28 de junho de 2007

quietly

não te sinto o pulsar da vida. a pele que sobra ao redor do corpo. como se minguasses para dentro de ti própria num exercício constante da limitação da vida ao essencial.

fizeste-me recordar esta música hoje. não há coincidências.
e, apesar de já aqui ter falado nela, hoje diz-me muito mais coisas...



but this time things won't be as quiet when you leave as it was when you first got here.

25 de junho de 2007

"All the pages that are blank all the songs yet to be sung"

aqui onde não tens nada a esconder, abres de par em par o peito e, de dedo em riste, apontas cada órgão pulsante numa apresentação formal das partes que te constituem.

as costelas, pulmões, coração. o esterno e a coluna vertebral. a contracção do diafragma num exercício de vida.

de regresso a casa. como se soubesse sempre os trilhos a percorrer.
ruas que ainda têm o meu cheiro, onde o verão já anda no ar, onde a tua fragrância ainda paira no ar.
ruas que reconheço de olhos fechados como que por intuição. o saber vivido, aprendido à custa de muito olhar. de ver, assim com os olhos inteiros como o casario se recorta de encontro ao azul do céu.






She has a home outside this little picture frame
You're not in it and she wants someone to blame

14 de junho de 2007

saint suze, sto antónio e são joão



ora depois de uns dias valentes em saint suze (que é como quem diz, em santa susana) em tropelias com cheirinho a verão, lá fui eu experimentar o santo antónio.

e... temos pena mas foi uma valente desilusão. só barracas de comida (onde se esperou duas horas para comer e mesmo assim com chatices à mistura) e gente a andar de um lado para o outro. para onde iam? o que procuravam? não sei. só sei que, ainda que estivessemos numa festa popular, as pessoas continuavam herméticas... a não ser um encontro imediato com portuenses e com um chico esperto que insistia em pagar cafés a toda a gente enquanto que, num ataque de chico-espertíce, tentava demonstrar que homens e mulheres não podem viver uns sem os outros (olhe que não! olhe que sim! olhe que não!!!)

mas onde estavam os meus bailaricos? a minha animação? o conhecer e falar com gente que não se conhece de parte alguma (que venham os mexicanos e os mouros!!). portanto, meu rico são joão, meu rico manjerico, meu rico martelinho!!

deixem lá o antónio de pernas pró ar e vamos mas é dar um pé ali à alfândega que junho se faz tarde...

5 de junho de 2007

caramel

tocar com a língua no céu da boca.
o doce. caramelo que se derrete lentamente. colado onde a língua toca.

noites que passam num abrir e fechar de olhos. e surpresas. olhar pela objectiva da câmara e encontrar-te tal e qual como os meus olhos te vêem...



no complains. at all.