17 de junho de 2014

stop jumping

não há escrita que nos salve. não há tempo que cure tudo. tenho cicatrizes onde anteriormente descansavam as tuas mãos. procuro novas formas de rasgar o corpo, separá-lo em compartimentos estanques, facilmente geridos. torno-me na minha própria senhora, dando ordens a órgãos individuais para que trabalhem. concentro-me nesta tarefa, que me torna soberana de mim própria. ocupo o tempo com calendários, agendas ocupadas para quando o estômago pode ou não funcionar, para quando o fígado pode parar a produção diária de um litro, nem um centilitro a mais, nem um a menos. rasgo o corpo em diferentes partes para que ninguém, nem eu, as possa tocar todas ao mesmo tempo.

You don't think before you jump
é esse o problema...

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