19 de outubro de 2012

de como a escrita nos pode encher o coração de felicidade e marejar os olhos. de como todo o cansaço do mundo, todas as frustrações, se tornam mais leves.

de como um bando de andorinhas, metidas num saco e transformadas em título, se tornaram no meu mais querido e belo feito.

obrigada, obrigada, obrigada.

11 de outubro de 2012

é um aperto no peito.

quase nada, sussurro-te ao ouvido. 

na realidade é o roçar das penas contra a parede da garganta. é o esticar da asa, lentamente, após uma longa noite de sono. o bico que se encosta contra as cordas vocais.

ansiedade pura que cresce em mim. o corpo dói com este outro que cresce dentro e agora se estica lentamente até aos limites da minha humanidade.