23 de outubro de 2007

dias claros

as noites nunca longas o suficiente, quentes o suficiente.
a tua pele nunca foi tão macia como agora, debaixo dos meus dedos. e os meus olhos nunca viram tão fundo como vêem nos teus.

e tudo o que trazíamos connosco, esquecemos no momento em que, numa viagem a terras do oriente, voltámos a cheirar a caril e nas nossas mãos se misturavam os sabores e nomes que eu via enrolarem-se na língua cardamomo, gharam masala, gengibre, tamarino, açafrão e eu lia-te os lábios como se nunca tivesse aprendido a ouvir e tocava-te como se nunca tivesse aprendido a ver.

e imagens e sons que puxam o que de mais fundo existe em mim.
como se sempre tivesses sabido onde nesta casa se abrem portas e janelas.




this is the thing...
apeteces-me voltar a escrever.

3 comentários:

Anónimo disse...

Na entrega, voltaste a ti outra vez :) começo a reconhecer-te I. e ainda bem :)

.j.

rapunzel disse...

até que enfim que estas palavras voltam!! :)

gosto de ler-te*

indigo des urtigues disse...

:) inspira-te!

beijo