26 de fevereiro de 2013

a ansiedade que espreita a cada momento. Um compasso de espera e aí está ela. espreguiçando-se dentro de mim.

tinham já passado anos quando descobriram os seus corpos, na cave daquele prédio. ninguém ali entrava há já muito tempo. há demasiado tempo. e agora que a pequena multidão de gente se aglomerava à sua volta, não conseguia destrinçar de quem era aquele braço, de quem era aquela perna, de tão unidos que os corpos estavam.

mas são detritos. ruínas apenas.




curioso como só anos depois consigo começar a ver os destroços que deixaste.


18 de fevereiro de 2013

o corpo recorda-me da sua fragilidade

e, entre cãibras e reacções menos literárias, resultantes dos fluxos estomacais, da bílis e do fel que tudo toma, vou pousando o ouvido nisto, esperando que o corpo se resigne à sua condição de mortal.