4 de abril de 2012

render-me lentamente a este demónio que vive dentro de mim e me puxa as terminações nervosas com uma só mão. a cabeça inclina-se para trás e uma vertigem percorre o corpo. sussurro-te baixinho o que sei que queres ouvir. a palavra-passe para que deixemos aquilo que nos torna racionais no chão, como trapos velhos. aqui, agora, não há nada que não seja animal.

uma mão que rapidamente me puxa o cabelo, outra que me empurra contra a parede. novamente, a palavra-passe. desta vez olhando-te nos olhos. para que saibas que falo a sério. agarro na tua mão e conduzo-a por mim. sabes demasiado bem a minha cartografia pessoal, sem que nunca me tenhas visitado.

sem hesitações, as palavras certas. o desvendar de um segredo
e uma frase que não encontra o fim

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