27 de abril de 2004




o sol entra pelas frinchas do olhar...

dias quentes que aquecem a pele.

e tu a dizeres um olá luminoso.

26 de abril de 2004

não acredito que o país seja um mau país. se entrarmos pela discussão da linha governamental e do rumo que está a tomar, aí sim, poderíamos discutir isso. não acredito que, essencialmente (na essência) as coisas estejam podres e que este seja o pior lugar do mundo aonde se viver. não acredito na vitimização também nem no laxismo em que muita gente cai. pim pim pim. é tudo que tenho a dizer sobre isto.

25 de abril de 2004

música: five minutes of everything - the gift...

nem fui eu que escolhi a música mas não poderia ser mais apropriada ao meu estado de espírito.


sim, tou um bocado chateada... chateada porque tu não percebes que o dia de hoje é um dia importantíssimo. porque o teu desinteresse social me chateia. porque me chateiam aqueles que em nada acreditam, que se descartam de qualquer consciência social, que fogem às suas responsabilidades, que falham quando mais se precisa. estou negativa. vou entrar em modo automático senão chateio-me demais e digo coisas que não quero.

tou farta de gente que não tem iniciativa e se rende facilmente ao facilitismo e ao comodismo do sofá.


"And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything"

16 de abril de 2004

gosto do meu blog.

é verdade. gosto muito do meu blog. e gosto muito desta coisa de "bloggar".

isto é o que tenho logo para dizer.


estou meio adoentada. dores de cabeça constantes, dores de garganta.

aulas às oito da manhã... já não me lembrava de madrugar assim... e já não me lembrava de me sentir assim, tão repentinamente, tão em baixo, tão doente...

10 de abril de 2004

mal ela sabia que, daí a cinco meses, alguém se apressaria para este mundo, com os punhos fechados, 2,050 gr. e quarenta e seis centímetros e meio.



mais um...

hoje começa outro ano...

9 de abril de 2004

sem carro... sim, é verdade. estou imobilizada. "alguém" perdeu os documentos do meu carro...


estou quase a fazer anos... hoje é já dia nove... (parabéns jorge reis-sá)... curioso fazeres anos no mesmo dia que a ana e o pedro...


a ana conheci-a devíamos ter dois anos... talvez menos. não me lembro da primeira vez que a vi mas lembro-me que foi a minha primeira amiga. que enchia as bochechas de comida, como fazem os hamsters e mastigava a tarde inteira. que, quando formos para o colégio, tinha um namorado chamado "pêpê", que andávamos num infantário que era o "caracol", que eu vivia no 4.ºesq. e ela no 9.ºdir. que ela e o irmão dela (três anos mais novo que nós) foram criados na minha casa. e eu na casa deles. que festejávamos os aniversários um a seguir ao outro. o dela sempre ao sábado (porque ela faz primeiro anos) e eu no domingo (que, não sendo no dia a seguir, é quase). partilhamos ainda segredos, apesar da vida nos ter afastado e de apenas nos falarmos uma vez por ano, nestes dias... as festas de aniversário estavam sempre cheias. muita gente sempre... muitos telefonemas de parentes e amigos distantes. as minhas não. nenhum telefonema, poucos amigos.

este ano não foge à regra. talvez nem os festeje em condições... o dia m que "calhou" não é muito propício para juntar amigos... festas de família... é o que dá...

não era suposto eu por estes dias. só me esperavam lá para meados de julho... mas eu estava farta "daquilo" e o que me interessava era o que estava mesmo cá fora.

apressada, como sempre. por (com) um impulso, cá vim eu para este mundo, com força suficiente para não me assustar à primeira golfada de oxigénio.





que pena não utilizares o serviços da fedex... (sabias que a fedex não faz serviços nacionais?, apenas internacionais?)...vai ser um aniversário despercebido, camuflado...

never mind... ainda não chegou...

6 de abril de 2004

estou de férias... a cuidar do meu afilhado. a ver-te diariamente como se vivessemos realmente pertinho... perto o suficiente para nos encontrarmos assim, quase casualmente, quase ao sabor dos dias que passam, deste calor quase de verão que nos invadiu, a rir e a gostar de estar assim...


como o tempo mudou...

1 de abril de 2004

estou, oficialmente, de férias...

e ainda bem. ando exausta. o corpo pede descanso e a mente acção.

estou de volta a casa... as coisas a mudarem, o meu cenário a modificar-se...
está frio, chuva, granizo esta tarde no porto... pouco alimento, dores nos músculos... ao que a paixão obriga...

o tempo que me escapa por entre os dedos...

30 de março de 2004

estraguei o meu computador. não me perguntem como... estou completamente, estupidamente furiosa... para acrescer a isso, conta astronómica da luz e perdi os meus óculos de sol... bom fim de semana este... momentos ons... comprei um leitor de dvd's... pena agora virem as férias da páscoa e eu não poder disfrutar mais dele...

24 de março de 2004

Zélia Duncan in Intimidades, 1996


Enquanto Durmo

Muitas perguntas que afundas de respostas
Não afastam minhas duvidas

Me afogo longe de mim
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho

Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
,
Enquanto durmo, enquanto durmo...

De longe parece mais fácil,
Frágil é se aproximar

Mas eu chego, eu cobro
Eu dobro teus conselhos
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho

Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...



há coisas que temos de fazer...

a joana dizia ontem que a vida é feita de traições... eu acrescentaria que a vida é feita de riscos e desafios...

e eu arrisquei (novamente) e aceito o desafio (novamente)... aliás, se há palavra que me causa reacções irracionais é o verbo "desafiar"... um desafio bem proposto torna-me totalmente irracional. mas este desafio aceite nada tem de irracional. tem até demasiadas coisas racionais, demasiadas posições racionais... ainda me dói um pouco o peito... mas há coisas que têm de ser feitas e riscos que têm de ser corridos...


sou capaz de mudar o look do speech...dream (sim, novamente!).... a mudança é saudável e aconselha-se! claro que só se deve mudar para melhor portanto... "mi aguardem"!

20 de março de 2004

Jorge Palma in O Bairro do Amor, 1989

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão

Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem




já sei, já sei, ando numa de jorge palma...

fui com a vanessa à praia... passear com a minha grávida favorita... passear um pouco, desmanchar-me a rir com a única coisa que me faz rir nestes dias: a "feeling alive" dos gomo... ('cause i'm not really feeling alive...)

19 de março de 2004




o indefenidamente tornou-se, afinal num fecho rápido. quase virtual. tão imperceptível quanto as nuvens que passam no céu.

nunca pensei em fechar o speech...dream definitivamente... apenas fechá-lo um pouco, talvez fechar-me um pouco... talvez esse seja o melhor estado de definição... afinal de contas... as palavras são apenas palavras... e mudam-se como as folhas quando chega o outono.

finalmente, a liberdade de passar pela praia...

não me apetece estar com ninguém desconhecido. o conforto do conhecimento, o chão seguro debaixo dos meus pés... preciso de caras conhecidas...
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18 de março de 2004

depois das tuas (poucas) palavras de ontem, esta música do palma....


Jorge Palma

A Gente Vai Continuar

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar

Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar

Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar

Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar




apetece-me ir tomar um café e não tenho companhia... fim de semana (mais que) prolongado... detesto não ter que fazer...



acho que nunca te disse que gosto de klimt... que talvez seja o meu pintor favorito...

e que as "amigas" se encontram entre os meus quadros favoritos... e que n�o existe porque foi destruido num fogo...

e que gostava de ir a viena ver os quadros dele ao vivo... mostrar-te porque � que eu gosto tanto de klimt...

peões! picanços! aqui vou eu! mais um perigo nas estradas portuguesas! mas o que é que os tipos da dgv foram fazer! ó perigo! ó vertigem! ó multas! ó desgraça e velhinhas atropeladas! ó atentados às estradas!


sim, é verdade! consegui iludi-los a darem-me a carta! hehehehehe...

mais tranquila... de melhor humor e melhor da saúde... mais leve de repente!

17 de março de 2004

é verdade, eu e as minhas "mini-férias"... mas invejosos, regozigem! tou com uma enorme crise de gripe em cima, despoletada por não sei bem o quê e que me está a dar a volta à cabeça!

em dias tão bonitos de sol, eu cheia de frio e de calor, frio e calor, dores de cabeça como não me lembro de ter e espirros, nariz entupido, fragilidade do sistema imunitário... inacreditável como o estado de saúde nos debilita as emoções, a capacidade de reacção e de acção...


saudades saudades saudades. do ritmo, dos rituais antigos, da vida antes. antes de tudo...

estou extremamente cansada. dói-me a cabeça. doem-me os olhos... até depois...

12 de março de 2004

os computadores na faculdade andam meios malucos... ou então sou eu que pouco tenho andado por lá.

nada de especial a registar. saudades tuas.

jogo do porto. eu, sportinguista de coração, fui vibrar com os portistas. até me vieram lágrimas aos olhos quando, finalmente, o costinha marcou o golo...
acho que já não vibrava com um jogo há muito tempo. e depois, a companhia da anabela, do brasil, da joana, do joão (hehehe, ver-te sofrer foi divertido!)... um jogo e pêras! a seguir, chocolate quente, no gestos, companhia acrescida do carlos, que sofria pelo seu manchester (hey young lad, you win some, lose some!)...


a greve da dgv em que ninguém queria acreditar (até hoje ainda estou para saber o porquê da greve!)...

a minha casa que está tão despida desde que a joão voltou...


e a cidade do porto que acordou com o céu a chorar. alguém anda a despejar os canos porque ainda não;o parou de chover!

6 de março de 2004

ainda não saí hoje de casa... o que é, no mínimo estranho... deixaram-me dormir como já não dormia há muito (aparte do teu telefonema...). acabei por faltar a um café, uma tarde vazia por aveiro. em vez disso, estive por casa... estranho, no mínimo estranho.

estou a preparar-te uma surpresa...