morreu o alex.
não vou mentir: não era suficientemente próximo para que eu sinta a sua falta imensamente no meu dia-a-dia. mas não era suficientemente afastado para ficar indiferente.
com ele ficam algumas das boas recordações de longas caminhadas, de conversas tolas e de sorrisos. lembro o sorriso e a delicadeza do alex.
o alex morreu em espanha.
já não via o alex há muito tempo.
o alex morreu a trabalhar...
o alex não teve culpa.
não quero falar mais. tenho pensado demasiado em morte este fim de semana. e agora o alex morre.
13 de agosto de 2003
12 de agosto de 2003
cai. de olhos postos no céu, cai.
eu já sabia, já o pressentia antes de o saber.
e agora estragámos tudo. a cumplicidade nunca será a mesma. danifiquei aquilo que tinha ficado de nós. há coisas que o tempo não apaga. há palavras que se inscrevem em nós. e não, não me lembrei de me apaixonar por ti ao fim de ano e meio. aconteceu. contra vontade. porque tu não estás só. porque eu e tu somos um dos mais bem guardados segredos da minha vida. porque, como todos aqueles que se aproximam de mim, partes. e eu vejo-te partir. ainda que te diga que ainda te escrevo que te sei de cor, que te sinto à flor da pele. mas não valerá a pena dizer-te tais palavras. as minhas dores, que te incomodam, são apenas minhas, são problemas com os quais tenho de lidar. tu não.
não me acreditaste quando te disse "estou a apaixnoar-me por ti". não faz mal. continua a não acreditar. pode ser que assim os estragos sejam menores e tu não dás conta dos problemas que tenho a resolver....
eu já sabia, já o pressentia antes de o saber.
e agora estragámos tudo. a cumplicidade nunca será a mesma. danifiquei aquilo que tinha ficado de nós. há coisas que o tempo não apaga. há palavras que se inscrevem em nós. e não, não me lembrei de me apaixonar por ti ao fim de ano e meio. aconteceu. contra vontade. porque tu não estás só. porque eu e tu somos um dos mais bem guardados segredos da minha vida. porque, como todos aqueles que se aproximam de mim, partes. e eu vejo-te partir. ainda que te diga que ainda te escrevo que te sei de cor, que te sinto à flor da pele. mas não valerá a pena dizer-te tais palavras. as minhas dores, que te incomodam, são apenas minhas, são problemas com os quais tenho de lidar. tu não.
não me acreditaste quando te disse "estou a apaixnoar-me por ti". não faz mal. continua a não acreditar. pode ser que assim os estragos sejam menores e tu não dás conta dos problemas que tenho a resolver....
6 de agosto de 2003
1 de agosto de 2003
evanescence
my immortal
i'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
i wish that you would just leave
because your presence still lingers here
and it won't leave me alone
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me
you used to captivate me
by your resonating light
but now i'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me
i've tried so hard to tell myself that you're gone
and though you're still with me
i've been alone all along
my immortal
i'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
i wish that you would just leave
because your presence still lingers here
and it won't leave me alone
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me
you used to captivate me
by your resonating light
but now i'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me
these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase
when you cried i'd wipe away all of your tears
when you'd scream i'd fight away all of your fears
and i've held your hand through all of these years
but you still have all of me
i've tried so hard to tell myself that you're gone
and though you're still with me
i've been alone all along
30 de julho de 2003
conversa que agora tive na net... não resisti... foi cândida demais para ser ignorada
peço desculpa à pessoa, a quem não ocultarei o nome por se desenrolar a partir dele outra parte da conversa.
" pois é
não é
é é
vais ver...
lol
ai é?
:)
acho q me vou embora
pq?
pa onde?
vinha cheio de energia
mas isto cansa me~
isto?
isto de escrever
depende do quee screves
:)
tudo depende sempre de alguma coisa
nem sempre
tens alguma janela?
tenho
o q ves?
o céu, pela esquadria do telhado
:)
logo o céu...
que tem o céu?
tinhas de ver logo o céu!
que tem o céu?
o céu n existe
custumas sonhar?
bastante
bons sonhos, entao
ate mais
até menoa
menos
lol
como te chamas?
o nome do céu, do sonho, da net ou a realidade?
qualquer um
um qualquer então?
n deve haver mtas diferenças
entre as letras?
huhum
poderá haver, n te esqueças que o alfabeto portugus tem 24 letras!
tou triste...
buuuuu
posso perguntar porquê?
oh...
tanta coisa
por exemplo...
jamais irias perceber
achas?
tou meio a brincar
e meio a sério ent
e meio a sério então
mas a verdade é q tou sempre triste
excepto qd me esqueço de ficar triste
e hoje lembraste-te, foi?
:)
em abstrato, sou um inadaptado
resume quase tudo
ao céu?
ao q n posso tocar, sim
ha coisas q me frustam e me magoam
e q nao posso fazer puto
mas isso acontece com toda a gente
so q, uns lidam melhor q outros...
e uns ligam melhor que outros
tu es de q cor?
:)
lilás
e tu?
eu mudo,
como os chocos
:)
depende do ambiente ~
depende do q tenho ao lado
o objectivo é passar anonimo
indiferente?
nao. atento e anonimo
atento? a que?
atento! parararapapa
um dos três é
uma musica...
oh sei la
atento aos outros. eu gosto das pessoas
observo bastante
imagino coisas, faço filmes
e que fazes depois?
crio cenarios, invento historias
nao faço mto...
com as pessoas ou com os detalhes?
com as pessoas e os detalhes
junto tudo
e ficas triste?
normalmente...
tu choras?
sim
choras pk?
uma infinidade de coisas... detalhes, o céu, os sonhos
qd choraste pla ultima x?
há duas semanas
pk foi?
queres mesmo que te conte?
claro.
sonhei com a morte de alguém que n vejo há muito tempo. senti essa mesma morte fisicamente e acordei a chorar... depois, n consegui dormir mais e passei a noite no céu, com os detalhes, a chorar
:)
e tu?
costumas chorar?
nao mto
n choro ha imenso tempo
e sonhar?
tb n custumo sonhar
quando foi a última vez que não choraste?
ou talvez sonhe demais
no outro dia chorei num filme
ja n me lembro do filme, so me lembro da situaçao
qual era?
alguem q dava a vida por outra pessoa
eu gostava de dar a minha vida por alguem
eu gostava de abraçar alguém com a vida toda
:)
irias sufoca la
achas? é
obvio...
ninguem aguenta tal
de ser abraçado com a vida toda ou de abraçar com a vida toda?
ser abraçado
n imaginas o sufoco?
o tempo todo sim...
mas n queria abraçar o tempo todo
abraçar uma vez alguém com a vida toda, por um momento
nunca dou abraços
mas hj dei alguns, curiosamente
porque?
vou mudar de emprego
:)
chateia me a mudança e chateia me a rotina
chateiam me as pessoas antigas e as pessoas q ainda n vieram
eu n gosto de rotina... já mudei muito
pagam te?
vendes te?
para mudar?
tambem
não
não
quem te alimenta?
vou-me nutrindo
n tens problemas de digestao?
quase nunca
e comes de tudo?
quase tudo... há coisas que n são de comer
q sorte...
é bom dominar o corpo a esse ponto
é um estagio evolutivo bastante positivo
:)
há que procurar sempre mudar para melhor
pois...
mudaste para melhor?
nao sei.
quem sabe?
o pressuposto é esse, mas nao sei
n posso prever
podes fazer um filme, a partir dos detalhes que viste?
ja fiz
e como era?
tem um final feliz
o clasico,
homem mulher crianças...
sorriso rasgado?
uma casa de ferias na montanha e bmw a porta
fade out no final em contra-luz num pôr do sol maritimo?
nao nao
close up montanhes
neblina, o cume das neves eternas
verde?
das árvores, quero dizer
mto verde
:)
bonito
alvores, um leito de agua q escorre
*arvores
peixes e essas coisas
pedras?
pedras, mtas pedras e ervas
e fumo
bastante fumo q se confunde com neblina
numa lareira quente?
aconchegante?
hehehe
golas altas?
tu es mto tommy hillfiger
(lol)
lol
ou caras deco
n, gosto é de aconchego
há mais alguma marca de lã fofa que hillfiger
sabes de onde vem a lã?
das ovelhas
hehe
com q idade aprendeste isso?
3 anos
ena
que foi?
foste à quita pedagógica?
foste à 'quinta pedagógica'?
não
e com q idade percebeste q o leite n vinha do supermercado?
tinha tb essa idade ou assim
a minha avó tinha vacas
:)
olha q lindo
as vacas?
a tua avo te las
tinha cavalos?
não
q pena é
mesmo...
os cavalos tem outro encanto
bem jovem...
gostei de falar ctg
sempre me ocupaste algum tempo
vais ficar triste para outro lado?
vou ficar triste pk nunca mais vou falar ctg
pq?
pk sao assim os processos modernos de comunicar
são?
n tem de se conhecer o receptor
alias, isso é uma opçao
e que puseste nessa opção?
q n vou escrever te mais
por contigencias varias...
algumas q n domino sequer
por exemplo?
vou desistir da netcabo
:)
gostei deste bocadinho contigo
pk?
foi diferente dos outros, mto igual ao meu monólogo interior... foi interior, da parte de dentro
da montanha
outros?
outros q te clicam?
que me clicam, poderemos dizer assim...
pois...
a vida é mm assim
instinto
tudo se resume ao instinto
basta seguir o instinto
e que te diz o instinto?
é facil escrever pra ti
ha nomes q nem uma linha consigo
é o caso agora?
nao
e que te diz o instinto agora?
tu es um especimem com boa comunicação escrita
o instinto atira me pa uma posicao horizontal,
agradeço a frase que tomarei como elogio
mas fico triste por ter gostado de ti
:)
fico triste por não voltares...
:)
isso deveria ser bastante pa eu voltar
mas não é
porque vais desistir da netcabo
hehe
entre outras várias contigências
achas razoavel continuar por tua causa?
gostaria de pensar que tal seria possível mas apenas vendo o possível filme que poderias fazer a partir destes detalhes daria a resposta à tua pergunta
:)
gostas do saramago?
q.b.
escreves como ele...
como ele?~
em que aspecto?
fica la bem entao
horizontaliza-te então...
:)
pode ser que, por contigêngias que n controlas nos voltemos a encontrar
n me disseste o nome
era importante
será?
Inês
qual é o teu?
'speechless' n da jeito nenhum
ines?
sim
ines...
:)
e tu?
eu n vou dizer
porquâ?
tu n ias perguntar mesmo
se eu n perguntasse
ia sim
so perguntaste o meu nome em reacçao
mas agora nunca o poderei provar
e tu nunca o saberás decerto
lol
mas tenho a curiosidade latente
ok, é justo
baltazar
como o rei mago
e que trazes, ouro, incenso ou mirra?
n sei bem. nunca investiguei
e o meu pai n me deixou ir à catequese
mas acho q é ouro
mas nem tudo o k luz é ouro...
o belchior levava incenso
e o gaspar mirra
só mirra se o lavares na máquina abaixo da temperatura suposta!
hehehe
o gaspar...
era o meu barbeiro
lol
pequenino, n?
fugiu com a mulher dum cliente...
sim, pequenino e fragil
a quem fazia barba ou cabelo?
ainda assim ficou com a mulher
:)
a quem lhe pagava...
a maior parte das pessoas sao assim
fazem aquilo para q lhes pagam
mas a esse cliente, decerto seria dificil fazer cabelo...
hehehehe
o cliente é sempre o ultimo a saber
:)
baltazar....
sabe redondo o teu nome
:)
boa noite ines
boa noite baltazar
gostei de saber q existes...
gostei de saber do teu filme na montanha"
peço desculpa à pessoa, a quem não ocultarei o nome por se desenrolar a partir dele outra parte da conversa.
"
é é
é bom dominar o corpo a esse ponto
é um estagio evolutivo bastante positivo
há mais alguma marca de lã fofa que hillfiger
é facil escrever pra ti
é o caso agora?
não sei se algum dia te disse mas gostava de te abraçar com a vida toda.
e não foi tão estranho assim ter saudades tuas.
está calor... sinto-me apaixonar, voltar a fechar os olhos e perder-me numa infantilidade de movimentos e sorrisos... n há objecto amado, não há um "alguém" amado sequer... apenas um calor, um brilho maior...
vai ser algo difícil separar-me da cumplicidade que temos.
e não foi tão estranho assim ter saudades tuas.
está calor... sinto-me apaixonar, voltar a fechar os olhos e perder-me numa infantilidade de movimentos e sorrisos... n há objecto amado, não há um "alguém" amado sequer... apenas um calor, um brilho maior...
vai ser algo difícil separar-me da cumplicidade que temos.
29 de julho de 2003
é oficial....
voltei! não sei se será para ficar durante muito tempo mas voltei...
foi bom. muita praia. mas, de certa forma, uma desilusão. eu que esperava encontrar um local verdejante com a praia de areia branca e o mar azul acabei por ir parar a uma zona turistica de palmeiras, areia branca e mar azul, é certo mas prédios, prédios e mais prédios de hotéis, estalagens, hospedarias, sei lá! e calor. muito calor. uma média de 40º todos os dias. ar condicionado toda a noite. todo o dia. cansaço dos músculos só por sair do hotel. mas água límpida, quente (como é quente o mediterrâneo!!!!). e la calobra, o lugar mais bonito desta viagem, de praias de pedra, água completamente cristalina, azul, verde, azul como eu nunca tinha visto...
boas surpresas: antes de ir: um telefonema que me dizia: é estranho mas vou ter saudades tuas
durante: um telefonema que me dizia:não quero que desapareças da minha vida. levá-la-ias contigo. apesar de eu saber que as palavras revelam apenas verdades momentâneas...
hoje: bom, o dia mal começa mas a joana escreveu-me... :)
tenho também a dizer que sonhei todas as noites desta semana. quase sempre com sentimentos e ideias abstractas, apesar dos meus sonhos se rechearem de pessoas e lugares.
a mala ainda não está desfeita. e ontem, pela primeira vez desde há cerca de 8 anos, senti arrependimento. senti-me quase esmagada com o arrependimento e, afinal, não é nada de especial... foi assim grande o sentido porque já não o sentia há tanto tempo... mas não há-de ser nada... nada que uns quantos banhos de mar (aqui frio.... brrrrrr) e de banheira não resolvam...
voltei! não sei se será para ficar durante muito tempo mas voltei...
foi bom. muita praia. mas, de certa forma, uma desilusão. eu que esperava encontrar um local verdejante com a praia de areia branca e o mar azul acabei por ir parar a uma zona turistica de palmeiras, areia branca e mar azul, é certo mas prédios, prédios e mais prédios de hotéis, estalagens, hospedarias, sei lá! e calor. muito calor. uma média de 40º todos os dias. ar condicionado toda a noite. todo o dia. cansaço dos músculos só por sair do hotel. mas água límpida, quente (como é quente o mediterrâneo!!!!). e la calobra, o lugar mais bonito desta viagem, de praias de pedra, água completamente cristalina, azul, verde, azul como eu nunca tinha visto...
boas surpresas: antes de ir: um telefonema que me dizia: é estranho mas vou ter saudades tuas
durante: um telefonema que me dizia:não quero que desapareças da minha vida. levá-la-ias contigo. apesar de eu saber que as palavras revelam apenas verdades momentâneas...
hoje: bom, o dia mal começa mas a joana escreveu-me... :)
tenho também a dizer que sonhei todas as noites desta semana. quase sempre com sentimentos e ideias abstractas, apesar dos meus sonhos se rechearem de pessoas e lugares.
a mala ainda não está desfeita. e ontem, pela primeira vez desde há cerca de 8 anos, senti arrependimento. senti-me quase esmagada com o arrependimento e, afinal, não é nada de especial... foi assim grande o sentido porque já não o sentia há tanto tempo... mas não há-de ser nada... nada que uns quantos banhos de mar (aqui frio.... brrrrrr) e de banheira não resolvam...
21 de julho de 2003
acordei com dores nos olhos... quase que não os consigo abrir... aliás, não consigo olhar em frente, o que é pior...
ainda não me habituei à ideia de que estou de férias... talvez mais logo à noite... sim, durante a próxima semana não haverá posts meus... vou estar longe... a tomar banho no mediterrâneo... ninguém quer vir? se calhar a ideia de ir sozinha não foi muito boa...
quarta-feira não percam o deus das pequenas coisas com o público! é um livro simplesmente fenomenal.... eu já o reservei... como não estou cá, teve de ser...
já fiz a mala... ainda está aberta mas já está feita... acho que não sei fazer malas para férias, parecia que estava a fazer a mala para ir para o Porto... lol...
mas já está feita... a minha máquina fotográfica, dois rolos a cores, um a preto e branco... e ainda vou comprar umas quantas descartáveis... vamos ver quantas imagens trago do lado de lá...
vou ter saudades de um teclado. já me perguntaram porque não levava o computador... mas bolas! férias são férias... eu que já quero fazer uma desintoxicação do telemóvel, também não me vou "viciar" no computador!
espero ver-vos quando voltar...
ainda não me habituei à ideia de que estou de férias... talvez mais logo à noite... sim, durante a próxima semana não haverá posts meus... vou estar longe... a tomar banho no mediterrâneo... ninguém quer vir? se calhar a ideia de ir sozinha não foi muito boa...
quarta-feira não percam o deus das pequenas coisas com o público! é um livro simplesmente fenomenal.... eu já o reservei... como não estou cá, teve de ser...
já fiz a mala... ainda está aberta mas já está feita... acho que não sei fazer malas para férias, parecia que estava a fazer a mala para ir para o Porto... lol...
mas já está feita... a minha máquina fotográfica, dois rolos a cores, um a preto e branco... e ainda vou comprar umas quantas descartáveis... vamos ver quantas imagens trago do lado de lá...
vou ter saudades de um teclado. já me perguntaram porque não levava o computador... mas bolas! férias são férias... eu que já quero fazer uma desintoxicação do telemóvel, também não me vou "viciar" no computador!
espero ver-vos quando voltar...
20 de julho de 2003
estou de mau humor... aliás, estou mesmo de mau humor... mas daquele mesmo horrível que nos faz estragar noites de divertimento alheio... portanto, hoje à noite confino-me às quatro paredes da casa e ao teclado do computador... a este écran e a umas quantas salas de irc...
nem parece que já estou de férias...
nem parece que já estou de férias...
19 de julho de 2003
finalmente, de férias....
não quero saber agora de notas e resultados de exames... trabalhos e trabalheiras...
só calor e descanso e água fresca e poesia à minha volta....
ontem estive no navio dos espelhos não bem o poema de cesariny mas na livraria em aveiro...
eu explico: livraria de um amigo... que me convidou para lá ir ontem para dizer a minha poesia... acabei por só falar dos miosótis...
muito estudo na última semana... e ontem estava tão cansada que só me apetecia atirar-me para o chão... há dias assim.... há noites assim.... ontem foi assim...
já tenho saudades vossas...
não quero saber agora de notas e resultados de exames... trabalhos e trabalheiras...
só calor e descanso e água fresca e poesia à minha volta....
ontem estive no navio dos espelhos não bem o poema de cesariny mas na livraria em aveiro...
eu explico: livraria de um amigo... que me convidou para lá ir ontem para dizer a minha poesia... acabei por só falar dos miosótis...
muito estudo na última semana... e ontem estava tão cansada que só me apetecia atirar-me para o chão... há dias assim.... há noites assim.... ontem foi assim...
já tenho saudades vossas...
16 de julho de 2003
este é muito melhor... lol
Threat rating: extremely low. You may think you can
subvert the government, but if you should try
you will be smited mightily because God likes
us best.
What threat to the Bush administration are you?
brought to you by Quizilla
Threat rating: extremely low. You may think you can
subvert the government, but if you should try
you will be smited mightily because God likes
us best.
What threat to the Bush administration are you?
brought to you by Quizilla
9 de julho de 2003
nada de especial a assinalar...
ainda não contei...
estou sem água quente em casa desde o fim de semana. resultado, tem sido uma verdadeira saga para tomar banhos e afins... o facto de não ter água quente em casa significa que tenho de me levantar cerca de uma a duas horas antes da hora prevista/desejada de saida para poder dedicar-me inteiramente à mui nobre tarefa de andar de panelinhas na mão a aquecer água...
de resto... ando cheia de sono, não me apetece estudar semiótica (exame amanhã e ainda não entrei em pânico - surpreendente!), há 4 vintes na pauta de resultado de exames de jornalismo comparado e... e mais nada... não me apetece mais....
ainda não contei...
estou sem água quente em casa desde o fim de semana. resultado, tem sido uma verdadeira saga para tomar banhos e afins... o facto de não ter água quente em casa significa que tenho de me levantar cerca de uma a duas horas antes da hora prevista/desejada de saida para poder dedicar-me inteiramente à mui nobre tarefa de andar de panelinhas na mão a aquecer água...
de resto... ando cheia de sono, não me apetece estudar semiótica (exame amanhã e ainda não entrei em pânico - surpreendente!), há 4 vintes na pauta de resultado de exames de jornalismo comparado e... e mais nada... não me apetece mais....
8 de julho de 2003
7 de julho de 2003
Como poderias tu entrar
pela minha porta
para mudar a minha vida?
Como poderias tu entrar
pela minha porta
agora
ou algum
qualquer dia
se desconheces a minha morada?
Tenho nos olhos uma ferida
que não sara.
E o meu quarto cheira a ti
As minhas mãos cheiram às tuas
E como poderá isso ser
se desconheces a cor
dos caixilhos da minha janela
que são vermelhos
Como poderá isso ser
se desconheces a cor
da maçaneta da minha porta
Como poderá isso ser
se há tanto esqueceste a minha voz.
A tua voz tremendo
Os teus olhos desviando-se dos meus
Sou dispensável à tua vida.
E agora reduziste-te ao essencial.
070703
pela minha porta
para mudar a minha vida?
Como poderias tu entrar
pela minha porta
agora
ou algum
qualquer dia
se desconheces a minha morada?
Tenho nos olhos uma ferida
que não sara.
E o meu quarto cheira a ti
As minhas mãos cheiram às tuas
E como poderá isso ser
se desconheces a cor
dos caixilhos da minha janela
que são vermelhos
Como poderá isso ser
se desconheces a cor
da maçaneta da minha porta
Como poderá isso ser
se há tanto esqueceste a minha voz.
A tua voz tremendo
Os teus olhos desviando-se dos meus
Sou dispensável à tua vida.
E agora reduziste-te ao essencial.
070703
estou completamente frustrada. desde sábado à noite... para ser mais exacta, desde sexta que ando frustrada mas, até sábado à noite era apenas no plano profissional... agora até o pessoal se arrastou para este folclore...
sábado à noite, festa com amigas... divertimento q.b. entremeado com chatices mais que bastantes... discussões ao fim da noite, sonhos conturbados ao início da manhã... um pequeno-almoço às cinco da tarde para fazer as pazes "e não ficarmos zangadas" porque "há uma ferida que não cura" dentro de mim... pelo menos alegadamente...
não há água quente em minha casa... e agora?
não faço a mínima ideia para onde ir estudar para quinta-feira. a verdade é que me apetecia ir para braga ou ofir... a verdade é que não me apetece nada senão pegar no carro e ir estudar para um sítio qualquer...
fechar as portas e deixar a casa ao abandono do escuro das persianas...
sábado à noite, festa com amigas... divertimento q.b. entremeado com chatices mais que bastantes... discussões ao fim da noite, sonhos conturbados ao início da manhã... um pequeno-almoço às cinco da tarde para fazer as pazes "e não ficarmos zangadas" porque "há uma ferida que não cura" dentro de mim... pelo menos alegadamente...
não há água quente em minha casa... e agora?
não faço a mínima ideia para onde ir estudar para quinta-feira. a verdade é que me apetecia ir para braga ou ofir... a verdade é que não me apetece nada senão pegar no carro e ir estudar para um sítio qualquer...
fechar as portas e deixar a casa ao abandono do escuro das persianas...
5 de julho de 2003
estive a entreter-me (ou seja, a arranjar deculpas para não trabalhar nem estudar) e resolvi vir até aqui, pôr umas fotos e organizar alfabéticamente os meus links (até parece que não tenho realmente mais nada pra fazer!) e gravar uns cds... acho que agora vou fazer uma pesquisa para o trabalho de jornalismo comparado...
4 de julho de 2003
agora:
Fernando Pinto do Amaral
in A escada de Jacob
Palavra
Às vezes é tão bom ver nascer uma estrela
ao fim da tarde, à hora em que declina
a alegria dos pássaros,
este verde sem alma nem corpo
talvez ainda à flor de uma canção.
De rumor em rumor
absorvo o que resta dos deuses
entre o cheiro da terra e o calor de uns lábios
- os teus, esses que nunca me beijaram.
Paisagem acabada de morrer,
aceita-me e ensina-me plo menos
uma simples palavra.
Só queria uma palavra que te amasse
pela primeira vez. Desisti de saber
onde mora o teu rosto, onde começa
a sua melodia - meu amor,
acredita,
às vezes é melhor ficar assim,
ver como o céu se despe ou se despede
de tudo o que foi luz e se transforma agora
na música das sombras.
Fernando Pinto do Amaral
in A escada de Jacob
Palavra
Às vezes é tão bom ver nascer uma estrela
ao fim da tarde, à hora em que declina
a alegria dos pássaros,
este verde sem alma nem corpo
talvez ainda à flor de uma canção.
De rumor em rumor
absorvo o que resta dos deuses
entre o cheiro da terra e o calor de uns lábios
- os teus, esses que nunca me beijaram.
Paisagem acabada de morrer,
aceita-me e ensina-me plo menos
uma simples palavra.
Só queria uma palavra que te amasse
pela primeira vez. Desisti de saber
onde mora o teu rosto, onde começa
a sua melodia - meu amor,
acredita,
às vezes é melhor ficar assim,
ver como o céu se despe ou se despede
de tudo o que foi luz e se transforma agora
na música das sombras.
ontem:
almoço no Hotel Cidade de Ílhavo (para quem não sabe, é o novo hotel em Ílhavo, todo chique, ou pretensamente...),
piscina toda a tarde, a estudar (o que resultou num valente escaldão - idiota!!!- na barriga das pernas e numas costas todas vermelhas),
café à noite com encontros imediatos de terceiro (de)grau com bruxas e gnomos,
muito sono e eu a estranhar uma cama que foi minha durante quatro anos.
hoje:
muito calor,
encontros imediatos de terceiro (de)grau com um dos casais mais... mais curiosos de Ílhavo (sempre esta terrinha...),
exame de ateliers multimédia (não sei bem como correu, espero que dê para positiva),
nota de semiótica da comunicação social (sem comentários. estou em blackout até digerir a nota)...
no more comments...
almoço no Hotel Cidade de Ílhavo (para quem não sabe, é o novo hotel em Ílhavo, todo chique, ou pretensamente...),
piscina toda a tarde, a estudar (o que resultou num valente escaldão - idiota!!!- na barriga das pernas e numas costas todas vermelhas),
café à noite com encontros imediatos de terceiro (de)grau com bruxas e gnomos,
muito sono e eu a estranhar uma cama que foi minha durante quatro anos.
hoje:
muito calor,
encontros imediatos de terceiro (de)grau com um dos casais mais... mais curiosos de Ílhavo (sempre esta terrinha...),
exame de ateliers multimédia (não sei bem como correu, espero que dê para positiva),
nota de semiótica da comunicação social (sem comentários. estou em blackout até digerir a nota)...
no more comments...
2 de julho de 2003
confesso-me culpada...
deveria estar, neste exacto momento, a iniciar um exame sobre a interessante matéria de indústrias culturais... mas a verdade é que não me apeteceu estudar ontem e, quando forçamos uma coisa, é lógico que não sai nada bem feito. portanto, decidi esta manhã, enquanto conferenciava com a minha cama, que não tinha estudado o suficiente e não sabia o necessário para obter uma brilhante classificação nesta cadeira e não valeria a pena desgastar-me a vir ao exame. portanto, hoje o programa promete ser bastante descansado, tirar fotocópias de apontamentos para o próximo exame, arrumar as tralhas e rumar para sul.
sim, que o calor voltou e eu vou alinhar numa praia. claro que contarei com a companhia indispensável dos meus mui caros apontamentos que têm sido protagonistas dos meus dias (e da maior parte das minhas noites)...
de quaqlquer forma, aqui vão as más notícias: estraguei o elevador ( e suspeito que o olho óptico também) do meu leitor de cd's do portátil... ó desgraça! ó vida minha! aquela porcaria (preconizo eu) vai levar um ror de tempo a ser arranjada e vai custar um dinheirão! (lá se vão as minhas férias particulares pra barcelona e a percorrer portugal por água abaixo!)...
mas esta semana ainda não pode ir ao arranjo... ainda tenho o trabalho de jornalismo comparado para acabar e preciso do resto do bicho... o que vale é que há outras formas de transmissão de dados que não os cd's... senão estava feita.. e, quanto a banda sonora, também não estou muito preocupada... confino-me aos mp3 que tenho "sacado" em massa da net...
bem, por agora acho que é tudo... vou aproveitar o sol desta tarde e adiantar trabalho... prometo: às quatro da tarde tenho tudo pronto pra ir!
deveria estar, neste exacto momento, a iniciar um exame sobre a interessante matéria de indústrias culturais... mas a verdade é que não me apeteceu estudar ontem e, quando forçamos uma coisa, é lógico que não sai nada bem feito. portanto, decidi esta manhã, enquanto conferenciava com a minha cama, que não tinha estudado o suficiente e não sabia o necessário para obter uma brilhante classificação nesta cadeira e não valeria a pena desgastar-me a vir ao exame. portanto, hoje o programa promete ser bastante descansado, tirar fotocópias de apontamentos para o próximo exame, arrumar as tralhas e rumar para sul.
sim, que o calor voltou e eu vou alinhar numa praia. claro que contarei com a companhia indispensável dos meus mui caros apontamentos que têm sido protagonistas dos meus dias (e da maior parte das minhas noites)...
de quaqlquer forma, aqui vão as más notícias: estraguei o elevador ( e suspeito que o olho óptico também) do meu leitor de cd's do portátil... ó desgraça! ó vida minha! aquela porcaria (preconizo eu) vai levar um ror de tempo a ser arranjada e vai custar um dinheirão! (lá se vão as minhas férias particulares pra barcelona e a percorrer portugal por água abaixo!)...
mas esta semana ainda não pode ir ao arranjo... ainda tenho o trabalho de jornalismo comparado para acabar e preciso do resto do bicho... o que vale é que há outras formas de transmissão de dados que não os cd's... senão estava feita.. e, quanto a banda sonora, também não estou muito preocupada... confino-me aos mp3 que tenho "sacado" em massa da net...
bem, por agora acho que é tudo... vou aproveitar o sol desta tarde e adiantar trabalho... prometo: às quatro da tarde tenho tudo pronto pra ir!
1 de julho de 2003
ao navegar por estes blogs, encontei um blog bastante interessante, imagens bonitas e, qual não é o meu espanto quando, numa das fotos aparece um dos meus lugares favoritos no porto? o guernica... após a rua miguel bombarda, depois de encher os olhos com todas as cores do caminho, um chá e uma fatia de bolo de chocolate no guernica...:)
30 de junho de 2003
tanta ausência, é verdade...
a culpa foi do sr. professor jorge marinho que me faz perder o sossego e a tranquilidade....
é verdade, hoje, exame de semiótica da comunicação social, uma verdadeira estopada... acho que estou cá para recurso ou assim... na melhor das hipóteses, na próxima semana habilito-me a uma prova oral (quem me dera!)
tenho estado confinada à minha casa (coitadita de mim), mas não abdiquei da noite de quinta - fantástica! - e de sábado - horrível!.
quarta é dia de indústrias culturais, seja isso o que fôr, que ainda nem comecei a pensar nisso... mas não me apetece estudar mais, apetece-me ir dar um giro até barcelona (o convite já foi feito e aceite) ou até londres... pronto, fico por cá, que tal milfontes ou esposende? não tem nada a ver mas só me apetece fugir do porto....
tou muda para o mundo. estou sem dinheiro e o telele sem saldo. o que significa que não posso comunicar com ninguém... que tal ir até gaia ou lisboa, tirar umas fotos? este tempo de porcaria, em que ora chove, ora faz calor sem sol dá cabo da minha paciência...
e ainda não acabei o rolo a cores!!!!!!
a culpa foi do sr. professor jorge marinho que me faz perder o sossego e a tranquilidade....
é verdade, hoje, exame de semiótica da comunicação social, uma verdadeira estopada... acho que estou cá para recurso ou assim... na melhor das hipóteses, na próxima semana habilito-me a uma prova oral (quem me dera!)
tenho estado confinada à minha casa (coitadita de mim), mas não abdiquei da noite de quinta - fantástica! - e de sábado - horrível!.
quarta é dia de indústrias culturais, seja isso o que fôr, que ainda nem comecei a pensar nisso... mas não me apetece estudar mais, apetece-me ir dar um giro até barcelona (o convite já foi feito e aceite) ou até londres... pronto, fico por cá, que tal milfontes ou esposende? não tem nada a ver mas só me apetece fugir do porto....
tou muda para o mundo. estou sem dinheiro e o telele sem saldo. o que significa que não posso comunicar com ninguém... que tal ir até gaia ou lisboa, tirar umas fotos? este tempo de porcaria, em que ora chove, ora faz calor sem sol dá cabo da minha paciência...
e ainda não acabei o rolo a cores!!!!!!
26 de junho de 2003
25 de junho de 2003
tenho tanto pra contar....
finalmente, na quarta, o up saíu à rua, mostrou-se às gentes que andam por aí. foi um parto muito difícil mas já cá está, já se pode mostrar e justificar todas as reuniões e tempo que já se envolvia na sensação de perdido
o "modos de vida" ficou pronto. não sou tão optimista quanto tu joana. não acho que correu tão bem quanto o vidinha o classificou. acho que foi mais fruto da euforia geral de sentimento de "está pronto, acabou!". o modos correu como eu estava à espera que corresse: com erros e numa linha algo incoerente e desfazada da ideia original no que toca ao tom da discussão. mas tenho de (re)ver a gravação do programa para tirar as minhas conclusões finais.
quanto aos convidados, ainda não sei, com franqueza, as opiniões com que ficaram do programa. ainda não tive oportunidade de privar com eles....
acordei sobressaltada esta noite. quatro da manhã. lágrimas pela cara abaixo, dificuldade em respirar. e, desta vez, nada tinha a ver com o meu actual estado de saúde. sonhei que a tua morte vinha anunciada no público e que só por aí tinha conhecimento dela.sonhei com a tua mãe e com a mafalda que não tinha acabado de nascer mas sim três anos e corria num vestido azul claro, leve, de verão, com um avião na mão e um sorriso de inocência. sonhei com o teu irmão, sem que nunca o tenha conhecido, e que era tão parecido contigo, mas mais feliz, mais tranquilo, de olhos postos na mafalda. sonhei com as mãos da tua mãe, que era a minha e que pegava em mim como se eu tivesse dois anos e tivesse caído de um cavalo. sonhei com a tua morte. com o teu caixão mesmo, vi-te branco, mais branco que o teu tom natural de pele. e acordei em sobressalto, assustada com a realidade de tudo aquilo, com a fisicalidade do teu silêncio, da tua ausência. temo a resposta À pergunta se tudo isto passou de um sonho para a realidade. afinal de contas... era possível que tal acontecesse.... neste mundo tudo acontece...
finalmente, na quarta, o up saíu à rua, mostrou-se às gentes que andam por aí. foi um parto muito difícil mas já cá está, já se pode mostrar e justificar todas as reuniões e tempo que já se envolvia na sensação de perdido
o "modos de vida" ficou pronto. não sou tão optimista quanto tu joana. não acho que correu tão bem quanto o vidinha o classificou. acho que foi mais fruto da euforia geral de sentimento de "está pronto, acabou!". o modos correu como eu estava à espera que corresse: com erros e numa linha algo incoerente e desfazada da ideia original no que toca ao tom da discussão. mas tenho de (re)ver a gravação do programa para tirar as minhas conclusões finais.
quanto aos convidados, ainda não sei, com franqueza, as opiniões com que ficaram do programa. ainda não tive oportunidade de privar com eles....
acordei sobressaltada esta noite. quatro da manhã. lágrimas pela cara abaixo, dificuldade em respirar. e, desta vez, nada tinha a ver com o meu actual estado de saúde. sonhei que a tua morte vinha anunciada no público e que só por aí tinha conhecimento dela.sonhei com a tua mãe e com a mafalda que não tinha acabado de nascer mas sim três anos e corria num vestido azul claro, leve, de verão, com um avião na mão e um sorriso de inocência. sonhei com o teu irmão, sem que nunca o tenha conhecido, e que era tão parecido contigo, mas mais feliz, mais tranquilo, de olhos postos na mafalda. sonhei com as mãos da tua mãe, que era a minha e que pegava em mim como se eu tivesse dois anos e tivesse caído de um cavalo. sonhei com a tua morte. com o teu caixão mesmo, vi-te branco, mais branco que o teu tom natural de pele. e acordei em sobressalto, assustada com a realidade de tudo aquilo, com a fisicalidade do teu silêncio, da tua ausência. temo a resposta À pergunta se tudo isto passou de um sonho para a realidade. afinal de contas... era possível que tal acontecesse.... neste mundo tudo acontece...
20 de junho de 2003
ainda não trouxe as fotos...
mas joana, continuo na ideia que tivémos a discutir...
há coisas assim...
o trabalho foi extremamente produtivo após uma discussão sobre a lógica e a coerência no ser humano...
se calhar não era bem sobre isso que eu queria falar mas mais na (des)necessidade de termos respostas às perguntas que fazemos. era mais isso que eu vos (a ti e à Teresa) queria dizer: que há perguntas que não devem ter resposta, que há respostas que não devem ser dadas. que há perguntas desnecessárias e que a procura de uma lógica nas acções humanas não passa de uma tentativa (frustrada e vã) de tornarmos o comportamento em algo de linear e simples.
mas parabéns joana... acho que devia ter começado assim o post de hoje...
então vou recomeçar....
parabéns joana, ainda que com um dia de atraso, parabéns.
temos um programa para gravar hoje à tarde e eu prometi a mim mesma que não vou falar "desse" trabalho aqui. vou antes falar dos meus convidados que me custaram tanto a dizer que sim... fizeram-se de difíceis mas vêm... quer dizer, eu espero que apareçam senão... senão não sei bem como será... vamos ter de improvisar e, se com tudo ensaiado não acredito muito no sucesso disto, quanto mais improvisado...
tenho descoberto demasiadas coisas sobre o que tens andado a fazer... sobretudo porque me têm perguntado se andas bem, o que se passa contigo, mesmo antes de me justificarem as questões... e é aí que me contam o que tens andado a fazer... depois daquela noite em que te agrediste gratuitamente, parece que perdeste o pudor de que eu saiba das coisas... e assim parece que eu te permito essas coisas, quando, na realidade, não permito. sei que não é para te entender. mas hã pudores que não se devem perder entre as pessoas... não quero mais saber sobre o que tens feito de errado, sobre o que não admites. quero antes saber aquilo que me permites saber. e o que eu sei agora ultrapassa, em larga escala, essa fronteira...
mas joana, continuo na ideia que tivémos a discutir...
há coisas assim...
o trabalho foi extremamente produtivo após uma discussão sobre a lógica e a coerência no ser humano...
se calhar não era bem sobre isso que eu queria falar mas mais na (des)necessidade de termos respostas às perguntas que fazemos. era mais isso que eu vos (a ti e à Teresa) queria dizer: que há perguntas que não devem ter resposta, que há respostas que não devem ser dadas. que há perguntas desnecessárias e que a procura de uma lógica nas acções humanas não passa de uma tentativa (frustrada e vã) de tornarmos o comportamento em algo de linear e simples.
mas parabéns joana... acho que devia ter começado assim o post de hoje...
então vou recomeçar....
parabéns joana, ainda que com um dia de atraso, parabéns.
temos um programa para gravar hoje à tarde e eu prometi a mim mesma que não vou falar "desse" trabalho aqui. vou antes falar dos meus convidados que me custaram tanto a dizer que sim... fizeram-se de difíceis mas vêm... quer dizer, eu espero que apareçam senão... senão não sei bem como será... vamos ter de improvisar e, se com tudo ensaiado não acredito muito no sucesso disto, quanto mais improvisado...
tenho descoberto demasiadas coisas sobre o que tens andado a fazer... sobretudo porque me têm perguntado se andas bem, o que se passa contigo, mesmo antes de me justificarem as questões... e é aí que me contam o que tens andado a fazer... depois daquela noite em que te agrediste gratuitamente, parece que perdeste o pudor de que eu saiba das coisas... e assim parece que eu te permito essas coisas, quando, na realidade, não permito. sei que não é para te entender. mas hã pudores que não se devem perder entre as pessoas... não quero mais saber sobre o que tens feito de errado, sobre o que não admites. quero antes saber aquilo que me permites saber. e o que eu sei agora ultrapassa, em larga escala, essa fronteira...
17 de junho de 2003
já é oficial: tou doente. com uma constipação monumental em cima... n que tenha frio ou calor desmedidos mas é uma autêntica chatice. dói-me todo o lado direito da cara, ouvido, tudo! estou completamente entupida e desagrada-me imenso. também não tenho quem me mime, o que causa uma mossa enorme, especialmente quando estou enroscadinha na cama e tenho fome ou sede...
ontem tomei café no rivoli. já lá tinha estado mas, aproveitei a "solitude" do momento para escrever (muito).
o trabalho já está acabado. só falta limar umas arestas (pequenas)...
e, desculpem os apaixonados que lêm este blog mas estou completamente farta de vos ouvir falar dos respectivos companheiros/companheiras... parece não haver mais tema de conversa nos apaixonados...
bem, vou até casa curar isto... depois mostro por aqui umas fotos engraçadas...
ontem tomei café no rivoli. já lá tinha estado mas, aproveitei a "solitude" do momento para escrever (muito).
o trabalho já está acabado. só falta limar umas arestas (pequenas)...
e, desculpem os apaixonados que lêm este blog mas estou completamente farta de vos ouvir falar dos respectivos companheiros/companheiras... parece não haver mais tema de conversa nos apaixonados...
bem, vou até casa curar isto... depois mostro por aqui umas fotos engraçadas...
16 de junho de 2003
dia comprido este...
o calor voltou, após um fim de semana fresquinho... e eu devo ter apanhado um resfriado que estou aos "atchins"... é uma verdadeira porcaria, uma vez que era uma das resistentes às gripes e constipações que grassam por aí... e estou a ficar malzita da garganta, o que não é muito bom sinal... não ando a trabalhar nada.... o que é preocupante. especialmente porque, em algumas coisas, não ando a trabalhar sozinha. o que significa que, sim, a minha companheira de trabalho está a levar com tudo em cima. tenho um rolo a cores para acabar. alguma sugestão? preciso de corpos... algum/a voluntário/a? sem caras. apenas corpos não-identificados...
o calor voltou, após um fim de semana fresquinho... e eu devo ter apanhado um resfriado que estou aos "atchins"... é uma verdadeira porcaria, uma vez que era uma das resistentes às gripes e constipações que grassam por aí... e estou a ficar malzita da garganta, o que não é muito bom sinal... não ando a trabalhar nada.... o que é preocupante. especialmente porque, em algumas coisas, não ando a trabalhar sozinha. o que significa que, sim, a minha companheira de trabalho está a levar com tudo em cima. tenho um rolo a cores para acabar. alguma sugestão? preciso de corpos... algum/a voluntário/a? sem caras. apenas corpos não-identificados...
15 de junho de 2003
apesar da grande desilus�o que foi (tentar) ver maria jo�o e m�rio laginha, encontrei uma m�sica deles que n�o me sai da cabe�a. chama-se "from both sides now"(se puderem ou�am-na!)...
tamb�m, se tiverem o kazaa ou o soulseek em casa, n�o podem deixar de procurar ruychi sakamoto a tocar a solo uma m�sica (brilhante) de david sylvian - forbidden colors...
tamb�m, se tiverem o kazaa ou o soulseek em casa, n�o podem deixar de procurar ruychi sakamoto a tocar a solo uma m�sica (brilhante) de david sylvian - forbidden colors...
10 de junho de 2003
Fernando Pinto do Amaral
in Ac�dia
7
N�o hei-de conseguir falar contigo, � sempre
dif�cil. Uma imagem
cintila de repente e l� estou eu
nesse baile de m�scaras - revi-o
mais de dez vezes! Foi t�o bom
ficar preso a nenhumas esperan�as, sentir
o vento muito frio.
Percorri os desertos, o inverno
era a esta��o preferida e sobretudo
a noite. Viajava
entre corpos e alma, esse mundo
parecia n�o ter fim; o seu limite
era como um segredo, um olhar
desafiando a morte enquanto esperava por novas ilus�es.
Um telefonema � f�cil de fazer,
podemos encontrar-nos, conversar,
fingir que existe o amor ou qualquer outra
invis�vel certeza, mas n�o h�
lugar algum para fugir-me ainda,
ningu�m nas ruas cada vez mais longas,
e mal vislumbro sob o azul da n�voa
os fragmentos do meu cora��o.
in Ac�dia
7
N�o hei-de conseguir falar contigo, � sempre
dif�cil. Uma imagem
cintila de repente e l� estou eu
nesse baile de m�scaras - revi-o
mais de dez vezes! Foi t�o bom
ficar preso a nenhumas esperan�as, sentir
o vento muito frio.
Percorri os desertos, o inverno
era a esta��o preferida e sobretudo
a noite. Viajava
entre corpos e alma, esse mundo
parecia n�o ter fim; o seu limite
era como um segredo, um olhar
desafiando a morte enquanto esperava por novas ilus�es.
Um telefonema � f�cil de fazer,
podemos encontrar-nos, conversar,
fingir que existe o amor ou qualquer outra
invis�vel certeza, mas n�o h�
lugar algum para fugir-me ainda,
ningu�m nas ruas cada vez mais longas,
e mal vislumbro sob o azul da n�voa
os fragmentos do meu cora��o.
6 de junho de 2003
n tenho nada para dizer. estou antisocial, anti tudo e daqui a meia hora fazes anos e eu vou-te ligar. a desilus�o ser� imensa se n�o te falar at� porque j� tenho a piada na ponta da lingua pra te fazer rir... n�o brinques assim comigo... deixa-me eu brincar um pouco desta vez...
p.s. sinto falta do cantar de passarinhos azuis na borda da noite...
p.s. sinto falta do cantar de passarinhos azuis na borda da noite...
5 de junho de 2003
hoje sera importante nao perder...
(tou num computador com o teclado desconfigurado, tenham do e piedade...)
na feira do livro do porto, o recital de poesia "ha palavras que nos beijam", que vai contar com a participacao especial de ana luisa amaral e maria do rosario pedreira e com a intervencao musical de pedro tudela. parece que vai ser uma coisa em grande, com imagem e multimedia...
e, por falar em multimedia hoje, no excelso curso de jornalismo e ciencias da comunicacao da faculdade de letras da universidade do porto, que tenho o privilegio de frequentar (lol lol lol lol... n imaginam o gozo que me deu a escrever isto...!) vai haver uma sessao de esclarecimento sobre a componente multimedia do curso, presidido pelo prof. bruno giesteira, engenheira rita falcao e mais alguem que agora n recordo o nome...
e, por falar no excelso curso, hoje ainda, nas mesmas instalacoes, pelas 13.30 vai decorrer um reuniao, promovida pelos mui activos e interessados alunos do 1.o ano, afim de se discutirem e aprovarem os estatutos, por eles elaborados, para a comissao de curso.
como podem ver, hoje o dia e extremamente preenchido com actividades de interesse geral...
mas falemos de coisas melhores (ja parece a musica daqueles gajos...)
ontem, conferencia em letras, "terra berco, terra tumulo - reflexoes sobre o patrimonio historico da mesopotamia e sua destruicao" com intervencoes de pedro sousa pereira e rui do o (para os mais esquecidos, estes tipos estiveram recentemente no iraque), fernanda ribeiro (professora da flup) e vitor oliveira jorge (professor da flup e amigo do mitico jornal up, que teima em se esconder ao publico). o senhor vitor oliveira jorge e brutal... comecou a conferencia lendo um poema e a sua intervencao foi ouvida por um auditorio (algo composto) em total e assombrado silencio.pelo meio pudemos ouvir os jornalistas da sic falar da destruicao, nao so do patrimonio cultural do iraque mas tambem das suas vivencias em bagdade. foi um bom momento, se eu n me tivesse sentido mal e tivesse acabado a minha participacao mais cedo... bom, ao menos consegui aguentar-me ate ao fim da conferencia...
enfim... mais logo, se puder, ainda aqui passo pra contar como foi o dia...
(tou num computador com o teclado desconfigurado, tenham do e piedade...)
na feira do livro do porto, o recital de poesia "ha palavras que nos beijam", que vai contar com a participacao especial de ana luisa amaral e maria do rosario pedreira e com a intervencao musical de pedro tudela. parece que vai ser uma coisa em grande, com imagem e multimedia...
e, por falar em multimedia hoje, no excelso curso de jornalismo e ciencias da comunicacao da faculdade de letras da universidade do porto, que tenho o privilegio de frequentar (lol lol lol lol... n imaginam o gozo que me deu a escrever isto...!) vai haver uma sessao de esclarecimento sobre a componente multimedia do curso, presidido pelo prof. bruno giesteira, engenheira rita falcao e mais alguem que agora n recordo o nome...
e, por falar no excelso curso, hoje ainda, nas mesmas instalacoes, pelas 13.30 vai decorrer um reuniao, promovida pelos mui activos e interessados alunos do 1.o ano, afim de se discutirem e aprovarem os estatutos, por eles elaborados, para a comissao de curso.
como podem ver, hoje o dia e extremamente preenchido com actividades de interesse geral...
mas falemos de coisas melhores (ja parece a musica daqueles gajos...)
ontem, conferencia em letras, "terra berco, terra tumulo - reflexoes sobre o patrimonio historico da mesopotamia e sua destruicao" com intervencoes de pedro sousa pereira e rui do o (para os mais esquecidos, estes tipos estiveram recentemente no iraque), fernanda ribeiro (professora da flup) e vitor oliveira jorge (professor da flup e amigo do mitico jornal up, que teima em se esconder ao publico). o senhor vitor oliveira jorge e brutal... comecou a conferencia lendo um poema e a sua intervencao foi ouvida por um auditorio (algo composto) em total e assombrado silencio.pelo meio pudemos ouvir os jornalistas da sic falar da destruicao, nao so do patrimonio cultural do iraque mas tambem das suas vivencias em bagdade. foi um bom momento, se eu n me tivesse sentido mal e tivesse acabado a minha participacao mais cedo... bom, ao menos consegui aguentar-me ate ao fim da conferencia...
enfim... mais logo, se puder, ainda aqui passo pra contar como foi o dia...
3 de junho de 2003
Ju, lembrei-me logo de ti quando vi a not�cia!
The Lomographic Embassy Lisbon presents,
LOMOMANJERICO
Another LOMOweekend challenge in Lisbon at Bicaense caf� Rua da Bica de Duarte Belo 42( elevador da Bica ), from the 12th and 14th of June.
12th of June:
Hand in the Lomo kit (camera+film+map) at Bicaense caf� between 18H and 20H
Followed by a non-stop party and all night visuals. (as m�quinas s�o fornecidas pela organiza��o)
13th of June
Just shoot... don�t think
14th of June
All the material (films + cameras) will be returned between 19H and 21H at Bicaense caf�.
On the 21st of June everyone is invited for the Lomoparty, at the Bicaense caf� to award the best lomographers and to view a mural with all the lomos taken.
The exhibition will be on from the 21st of June to the 21st of July.
The Lomographic Embassy Lisbon presents,
LOMOMANJERICO
Another LOMOweekend challenge in Lisbon at Bicaense caf� Rua da Bica de Duarte Belo 42( elevador da Bica ), from the 12th and 14th of June.
12th of June:
Hand in the Lomo kit (camera+film+map) at Bicaense caf� between 18H and 20H
Followed by a non-stop party and all night visuals. (as m�quinas s�o fornecidas pela organiza��o)
13th of June
Just shoot... don�t think
14th of June
All the material (films + cameras) will be returned between 19H and 21H at Bicaense caf�.
On the 21st of June everyone is invited for the Lomoparty, at the Bicaense caf� to award the best lomographers and to view a mural with all the lomos taken.
The exhibition will be on from the 21st of June to the 21st of July.
2 de junho de 2003
Adriana Calcanhotto
Cantada (depois de ter voc�)
Depois de ter voc�
pra qu� querer saber
que horas s�o?
se � noite ou faz calor
se estamos no ver�o
se o sol vir� ou n�o
ou pra que � que serve uma can��o
como essa?
Depois de ter voc�
Poetas para qu�?
Os deuses, as d�vidas?
Pra qu� amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas
Depois de ter voc�?
fim de semana preenchido. ruas molhadas no domingo, feira do livro aberta e eu ainda n�o a visitei... fim de semana preenchido, mudan�a de casa, habituar-me aos corredores, ao quarto, � cama, aos barulhos do pr�dio, da casa, da rua, ter experi�ncias paranormais (sim, � verdade, vi um vulto desenhado a electricidade!)... ou tomar caf� contigo, abrir o jornal, ouvir-te dizer que h� algu�m a ganhar contornos de maior import�ncia na tua vida, olhar para o mar, tirarmos fotografias, apitarmos aos pescadores, assustarmos os peixes, cumprimentar desconhecidos na rua, rir muito e ouvir-te dizer que... "seria t�o f�cil termos uma rela��o"... ouvir-te enumerar as raz�es do nosso entendimento e rir-me da sugest�o. n�o recus�-la mas rir-me dela, como se estivesse h� j� tanto tempo � espera que n�o acreditasse, agora que a ouvia... e logo esquec�-la. eu e tu, a esquecer as palavras proferidas, as sugest�es hipot�ticas de uma rela��o... fim de semana preenchido... n�o me lembro h� quanto tempo n�o pass�vamos tanto tempo a ver livros, a almo�ar, a jantar, a sair � noite, a dormir, a chatearmo-nos... a termos ci�mes e a rir das satisfa��es....
estou doente.
e esta afirma��o nada tem de metaf�rico ou metaf�sico. � real. estou doente e s� me apercebi este fim de semana (v� bem a coincid�ncia!!) e vou agora ao m�dico que n aguento mais... mais logo te ligarei... ou talvez n�o, j� te escrevi demasiado, no fim do dia de ontem, quando regressavas a casa, e antes mesmo de te pedir desculpas por ter estado insuport�vel todo o fim de semana... e sei que tenho de te deixar descansar durante uns tempos, para n�o pensar nessa hip�tese e acordar de manh� com as l�grimas a escorrer pelo rosto por ter sonhos de beleza insuport�vel, de beleza extrema como s� o mundo, paradigm�ticamente, me mostra...
Cantada (depois de ter voc�)
Depois de ter voc�
pra qu� querer saber
que horas s�o?
se � noite ou faz calor
se estamos no ver�o
se o sol vir� ou n�o
ou pra que � que serve uma can��o
como essa?
Depois de ter voc�
Poetas para qu�?
Os deuses, as d�vidas?
Pra qu� amendoeiras pelas ruas?
Para que servem as ruas
Depois de ter voc�?
fim de semana preenchido. ruas molhadas no domingo, feira do livro aberta e eu ainda n�o a visitei... fim de semana preenchido, mudan�a de casa, habituar-me aos corredores, ao quarto, � cama, aos barulhos do pr�dio, da casa, da rua, ter experi�ncias paranormais (sim, � verdade, vi um vulto desenhado a electricidade!)... ou tomar caf� contigo, abrir o jornal, ouvir-te dizer que h� algu�m a ganhar contornos de maior import�ncia na tua vida, olhar para o mar, tirarmos fotografias, apitarmos aos pescadores, assustarmos os peixes, cumprimentar desconhecidos na rua, rir muito e ouvir-te dizer que... "seria t�o f�cil termos uma rela��o"... ouvir-te enumerar as raz�es do nosso entendimento e rir-me da sugest�o. n�o recus�-la mas rir-me dela, como se estivesse h� j� tanto tempo � espera que n�o acreditasse, agora que a ouvia... e logo esquec�-la. eu e tu, a esquecer as palavras proferidas, as sugest�es hipot�ticas de uma rela��o... fim de semana preenchido... n�o me lembro h� quanto tempo n�o pass�vamos tanto tempo a ver livros, a almo�ar, a jantar, a sair � noite, a dormir, a chatearmo-nos... a termos ci�mes e a rir das satisfa��es....
estou doente.
e esta afirma��o nada tem de metaf�rico ou metaf�sico. � real. estou doente e s� me apercebi este fim de semana (v� bem a coincid�ncia!!) e vou agora ao m�dico que n aguento mais... mais logo te ligarei... ou talvez n�o, j� te escrevi demasiado, no fim do dia de ontem, quando regressavas a casa, e antes mesmo de te pedir desculpas por ter estado insuport�vel todo o fim de semana... e sei que tenho de te deixar descansar durante uns tempos, para n�o pensar nessa hip�tese e acordar de manh� com as l�grimas a escorrer pelo rosto por ter sonhos de beleza insuport�vel, de beleza extrema como s� o mundo, paradigm�ticamente, me mostra...
31 de maio de 2003
Al Berto
O Esconderijo do Homem Triste
N�o sei o que me aconteceu para ficar t�o triste.
Lembro-me de ter percorrido meio mundo � procura de imagens. Tinham-
me dito: � no movimento incessante de quem viaja que encontrar�s a
imobilidade que desejas.
Mas eu n�o sabia para onde ir. Deambulei anos a fio, e nunca
encontrei as imagens que queria. Gastei as parcas for�as que tinha
neste trabalho, at� que um dia me perdi junto ao mar.
Resolvi construir, ali mesmo, uma casa.
Tencionava n�o sair mais daquele lugar onde me perdera. Imobilizar-
me, viver e envelhecer dentro de quatro paredes nuas erguidas pelas
minhas m�os. Morrer frente ao mar, sozinho, como num romance que lera
havia anos. Esperar que a casa se esboroasse e me servisse, por fim,
de t�mulo.
Assim n�o aconteceu. Algum tempo depois, a casa transformou-se
subitamente em pris�o. E talvez tenha sido isso que me p�s, assim,
triste para sempre. Custava-me a crer que aquilo que eu pr�prio
constru�ra acabasse de me atrai�oar.
Assustei-me e fugi nessa mesma noite. Ignoro o que se passou com a
casa. N�o sei se ainda existe... o que sei � que a meio daquela fuga
deseperada ocorreu-me o que me levaria, enfim, a encontrar o
esconderijo para a minha imobilidade.
� desse lugar iluminado que, hoje, vos falo.
Fui ter com um fot�grafo meu amigo e pedi-lhe para me retratar. Ele
acendeu um foco de luz. Sentei-me no centro dele. A m�quina disparou
sem cessar.
Gesticulei, abri os bra�os, mexi-me muito - como se soubesse que
nunca mais o voltaria a fazer.
Quando o meu amigo mergulhou o papel fotogr�fico no revelador, eu
tamb�m mergulhei. Mas devo ter desmaiado uns segundos, talvez
minutos, porque ao retomar consci�ncia se+nti as pernas e os bra�os
dormentes - e todo o meu corpo estava mole.
Um v�u de luz toldou-me a vis�o. Ceguei por instantes, mas n�o foi
uma sensa��o desagrad�vel. Depois, o corpo come�ou a ondear, a
impregnar-se no papel e a coincidir com o retrato que o meu amigo
fizera de mim.
Segundos mais tarde uma pin�a met�lica tirava-me do revelador. Senti,
ent�o, a frescura da �gua - e toda a superf�cie da folha de papel, o
meu novo corpo, brilhou. Em seguida deixei-me enteorpecer na
temperatura t�pida, voluptuosa, do fixador.
Tinha encontrado o esconderijo.
E aqui estou, diante de quem me visita e olha. Apesar de n�o ter
deixado de ser um homem triste, adquiri a vantagem de estar sentado,
e de j� n�o precisar de fugir ou desejar seja o que for.
Mas o pior momento do dia � aquele em que nos separamos. N�o consigo
dormir. Fico noite fora com a minha solid�o - e quem esteve a ver-me
parte com o susto de continuar a existir.
Nenhum de n�s � capaz de murmurar: fica comigo e toca-me. E a noite
cai, de certeza, mais escura para quem parte.
Eu sou apenas a imagem do que fui. N�o sinto nada.
Certa vez, um homem e uma mulher pararam diante de mim. Olharam-me
muito tempo.
Aproximaram-se, afastaram-se, voltaram a aproximar-se do vidro que me
protege. O nariz da mulher quase me tocou nos joelhos.
De repente, a mulher inclinou a cabe�a, sobressaltou-se e disse:
- Z�, perdi o vidro do rel�gio.
O homem baixou-se e procurou-o. Quando o encontrou, deu-lho. Mas ela
argumentou:
- A culpa foi tua. Eu n�o queria vir aqui.
O homem, muito s�rio, respondeu-lhe.
- Francamente, F�tima, n�o te toquei no pulso. N�o mexi no tempo.
Nunca mexo no tempo...
Outras vezes, quando n�o est� ningu�m olhar para mim, ponho-me a
cismar:
A luz � o meu t�mulo.
Em tempos, os meus gestos tiveram o rigor da abelha que rouba o p�len
� flor. Com esses gestos quis construir um espa�o para o sil�ncio.
Uma morada onde fosse poss�vel ignorar o mundo, ou esquec�- lo.
De vez em quando, aceito ainda o mist�rio das palavras que me cercam
e n�o coincidem, em nada, com a realidade. Eu s� quis celebrar a
vida. Encontrar o esconderijo onde fosse poss�vel um derradeiro acto
de paix�o. O esconderijo onde pudesse, de novo, tocar teu rosto e
recusar a aridez da cal�nia.
Mas a luz � o meu t�mulo.
A pouco e pouco incendiaram-se os negros profundos, o c�rculo
luminoso aprisionou-me, e as m�os gesticularam sem sentido. O
interior das paisagens guardou a tua aus�ncia. E numa �ltima vis�o a
madrugada irrompeu do mar adormecido.
As m�os abriram-se novamente, quando o dia come�ou a devorar a nudez
do corpo.
Compovido, perdi a voz.
N�o podia chamar-te, lembro-me, por isso desatei a escrever o teu
nome nas paredes da cidade. Tempo perdido. J� n�o podias ouvir-me nem
ler-me. Foi quando desejei, com ardor, este esconderijo.
Aqui, pelo menos, respiro ar condicionado, e um foco de luz simula a
eternidade dos dias.
H�o h� emo��es, nem palavras ditas em voz alta. N�o acontece nada,
nem se ouve respira��o alguma.
Quem me visita diz coisas fant�sticas a meu respeito. Nunca confirmo
nem desminto. Limito-me a ouvir e calo-me. Porque h� coisas que devem
correr com o tempo e, mais tarde ou mais cedo, nele se apagam.
� claro que tamb�m h� coisas guardadas na mionha mem�ria de papel.
Mas essas, j� n�o tenho a certeza de que algu�m as tenha dito ou eu
as tenha, de facto, ouvido.
Por vezes ponho-me a sorrir, mas ningu�m consegue ver que sorrio,
porque o retrato que me esconde - como eu - est� morto e desfocado.
E a luz � o nosso t�mulo.
O Esconderijo do Homem Triste
N�o sei o que me aconteceu para ficar t�o triste.
Lembro-me de ter percorrido meio mundo � procura de imagens. Tinham-
me dito: � no movimento incessante de quem viaja que encontrar�s a
imobilidade que desejas.
Mas eu n�o sabia para onde ir. Deambulei anos a fio, e nunca
encontrei as imagens que queria. Gastei as parcas for�as que tinha
neste trabalho, at� que um dia me perdi junto ao mar.
Resolvi construir, ali mesmo, uma casa.
Tencionava n�o sair mais daquele lugar onde me perdera. Imobilizar-
me, viver e envelhecer dentro de quatro paredes nuas erguidas pelas
minhas m�os. Morrer frente ao mar, sozinho, como num romance que lera
havia anos. Esperar que a casa se esboroasse e me servisse, por fim,
de t�mulo.
Assim n�o aconteceu. Algum tempo depois, a casa transformou-se
subitamente em pris�o. E talvez tenha sido isso que me p�s, assim,
triste para sempre. Custava-me a crer que aquilo que eu pr�prio
constru�ra acabasse de me atrai�oar.
Assustei-me e fugi nessa mesma noite. Ignoro o que se passou com a
casa. N�o sei se ainda existe... o que sei � que a meio daquela fuga
deseperada ocorreu-me o que me levaria, enfim, a encontrar o
esconderijo para a minha imobilidade.
� desse lugar iluminado que, hoje, vos falo.
Fui ter com um fot�grafo meu amigo e pedi-lhe para me retratar. Ele
acendeu um foco de luz. Sentei-me no centro dele. A m�quina disparou
sem cessar.
Gesticulei, abri os bra�os, mexi-me muito - como se soubesse que
nunca mais o voltaria a fazer.
Quando o meu amigo mergulhou o papel fotogr�fico no revelador, eu
tamb�m mergulhei. Mas devo ter desmaiado uns segundos, talvez
minutos, porque ao retomar consci�ncia se+nti as pernas e os bra�os
dormentes - e todo o meu corpo estava mole.
Um v�u de luz toldou-me a vis�o. Ceguei por instantes, mas n�o foi
uma sensa��o desagrad�vel. Depois, o corpo come�ou a ondear, a
impregnar-se no papel e a coincidir com o retrato que o meu amigo
fizera de mim.
Segundos mais tarde uma pin�a met�lica tirava-me do revelador. Senti,
ent�o, a frescura da �gua - e toda a superf�cie da folha de papel, o
meu novo corpo, brilhou. Em seguida deixei-me enteorpecer na
temperatura t�pida, voluptuosa, do fixador.
Tinha encontrado o esconderijo.
E aqui estou, diante de quem me visita e olha. Apesar de n�o ter
deixado de ser um homem triste, adquiri a vantagem de estar sentado,
e de j� n�o precisar de fugir ou desejar seja o que for.
Mas o pior momento do dia � aquele em que nos separamos. N�o consigo
dormir. Fico noite fora com a minha solid�o - e quem esteve a ver-me
parte com o susto de continuar a existir.
Nenhum de n�s � capaz de murmurar: fica comigo e toca-me. E a noite
cai, de certeza, mais escura para quem parte.
Eu sou apenas a imagem do que fui. N�o sinto nada.
Certa vez, um homem e uma mulher pararam diante de mim. Olharam-me
muito tempo.
Aproximaram-se, afastaram-se, voltaram a aproximar-se do vidro que me
protege. O nariz da mulher quase me tocou nos joelhos.
De repente, a mulher inclinou a cabe�a, sobressaltou-se e disse:
- Z�, perdi o vidro do rel�gio.
O homem baixou-se e procurou-o. Quando o encontrou, deu-lho. Mas ela
argumentou:
- A culpa foi tua. Eu n�o queria vir aqui.
O homem, muito s�rio, respondeu-lhe.
- Francamente, F�tima, n�o te toquei no pulso. N�o mexi no tempo.
Nunca mexo no tempo...
Outras vezes, quando n�o est� ningu�m olhar para mim, ponho-me a
cismar:
A luz � o meu t�mulo.
Em tempos, os meus gestos tiveram o rigor da abelha que rouba o p�len
� flor. Com esses gestos quis construir um espa�o para o sil�ncio.
Uma morada onde fosse poss�vel ignorar o mundo, ou esquec�- lo.
De vez em quando, aceito ainda o mist�rio das palavras que me cercam
e n�o coincidem, em nada, com a realidade. Eu s� quis celebrar a
vida. Encontrar o esconderijo onde fosse poss�vel um derradeiro acto
de paix�o. O esconderijo onde pudesse, de novo, tocar teu rosto e
recusar a aridez da cal�nia.
Mas a luz � o meu t�mulo.
A pouco e pouco incendiaram-se os negros profundos, o c�rculo
luminoso aprisionou-me, e as m�os gesticularam sem sentido. O
interior das paisagens guardou a tua aus�ncia. E numa �ltima vis�o a
madrugada irrompeu do mar adormecido.
As m�os abriram-se novamente, quando o dia come�ou a devorar a nudez
do corpo.
Compovido, perdi a voz.
N�o podia chamar-te, lembro-me, por isso desatei a escrever o teu
nome nas paredes da cidade. Tempo perdido. J� n�o podias ouvir-me nem
ler-me. Foi quando desejei, com ardor, este esconderijo.
Aqui, pelo menos, respiro ar condicionado, e um foco de luz simula a
eternidade dos dias.
H�o h� emo��es, nem palavras ditas em voz alta. N�o acontece nada,
nem se ouve respira��o alguma.
Quem me visita diz coisas fant�sticas a meu respeito. Nunca confirmo
nem desminto. Limito-me a ouvir e calo-me. Porque h� coisas que devem
correr com o tempo e, mais tarde ou mais cedo, nele se apagam.
� claro que tamb�m h� coisas guardadas na mionha mem�ria de papel.
Mas essas, j� n�o tenho a certeza de que algu�m as tenha dito ou eu
as tenha, de facto, ouvido.
Por vezes ponho-me a sorrir, mas ningu�m consegue ver que sorrio,
porque o retrato que me esconde - como eu - est� morto e desfocado.
E a luz � o nosso t�mulo.
30 de maio de 2003
mudei de visual no blog... finalmente, acho que acertei, ap�s dois dias conturbados em termos de design e de escolha de visual...
faltam-me as luzes de n�on, esta noite... e corpos, sexos iguais, uma boca para calar... faltam-me uma s�rie de (cumpli)cidades antigas, um bom livro para ler, ruas desertas depois de uma chuva de ver�o que se saborei na varanda � sombra de um cigarro mal fumado... faltas-me tu...
esta noite sem estrela alguma...
faltam-me as luzes de n�on, esta noite... e corpos, sexos iguais, uma boca para calar... faltam-me uma s�rie de (cumpli)cidades antigas, um bom livro para ler, ruas desertas depois de uma chuva de ver�o que se saborei na varanda � sombra de um cigarro mal fumado... faltas-me tu...
esta noite sem estrela alguma...
rever o quarto em chamas � sempre um prazer...
reentrar em casa, descobrir as divis�es, o cheiro a novo, a luz que falta por n�o haver l�mpadas.... o que vale � que a Joana me ofereceu uma vela que tem aspira��es a ciro pascal e vai dando para ver os contornos dos m�veis que se escondem na obscuridade da meia noite... a varanda que abre o quarto ao mundo, os vidros que percorrem a parede e deixam entrar as janelas vizinhas, os olhares indiscretos das ilhas que se escondem por detr�s das fachadas pobres dos bragas....
entrar numa casa desconhecida, conhecer os gatos dos telhados vizinhos, amanhecer pelas dez horas do dia que se enche de sol e n�o nos deixa mais pernoitar.... uma cama verde... por estrear... por deitar....
reentrar em casa, descobrir as divis�es, o cheiro a novo, a luz que falta por n�o haver l�mpadas.... o que vale � que a Joana me ofereceu uma vela que tem aspira��es a ciro pascal e vai dando para ver os contornos dos m�veis que se escondem na obscuridade da meia noite... a varanda que abre o quarto ao mundo, os vidros que percorrem a parede e deixam entrar as janelas vizinhas, os olhares indiscretos das ilhas que se escondem por detr�s das fachadas pobres dos bragas....
entrar numa casa desconhecida, conhecer os gatos dos telhados vizinhos, amanhecer pelas dez horas do dia que se enche de sol e n�o nos deixa mais pernoitar.... uma cama verde... por estrear... por deitar....
29 de maio de 2003
Ana Lu�sa Amaral - Poema que se desvia
O TEMPO DAS ESTRELAS
Um compasso de espera
t�o longo e musical
por estrelas destas
a tocar-me o rosto
E aprender a aceit�-las,
e eu ser um c�u imenso
onde elas se pudessem passear,
encontrar uma casa,
um pequeno sil�ncio
de folhas,
e poeiras, e cometas
Na desordem mais c�smica
das coisas,
organizar inteiro:
o cora��o
Porque, a tocar-me o rosto,
o tempo das estrelas
ser� sempre,
mesmo que tombem astros,
ou outras dimens�es se lancem
em vazio,
ou ra�zes de luz se precipitem
no nada mais at�nito
Ter� valido tudo
a desordem do sol,
ter� valido tudo
este lugar incandescente
e azul
Porque, a tocar-me o rosto,
agora,
e em sil�ncio t�o terreno:
para�so de fogo:
estas estrelas
Transportadas em luz
nas tuas m�os
era o tempo das estrelas que se vivia por aqui, o tempo da estrela que se desvia do poema...
come�ou a feira do livro do porto, edi��o de 2003.. homenageia, nesta edi��o agustina... � a maior de sempre e N�O conta com apoios financeiros por parte da c�mara municipal do porto...
confesso que, apesar deste ano a oferta ser maior, tenho saudades de deambular pelas imposs�veis avenidas do parque eduardo vii, com os seus stands de ver�o, a fazer lembrar os livros como gelados no pico do calor... de ver a ana maria magalh�es e a isabel al�ada (era pequenita, � l�gico que, na altura eram as minhas escritoras favoritas), de as procurar e pedir um aut�grafo... ver tantos livros quantos aqueles que gostaria de ler, de possuir para mim...
o porto, no entanto teve momentos inesquec�veis... como por exemplo, ouvir ant�nio "fganco" "alexandge" a "gecitar" poemas seus... (sim, o senhor troca os "rrrrr" por "gggg") ou a ad�lia lopes, o valter hugo-m�e, francisco jos� viegas, jorge reis-s�, jos� lu�s peixoto... ou sentir o teu corpo de encontro ao meu, no tempo das estrelas, quando era tempo da estrela que se desvia do poema, ouvindo
�Pudesse eu agora ingenuamente dizer �amo-te� e/ ser ouvido pelo ouvido humano da tua boca/ n�o como quem pede mas como quem traz /um desconhecido at� � mesa posta /para connosco celebrar a sa�da de egipto /voltaria a juventude de outrora /at� ao lume claro /do teu rosto; mas, desse lado da vida, v�s /somente a pele antiga que se dobra em rugas /e vai pelas ruas interrogando os passante /como um prov�rbio em l�nguas estrangeiras..."...
ou ouvindo uma qualquer outra coisa, seria o mesmo...
os meus cabelos eram ent�o bastante mais compridos....
O TEMPO DAS ESTRELAS
Um compasso de espera
t�o longo e musical
por estrelas destas
a tocar-me o rosto
E aprender a aceit�-las,
e eu ser um c�u imenso
onde elas se pudessem passear,
encontrar uma casa,
um pequeno sil�ncio
de folhas,
e poeiras, e cometas
Na desordem mais c�smica
das coisas,
organizar inteiro:
o cora��o
Porque, a tocar-me o rosto,
o tempo das estrelas
ser� sempre,
mesmo que tombem astros,
ou outras dimens�es se lancem
em vazio,
ou ra�zes de luz se precipitem
no nada mais at�nito
Ter� valido tudo
a desordem do sol,
ter� valido tudo
este lugar incandescente
e azul
Porque, a tocar-me o rosto,
agora,
e em sil�ncio t�o terreno:
para�so de fogo:
estas estrelas
Transportadas em luz
nas tuas m�os
era o tempo das estrelas que se vivia por aqui, o tempo da estrela que se desvia do poema...
come�ou a feira do livro do porto, edi��o de 2003.. homenageia, nesta edi��o agustina... � a maior de sempre e N�O conta com apoios financeiros por parte da c�mara municipal do porto...
confesso que, apesar deste ano a oferta ser maior, tenho saudades de deambular pelas imposs�veis avenidas do parque eduardo vii, com os seus stands de ver�o, a fazer lembrar os livros como gelados no pico do calor... de ver a ana maria magalh�es e a isabel al�ada (era pequenita, � l�gico que, na altura eram as minhas escritoras favoritas), de as procurar e pedir um aut�grafo... ver tantos livros quantos aqueles que gostaria de ler, de possuir para mim...
o porto, no entanto teve momentos inesquec�veis... como por exemplo, ouvir ant�nio "fganco" "alexandge" a "gecitar" poemas seus... (sim, o senhor troca os "rrrrr" por "gggg") ou a ad�lia lopes, o valter hugo-m�e, francisco jos� viegas, jorge reis-s�, jos� lu�s peixoto... ou sentir o teu corpo de encontro ao meu, no tempo das estrelas, quando era tempo da estrela que se desvia do poema, ouvindo
�Pudesse eu agora ingenuamente dizer �amo-te� e/ ser ouvido pelo ouvido humano da tua boca/ n�o como quem pede mas como quem traz /um desconhecido at� � mesa posta /para connosco celebrar a sa�da de egipto /voltaria a juventude de outrora /at� ao lume claro /do teu rosto; mas, desse lado da vida, v�s /somente a pele antiga que se dobra em rugas /e vai pelas ruas interrogando os passante /como um prov�rbio em l�nguas estrangeiras..."...
ou ouvindo uma qualquer outra coisa, seria o mesmo...
os meus cabelos eram ent�o bastante mais compridos....
26 de maio de 2003
David Sylvian - Dead Bees on a cake
I Surrender
I opened up the pathway of the heart
The flowers died embittered from the start
That night I crossed the bridge of sighs and I surrendered
I looked back and glimpsed the outline of a boy
His life of sorrows now collapsing into joy
And tonight the stars are all aligned and I surrender
My mother cries beneath a southern sky and I surrender
Recording angels and the poets of the night
Bring back the trophies of the battles that we fight
Searchlights fill the open skies and I surrender
Outrageous cries of love have called me back
Derailed the trains of thought, demolished wayward tracks
You tell me I've no need to wonder why I just surrender
I stand too close to see the sleight of hand
How she found this child inside the frightened man
Tonight I'm learning how to fly and I surrender
I've travelled all this way for your embrace
Enraptured by the recognition on your face
Hold me now while my old life dies tonight and I surrender
My mother cries beneath the open skies and I surrender
An ancient evening just before the fall
The light in your eyes, the meaning of it all
Birds fly and fill the summer skies and I surrender
She throws the burning books into the sea
"Come find the meaning of the word inside of me"
It's alright the stars are all aligned and I surrender
My mother cries beneath the moonlit skies and I surrender
My body turns to ashes in her hands
The disappearing world of footprints in the sand
Tell me now that this love will never die and I'll surrender
My mother cries beneath the open skies and I surrender
boa m�sica para se ouvir na solid�o do md... no sol abrasador das duas da tarde, quando o sol bate nas costas e queima. boa banda sonora para abafar todas as idiotices que ouvi no caloirinho, pela hora do almo�o... boa banda sonora para passear no porto e olhar o que ele tem para oferecer aos meus ouvidos... boa m�sica. apenas isso...
23 de maio de 2003
acordei bem disposta...
o teu corpo na minha cama, para que o pudesse ver toda a noite, em todos os momentos em que acordei por te ter a meu lado...
e n�o, n�o quero saber de nada mais.
David Mour�o Ferreira
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os bra�os que apertamos
nunca mais s�o os mesmos E por vezes
encontramos de n�s em poucos meses
o que a noite no fez em muitos anos
E por vezes fingimos que encontramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
s� o sarro das noites n�o dos meses
l� no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes oh por vezes
num segundo se evoluam tantos anos.
o teu corpo na minha cama, para que o pudesse ver toda a noite, em todos os momentos em que acordei por te ter a meu lado...
e n�o, n�o quero saber de nada mais.
David Mour�o Ferreira
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os bra�os que apertamos
nunca mais s�o os mesmos E por vezes
encontramos de n�s em poucos meses
o que a noite no fez em muitos anos
E por vezes fingimos que encontramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
s� o sarro das noites n�o dos meses
l� no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes oh por vezes
num segundo se evoluam tantos anos.
22 de maio de 2003
queria-te dizer que me t�m falado de ti... e que, tomar�amos pequeno-almo�o se aparecesses por c� de manh�...
poder-te-ei ainda dizer que vou aqui escrever, de uma vez por todas, tudo aquilo que n�o canso de lembrar e que ningu�m quer ouvir, pela extens�o de coisas que s�o... e ent�o vou aqui escrever...
Estas algumas horas
5
a conclus�o parece pr�xima, mas
poder� o gnomo recus�-la? estas quest�es
sujam indevidamente as douradas vidra�as
do envelhecer. como evitar
o que recordaremos, estas algumas horas?
and yet
these foolish things
remind me of you
tu que pousas os meus olhos e as minhas m�goas
e estes embrulhos transparentes, de ligeiras
asas na sapatilha azul.
� que estas algumas horas sentadas no choro
n�o quebrem a aniurada das am�veis
ch�venas!
assim as recordaremos, e o celofane amarrotado.
Ant�nio Franco Alexandre
poder-te-ei ainda dizer que vou aqui escrever, de uma vez por todas, tudo aquilo que n�o canso de lembrar e que ningu�m quer ouvir, pela extens�o de coisas que s�o... e ent�o vou aqui escrever...
Estas algumas horas
5
a conclus�o parece pr�xima, mas
poder� o gnomo recus�-la? estas quest�es
sujam indevidamente as douradas vidra�as
do envelhecer. como evitar
o que recordaremos, estas algumas horas?
and yet
these foolish things
remind me of you
tu que pousas os meus olhos e as minhas m�goas
e estes embrulhos transparentes, de ligeiras
asas na sapatilha azul.
� que estas algumas horas sentadas no choro
n�o quebrem a aniurada das am�veis
ch�venas!
assim as recordaremos, e o celofane amarrotado.
Ant�nio Franco Alexandre
21 de maio de 2003
ao que n�s cheg�mos.
ou melhor...
ao que eu cheguei.
conhecer de cor
o relevo do teu nome
sobre o papel
pensar-te sem
fechar os olhos nem
abrir as m�os.
ao que nos reduzimos...
dois cart�es de visita
sem endere�o de contacto.
tenho sonhado muito contigo. muito mesmo. (depois falo-te.... por enquanto fica aqui o poema...)
ou melhor...
ao que eu cheguei.
conhecer de cor
o relevo do teu nome
sobre o papel
pensar-te sem
fechar os olhos nem
abrir as m�os.
ao que nos reduzimos...
dois cart�es de visita
sem endere�o de contacto.
tenho sonhado muito contigo. muito mesmo. (depois falo-te.... por enquanto fica aqui o poema...)
18 de maio de 2003
� oficial: adoro peter murphy... o homem � um g�nio...
consegui ligar (finalmente) o meu port�til � net... tarefa dif�cil... mas tenho apenas de agradecer ao marco que, avisou-me que t� tudo a precisar de uma formata��o no meu comp. bigadita... mas acho que vai ter de esperar...
padrinho, obg pelos conselhos de ontem no mirc... fui sacar algumas das coisas que tinhas apontado e gostei do que saquei... confesso que j� conhecia mas n gostava do que tinha ouvido anteriormente... ou ent�o era eu que estava com pouca aten��o na altura.
mas � oficial... gosto de peter murphy... muito mesmo.
e j� conhe�o a m�sica com o meu "nome" da dupla k&d (kruder & dorfmeister para quem n�o conhece). e gostei.
n�o sei do meu minidisc (algo grave!). algu�m o viu? � que j� tou a come�ar a ficar preocupada e a suspeitar que foi "desviado"...
tenho a "ego�sta" pra ler e ainda n�o me dediquei..queria uma esplanada junto ao mar, um dia morno e sol na cara para a poder ler... algu�m me arranja isso?
consegui ligar (finalmente) o meu port�til � net... tarefa dif�cil... mas tenho apenas de agradecer ao marco que, avisou-me que t� tudo a precisar de uma formata��o no meu comp. bigadita... mas acho que vai ter de esperar...
padrinho, obg pelos conselhos de ontem no mirc... fui sacar algumas das coisas que tinhas apontado e gostei do que saquei... confesso que j� conhecia mas n gostava do que tinha ouvido anteriormente... ou ent�o era eu que estava com pouca aten��o na altura.
mas � oficial... gosto de peter murphy... muito mesmo.
e j� conhe�o a m�sica com o meu "nome" da dupla k&d (kruder & dorfmeister para quem n�o conhece). e gostei.
n�o sei do meu minidisc (algo grave!). algu�m o viu? � que j� tou a come�ar a ficar preocupada e a suspeitar que foi "desviado"...
tenho a "ego�sta" pra ler e ainda n�o me dediquei..queria uma esplanada junto ao mar, um dia morno e sol na cara para a poder ler... algu�m me arranja isso?
15 de maio de 2003
ontem � noite, manual da comunica��o qu�mica na maia, no tert�lia castelense
viagem de regresso atribulada, o carro "morreu" na boavista deixando-nos � merc� do famoso jo�o abrunhosa e seus malabarismos automobilisticos!
dia cheio de sol, temperaturas amenas, olhos doridos, corpo cansado...
estou bastante cansada do cinismo/hipocrisia/mentira em que me encontro...
sonhei com um vestido de princesa, um quarto em chamas e fotografias algo expl�citas do que quero dizer... era piazzolla que ouv�amos nos intervalos de nos conhecermos, t�o intuitivamente quanto a aproxima��o natural dos corpos, que se atraem e nunca se repelam... ainda me lembro do que gostas de ouvir e n�o, n�o pinto. as telas que costumo colorir est�o escondidas. e "colorir" nunca foi um verbo que soubesse conjugar...
viagem de regresso atribulada, o carro "morreu" na boavista deixando-nos � merc� do famoso jo�o abrunhosa e seus malabarismos automobilisticos!
dia cheio de sol, temperaturas amenas, olhos doridos, corpo cansado...
estou bastante cansada do cinismo/hipocrisia/mentira em que me encontro...
sonhei com um vestido de princesa, um quarto em chamas e fotografias algo expl�citas do que quero dizer... era piazzolla que ouv�amos nos intervalos de nos conhecermos, t�o intuitivamente quanto a aproxima��o natural dos corpos, que se atraem e nunca se repelam... ainda me lembro do que gostas de ouvir e n�o, n�o pinto. as telas que costumo colorir est�o escondidas. e "colorir" nunca foi um verbo que soubesse conjugar...
14 de maio de 2003
mios�tis
hoje tocam na r�dio
todas as m�sicas da nossa
adolesc�ncia.
E eu lembrei os cravos vermelhos
por sobre a mesa.
Os beijos inocentes de m�os dadas
no meio de um campo
de mios�tis azuis
Dev�amos ter ent�o tr�s
ou sete
ou onze anos
os nossos olhos eram azuis
e eu tinha
mios�tis azuis
nos cabelos negros.
E, pela nesga azul da tua camisa
via
como vi
a pele branca do teu peito
E quando nele pousava a m�o
sentia um cora��o vermelho
Hoje tocam na r�dio
todas as m�sicas da nossa
adolesc�ncia.
E s� os mios�tis continuam azuis.
lembrei-me dos mios�tis azuis ontem � noite.... escrevi bastante e dormi como h� j� semanas n�o dormia........
hoje tocam na r�dio
todas as m�sicas da nossa
adolesc�ncia.
E eu lembrei os cravos vermelhos
por sobre a mesa.
Os beijos inocentes de m�os dadas
no meio de um campo
de mios�tis azuis
Dev�amos ter ent�o tr�s
ou sete
ou onze anos
os nossos olhos eram azuis
e eu tinha
mios�tis azuis
nos cabelos negros.
E, pela nesga azul da tua camisa
via
como vi
a pele branca do teu peito
E quando nele pousava a m�o
sentia um cora��o vermelho
Hoje tocam na r�dio
todas as m�sicas da nossa
adolesc�ncia.
E s� os mios�tis continuam azuis.
lembrei-me dos mios�tis azuis ontem � noite.... escrevi bastante e dormi como h� j� semanas n�o dormia........
13 de maio de 2003
descobri que o "6" d� a volta ao porto... e que, a sair em alguma paragem, gostaria de, um dia, sair nos mios�tis.
descobri ainda que as horas nunca me chegam para fazer o que quero... e que gosto de ouvir piazzolla no carro... e que estou farta de not�cias e jornais e jornalistas e potenciais e estudantes. e que quero desaparecer. e que quero dormir um pouco. e que retomei � inf�ncia, tenho um dente a nascer e pare�o as criancinhas a mastigar qualquer coisa, s� para satisfazer a gengiva... e que nunca encontramos uma caneta quando dela mais precisamos. e que o dinheiro nos condiciona a vida, tanto quanto os ponteiros do rel�gio e os cl�rigos que d�o as horas, e st.� cataina que tem um rel�gio que � um espect�culo e junta sempre imensa gente... que sei sempre das oportunidades tarde demais e que, por muito que tente, a frontalidade n�o � a minha especialidade, ao contr�rio da mentira/omiss�o/dissimula��o.
recomecei a escrever algo e precisava de dois meses s� a escrever, sem parar para comer domir estudar viver respirar para acabar o que tenho c� dentro e teima em sair...
descobri ainda que as horas nunca me chegam para fazer o que quero... e que gosto de ouvir piazzolla no carro... e que estou farta de not�cias e jornais e jornalistas e potenciais e estudantes. e que quero desaparecer. e que quero dormir um pouco. e que retomei � inf�ncia, tenho um dente a nascer e pare�o as criancinhas a mastigar qualquer coisa, s� para satisfazer a gengiva... e que nunca encontramos uma caneta quando dela mais precisamos. e que o dinheiro nos condiciona a vida, tanto quanto os ponteiros do rel�gio e os cl�rigos que d�o as horas, e st.� cataina que tem um rel�gio que � um espect�culo e junta sempre imensa gente... que sei sempre das oportunidades tarde demais e que, por muito que tente, a frontalidade n�o � a minha especialidade, ao contr�rio da mentira/omiss�o/dissimula��o.
recomecei a escrever algo e precisava de dois meses s� a escrever, sem parar para comer domir estudar viver respirar para acabar o que tenho c� dentro e teima em sair...
29 de abril de 2003
28 de abril de 2003
foi uma noite cansativa... dormi mal... sonhei muito. e continuei a sonhar, a caminho do Porto...
sonhei com o meu livro. foi um bom sonho. desejado... mas estou cansada... os olhos teimam em se fechar e ainda n�o posso. o dia mal come�ou e j� estou a viv�-lo h� demasiado tempo. e esta noite... uma directa pra trabalhar... mas porque � que eu sou sempre a mesma e deixo sempre tudo para a �ltima hora????
sonhei com o meu livro. foi um bom sonho. desejado... mas estou cansada... os olhos teimam em se fechar e ainda n�o posso. o dia mal come�ou e j� estou a viv�-lo h� demasiado tempo. e esta noite... uma directa pra trabalhar... mas porque � que eu sou sempre a mesma e deixo sempre tudo para a �ltima hora????
25 de abril de 2003
24 de abril de 2003
parab�ns carlos............ mais um, n�o �?
estou em baixo.
tenho passado estes dois �ltimos dias num estado electrizante e hoje, devido a uma anestesia que me est� a ser bastante dolorosa, estou um bocado em baixo. espero que isto melhore at� logo � noite...
tem-me custado a adormecer, n�o sei bem o que se passa dentro da minha cabe�a... fiz um daqueles testes da net... lol sou obcessiva-compulsiva! lol... nada que j� n�o me tivessem dito!
vou lanchar... comer um gelado pra ver se esta dor passa...
estou em baixo.
tenho passado estes dois �ltimos dias num estado electrizante e hoje, devido a uma anestesia que me est� a ser bastante dolorosa, estou um bocado em baixo. espero que isto melhore at� logo � noite...
tem-me custado a adormecer, n�o sei bem o que se passa dentro da minha cabe�a... fiz um daqueles testes da net... lol sou obcessiva-compulsiva! lol... nada que j� n�o me tivessem dito!
vou lanchar... comer um gelado pra ver se esta dor passa...
ao que cheg�mos...
nomes escritos no �cran pixelizado, duas.moradas @sitios.diversos.um dom�nio comum
a face vincada pela noite, como a minha agora, vista no reflexo das costas da m�o.
ao que cheg�mos...
a vida muda depressa demais para que o pensamento se possa adaptar ao ritmo das situa��es.
embora o tempo nunca tenha existido, embora seja uma inven��o...
ningu�m morre por o querer muito.
nomes escritos no �cran pixelizado, duas.moradas @sitios.diversos.um dom�nio comum
a face vincada pela noite, como a minha agora, vista no reflexo das costas da m�o.
ao que cheg�mos...
a vida muda depressa demais para que o pensamento se possa adaptar ao ritmo das situa��es.
embora o tempo nunca tenha existido, embora seja uma inven��o...
ningu�m morre por o querer muito.
23 de abril de 2003
um arrepio pela espinha acima, puxando a cabe�a para tr�s e resultando num sorriso incontrol�vel... um sorriso no olhar, por debaixo das p�lpebras.
puseste-te nas minhas m�os. palavras que me vieram de longe, hoje. de muito longe. de h� seis meses atr�s, de uma outra vida, de outras vidas passadas, de outras mortes. de outros.... constrangimentos.
mas hoje.... hoje puseste-te nas minhas m�os, as tuas palavras, ainda que long�nquas, ainda que mais antigas que aquelas que hoje me surpreenderam, as de h� seis meses atr�s... porque as tuas s�o mais long�nquas... e t�o recentes ainda... mas puseste-te nas minhas m�os... e vais pagar essas palavras, vais pronuncia-las como se o quisesses... porque vais quere-las. as minhas m�os, onde te puseste, v�o fazer com que o digas, querendo-o realmente...
vais-me sussurrar ao ouvido a conjuga��o de um verbo que me vai enviar sensa��es diferentes, shivers
fecho os olhos e sorrio, de olhar perdido dentro das p�lpebras... imagens diversas, r�pidas, quentes...
emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso.
nunca por chegar ao fim
puseste-te nas minhas m�os. palavras que me vieram de longe, hoje. de muito longe. de h� seis meses atr�s, de uma outra vida, de outras vidas passadas, de outras mortes. de outros.... constrangimentos.
mas hoje.... hoje puseste-te nas minhas m�os, as tuas palavras, ainda que long�nquas, ainda que mais antigas que aquelas que hoje me surpreenderam, as de h� seis meses atr�s... porque as tuas s�o mais long�nquas... e t�o recentes ainda... mas puseste-te nas minhas m�os... e vais pagar essas palavras, vais pronuncia-las como se o quisesses... porque vais quere-las. as minhas m�os, onde te puseste, v�o fazer com que o digas, querendo-o realmente...
vais-me sussurrar ao ouvido a conjuga��o de um verbo que me vai enviar sensa��es diferentes, shivers
fecho os olhos e sorrio, de olhar perdido dentro das p�lpebras... imagens diversas, r�pidas, quentes...
emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso.
nunca por chegar ao fim
21 de abril de 2003
(banda sonora deste blog : beth gibbons & rustin man - sand river)
ora bolas! a Teresa adiantou-se! :(
enfim... fartei-me de rir na mesma ;)) j� n se pode dizer nada, hem?
bem, fa�o-te companhia, parece que tamb�m sou uma ghandi!
hoje sonhei com uma pessoa me � muito querida. com quem n�o falo (ou melhor, que n�o me fala - h� consci�ncias muito pesadas que impedem as palavras de sair...) h� muito tempo. podemos considerar muitas pessoas como queridas para n�s sem que ocupemos o mesmo estatuto nas suas vidas.
no outro dia, um amigo meu dizia-me que os constrangimentos est�o, �nica e exclusivamente, na minha cabe�a... mas a "cabe�a" de algu�m cont�m sempre mist�rios insond�veis... e h� sempre aqueles que n�s adoradiamos desvendar... como os constrangimentos, as obcess�es... por exemplo... pra s� falar daquela que conhe�o melhor (se � que se pode conhecer bem uma cabe�a...)
ontem foi P�scoa (...quer dizer, por aqui ainda � no dia de hoje mas enfim...). depois do compasso, onde me engasguei e me esqueci de tirar o som � televis�o (o que fez com que a visita pascal fosse uma salsada de ora��o e de um programa da tarde da RTP1 que a minha av� estava a ver... o que vale � que n�o estava nenhum tipo a cantar!), aproveitei para arrumar uma das minhas mesinhas de cabeceira, que tinha andado a remexer na noite anterior at� horas impr�prias (de acordo com os meus pais j� ando, novamente, a trocar os dias pelas noites).
resultado: tr�s sacas de revistas antigas, bilhetes de comboio, metro, folhas com n�meros de telefone, caixas vazias, pap�is soltos com dedicat�rias, recados, poemas, enfim... n�o sei como consegui acumular tanto lixo numa mesinha t�o pequenina. mas encontrei uma oferta de paz para acabar com constrangimentos, encontrei tanta da minha vida que tinha esquecido...
voltei ent�o ao m�todo corrente: caixa, arruma��o por temas. cada coisa � sua caixa. e depois...
depois h� coisas que n�o se conseguem arrumar em caixas... porque, simplesmente, n�o existem materialmente.
bem, este post j� vai longo... agora n�o me apetece mais...
ora bolas! a Teresa adiantou-se! :(
enfim... fartei-me de rir na mesma ;)) j� n se pode dizer nada, hem?
bem, fa�o-te companhia, parece que tamb�m sou uma ghandi!
hoje sonhei com uma pessoa me � muito querida. com quem n�o falo (ou melhor, que n�o me fala - h� consci�ncias muito pesadas que impedem as palavras de sair...) h� muito tempo. podemos considerar muitas pessoas como queridas para n�s sem que ocupemos o mesmo estatuto nas suas vidas.
no outro dia, um amigo meu dizia-me que os constrangimentos est�o, �nica e exclusivamente, na minha cabe�a... mas a "cabe�a" de algu�m cont�m sempre mist�rios insond�veis... e h� sempre aqueles que n�s adoradiamos desvendar... como os constrangimentos, as obcess�es... por exemplo... pra s� falar daquela que conhe�o melhor (se � que se pode conhecer bem uma cabe�a...)
ontem foi P�scoa (...quer dizer, por aqui ainda � no dia de hoje mas enfim...). depois do compasso, onde me engasguei e me esqueci de tirar o som � televis�o (o que fez com que a visita pascal fosse uma salsada de ora��o e de um programa da tarde da RTP1 que a minha av� estava a ver... o que vale � que n�o estava nenhum tipo a cantar!), aproveitei para arrumar uma das minhas mesinhas de cabeceira, que tinha andado a remexer na noite anterior at� horas impr�prias (de acordo com os meus pais j� ando, novamente, a trocar os dias pelas noites).
resultado: tr�s sacas de revistas antigas, bilhetes de comboio, metro, folhas com n�meros de telefone, caixas vazias, pap�is soltos com dedicat�rias, recados, poemas, enfim... n�o sei como consegui acumular tanto lixo numa mesinha t�o pequenina. mas encontrei uma oferta de paz para acabar com constrangimentos, encontrei tanta da minha vida que tinha esquecido...
voltei ent�o ao m�todo corrente: caixa, arruma��o por temas. cada coisa � sua caixa. e depois...
depois h� coisas que n�o se conseguem arrumar em caixas... porque, simplesmente, n�o existem materialmente.
bem, este post j� vai longo... agora n�o me apetece mais...
18 de abril de 2003
n�o sou uma pessoa carinhosa.
ali�s, sou uma pessoa rather cold.
se pudesse... tinha fugido durante os dias que come�am... sei bem o que queres dizer sobre estes dias
alegadamente, cristo morreu hoje. quando os rel�gios batiam as tr�s da tarde.
fui "arrastada" para uma via sacra. n�o hoje mas quarta-feira. o padre era meu conhecido. foi muito "bruto" naquilo que disse, apesar das coisas que proferiu serem necess�rias aos ouvidos. aquelas coisas que doem s� de ouvirmos... foi isso que ele disse. e os meus quase rebentavam a certo momento. o que vale (ou o que n�o valeu muito, pareceu-me um pouco de batota) era que eu o conhecia. veio-me dizer que estava irreconhec�vel. mal ele suspeita que n�o se deve �nica e exclusivamente ao corte de cabelo...
ain't this enough?
ali�s, sou uma pessoa rather cold.
se pudesse... tinha fugido durante os dias que come�am... sei bem o que queres dizer sobre estes dias
alegadamente, cristo morreu hoje. quando os rel�gios batiam as tr�s da tarde.
fui "arrastada" para uma via sacra. n�o hoje mas quarta-feira. o padre era meu conhecido. foi muito "bruto" naquilo que disse, apesar das coisas que proferiu serem necess�rias aos ouvidos. aquelas coisas que doem s� de ouvirmos... foi isso que ele disse. e os meus quase rebentavam a certo momento. o que vale (ou o que n�o valeu muito, pareceu-me um pouco de batota) era que eu o conhecia. veio-me dizer que estava irreconhec�vel. mal ele suspeita que n�o se deve �nica e exclusivamente ao corte de cabelo...
ain't this enough?
17 de abril de 2003
hoje refugiei-me... fico em casa, fujo um pouco de ti, das nossas noites.
esteve um tempo estranho por aqui. o sol envergonhado, o tempo quente, abafado...
apeteceu-me uma esplanada, ler o meu livro (sim, diminui a lista, j� estou a meio do killing me softly - Ju, tinhas raz�o, est� a ser bom e diferente do filme), uma companhia a ler o jornal na cadeira do lado, por entre um olhar, co(r)pos de caf� sujos com a espuma, restos de a�ucar no fundo da ch�vena quente ainda...
podemos come�ar a viver a partir do momento em que o nosso olhar se cruzou pela primeira vez?
esteve um tempo estranho por aqui. o sol envergonhado, o tempo quente, abafado...
apeteceu-me uma esplanada, ler o meu livro (sim, diminui a lista, j� estou a meio do killing me softly - Ju, tinhas raz�o, est� a ser bom e diferente do filme), uma companhia a ler o jornal na cadeira do lado, por entre um olhar, co(r)pos de caf� sujos com a espuma, restos de a�ucar no fundo da ch�vena quente ainda...
podemos come�ar a viver a partir do momento em que o nosso olhar se cruzou pela primeira vez?
12 de abril de 2003
n�o houve muito sol, o sono foi bastante, ap�s uma noitada meio "surpresa"...
fiz asneira, liguei-te, disse-te aquilo que pensava... foi efeito das velas acesas e de algum (pouco) alc�ol...
(Ju, j� esperimentei o vodka red bull!)
pelo segundo ano consecutivo, esqueceste-te, ou, neste ano, fazes-te de esquecido, ignoras as minhas palavras.
(as escritas, as ditas, as desejadas, as pensadas, ignoras qualquer forma discursiva proveniente de mim...)
e as imagens s�o c�leres em afirmar a tua aus�ncia.
de certa forma foi um perfect day... foi um dia como os outros... com a �nica diferen�a de que recebi muitos telefonemas e mensagens...
n�o pedi nada, refilei imenso... lol...
e um chupa agora? tou marota... vou praticar marotices e esconder-me no centro do palco.
:P
fiz asneira, liguei-te, disse-te aquilo que pensava... foi efeito das velas acesas e de algum (pouco) alc�ol...
(Ju, j� esperimentei o vodka red bull!)
pelo segundo ano consecutivo, esqueceste-te, ou, neste ano, fazes-te de esquecido, ignoras as minhas palavras.
(as escritas, as ditas, as desejadas, as pensadas, ignoras qualquer forma discursiva proveniente de mim...)
e as imagens s�o c�leres em afirmar a tua aus�ncia.
de certa forma foi um perfect day... foi um dia como os outros... com a �nica diferen�a de que recebi muitos telefonemas e mensagens...
n�o pedi nada, refilei imenso... lol...
e um chupa agora? tou marota... vou praticar marotices e esconder-me no centro do palco.
:P
10 de abril de 2003
ver novamente o tejo, cheir�-lo, ouvi-lo respirar...
este � o �ltimo dia.
j� sinto saudades do sol e s� hoje choveu, o que me afecta o esp�rito directamente... apetece-me estar quentinha, ch� ao lado, com um bom livro para ler...
d�i-me a garganta mas deve-se ao epis�dio "coimbra" e n�o a outro qualquer acontecimento... n�o me apetece ir para casa, n�o me apetece festejar rigorosamente nada... n�o me apetece estar muito acordada durante estes dias... queria uma m�sica nos ouvidos, algo de bom para ler, um local confort�vel e um dia de muito sol...
ser� pedir muito? (e n�o �, alegadamente, nesta data que devemos pedir coisas???)
este � o �ltimo dia.
j� sinto saudades do sol e s� hoje choveu, o que me afecta o esp�rito directamente... apetece-me estar quentinha, ch� ao lado, com um bom livro para ler...
d�i-me a garganta mas deve-se ao epis�dio "coimbra" e n�o a outro qualquer acontecimento... n�o me apetece ir para casa, n�o me apetece festejar rigorosamente nada... n�o me apetece estar muito acordada durante estes dias... queria uma m�sica nos ouvidos, algo de bom para ler, um local confort�vel e um dia de muito sol...
ser� pedir muito? (e n�o �, alegadamente, nesta data que devemos pedir coisas???)
7 de abril de 2003
de volta....
Coimbra foi totalmente surreal...
o que vale � que aprendemos com os nossos erros...
a converg�ncia de loucuras tem o dom de nos fazer sentir acompanhados e de nos dar mais pares de olhos com os quais podemos delirar...
um recado deste fim de semana...
a queimar os �ltimos cartuchos esta semana... e ainda tenho de dar um salto at� � Castro...
Coimbra foi totalmente surreal...
o que vale � que aprendemos com os nossos erros...
a converg�ncia de loucuras tem o dom de nos fazer sentir acompanhados e de nos dar mais pares de olhos com os quais podemos delirar...
um recado deste fim de semana...
a queimar os �ltimos cartuchos esta semana... e ainda tenho de dar um salto at� � Castro...
3 de abril de 2003
tr�s lugares que, apesar de tanto tempo a viver no porto, ainda n�o visitei e est�o por ver:
1. serralves
2. parque da cidade
3. topo dos cl�rigos
a m�sica que estou a tirar da net neste momento:
tom the model - beth gibbons
perfect day - do filme trainspotting
livros que tenho de comprar... quando tiver.... t$e$m$p$o
1. livro do desassossego de bernardo soares aka fernando pessoa
2. a montanha da alma de gao xingjian
3. cem anos de solid�o de gabriel garc�a marqu�z
4. killing me softly da nicci french
5. � espera de godot de samuel beckett (algu�m sabe onde p�ra a molly bloom????)
6. morte melanc�lica do rapaz ostra de tim burton
ando a pensar juntar dinheiro para...
1. um leitor/gravador de dvd's
2. um qualquer festival, embora o sudoeste esteja em larga vantagem
3. ir ao optimus.hyp@meco. a presen�a da bjork e do moby s�o tentadoras...
4. ir ver a castro antes que saia de cena...
1. serralves
2. parque da cidade
3. topo dos cl�rigos
a m�sica que estou a tirar da net neste momento:
tom the model - beth gibbons
perfect day - do filme trainspotting
livros que tenho de comprar... quando tiver.... t$e$m$p$o
1. livro do desassossego de bernardo soares aka fernando pessoa
2. a montanha da alma de gao xingjian
3. cem anos de solid�o de gabriel garc�a marqu�z
4. killing me softly da nicci french
5. � espera de godot de samuel beckett (algu�m sabe onde p�ra a molly bloom????)
6. morte melanc�lica do rapaz ostra de tim burton
ando a pensar juntar dinheiro para...
1. um leitor/gravador de dvd's
2. um qualquer festival, embora o sudoeste esteja em larga vantagem
3. ir ao optimus.hyp@meco. a presen�a da bjork e do moby s�o tentadoras...
4. ir ver a castro antes que saia de cena...
26 de março de 2003
24 de março de 2003
22 de março de 2003
hoje voltei a dormir o dia inteiro. recebi uma preocupação que rezava "que se passa contigo ao fim de semana?"
a resposta é simples. não é este fim de semana. é este tempo, é o calor que se entranha em mim, sou eu a descobrir-me diferente, sou eu a mutar-me. a amputar-me.
não o lembro mais.
os países estrangeiros têm paladares que me apetece provar... depois conto-te a que sabem.
quem sabe, num destes fins de semana...
a resposta é simples. não é este fim de semana. é este tempo, é o calor que se entranha em mim, sou eu a descobrir-me diferente, sou eu a mutar-me. a amputar-me.
não o lembro mais.
os países estrangeiros têm paladares que me apetece provar... depois conto-te a que sabem.
quem sabe, num destes fins de semana...
20 de março de 2003
hoje falou-se muito de irmãos. e família...
dei comigo com saudades da rita, sem que ninguém, afinal saiba quem ela foi. nem eu própria sei. e penso nas minhas outras irmãs, que não de sangue. e descobri que me deixaram todas elas, a começar pela rita.
talvez seja mais a potência do que a rita seria que me atrai mais. e, no entanto, tive hoje saudades dela, de deitar a minha cabeça no seu colo e contar-lhe porque perdi o sono há duas noites.
seria a ela que eu ligaria para me salvar e não a ti que não me salvaste. nem quiseste saber o perigo que corri... há duas noites atrás. nem queres saber o perigo que continuarei a correr nos próximos tempos, quando estiver frente-a-frente a imagens já vistas, que não as de há duas noites atrás, no (re)começo de tudo.
a aprendizagem de me resgatar, de me salvar sem que tenhas, em algum momento, esperado por mim na esquina de um prédio sujo, com uma flor nos cabelos.
seja como fôr, vou entrar de férias disto... vou para fora daqui para aprender a escrever o meu nome numa qualquer língua estrangeira que não compreendas.
dei comigo com saudades da rita, sem que ninguém, afinal saiba quem ela foi. nem eu própria sei. e penso nas minhas outras irmãs, que não de sangue. e descobri que me deixaram todas elas, a começar pela rita.
talvez seja mais a potência do que a rita seria que me atrai mais. e, no entanto, tive hoje saudades dela, de deitar a minha cabeça no seu colo e contar-lhe porque perdi o sono há duas noites.
seria a ela que eu ligaria para me salvar e não a ti que não me salvaste. nem quiseste saber o perigo que corri... há duas noites atrás. nem queres saber o perigo que continuarei a correr nos próximos tempos, quando estiver frente-a-frente a imagens já vistas, que não as de há duas noites atrás, no (re)começo de tudo.
a aprendizagem de me resgatar, de me salvar sem que tenhas, em algum momento, esperado por mim na esquina de um prédio sujo, com uma flor nos cabelos.
seja como fôr, vou entrar de férias disto... vou para fora daqui para aprender a escrever o meu nome numa qualquer língua estrangeira que não compreendas.
19 de março de 2003
há encontros que se fazem aparte do mundo...
e há pessoas como tu, de quem se gosta com a vida toda, assim, com a vida toda a abra�ar-te de uma só vez, uma única vez.
hoje apeteceia-me ser tudo e não ser eu, estalar os dedos, acordar deste sonho (sim tenho a certeza de estar a sonhar), e dizer-te "bom dia, deixa-me beijar os teus altos olhos nesta manhã que nos pede calor e água"
ainda aqui virei dizer-te mais coisas durante o dia de hoje... mas não agora... agora ainda é muito cedo para te dizer o que tenho a dizer-te mais...
e há pessoas como tu, de quem se gosta com a vida toda, assim, com a vida toda a abra�ar-te de uma só vez, uma única vez.
hoje apeteceia-me ser tudo e não ser eu, estalar os dedos, acordar deste sonho (sim tenho a certeza de estar a sonhar), e dizer-te "bom dia, deixa-me beijar os teus altos olhos nesta manhã que nos pede calor e água"
ainda aqui virei dizer-te mais coisas durante o dia de hoje... mas não agora... agora ainda é muito cedo para te dizer o que tenho a dizer-te mais...
17 de março de 2003
esta porcaria t� toda marada... de qualquer maneira, aqui fica um novo blog, gatices (digo eu) e outras tramas... e um bixu a querer ter um blog... hehehehe (vejam nas novidades directamente...)
16 de março de 2003
15 de março de 2003
j� tinha saudades disto...
do sol no c�u, um calor de ver�o, vir ver o mar, junto a uma banca de gelados e tripas e bolacha americana.
tinha saudades de voltar assim a casa.
voltei a escrever. voltei a olhar o meu reflexo no espelho.
por acaso, no fim de semana passado, fomos acordados c� em casa por um enorme estrondo, o c�o p�s-se a ladrar, arrancou os meus pais da cama.eu estava com dores de barriga, tive medo dos ladr�es ou coisa parecida, e ningu�m descobriu o que tinha acontecido. eu s� sabia que tinha sido no meu quarto e, por momentos, tive medo que aquele estrondo tivesse sido eu que tivesse morrido e n�o sabia ainda. mas doia-me a barriga, n�o podia ter sido isso...
n�o foi isso. acordei de manh�, realmente, ningu�m sabia ainda o que tinha sido. at� que olhei para o meu qarto e descobri: o espelho tinha caido no meio do ch�o. e n�o se tinha partido, estava intacto, como se algu�m o tivesse tirado e posto no ch�o, com a face que nos d� a imagem, virada para baixo. n�o se partiu... parece que n�o tenho sete anos de azar... tamb�m, s� me faltariam cumprir cinco para completar a senten�a...
mas n�o era nada disto que eu queria contar... o que eu queria contar era que voltei a escrever. escrevi tanto... e, ao olhar para o "arquivo" vi que, nem um poema por m�s fiz no ano que passou... pouca actividade, realmente, uma desaprendizagem daquilo que sou. mas voltei a escrever, a olhar o meu reflexo no espelho... nem que seja no espelho caido....
anabela, aqui est� o meu poema novo (sim, a pedido especial, que dizes que nunca l�s poemas meus...)
(Falei-te hoje)
Um retorno a mim mesma
Estou exausta
Como no fim de uma grande viagem
sem paragem no meio para descansar.
O corpo entorpecido
que volta agora a si.
Como se voltasse � casa da minha inf�ncia,
voltei.
N�o precisamos
N�o precisaremos de (voltar) a falar
sobre o que se passou.
Porque nada se passou.
Leio livros infinitos de um mesmo autor
que descreve
(linha sim-linha n�o)
a minha pouca vida contigo.
Compro artigos de papelaria.
Imensas folhas brancas pedindo.me
tinta e impress�es (digitais)
Talvez fa�a um retrato do
retorno a mim mesma...
eu sei que n�o � brilhante... mas n�o precisa de iluminar para eu gostar dele...
n�o sou nada brilhante...
dei comigo esta semana a ter saudades de pessoas...
por exemplo, de conversas informais em que parecemos estranhos ao exterior com as palavras...
pensar muito e falar contigo... um exerc�cio mental ao qual me dedico v�rias vezes, n�o tantas quantas as pretendidas, mas que ficam por dizer, na aus�ncia das tuas respostas...
deixa l�, tamb�m n�o poderias saber....
porque, simplesmente,
eu nunca to disse...
do sol no c�u, um calor de ver�o, vir ver o mar, junto a uma banca de gelados e tripas e bolacha americana.
tinha saudades de voltar assim a casa.
voltei a escrever. voltei a olhar o meu reflexo no espelho.
por acaso, no fim de semana passado, fomos acordados c� em casa por um enorme estrondo, o c�o p�s-se a ladrar, arrancou os meus pais da cama.eu estava com dores de barriga, tive medo dos ladr�es ou coisa parecida, e ningu�m descobriu o que tinha acontecido. eu s� sabia que tinha sido no meu quarto e, por momentos, tive medo que aquele estrondo tivesse sido eu que tivesse morrido e n�o sabia ainda. mas doia-me a barriga, n�o podia ter sido isso...
n�o foi isso. acordei de manh�, realmente, ningu�m sabia ainda o que tinha sido. at� que olhei para o meu qarto e descobri: o espelho tinha caido no meio do ch�o. e n�o se tinha partido, estava intacto, como se algu�m o tivesse tirado e posto no ch�o, com a face que nos d� a imagem, virada para baixo. n�o se partiu... parece que n�o tenho sete anos de azar... tamb�m, s� me faltariam cumprir cinco para completar a senten�a...
mas n�o era nada disto que eu queria contar... o que eu queria contar era que voltei a escrever. escrevi tanto... e, ao olhar para o "arquivo" vi que, nem um poema por m�s fiz no ano que passou... pouca actividade, realmente, uma desaprendizagem daquilo que sou. mas voltei a escrever, a olhar o meu reflexo no espelho... nem que seja no espelho caido....
anabela, aqui est� o meu poema novo (sim, a pedido especial, que dizes que nunca l�s poemas meus...)
(Falei-te hoje)
Um retorno a mim mesma
Estou exausta
Como no fim de uma grande viagem
sem paragem no meio para descansar.
O corpo entorpecido
que volta agora a si.
Como se voltasse � casa da minha inf�ncia,
voltei.
N�o precisamos
N�o precisaremos de (voltar) a falar
sobre o que se passou.
Porque nada se passou.
Leio livros infinitos de um mesmo autor
que descreve
(linha sim-linha n�o)
a minha pouca vida contigo.
Compro artigos de papelaria.
Imensas folhas brancas pedindo.me
tinta e impress�es (digitais)
Talvez fa�a um retrato do
retorno a mim mesma...
eu sei que n�o � brilhante... mas n�o precisa de iluminar para eu gostar dele...
n�o sou nada brilhante...
dei comigo esta semana a ter saudades de pessoas...
por exemplo, de conversas informais em que parecemos estranhos ao exterior com as palavras...
pensar muito e falar contigo... um exerc�cio mental ao qual me dedico v�rias vezes, n�o tantas quantas as pretendidas, mas que ficam por dizer, na aus�ncia das tuas respostas...
deixa l�, tamb�m n�o poderias saber....
porque, simplesmente,
eu nunca to disse...
10 de março de 2003
aqui estou eu...
parece que, de novo, de volta a estas lides e afins...
tenho o sol a bater-me nos olhos, a sensa��o deste calor abrasador do dia que hoje (dis)correu por entre os vidros. primeiro os de um comboio cheio de gente. depois das salas de aula. cada vez que me levanto, uma tontura (ou ser� tortura?) apetecia mais um relvado e um bom livro que estar aqui... voar um bocado sem asas, ir fotografar a ponte dom luis, qualquer coisa assim...
n�o sei bem se a tontura me vem do sol intenso nos olhos, de me ter cruzado contigo e termos trocado meia d�zia (sim, foram seis...) de palavras ou ainda do estado de sa�de que ainda n�o � muito famoso...
talvez as coisas mudem este m�s...
parece que, de novo, de volta a estas lides e afins...
tenho o sol a bater-me nos olhos, a sensa��o deste calor abrasador do dia que hoje (dis)correu por entre os vidros. primeiro os de um comboio cheio de gente. depois das salas de aula. cada vez que me levanto, uma tontura (ou ser� tortura?) apetecia mais um relvado e um bom livro que estar aqui... voar um bocado sem asas, ir fotografar a ponte dom luis, qualquer coisa assim...
n�o sei bem se a tontura me vem do sol intenso nos olhos, de me ter cruzado contigo e termos trocado meia d�zia (sim, foram seis...) de palavras ou ainda do estado de sa�de que ainda n�o � muito famoso...
talvez as coisas mudem este m�s...
9 de março de 2003
long time no see but wish.....
� verdade, sempre tiveste raz�o nisso: quem � vivo e desejado... sempre aparece. nem que seja nas p�ginas de um jornal, na �ltima coluna, numa rec�ndita e meaningless sec��o do mesmo... nem que seja num guardanapo, num recado escrito a tinta de pequenos almo�os fugidios...
"o tempo � um ch�o que ningu�m pisou"
e, no entanto, vejo tantas pegadas tuas � volta da minha casa...
lia a P�blica, um artigo qualquer enquanto esperava pelo final do download de uma m�sica, quando me lembrei da tua cara, no dia em que nos conhecemos, a moldura do teu sorriso, por debaixo daqueles �culos escuros (que eu detesto, embora sejam os que prefiras) e contra o c�u azul, o amarelo forte do bar de praia, o som das ondas ao fundo... e sim, eu a pagar a conta! soltei uma gargalhada e abstra�-me completamente do artigo sobre a fome no mundo. foi uma recorda��o engra�ada... tive vontade de te ligar, rir-me da praia contigo...
is anybody out there
i reach my hand
nobody.
(que � como quem diz)
ningu�m.
� verdade, sempre tiveste raz�o nisso: quem � vivo e desejado... sempre aparece. nem que seja nas p�ginas de um jornal, na �ltima coluna, numa rec�ndita e meaningless sec��o do mesmo... nem que seja num guardanapo, num recado escrito a tinta de pequenos almo�os fugidios...
"o tempo � um ch�o que ningu�m pisou"
e, no entanto, vejo tantas pegadas tuas � volta da minha casa...
lia a P�blica, um artigo qualquer enquanto esperava pelo final do download de uma m�sica, quando me lembrei da tua cara, no dia em que nos conhecemos, a moldura do teu sorriso, por debaixo daqueles �culos escuros (que eu detesto, embora sejam os que prefiras) e contra o c�u azul, o amarelo forte do bar de praia, o som das ondas ao fundo... e sim, eu a pagar a conta! soltei uma gargalhada e abstra�-me completamente do artigo sobre a fome no mundo. foi uma recorda��o engra�ada... tive vontade de te ligar, rir-me da praia contigo...
is anybody out there
i reach my hand
nobody.
(que � como quem diz)
ningu�m.
28 de fevereiro de 2003
and i wonder...
que como algu�m poderia (pretender) traduzir para portugu�s: e eu pergunto-me, e eu fantasio, eu utilizo hip�teses imagin�rias para inquirir, eu maravilho-me. porque wonder vai dar a wonderful e wonder independentemente � uma..... maravilha... e wonder tem um "w" de walk que � caminhar, um "o" de oooooooohhhhhh so good!, te um "n" de nothing que � um nada, um "d" de desire que � ardente, um "e" que explode na palavra quando menos damos por ela e um "r" de recome�ar d� for�a e faz crescer, e n�o faz mal �s crian�as tia Marta pq o podemos levar pr� lanche e tem muito leite pra crescermos fortes e saud�veis...
and i wonder...
se eu fosse diferente, como tu, olhar-me-ias de outra forma mais........ "desej�vel"?
ora responde l� a esta....
que como algu�m poderia (pretender) traduzir para portugu�s: e eu pergunto-me, e eu fantasio, eu utilizo hip�teses imagin�rias para inquirir, eu maravilho-me. porque wonder vai dar a wonderful e wonder independentemente � uma..... maravilha... e wonder tem um "w" de walk que � caminhar, um "o" de oooooooohhhhhh so good!, te um "n" de nothing que � um nada, um "d" de desire que � ardente, um "e" que explode na palavra quando menos damos por ela e um "r" de recome�ar d� for�a e faz crescer, e n�o faz mal �s crian�as tia Marta pq o podemos levar pr� lanche e tem muito leite pra crescermos fortes e saud�veis...
and i wonder...
se eu fosse diferente, como tu, olhar-me-ias de outra forma mais........ "desej�vel"?
ora responde l� a esta....
26 de fevereiro de 2003
se me tivessses dito antes, como agora mo dizes, e n�o te cansas de repetir, que a tua casa est� muito diferente daquela que conheceste em pequeno, ter-te-ia oferecido uma �rvore que pudesses plantar no teu jardim e nos seus ramos pendurar um baloi�o. porque um baloi�o � bastante importante na casa onde crescemos.
a minha escolha est� feita. as imagens que n�o conseguir�s descortinar pelos sentidos chegar-te-�o pela caixa do correio que tens em casa e � guardada longe do alcance do carteiro.
se me dissesses, como ainda n�o mo disseste claramente, que n�o queres que te pense, nem que te sonhe, nem que te toque os dias de uma forma ou outra, cumpririas finalmente o resto do caminho da minha vida sem mim. porque eu apear-me-ia na estalagem mais pr�xima e requisitaria outra montada para poder regressar a casa. e ao baloi�o que deixei balou�ando no ramo partido da �rvore do meu jardim.
a minha escolha est� feita. as imagens que n�o conseguir�s descortinar pelos sentidos chegar-te-�o pela caixa do correio que tens em casa e � guardada longe do alcance do carteiro.
se me dissesses, como ainda n�o mo disseste claramente, que n�o queres que te pense, nem que te sonhe, nem que te toque os dias de uma forma ou outra, cumpririas finalmente o resto do caminho da minha vida sem mim. porque eu apear-me-ia na estalagem mais pr�xima e requisitaria outra montada para poder regressar a casa. e ao baloi�o que deixei balou�ando no ramo partido da �rvore do meu jardim.
25 de fevereiro de 2003
24 de fevereiro de 2003
fdx
(será que aqui se podem escrever as asneiras por extenso?)
que conheces tu de mim, que pretensões pretendes tu tirar de umas quantas horas que passas comigo durante o mês?
as palavras que.se.pegam.umas.às.outras,sem.necessidade.de.espaços.entre.elas.que.tentas,noite.após.noite,sussurrar-me.ao.ouvido não são suficientes para que penses ter qualquer tipo de autoridade sobre aquilo que penso/sinto/faço. não te d� autoridade para me censurares e pensares que me conheces desde que nasci. não conheces. nem tu nem ninguém, que a minha vida não tem raizes em parte alguma.
para ti:
(com quem eu tenho sonhado, noites e noites a fio,
sem que to possa dizer,
porque nem imaginas que te penso,
quanto mais que te sonho noites e noites a fio...)
um segredo que encontrei no fundo da gaveta que tinha as fotografias antigas do pôr do sol:
Novamente a areia,
Novamente o mar,
Novamente a praia...
_____________E, quando olhei para trás,
_____________não vi as minhas pegadas.
___________________________________14012001
(acho que me esqueci que, nesse dia, tinha voado...)
(será que aqui se podem escrever as asneiras por extenso?)
que conheces tu de mim, que pretensões pretendes tu tirar de umas quantas horas que passas comigo durante o mês?
as palavras que.se.pegam.umas.às.outras,sem.necessidade.de.espaços.entre.elas.que.tentas,noite.após.noite,sussurrar-me.ao.ouvido não são suficientes para que penses ter qualquer tipo de autoridade sobre aquilo que penso/sinto/faço. não te d� autoridade para me censurares e pensares que me conheces desde que nasci. não conheces. nem tu nem ninguém, que a minha vida não tem raizes em parte alguma.
para ti:
(com quem eu tenho sonhado, noites e noites a fio,
sem que to possa dizer,
porque nem imaginas que te penso,
quanto mais que te sonho noites e noites a fio...)
um segredo que encontrei no fundo da gaveta que tinha as fotografias antigas do pôr do sol:
Novamente a areia,
Novamente o mar,
Novamente a praia...
_____________E, quando olhei para trás,
_____________não vi as minhas pegadas.
___________________________________14012001
(acho que me esqueci que, nesse dia, tinha voado...)
(In The Nursery - Anatomy of a Poet)
Oscar Wilde.
The Harlot's House
We caught the tread of dancing feet,
We loitered down the moonlit street,
And stopped beneath the harlot's house.
Inside, above the din and fray,
We heard the loud musicians play
The "Treues Liebes Herz" of Strauss.
Like strange mechanical grotesques,
Making fantastic arabesques,
The shadows raced across the blind.
We watched the ghostly dancers spin
To sound of horn and violin,
Like black leaves wheeling in the wind.
Like wire-pulled automatons,
Slim silhouetted skeletons
Went sidling through the slow quadrille.
They took each other by the hand,
And danced a stately saraband;
Their laughter echoed thin and shrill.
Sometimes a clockwork puppet pressed
A phantom lover to her breast,
Sometimes they seemed to try to sing.
Sometimes a horrible marionette
Came out, and smoked its cigarette
Upon the steps like a living thing.
Then turning to my love, I said,
"The dead are dancing with the dead,
The dust is whirling with the dust."
But she - she heard the violin,
And left my side, and entered in:
Love passed into the house of lust.
Then suddenly the tune went false,
The dancers wearied of the waltz,
The shadows ceased to wheel and whirl.
And down the long and silent street,
The dawn, with silver-sandalled feet,
Crept like a frightened girl.
it was not the harlot's house onde te deixei. de qualquer maneira, deixaste o meu bra�o, a berma do passeio por onde te seduzia, e entraste "Love passed into the house of lust". talvez fossem os violinos ou talvez a cara alegre do arlequim que te mascarrara os l�bios-carmim.
h� j� dois dias que n�o durmo e amanhe�o com uma marca na m�o direita... um filete que atravessa as costas da m�o, paralelo ao pulso. h� j� dois dias que, � minha caixa de correio n�o chega nada sen�o publicidade. h� j� dois dias que a tua sombra se assustou, arrepiando caminho por entre os tojos do pinhal, junto � praia.
d�-me tr�s raz�es pelas quais n�o te deva ligar... talvez assim me conven�as finalmente.
Oscar Wilde.
The Harlot's House
We caught the tread of dancing feet,
We loitered down the moonlit street,
And stopped beneath the harlot's house.
Inside, above the din and fray,
We heard the loud musicians play
The "Treues Liebes Herz" of Strauss.
Like strange mechanical grotesques,
Making fantastic arabesques,
The shadows raced across the blind.
We watched the ghostly dancers spin
To sound of horn and violin,
Like black leaves wheeling in the wind.
Like wire-pulled automatons,
Slim silhouetted skeletons
Went sidling through the slow quadrille.
They took each other by the hand,
And danced a stately saraband;
Their laughter echoed thin and shrill.
Sometimes a clockwork puppet pressed
A phantom lover to her breast,
Sometimes they seemed to try to sing.
Sometimes a horrible marionette
Came out, and smoked its cigarette
Upon the steps like a living thing.
Then turning to my love, I said,
"The dead are dancing with the dead,
The dust is whirling with the dust."
But she - she heard the violin,
And left my side, and entered in:
Love passed into the house of lust.
Then suddenly the tune went false,
The dancers wearied of the waltz,
The shadows ceased to wheel and whirl.
And down the long and silent street,
The dawn, with silver-sandalled feet,
Crept like a frightened girl.
it was not the harlot's house onde te deixei. de qualquer maneira, deixaste o meu bra�o, a berma do passeio por onde te seduzia, e entraste "Love passed into the house of lust". talvez fossem os violinos ou talvez a cara alegre do arlequim que te mascarrara os l�bios-carmim.
h� j� dois dias que n�o durmo e amanhe�o com uma marca na m�o direita... um filete que atravessa as costas da m�o, paralelo ao pulso. h� j� dois dias que, � minha caixa de correio n�o chega nada sen�o publicidade. h� j� dois dias que a tua sombra se assustou, arrepiando caminho por entre os tojos do pinhal, junto � praia.
d�-me tr�s raz�es pelas quais n�o te deva ligar... talvez assim me conven�as finalmente.
19 de fevereiro de 2003
Peter Murphy
in Cascade
Wish
I wish it was spring
I wish it was your house
We'd invite the beggars
Hanging 'bout your front fence
Wish I was your tree
I wish I could bend and bow
Like the branch of ash
Bum idols for love
I wish we could dress
In only happy cloaks
And blow rave waves
To the lily pond
I wish I was your mirror
Give you up my wand
Wish I was your mirror
Be your fine shine
Wish I was a nomad
Living in your land
An Irish tinker
Drinking juice of rose
From your hand
Wish I was a beggar
Waiting at your door
I wish we could dress
In only happy cloaks
And blow rave waves
To the lily pond
I wish I was your mirror
Give you up my wand
Wish I was your mirror
Be your fine shine
I wish I could rush
To see the first sun
Rise to your call
Bum idols for love
desejo, mais que vontade, desejo de voltar àquela sensação de ver este senhor no palco... render.me completamente, como há muito não acontecia, render-me completamente à encenação sincera das suas palavras... abandonar-me a mim, deixar-me, dentro de mim... corropio de sentidos, um desmaio e a inconsciência...
perder.me...
i wish...
in Cascade
Wish
I wish it was spring
I wish it was your house
We'd invite the beggars
Hanging 'bout your front fence
Wish I was your tree
I wish I could bend and bow
Like the branch of ash
Bum idols for love
I wish we could dress
In only happy cloaks
And blow rave waves
To the lily pond
I wish I was your mirror
Give you up my wand
Wish I was your mirror
Be your fine shine
Wish I was a nomad
Living in your land
An Irish tinker
Drinking juice of rose
From your hand
Wish I was a beggar
Waiting at your door
I wish we could dress
In only happy cloaks
And blow rave waves
To the lily pond
I wish I was your mirror
Give you up my wand
Wish I was your mirror
Be your fine shine
I wish I could rush
To see the first sun
Rise to your call
Bum idols for love
desejo, mais que vontade, desejo de voltar àquela sensação de ver este senhor no palco... render.me completamente, como há muito não acontecia, render-me completamente à encenação sincera das suas palavras... abandonar-me a mim, deixar-me, dentro de mim... corropio de sentidos, um desmaio e a inconsciência...
perder.me...
i wish...
15 de fevereiro de 2003
parabéns meu kidito... hoje faz quatro anos (muitos, assim, com quatro dedinhos espetados e o polegar juntinho à palma da mão) o homem mais precioso para mim... a única pessoa, que me pediu, candidamente, nos últimos tempos "vem dormir comigo".. e desengane-se aquele que se prepara para me denunciar à polícia, não sigo as headlines da actualidade...
parabéns jaime.
faz hoje quatro anos aquele que me consegue fazer sorrir com actos tão simples como dois braços a pedir colo e um sorriso maroto a esconder-se na ombreira de uma porta.
parabéns jaime.
tenho saudades tuas.
parabéns jaime.
faz hoje quatro anos aquele que me consegue fazer sorrir com actos tão simples como dois braços a pedir colo e um sorriso maroto a esconder-se na ombreira de uma porta.
parabéns jaime.
tenho saudades tuas.
14 de fevereiro de 2003
cinco coisas que queria fazer com alguém, sem meter coisas complicadas ao barulho,
pelo simples prazer de o fazer, pela simples falta que me fazem...
01. comer gelado de baunilha com cobertura de leite condensado, de canecas de leite
02. fazer o pino
03. deitar a cabeça no seu colo e brincar com a sua mão
04. escrever um poema, a tinta, no seu braço
05. espalmar a mão no seu peito.
pelo simples prazer de o fazer, pela simples falta que me fazem...
01. comer gelado de baunilha com cobertura de leite condensado, de canecas de leite
02. fazer o pino
03. deitar a cabeça no seu colo e brincar com a sua mão
04. escrever um poema, a tinta, no seu braço
05. espalmar a mão no seu peito.
surpresa
é a palavra que me ocorre...
surpresa pela positiva... tanta gente nova por aqui... olhando o mar ou em under_grounds, tanta gente que eu conheço a "bloggar"
e surpreendi-me contigo, fiel...
que te chamar?
sei apenas que me lês sempre...
e surpreendi-me contigo, surpreendi-me a pensar em ti...
vim a casa...
viagem de comboio, não chegava mais... e afligi-me, ao aperceber-me de que já não sabia escrever um poema... senti-me perdida, sinto-me perdida sem um poema...
incessantemente tenho a sensação de que procuras a minha mão por entre os nossos corpos, que se atraem e se reconhecem...
e eu não tenho nenhum poema para te amar...
vamos sacrificar ainda uma cama...
mas só o saberás quando no quarto(...) entrares...
chegar a casa é deixares-me chegar perto de ti.
é a palavra que me ocorre...
surpresa pela positiva... tanta gente nova por aqui... olhando o mar ou em under_grounds, tanta gente que eu conheço a "bloggar"
e surpreendi-me contigo, fiel...
que te chamar?
sei apenas que me lês sempre...
e surpreendi-me contigo, surpreendi-me a pensar em ti...
vim a casa...
viagem de comboio, não chegava mais... e afligi-me, ao aperceber-me de que já não sabia escrever um poema... senti-me perdida, sinto-me perdida sem um poema...
incessantemente tenho a sensação de que procuras a minha mão por entre os nossos corpos, que se atraem e se reconhecem...
e eu não tenho nenhum poema para te amar...
vamos sacrificar ainda uma cama...
mas só o saberás quando no quarto(...) entrares...
chegar a casa é deixares-me chegar perto de ti.
13 de fevereiro de 2003
e aquelas palavras encostam-se a mim...
fazem-me crer na solidão dos meus próprios passos, confundem-se com o rumor do vento pelas esquinas vazias dos prédios desta cidade...
"(...) tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer."
estou só mas não solitária. tenho sonhado contigo todas as noites e os lugares estranhos onde te encontras são-me familiares nas minhas fantasias...
vamos incendiar a tua cidade.... mas isso tu ainda não sabes....
fazem-me crer na solidão dos meus próprios passos, confundem-se com o rumor do vento pelas esquinas vazias dos prédios desta cidade...
"(...) tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer."
estou só mas não solitária. tenho sonhado contigo todas as noites e os lugares estranhos onde te encontras são-me familiares nas minhas fantasias...
vamos incendiar a tua cidade.... mas isso tu ainda não sabes....
31 de janeiro de 2003
é-me igual se não me ouves...
é-me igual se dormes a estas tardias horas.
contento-me com tão pouco...
estar aqui, a teu lado, a tua mão por sobre os lençóis, tão perto do toque, à distância de uma carícia...
contento-me com tão pouco...
umas quantas letras escritas por sobre a derme,
a tinta que se entranha lentamente nos meus poros, o teu olhar pelas paredes do meu quarto...
uma fotografia desfocada...
contento-me com tão pouco...
é-me igual todo o tempo que passa, uniforme no exterior de mim... é-me igual, não me fere na pele.
queria saber que poemas mais gostas para to dedicar...
quem sabe... aqui, porque não? aqui sim, um poema, o teu poema favorito... escrever-me-ás a dizer-me qual é?...
é-me igual se dormes a estas tardias horas.
contento-me com tão pouco...
estar aqui, a teu lado, a tua mão por sobre os lençóis, tão perto do toque, à distância de uma carícia...
contento-me com tão pouco...
umas quantas letras escritas por sobre a derme,
a tinta que se entranha lentamente nos meus poros, o teu olhar pelas paredes do meu quarto...
uma fotografia desfocada...
contento-me com tão pouco...
é-me igual todo o tempo que passa, uniforme no exterior de mim... é-me igual, não me fere na pele.
queria saber que poemas mais gostas para to dedicar...
quem sabe... aqui, porque não? aqui sim, um poema, o teu poema favorito... escrever-me-ás a dizer-me qual é?...
29 de janeiro de 2003
Maria do Rosário Pedreira
de O Canto do Vento nos Ciprestes
Pudesse eu morrer como tu me morreste nessa noite -
e deitar-me na terra; e ter uma cama de pedra branca e
um cobertor de estrelas; e não ouvir senão o rumor das ervas
que despontam de noite, e os passos diminutos dos insectos,
e o canto do vento nos ciprestes; e não ter medo das sombras,
nem das aves negras nos meus braços de mármore,
nem de te ter perdido - e não ter medo de nada. Pudesse
eu fechar os olhos neste instante e esquecer-me de tudo -
das tuas mãos tão frias quando estendi as minhas nessa noite;
de não teres dito a única palavra que me faria salvar-te, mesmo
deixando que eu perguntasse tudo; de teres insultado a vida
e chamado pela morte para me mostrares que o teu corpo
já tinha desistido, que ias matar-te em mim e que era tarde
para eu pensar em devolver-te os dias que roubara. Pudesse
eu cair num sono gelado como o teu e deixar de sentir a dor,
a dor incomparável de te ver acordado em tudo o que escrevi -
porque foi pelo poema que me amaste, o poema foi sempre
o que valeu a pena (o mais eram os gestos que não cabiam
nas mãos, os morangos a que o verão obrigou); e pudesse
eu deixar de escrever nesta manhã, o dia treme na linha
dos telhados, a vida hesita tanto, e pudesse eu morrer,
mas ouço-te a respirar no meu poema.
pudesse eu morrer-me na tua boca... as minhas mãos estão gastas e velhas, grandes demais para o meu corpo, pequenas demais para albergar o teu nome... e se me mostrasses agora o teu corpo, com que mãos afagá-lo-ia eu? com que sorrisos te mostraria o chão dos meus dias? e como te explicar que és tu o poema que (ainda) me sustenta... como te dizer tanto daquilo que ficou por dizer? como te murmurar as conversas que tivémos apenas dentro de mim? como tudo isto fazer... se me morreste nessa noite... por entre a fímbria do lençol e o meu corpo...
de O Canto do Vento nos Ciprestes
Pudesse eu morrer como tu me morreste nessa noite -
e deitar-me na terra; e ter uma cama de pedra branca e
um cobertor de estrelas; e não ouvir senão o rumor das ervas
que despontam de noite, e os passos diminutos dos insectos,
e o canto do vento nos ciprestes; e não ter medo das sombras,
nem das aves negras nos meus braços de mármore,
nem de te ter perdido - e não ter medo de nada. Pudesse
eu fechar os olhos neste instante e esquecer-me de tudo -
das tuas mãos tão frias quando estendi as minhas nessa noite;
de não teres dito a única palavra que me faria salvar-te, mesmo
deixando que eu perguntasse tudo; de teres insultado a vida
e chamado pela morte para me mostrares que o teu corpo
já tinha desistido, que ias matar-te em mim e que era tarde
para eu pensar em devolver-te os dias que roubara. Pudesse
eu cair num sono gelado como o teu e deixar de sentir a dor,
a dor incomparável de te ver acordado em tudo o que escrevi -
porque foi pelo poema que me amaste, o poema foi sempre
o que valeu a pena (o mais eram os gestos que não cabiam
nas mãos, os morangos a que o verão obrigou); e pudesse
eu deixar de escrever nesta manhã, o dia treme na linha
dos telhados, a vida hesita tanto, e pudesse eu morrer,
mas ouço-te a respirar no meu poema.
pudesse eu morrer-me na tua boca... as minhas mãos estão gastas e velhas, grandes demais para o meu corpo, pequenas demais para albergar o teu nome... e se me mostrasses agora o teu corpo, com que mãos afagá-lo-ia eu? com que sorrisos te mostraria o chão dos meus dias? e como te explicar que és tu o poema que (ainda) me sustenta... como te dizer tanto daquilo que ficou por dizer? como te murmurar as conversas que tivémos apenas dentro de mim? como tudo isto fazer... se me morreste nessa noite... por entre a fímbria do lençol e o meu corpo...
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