16 de abril de 2012

ter duas vidas. ser o fantasma de mim própria e habitar duas cidades tão diferentes.
conto os segundos que passam pela arritmia cardíaca que se instalou no meu peito. há papéis que represento a custo e os diálogos parecem-me dessincronizados. a tua boca mexe mas dela não sai qualquer som.

as tuas palavras chegam-me quando já estou sentada no metro e sigo pela cidade subterrânea. e não adiantam nada porque já estás longe de onde estou. porque vais sempre dois passos à minha frente...

i broke it and i can't fix it.

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