1 de junho de 2012

empurra-me contra a parede branca. tapa-me a boca com força enquanto te puxo para mim. não deixes que te murmure obscenidades susceptíveis de serem ouvidas do outro lado da porta fechada. a camisa rasga por onde te agarro. mordes-me em resposta. guias a minha mão numa imposição, viras-me do avesso e libertas-me das regras.

penso por momentos quem estará, ignorante, do lado de lá desta parede. empurro-te de seguida, num jogo cujas regras nunca discutimos e que aprendemos a jogar numa outra vida.


guardo ainda na boca o sabor do teu corpo

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