1 de março de 2007

denial

Poema sobre a recusa

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.

Maria Teresa Horta

3 comentários:

amf disse...

parabéns pelo texto «cadernos inteiros», de que gostei especialmente.

indigo des urtigues disse...

Numa altura ou outra da minha vida este poema disse tudo!

Ai vida, erase, erase memory...lol

Beijo e bom fim de semana!

The City Lights disse...

Speechless....

miga....acho que por vezes (tambem) estou nesse (teu) barco!!!

Melhores dias virao....garantidamente!

O meu besso miuda mais do que gira que eu adoro!

;)