.
E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração que era o resto da vida - como um peixe respira na rede mais exausta.
Nem mesmo à despedida foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti é um poema.
Contudo, ao acordar, a solidão sulcara um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo um trilho abandonado na paisagem.
Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.

Maria do Rosário Pedreira.


quando remexemos em papéis e memórias há muito ocultadas pelo passar dos dias... há sempre poemas que nos esperam.

novamente, não é meu... mas não deixa de ser assim...

30 de julho de 2007

summer people

o verão chegou. nota-se nas temperaturas, no sufoco do meio dia. nas gentes meio (ou mesmo completamente) desnudas nas praias.

o tempo é de pôr o pé de molho. refrescar ideias e reboot the system.

26 de julho de 2007

ali os dois falando pouco talvez nem uma palavra

porque não tenho palavras...

e porque esta música me marcou imenso. e me faz recordar um dos melhores tempos da minha vida...





it never really entered my mind....

17 de julho de 2007

sem marcha atrás

uma nova descoberta...



mais dos donna maria aqui

o tempo mesmo agora fez a terra girar



não tenho histórias para contar.

6 de julho de 2007

2 de julho de 2007

similar minds

Advanced Global Personality Test Results
Extraversion |||||||||||||||| 66%
Stability |||||||||||||||||| 73%
Orderliness |||||||||||| 46%
Accommodation |||||||||||||| 56%
Interdependence |||||||||||| 43%
Intellectual |||||||||| 36%
Mystical |||||||||| 36%
Artistic |||||||||||||||||||| 90%
Religious |||||| 30%
Hedonism |||||||||||||| 56%
Materialism |||||||||||| 50%
Narcissism |||||||||||| 50%
Adventurousness |||||||||||||| 56%
Work ethic |||||||||||||||||||| 83%
Self absorbed |||||||||||| 43%
Conflict seeking |||||||||||||| 56%
Need to dominate |||||||||||| 50%
Romantic |||||||||||||||| 63%
Avoidant |||||||||||| 50%
Anti-authority |||||||||||||||| 70%
Wealth |||||| 23%
Dependency |||||||||||| 43%
Change averse |||||||||| 36%
Cautiousness |||||||||||| 50%
Individuality |||||||||||||||||| 76%
Sexuality |||||||||||||||||| 76%
Peter pan complex |||||||||||| 43%
Physical security |||||||||||||||||||| 90%
Physical Fitness |||||||||||||| 57%
Histrionic |||||||||||| 50%
Paranoia |||||| 23%
Vanity |||||||||||| 43%
Hypersensitivity |||||||||||||||| 63%
Indie |||||||||||| 45%
Take Free Advanced Global Personality Test
personality tests by similarminds.com

Stability results were high which suggests you are very relaxed, calm, secure, and optimistic..

Orderliness results were medium which suggests you are moderately organized, hard working, and reliable while still remaining flexible, efficient, and fun.

Extraversion results were moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity.


trait snapshot:
social, outgoing, worry free, optimistic, upbeat, tough, likes large parties, makes friends easily, rarely irritated, open, enjoys leadership, trusting, dominant, thrill seeker, strong, does not like to be alone, assertive, mind over heart, confident, controlling, feels desirable, likes the spotlight, loves food, social chameleon, hard working, concerned about others

28 de junho de 2007

quietly

não te sinto o pulsar da vida. a pele que sobra ao redor do corpo. como se minguasses para dentro de ti própria num exercício constante da limitação da vida ao essencial.

fizeste-me recordar esta música hoje. não há coincidências.
e, apesar de já aqui ter falado nela, hoje diz-me muito mais coisas...



but this time things won't be as quiet when you leave as it was when you first got here.

25 de junho de 2007

"All the pages that are blank all the songs yet to be sung"

aqui onde não tens nada a esconder, abres de par em par o peito e, de dedo em riste, apontas cada órgão pulsante numa apresentação formal das partes que te constituem.

as costelas, pulmões, coração. o esterno e a coluna vertebral. a contracção do diafragma num exercício de vida.

de regresso a casa. como se soubesse sempre os trilhos a percorrer.
ruas que ainda têm o meu cheiro, onde o verão já anda no ar, onde a tua fragrância ainda paira no ar.
ruas que reconheço de olhos fechados como que por intuição. o saber vivido, aprendido à custa de muito olhar. de ver, assim com os olhos inteiros como o casario se recorta de encontro ao azul do céu.






She has a home outside this little picture frame
You're not in it and she wants someone to blame

14 de junho de 2007

saint suze, sto antónio e são joão



ora depois de uns dias valentes em saint suze (que é como quem diz, em santa susana) em tropelias com cheirinho a verão, lá fui eu experimentar o santo antónio.

e... temos pena mas foi uma valente desilusão. só barracas de comida (onde se esperou duas horas para comer e mesmo assim com chatices à mistura) e gente a andar de um lado para o outro. para onde iam? o que procuravam? não sei. só sei que, ainda que estivessemos numa festa popular, as pessoas continuavam herméticas... a não ser um encontro imediato com portuenses e com um chico esperto que insistia em pagar cafés a toda a gente enquanto que, num ataque de chico-espertíce, tentava demonstrar que homens e mulheres não podem viver uns sem os outros (olhe que não! olhe que sim! olhe que não!!!)

mas onde estavam os meus bailaricos? a minha animação? o conhecer e falar com gente que não se conhece de parte alguma (que venham os mexicanos e os mouros!!). portanto, meu rico são joão, meu rico manjerico, meu rico martelinho!!

deixem lá o antónio de pernas pró ar e vamos mas é dar um pé ali à alfândega que junho se faz tarde...

5 de junho de 2007

caramel

tocar com a língua no céu da boca.
o doce. caramelo que se derrete lentamente. colado onde a língua toca.

noites que passam num abrir e fechar de olhos. e surpresas. olhar pela objectiva da câmara e encontrar-te tal e qual como os meus olhos te vêem...



no complains. at all.

22 de maio de 2007

This is how my heart behaves

daqui deixa-me contar-te...

que não escrevo. não escrevo mais. canetas que se esquecem por todos os cantos do meu corpo.
palavras que ainda me correm nas veias. as sílabas. os ditongos.

não escrevo mais.
moldo em barro fresco braços e pernas. ombros, pescoços.
a curva da cintura. o peito que se alarga. o osso da clavícula. o queixo. a boca a boca a boca.

textos físicos. sem espaço para orgãos internos. isolados. corpos completos. um dedo ao de leve pelas costas.

primaveras que despertam.
as primeiras ervas. dandelions....

" I’m a stem now
Pushing the drought aside
Opening up"

8 de maio de 2007

dora dorinha ou como todos os pássaros são patos menos o meu

finalmente fi-lo. e não custou tanto como eu pensava. não custou tanto quanto eu pensava...
apesar de, segundo a minha cara, todos os pássaros serem patos (muito pouco poético da sua parte, devo-lhe confessar), houve uma clara cedência no meu caso.

e portanto, no caso da dora, da dorinha, a excepção foi feita...

e cá voa ela. ainda sulcando o seu lugar, ainda nidificando por dentro.


por estes dias o calor começa a apertar e o corpo solta-se...



another constellation dies

30 de abril de 2007

recurring



um passo atrás

dá só um passo atrás. ou dois. para que a distância seja suficiente. para que possamos ver completamente a linha do horizonte. deste horizonte.


espera um pouco. aguarda aquele momento que é o do contacto do sol com a linha que separa o céu do chão. deste chão.
espera só esse momento junto a mim.
é tudo o que te quero pedir.



Estranho é o sono que não te devolve.

Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde.Como é
amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.

Daniel Faria
de Explicação das Árvores e de Outros Animais
1998

20 de abril de 2007

you're my 645


Want to tell you that I love you because I really do. Want to give you the answers if you ask me to. Want to leave your door for the last time, want to leave the floor for the first time.
Leave the boys, leave the girls, leave it all behind… Trust your dreams, your thoughts it’s a matter of time. Run right, run left just don’t look back… Take this trip as your first step. Because the tears that we waste only make us blow, why we keep in Repeat this Antony song “forgive me, forgive me”
You know why tried to be simple, I tried a lie… everything is perfect from there, and you know I need you there.






mexe comigo. sei que já tenho um post com este título (pronto... a este propósito)

mas mexe comigo. mexes comigo. puxas-me os cabelos por dentro de mim, tocas-me por dentro e é como se tudo recomeçasse. como se pudesse voltar a acreditar que consigo andar, apesar de estar a cinco centímetros do chão. que posso respirar apesar de me tirares o fôlego.

que me deixo ir e perco o controlo....

i tried to be simple.
but you're my 645.

5 de abril de 2007

Gatos ao poder!

é já indiscutível que os gatos fedorentos são muito bons. mas este cartaz hoje posto ali na rotunda do marquês só vem confirmar isso.

a ver se não me esqueço de lá passar para me rir muito!


"Mais Imigração.
A melhor maneira de chatear os estrangeiros é obrigá-los a viver em Portugal.
Com os portugueses não vamos lá.
Nacionalismo é parvoíce"
foto tirada daqui

1 de abril de 2007

eyes wide open



one of us will die inside these arms

(tralálá.... cantarolo.... cuidado com o vidro do monitor)

30 de março de 2007

bits and pieces

um pedaço de mim que não consigo resgatar.

subir à mais alta montanha do mundo. o mundo coberto de neve e branco e luz. cair pelas escarpas mais perigosas e mais ocultas

os corpos de todos os outros que tentaram antes de mim. todos juntos agora, soterrados por debaixo da neve fria e branca e luminosa.

longe do alcance de qualquer equipa de resgate. ao sabor das estações do ano, dos degelos, dos picos de calor abrasador, dos primeiros flocos de neve.

um peso morto oculto por debaixo de todas as condições climatéricas. um pedaço irrecuperável.

1 de março de 2007

denial

Poema sobre a recusa

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.

Maria Teresa Horta

19 de fevereiro de 2007

estou convencida disto

estou convencida disto: que vocês são as melhores pessoas que eu podia ter na minha vida.
que cada vez que eu precisei (e tantas foram as vezes) e de cada vez que não precisei (que tantas foram as vezes), vocês estavam sempre lá. uma corrente invisível que se criava com um simples sinal. um telefonema a uma de nós e uma corrente de apoio invisível se criava entre nós. todas sabemos que isso se passa. todas fingimos que a amiga "precisada" nunca sabe.e eu gosto que isso aconteça.

estou convencida disto: que me injectam sempre a lembrança de quem eu sou quando me esqueço. quando me perco. quando a vida (e as dores de crescimento) me deixa à nora e sem rumo. quando acho que me perdi de mim.

estou convencida disto e de muitas mais coisas indizíveis.

mas hoje precisava de vos dizer isto.

às manas, às meninas, às amigas e aos amigos.

12 de fevereiro de 2007

just shoot me

agora que o dia quase acaba (ainda faltam 49 minutos!) julgo poder dizer que este foi um dia para esquecer...

começou bem... viagem aveiro-lisboa, céu limpo, estrada aberta e música sempre no ar. de repente, um camião que me ia atropelando (será k não viu o meu boguinhas cor de sangue?).

chego dentro do horário previsto. entrada na cidade suave. até aí tudo bem. chego a casa. e o tormento começa. 45 minutos de voltas e voltinhas à volta da freguesia (literalmente). desisto. vou tentar melhor sorte perto do emprego. meia hora depois desisto. volto para casa. meia hora depois (após inúmeros desesperos e muitas coisas com e*s*t*r*e*l*i*n*h*a*s à mistura e termos não aconselhados a menores de 30 anos) consigo estacionar o boguinhas perto de casa. numa subida. chegadinho à frente para tirar a mala.
penso "vou lá acima pôr isto e volto já para estacionar melhor". o relógio a fazer tic tac a avisar-me que estou atrasada atrasada atrasada para ir trabalhar. volto para baixo apenas para descobrir que tenho o carro trancado por outra carrinha (e eu a trancar outra).

desisto. vou trabalhar.

a meio caminho lembro-me que deixei um casaco no banco de trás. à mostra. agora é tarde demais para voltar a trás. vou trabalhar. começo a ficar preocupada com o boguinhas, com a existência do casaco no banco de trás e com o ter deixado a máquina fotográfica na mala (fogo, como é possível ter-me esquecido!!??)

vou para casa. não há tempo para mais nada. analiso os cenários possíveis: boguinhas rebocado pela polícia. bogas assaltado. ou um mar de vizinhos a tentar perceber de onde veio o carro mais original da rua ;)

chego a casa. carro no lugar :D. animo-me. penso "vou estacioná-lo melhor". quando reparo que,novamente, me trancaram o carro. tiro todos os objectos "furtáveis" do carro. deixo-o ficar. não há mais lugares e se o tentasse tirar havia chatice.

penso: " azar acabou". sento-me a ver tv. cansada. aqueço o jantar. queimo um pouco do jantar. espalho um pouco do jantar pela mesa (mas como é que não acerto no prato??). limpo tudo.
lembro-me que me esqueci de sacar a série da moda que reservo para a minha segunda à noite. vou tratar disso (ainda nem está nos 5%... não é hoje que a vejo).

começo a preparar o almoço de amanhã. resultado: esparguete do mais fininho espalhado por todo o chão da cozinha. água a transbordar da panela.

vinte fósforos depois...
almoço de amanhã feito. não mexo em mais nada. afasto-me devagar de tudo o que possa significar um acidente e venho-me deitar.

o que mais me vai acontecer hoje?!

e ainda hoje é segunda... se isto é indicador de como a semana vai ser...
just shoot me and get it over with!

9 de fevereiro de 2007

fun for me

como o fim de semana vai ser a correr.... e como me vai trazer (espero eu) as três coisas que eu quero para os próximos dois dias (fim de semana ;), paz e amizade), aqui tá um som que passa agora no meuPod :D

8 de fevereiro de 2007


(arrepio pela espinha acima. nervoso miudinho. e verde...)

green

um ano de "verdinhas" que faz hoje.
e as biqueiras já estão bem mais gastas, a sola bem menos nítida.
têm já muitas histórias para contar. a começar pela que as trouxe até mim, há um ano atrás.
porque é a cor da esperança. e a cor de mais um dia. hora por hora. o relógio marcas as 24 e daqui a nada recomeça a contagem.
daqui a nada recomeça a coragem.
o caminho está sempre adiante. e as "verdinhas" prontas para ele.

(sabemos tão bem sobre o que isto é...parabéns.)

6 de fevereiro de 2007

coincidências

sempre ouvi dizer que yin e yang se completam...

a punch in the stomach

completamente vergada. sem reacção com esta música.

acho que nunca a tinha realmente ouvido.



accidental babies

i held you like a lover
happy hands
and your elbow in the appropriate place
and we ignored our others' happy plans
for that delicate look upon your face
our bodies moved and hardened
hurting parts of your garden
with no room for a pardon
in a place where no one knows what we have done

do you come
together ever with him?
is he dark enough
enough to see your light?
do you brush your teeth before you kiss?
do you miss my smell?
is he bold enough to take you on?
do you feel like you belong?
does he drive you wild?
or just mildly free?
what about me?

you held me like a lover
sweaty hands
and my foot in the appropriate place
we used cushions to cover happy glands
and the mild issue of our disgrace
our minds pressed and guarded
while our flesh disregarded
the lack of space for the light-hearted
in the boom that beats our drum

and i know i make you cry
i know sometimes you wanna die
but do you really feel alive without me?
if so be free
if not leave him for me
before one of us has
accidental babies
for we are ...

damien rice, 9 crimes

5 de fevereiro de 2007

1 de fevereiro de 2007

no ar




ainda agora me cheirou a ti.

há coisas que não guardei de ti. como encontrar o teu cheiro no que é meu. mas ainda agora me cheirou a ti. não a mel, não a esse sabor. mas ao teu cheiro, ao da tua pele.

a surpresa que foi ter-te reconhecido no ar. mesmo sabendo que não estavas por perto.

(recordo o nosso último encontro e no que ficou por dizer)

25 de janeiro de 2007

cadernos inteiros

"ah mas tu escreves?"

cadernos inteiros de palavras soltas e verbos esconjurados. demasiados espaços em brancos. noites sem um único som. dias cheios de palavras e sons e cheiros e cores diferentes. sensações e sentidos que se afloram no papel, em frente aos meus olhos.

cadernos inteiros de riscos de caneta, alguns quase imperceptíveis. a pressa da tinta perseguindo o pensamento que vai sempre mais à frente.

cadernos inteiros de mímicas. de gestos que são frases inteiras. textos e livros. podia pintar uma cara de pierrot e imobilizar-me (santa catarina, rua augusta, praça da figueira, praça dos clérigos, chiado, cedofeita). pintar uns olhos sobre os meus olhos. outros olhos onde os meus descansam. (é isto que chamam ver o mundo com outros olhos?).

cadernos inteiros de roteiros que me doem nos tendões, nos músculos. pequenos pontos de atracção assinalados, pequenos esquecimentos deixados ao acaso pelas páginas.

sim, escrevo.
cadernos inteiros de quem sou.

22 de janeiro de 2007

19 de janeiro de 2007

escala musical

ando a trautear esta música mas na versão portuguesa (quase herbert richard!)...

podia-me dar para pior...


10 de janeiro de 2007

start. restart

V amiga, és a maior!

depois de uma longa conversa sobre start e restart. reboot à máquina.
estás pronta? estás mesmo pronta? vamos a isto? aproveitar o reinicio do calendário, o reset no relógio e começar de novo.
esquecer antigos vícios, antigas tricas. começar tudo de novo. como se hoje fosse a primeira vez que nos conhecessemos. escolhamos um momento específico, um sentimento bom. mesmo bom. e partamos daí.



tindersticks
can we start again

7 de janeiro de 2007

this has got to stop

o ar aquece nas janelas.

sair de casa. caminhar pela cidade, olhar o azul do céu e as cores tão diferentes de todas as casas.

descobrir que és capaz de um frio de aço, que corta o dia ao meio.
um eléctrico que passa. objectivas duma cidade que se contorna em antigos carris.
estão 18 graus num dia de janeiro. dezoito. assim com todas as letras. os olhares desorientados de quem é de cá. os sorrisos de quem ouviu falar do tempo mediterrânico nesta cidade e veio, maravilhado, experimentar.


you can't paint an elephant quite as good as she
damien rica, "elephant", 9.

2 de janeiro de 2007

2007

entra um novo ano. e tenho a anunciar que este ano não tenho resoluções determinantes e life changing.
pois é... este ano só quero ser mais e melhor. ter mais tempo para mim e para aquilo que gosto de fazer e, acima de tudo, ser mais organizada e mais aplicada.
e pronto. o tiver de ser será e todas essas frases feitas. não "balancei" 2006 nem o vou fazer.

mas, de qualquer forma, gostei de ver a comunidade cibernauta em acção para este vídeo...