28 de junho de 2010

memórias que irrompem por entre noites, corpos e o rio ali mesmo ao lado. histórias que merecem ser reescritas, revolvidas, revistas à escala apropriada. mesmo que as nossas mãos tenham crescido além do que seria de esperar.

ainda que eu não acredite em segundos encontros...


"Agosto

Rompem de novo aquelas mãos
a membrana da água
a mortalha do mar Cada braçada
agita o coração que pouco a pouco
atravessa o aquário do passado

Relâmpago do corpo - o que procuras
na voragem das ondas?"

in Pena Suspensa, Fernando Pinto do Amaral

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