22 de abril de 2008

ficam-se os anéis, vêm outros dedos

apesar de não te conhecer...

algo que se encosta, se imprime de encontro ao peito. com força. incontornável, algo que me força as costelas.

procuro movimentos comuns. as mãos na água, tornando-as ásperas. inaptas para qualquer gesto afectivo. a água quente sobre as mãos, deixando-as vermelhas de temperatura. os pulsos relaxando, deixando os dedos mais livres para dançar no ar, tecendo frases inteiras, usando os aros das letras como anéis. jóias de família que passaram de geração em geração. toda uma vida exposta nos dedos. anéis que ficam deixando marcas do tempo. noutras mãos, noutros dedos, uma história que não pára de crescer.

curioso como a escrita chega até mim.