11 de outubro de 2012

é um aperto no peito.

quase nada, sussurro-te ao ouvido. 

na realidade é o roçar das penas contra a parede da garganta. é o esticar da asa, lentamente, após uma longa noite de sono. o bico que se encosta contra as cordas vocais.

ansiedade pura que cresce em mim. o corpo dói com este outro que cresce dentro e agora se estica lentamente até aos limites da minha humanidade.

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