Al Berto
in O Medo
"...
mas se ao morrer o abrissem ao meio
nada encontrariam
nem vísceras nem ossos nem sangue
apenas poalha de água
e a dor da infindável travessia"
estou apática.dormente nos sentidos. só uma forte cãibra ontem me acordou deste adormecimento.
pequenos momentos que se apagam no correr das horas...
insónias à margem do lento correr dos minutos no mostrador luminoso do rádio-despertador que, não tarda nada, me vai lembrar que o dia começa, no momento exacto em que o sono de mim se apropria...
devia ser um case-study. como é que, a partir das dez da manhã, tenho mais sono que durante toda a noite?
25 de maio de 2004
22 de maio de 2004
não sei da tua imagem. do som da tua voz e de ti.
não sei por onde andas e aonde pertences realmente.
por esta altura tu não sabes de mim. quando eu ainda sei tanto de ti.
intrínsecamente, as tuas mãos nunca se esqueceram do caminho até às minhas.
olhei-te pela primeira vez e foi como se te reconhecesse. como se te visse ao longo dos tempos. até muito à frente no calendário.
não sei por onde andas e aonde pertences realmente.
por esta altura tu não sabes de mim. quando eu ainda sei tanto de ti.
intrínsecamente, as tuas mãos nunca se esqueceram do caminho até às minhas.
olhei-te pela primeira vez e foi como se te reconhecesse. como se te visse ao longo dos tempos. até muito à frente no calendário.
"ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
e a cicatriz sobrevive sempre à mais perfeita ligadura"Jorge Palma
21 de maio de 2004
Jorge Palma
Ao Meu Encontro na Estrada
Disseste que vinhas
E não chegaste
Mudaste de planos, ok
Mas isso deitou-me tão abaixo
Espero que tenhas pensado bem
Estou triste que só eu sei
Preciso de alguém
(...)
Estou bem chateado
(...)
Pensei tanto em ti
Que não calculas
De manhã, à tarde e ao anoitecer
Andava louco de contente
Só com a ideia de te voltar a ver
Ahh, mas que grande idiota
Voltei a perder
(...)
estava a ouvir as músicas do palma...
achei piada a esta letra. e lembrei-me que disseste ontem que "não te ajudo"... e repito: eu tenho piadas novas, tu é que perdeste o sentido de humor! ;)
apetece-me rir às gargalhadas...
troveja e faz sol.
que fazes tu nesses fins de semana?
Ao Meu Encontro na Estrada
Disseste que vinhas
E não chegaste
Mudaste de planos, ok
Mas isso deitou-me tão abaixo
Espero que tenhas pensado bem
Estou triste que só eu sei
Preciso de alguém
(...)
Estou bem chateado
(...)
Pensei tanto em ti
Que não calculas
De manhã, à tarde e ao anoitecer
Andava louco de contente
Só com a ideia de te voltar a ver
Ahh, mas que grande idiota
Voltei a perder
(...)
estava a ouvir as músicas do palma...
achei piada a esta letra. e lembrei-me que disseste ontem que "não te ajudo"... e repito: eu tenho piadas novas, tu é que perdeste o sentido de humor! ;)
apetece-me rir às gargalhadas...
troveja e faz sol.
que fazes tu nesses fins de semana?
20 de maio de 2004
mudei de visual...
rendi-me aos verdes encantos... talvez porque todo o corredor cheire a verde, talvez porque a vista da janela ao fundo do corredor sejam as hortas e pequenos quintais escondidos entre os cubos habitacionais do porto... talvez porque me apete�a o cheiro a terra molhada e relva acabada de cortar...
rendi-me aos verdes encantos... talvez porque todo o corredor cheire a verde, talvez porque a vista da janela ao fundo do corredor sejam as hortas e pequenos quintais escondidos entre os cubos habitacionais do porto... talvez porque me apete�a o cheiro a terra molhada e relva acabada de cortar...
não sei novas palavras.
a minha escrita está toda igual. preciso que venhas e me ensines as palavras que agora dizes... preciso que mas digas só pelo prazer da sonoridade da junção das letras, do arranhar das consoantes no céu da boca, no lugar onde a língua toca o sítio mais suave.
passo o tempo a começar poemas sem fim. pequenas notas à margem dos dias. o deleite das imagens repetidas na exaustão da noite mal dormida.
estou com insónias. espero que me ensines o que ainda não sei...
a minha escrita está toda igual. preciso que venhas e me ensines as palavras que agora dizes... preciso que mas digas só pelo prazer da sonoridade da junção das letras, do arranhar das consoantes no céu da boca, no lugar onde a língua toca o sítio mais suave.
passo o tempo a começar poemas sem fim. pequenas notas à margem dos dias. o deleite das imagens repetidas na exaustão da noite mal dormida.
estou com insónias. espero que me ensines o que ainda não sei...
19 de maio de 2004
desde que descobri a doce voz de rosie thomas que as minhas noites (especialmente ao volante) se tornaram mais especiais.
sem nunca querer parar até chegar ao destino...
o meu quente dia... ainda vai chover. com muita trovoada. daquela chuva em que eu me sento fora de casa e me deixo molhar... em que ouço os trovões e espero os relâmpagos para que me iluminem a leitura...
está a formar-se uma tempestade neste lado do mundo tropical...
sem nunca querer parar até chegar ao destino...
o meu quente dia... ainda vai chover. com muita trovoada. daquela chuva em que eu me sento fora de casa e me deixo molhar... em que ouço os trovões e espero os relâmpagos para que me iluminem a leitura...
está a formar-se uma tempestade neste lado do mundo tropical...
17 de maio de 2004
dia de muito calor. muito calor. como se fosse verão e as roupas ficassem no chão do quarto, abandonadas na expectativa da noite.
muito calor, dias impressos no calendário sem qualquer marca distintiva. dias que passam despercebidos no calor.
estou cansada. como se tivesse vindo de longe a memória mais doce de todos os meus dias. como se tivesses voltado ao meu dia de amanhã. como se o calor trouxesse a proximidade do teu corpo e o cheiro das tuas mãos.
como se os teus olhos ferissem solarmente os meus.
é um bom dia para escrever... seria um bom dia para te ter.
muito calor, dias impressos no calendário sem qualquer marca distintiva. dias que passam despercebidos no calor.
estou cansada. como se tivesse vindo de longe a memória mais doce de todos os meus dias. como se tivesses voltado ao meu dia de amanhã. como se o calor trouxesse a proximidade do teu corpo e o cheiro das tuas mãos.
como se os teus olhos ferissem solarmente os meus.
é um bom dia para escrever... seria um bom dia para te ter.
14 de maio de 2004
gosto do local onde tenho aulas. tem árvores e malmequeres que crescem, rebeldes entre as pedras e as junções dos edifícios.
gosto do cheiro de relva acabada de cortar e do cheiro que antecede a chuva.
gosto do teu cheiro quando sais do banho e do calor do sol na minha pele.
há tantas coisas que não ouço de ti...
gosto do cheiro de relva acabada de cortar e do cheiro que antecede a chuva.
gosto do teu cheiro quando sais do banho e do calor do sol na minha pele.
há tantas coisas que não ouço de ti...
27 de abril de 2004
26 de abril de 2004
não acredito que o país seja um mau país. se entrarmos pela discussão da linha governamental e do rumo que está a tomar, aí sim, poderíamos discutir isso. não acredito que, essencialmente (na essência) as coisas estejam podres e que este seja o pior lugar do mundo aonde se viver. não acredito na vitimização também nem no laxismo em que muita gente cai. pim pim pim. é tudo que tenho a dizer sobre isto.
25 de abril de 2004
música: five minutes of everything - the gift...
nem fui eu que escolhi a música mas não poderia ser mais apropriada ao meu estado de espírito.
sim, tou um bocado chateada... chateada porque tu não percebes que o dia de hoje é um dia importantíssimo. porque o teu desinteresse social me chateia. porque me chateiam aqueles que em nada acreditam, que se descartam de qualquer consciência social, que fogem às suas responsabilidades, que falham quando mais se precisa. estou negativa. vou entrar em modo automático senão chateio-me demais e digo coisas que não quero.
tou farta de gente que não tem iniciativa e se rende facilmente ao facilitismo e ao comodismo do sofá.
"And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything"
nem fui eu que escolhi a música mas não poderia ser mais apropriada ao meu estado de espírito.
sim, tou um bocado chateada... chateada porque tu não percebes que o dia de hoje é um dia importantíssimo. porque o teu desinteresse social me chateia. porque me chateiam aqueles que em nada acreditam, que se descartam de qualquer consciência social, que fogem às suas responsabilidades, que falham quando mais se precisa. estou negativa. vou entrar em modo automático senão chateio-me demais e digo coisas que não quero.
tou farta de gente que não tem iniciativa e se rende facilmente ao facilitismo e ao comodismo do sofá.
"And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything"
20 de abril de 2004
16 de abril de 2004
gosto do meu blog.
é verdade. gosto muito do meu blog. e gosto muito desta coisa de "bloggar".
isto é o que tenho logo para dizer.
estou meio adoentada. dores de cabeça constantes, dores de garganta.
aulas às oito da manhã... já não me lembrava de madrugar assim... e já não me lembrava de me sentir assim, tão repentinamente, tão em baixo, tão doente...
é verdade. gosto muito do meu blog. e gosto muito desta coisa de "bloggar".
isto é o que tenho logo para dizer.
estou meio adoentada. dores de cabeça constantes, dores de garganta.
aulas às oito da manhã... já não me lembrava de madrugar assim... e já não me lembrava de me sentir assim, tão repentinamente, tão em baixo, tão doente...
10 de abril de 2004
9 de abril de 2004
sem carro... sim, é verdade. estou imobilizada. "alguém" perdeu os documentos do meu carro...
estou quase a fazer anos... hoje é já dia nove... (parabéns jorge reis-sá)... curioso fazeres anos no mesmo dia que a ana e o pedro...
a ana conheci-a devíamos ter dois anos... talvez menos. não me lembro da primeira vez que a vi mas lembro-me que foi a minha primeira amiga. que enchia as bochechas de comida, como fazem os hamsters e mastigava a tarde inteira. que, quando formos para o colégio, tinha um namorado chamado "pêpê", que andávamos num infantário que era o "caracol", que eu vivia no 4.ºesq. e ela no 9.ºdir. que ela e o irmão dela (três anos mais novo que nós) foram criados na minha casa. e eu na casa deles. que festejávamos os aniversários um a seguir ao outro. o dela sempre ao sábado (porque ela faz primeiro anos) e eu no domingo (que, não sendo no dia a seguir, é quase). partilhamos ainda segredos, apesar da vida nos ter afastado e de apenas nos falarmos uma vez por ano, nestes dias... as festas de aniversário estavam sempre cheias. muita gente sempre... muitos telefonemas de parentes e amigos distantes. as minhas não. nenhum telefonema, poucos amigos.
este ano não foge à regra. talvez nem os festeje em condições... o dia m que "calhou" não é muito propício para juntar amigos... festas de família... é o que dá...
não era suposto eu por estes dias. só me esperavam lá para meados de julho... mas eu estava farta "daquilo" e o que me interessava era o que estava mesmo cá fora.
apressada, como sempre. por (com) um impulso, cá vim eu para este mundo, com força suficiente para não me assustar à primeira golfada de oxigénio.
que pena não utilizares o serviços da fedex... (sabias que a fedex não faz serviços nacionais?, apenas internacionais?)...vai ser um aniversário despercebido, camuflado...
never mind... ainda não chegou...
estou quase a fazer anos... hoje é já dia nove... (parabéns jorge reis-sá)... curioso fazeres anos no mesmo dia que a ana e o pedro...
a ana conheci-a devíamos ter dois anos... talvez menos. não me lembro da primeira vez que a vi mas lembro-me que foi a minha primeira amiga. que enchia as bochechas de comida, como fazem os hamsters e mastigava a tarde inteira. que, quando formos para o colégio, tinha um namorado chamado "pêpê", que andávamos num infantário que era o "caracol", que eu vivia no 4.ºesq. e ela no 9.ºdir. que ela e o irmão dela (três anos mais novo que nós) foram criados na minha casa. e eu na casa deles. que festejávamos os aniversários um a seguir ao outro. o dela sempre ao sábado (porque ela faz primeiro anos) e eu no domingo (que, não sendo no dia a seguir, é quase). partilhamos ainda segredos, apesar da vida nos ter afastado e de apenas nos falarmos uma vez por ano, nestes dias... as festas de aniversário estavam sempre cheias. muita gente sempre... muitos telefonemas de parentes e amigos distantes. as minhas não. nenhum telefonema, poucos amigos.
este ano não foge à regra. talvez nem os festeje em condições... o dia m que "calhou" não é muito propício para juntar amigos... festas de família... é o que dá...
não era suposto eu por estes dias. só me esperavam lá para meados de julho... mas eu estava farta "daquilo" e o que me interessava era o que estava mesmo cá fora.
apressada, como sempre. por (com) um impulso, cá vim eu para este mundo, com força suficiente para não me assustar à primeira golfada de oxigénio.
que pena não utilizares o serviços da fedex... (sabias que a fedex não faz serviços nacionais?, apenas internacionais?)...vai ser um aniversário despercebido, camuflado...
never mind... ainda não chegou...
6 de abril de 2004
estou de férias... a cuidar do meu afilhado. a ver-te diariamente como se vivessemos realmente pertinho... perto o suficiente para nos encontrarmos assim, quase casualmente, quase ao sabor dos dias que passam, deste calor quase de verão que nos invadiu, a rir e a gostar de estar assim...
como o tempo mudou...
como o tempo mudou...
1 de abril de 2004
estou, oficialmente, de férias...
e ainda bem. ando exausta. o corpo pede descanso e a mente acção.
estou de volta a casa... as coisas a mudarem, o meu cenário a modificar-se...
está frio, chuva, granizo esta tarde no porto... pouco alimento, dores nos músculos... ao que a paixão obriga...
o tempo que me escapa por entre os dedos...
e ainda bem. ando exausta. o corpo pede descanso e a mente acção.
estou de volta a casa... as coisas a mudarem, o meu cenário a modificar-se...
está frio, chuva, granizo esta tarde no porto... pouco alimento, dores nos músculos... ao que a paixão obriga...
o tempo que me escapa por entre os dedos...
30 de março de 2004
estraguei o meu computador. não me perguntem como... estou completamente, estupidamente furiosa... para acrescer a isso, conta astronómica da luz e perdi os meus óculos de sol... bom fim de semana este... momentos ons... comprei um leitor de dvd's... pena agora virem as férias da páscoa e eu não poder disfrutar mais dele...
24 de março de 2004
Zélia Duncan in Intimidades, 1996
Enquanto Durmo
Muitas perguntas que afundas de respostas
Não afastam minhas duvidas
Me afogo longe de mim
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...
De longe parece mais fácil,
Frágil é se aproximar
Mas eu chego, eu cobro
Eu dobro teus conselhos
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...
há coisas que temos de fazer...
a joana dizia ontem que a vida é feita de traições... eu acrescentaria que a vida é feita de riscos e desafios...
e eu arrisquei (novamente) e aceito o desafio (novamente)... aliás, se há palavra que me causa reacções irracionais é o verbo "desafiar"... um desafio bem proposto torna-me totalmente irracional. mas este desafio aceite nada tem de irracional. tem até demasiadas coisas racionais, demasiadas posições racionais... ainda me dói um pouco o peito... mas há coisas que têm de ser feitas e riscos que têm de ser corridos...
sou capaz de mudar o look do speech...dream (sim, novamente!).... a mudança é saudável e aconselha-se! claro que só se deve mudar para melhor portanto... "mi aguardem"!
Enquanto Durmo
Muitas perguntas que afundas de respostas
Não afastam minhas duvidas
Me afogo longe de mim
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...
De longe parece mais fácil,
Frágil é se aproximar
Mas eu chego, eu cobro
Eu dobro teus conselhos
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...
há coisas que temos de fazer...
a joana dizia ontem que a vida é feita de traições... eu acrescentaria que a vida é feita de riscos e desafios...
e eu arrisquei (novamente) e aceito o desafio (novamente)... aliás, se há palavra que me causa reacções irracionais é o verbo "desafiar"... um desafio bem proposto torna-me totalmente irracional. mas este desafio aceite nada tem de irracional. tem até demasiadas coisas racionais, demasiadas posições racionais... ainda me dói um pouco o peito... mas há coisas que têm de ser feitas e riscos que têm de ser corridos...
sou capaz de mudar o look do speech...dream (sim, novamente!).... a mudança é saudável e aconselha-se! claro que só se deve mudar para melhor portanto... "mi aguardem"!
20 de março de 2004
Jorge Palma in O Bairro do Amor, 1989
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
já sei, já sei, ando numa de jorge palma...
fui com a vanessa à praia... passear com a minha grávida favorita... passear um pouco, desmanchar-me a rir com a única coisa que me faz rir nestes dias: a "feeling alive" dos gomo... ('cause i'm not really feeling alive...)
Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
já sei, já sei, ando numa de jorge palma...
fui com a vanessa à praia... passear com a minha grávida favorita... passear um pouco, desmanchar-me a rir com a única coisa que me faz rir nestes dias: a "feeling alive" dos gomo... ('cause i'm not really feeling alive...)
19 de março de 2004
o indefenidamente tornou-se, afinal num fecho rápido. quase virtual. tão imperceptível quanto as nuvens que passam no céu.
nunca pensei em fechar o speech...dream definitivamente... apenas fechá-lo um pouco, talvez fechar-me um pouco... talvez esse seja o melhor estado de definição... afinal de contas... as palavras são apenas palavras... e mudam-se como as folhas quando chega o outono.
finalmente, a liberdade de passar pela praia...
não me apetece estar com ninguém desconhecido. o conforto do conhecimento, o chão seguro debaixo dos meus pés... preciso de caras conhecidas...
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...........................:::FECHADO INDEFINIDAMENTE:::..............................
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...........................:::FECHADO INDEFINIDAMENTE:::..............................
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18 de março de 2004
depois das tuas (poucas) palavras de ontem, esta música do palma....
Jorge Palma
A Gente Vai Continuar
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
apetece-me ir tomar um café e não tenho companhia... fim de semana (mais que) prolongado... detesto não ter que fazer...
Jorge Palma
A Gente Vai Continuar
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
apetece-me ir tomar um café e não tenho companhia... fim de semana (mais que) prolongado... detesto não ter que fazer...
acho que nunca te disse que gosto de klimt... que talvez seja o meu pintor favorito...
e que as "amigas" se encontram entre os meus quadros favoritos... e que n�o existe porque foi destruido num fogo...
e que gostava de ir a viena ver os quadros dele ao vivo... mostrar-te porque � que eu gosto tanto de klimt...
peões! picanços! aqui vou eu! mais um perigo nas estradas portuguesas! mas o que é que os tipos da dgv foram fazer! ó perigo! ó vertigem! ó multas! ó desgraça e velhinhas atropeladas! ó atentados às estradas!
sim, é verdade! consegui iludi-los a darem-me a carta! hehehehehe...
mais tranquila... de melhor humor e melhor da saúde... mais leve de repente!
sim, é verdade! consegui iludi-los a darem-me a carta! hehehehehe...
mais tranquila... de melhor humor e melhor da saúde... mais leve de repente!
17 de março de 2004
é verdade, eu e as minhas "mini-férias"... mas invejosos, regozigem! tou com uma enorme crise de gripe em cima, despoletada por não sei bem o quê e que me está a dar a volta à cabeça!
em dias tão bonitos de sol, eu cheia de frio e de calor, frio e calor, dores de cabeça como não me lembro de ter e espirros, nariz entupido, fragilidade do sistema imunitário... inacreditável como o estado de saúde nos debilita as emoções, a capacidade de reacção e de acção...
saudades saudades saudades. do ritmo, dos rituais antigos, da vida antes. antes de tudo...
estou extremamente cansada. dói-me a cabeça. doem-me os olhos... até depois...
em dias tão bonitos de sol, eu cheia de frio e de calor, frio e calor, dores de cabeça como não me lembro de ter e espirros, nariz entupido, fragilidade do sistema imunitário... inacreditável como o estado de saúde nos debilita as emoções, a capacidade de reacção e de acção...
saudades saudades saudades. do ritmo, dos rituais antigos, da vida antes. antes de tudo...
estou extremamente cansada. dói-me a cabeça. doem-me os olhos... até depois...
12 de março de 2004
os computadores na faculdade andam meios malucos... ou então sou eu que pouco tenho andado por lá.
nada de especial a registar. saudades tuas.
jogo do porto. eu, sportinguista de coração, fui vibrar com os portistas. até me vieram lágrimas aos olhos quando, finalmente, o costinha marcou o golo...
acho que já não vibrava com um jogo há muito tempo. e depois, a companhia da anabela, do brasil, da joana, do joão (hehehe, ver-te sofrer foi divertido!)... um jogo e pêras! a seguir, chocolate quente, no gestos, companhia acrescida do carlos, que sofria pelo seu manchester (hey young lad, you win some, lose some!)...
a greve da dgv em que ninguém queria acreditar (até hoje ainda estou para saber o porquê da greve!)...
a minha casa que está tão despida desde que a joão voltou...
e a cidade do porto que acordou com o céu a chorar. alguém anda a despejar os canos porque ainda não;o parou de chover!
nada de especial a registar. saudades tuas.
jogo do porto. eu, sportinguista de coração, fui vibrar com os portistas. até me vieram lágrimas aos olhos quando, finalmente, o costinha marcou o golo...
acho que já não vibrava com um jogo há muito tempo. e depois, a companhia da anabela, do brasil, da joana, do joão (hehehe, ver-te sofrer foi divertido!)... um jogo e pêras! a seguir, chocolate quente, no gestos, companhia acrescida do carlos, que sofria pelo seu manchester (hey young lad, you win some, lose some!)...
a greve da dgv em que ninguém queria acreditar (até hoje ainda estou para saber o porquê da greve!)...
a minha casa que está tão despida desde que a joão voltou...
e a cidade do porto que acordou com o céu a chorar. alguém anda a despejar os canos porque ainda não;o parou de chover!
6 de março de 2004
4 de março de 2004
ok, o rios é capaz de se ter chateado um pouco. mas não devia
há que ter orgulho naquilo que somos. e eu sei que ele tem!
ontem à noite: poesia medieval no café-concerto da esmae.
bebida no pucaro's e resto da noite na cama! descanso bem merecido de todos nós que já andávamos a cair de sono (apesar do carlos e do brasil serem da opinião de que eu sou enérgica!?)
hoje: aula bem cedo, curtas-metragens, algumas ideias... reunião do up, trabalho para o up... regresso a casa, comidinha caseira, trabalho para o up... enfim...
só penso em quando estarei contigo...
há que ter orgulho naquilo que somos. e eu sei que ele tem!
ontem à noite: poesia medieval no café-concerto da esmae.
bebida no pucaro's e resto da noite na cama! descanso bem merecido de todos nós que já andávamos a cair de sono (apesar do carlos e do brasil serem da opinião de que eu sou enérgica!?)
hoje: aula bem cedo, curtas-metragens, algumas ideias... reunião do up, trabalho para o up... regresso a casa, comidinha caseira, trabalho para o up... enfim...
só penso em quando estarei contigo...
1 de março de 2004
(re)começo.
voltar. e descobrir que acordei (relativamente) cedo para nada. Para apenas estar por aqui, à espera que algo aconteça. ou à espera que a semana passe célere... ou qualquer coisa do género. Tenho modelo fotográfico para o quarto em chamas :)
sim, porque tu disseste que sim (só que ainda não sabes a certeza por detrás do primeiro "sim" a medo"). agora é que o quarto em chamas se vai incendiar totalmente.
no porto há sol. está um bonito dia para visitar lugares apetecíveis, ver umas exposições, fazer qualquer coisa que não ficar aqui à espera que algo aconteça ou à espera que a semana passe célere.
voltar. e descobrir que acordei (relativamente) cedo para nada. Para apenas estar por aqui, à espera que algo aconteça. ou à espera que a semana passe célere... ou qualquer coisa do género. Tenho modelo fotográfico para o quarto em chamas :)
sim, porque tu disseste que sim (só que ainda não sabes a certeza por detrás do primeiro "sim" a medo"). agora é que o quarto em chamas se vai incendiar totalmente.
no porto há sol. está um bonito dia para visitar lugares apetecíveis, ver umas exposições, fazer qualquer coisa que não ficar aqui à espera que algo aconteça ou à espera que a semana passe célere.
28 de fevereiro de 2004
27 de fevereiro de 2004
mais um exame por fazer...
já sei que o look do speech...dream mudou. já toda a gente mo disse (como se não tivesse sido eu a fazer a mudança!)
que está mais "happy", mais "pink", que não combina comigo, que está bem, que está mal...
anyway
está diferente. eu estou diferente. hoje é dia de balanço (devia fechar pra balanço e tudo!)
primeiro semestre: desgraça em termos profissionais...
espero não ficar mais um ano...
já sei que o look do speech...dream mudou. já toda a gente mo disse (como se não tivesse sido eu a fazer a mudança!)
que está mais "happy", mais "pink", que não combina comigo, que está bem, que está mal...
anyway
está diferente. eu estou diferente. hoje é dia de balanço (devia fechar pra balanço e tudo!)
primeiro semestre: desgraça em termos profissionais...
espero não ficar mais um ano...
26 de fevereiro de 2004
25 de fevereiro de 2004
ontem fomos (eu, a joana e o brasil), tomar café. e o que era um simples café no piolho, o mais famoso café de estudantes, acabou por ser uma conversa tardia, e surpreendente, íntima e divertida, à volta das mesas-com-coisas-dentro do pink, sentados em puffs, conversando como se aquela noite fosse decisiva para acertarmos ideias. para ensinarmos um pouco de nós a cada um.
falámos do "instalação", o nosso bar que eu baptizei num flash luminoso, falámos da decoração e do queríamos fazer. de chocolate quente e de dinheiros. de casa velhas e casas novas. de quartos pequenos e quartos grandes. de amores e discussões. de posições na vida e de segredos bem guardados. de lados luminosos e lados obscuros. da sociedade e de crianças. de educação e fobias.
falámos da música do super-homem (que ninguém se lembra qual, e canta, inevitávelmente, a do indiana jones ou do esquadrão classe a, essa série mítica!)
foi uma boa noite, em que os espíritos se elevaram e as consciências pesaram por não termos estudado nada...
logo à noite, bacalhau à brás em minha casa.
exame amanhã à tarde...
e seja o que fôr...
falámos do "instalação", o nosso bar que eu baptizei num flash luminoso, falámos da decoração e do queríamos fazer. de chocolate quente e de dinheiros. de casa velhas e casas novas. de quartos pequenos e quartos grandes. de amores e discussões. de posições na vida e de segredos bem guardados. de lados luminosos e lados obscuros. da sociedade e de crianças. de educação e fobias.
falámos da música do super-homem (que ninguém se lembra qual, e canta, inevitávelmente, a do indiana jones ou do esquadrão classe a, essa série mítica!)
foi uma boa noite, em que os espíritos se elevaram e as consciências pesaram por não termos estudado nada...
logo à noite, bacalhau à brás em minha casa.
exame amanhã à tarde...
e seja o que fôr...
23 de fevereiro de 2004
repito:
"sem ti
as coisas são menos coisas
os dias são menos dias
as noites são menos noites"
não me faças perguntas às quais eu não quero responder... não que não conseguisse adivinhar uma respostas mas porque essa resposta não me serve. como um par de calças que deixa de servir porque as pernas estão demasiado compridas.
os dentes a raspar no garfo
o "está bem" a qualquer ocasião
o "eu sei" da sabedoria (que é tão pouca)
o nariz impinado de quem não dá o braço a torcer
o "eu sei que tenho razão"
(será que me esqueci de alguma coisa?)
e, acima de tudo, os obstáculos que não o serão.
"sem ti
as coisas são menos coisas
os dias são menos dias
as noites são menos noites"
não me faças perguntas às quais eu não quero responder... não que não conseguisse adivinhar uma respostas mas porque essa resposta não me serve. como um par de calças que deixa de servir porque as pernas estão demasiado compridas.
os dentes a raspar no garfo
o "está bem" a qualquer ocasião
o "eu sei" da sabedoria (que é tão pouca)
o nariz impinado de quem não dá o braço a torcer
o "eu sei que tenho razão"
(será que me esqueci de alguma coisa?)
e, acima de tudo, os obstáculos que não o serão.
21 de fevereiro de 2004
apesar das notícias menos boas...
sim, a minha cara é de felicidade. e sim, estava feliz quando disseste "tens uma cara tão feliz". porque estava.
não tirei nenhuma fotografia (reparaste...). mas não foi preciso. tenho-te em mim. tão presente como os dias frios que estão. sinto já a falta de acordar contigo, os vinte minutos que antecedem o abrir os olhos. o teu corpo procurando o meu, adaptação à anatomia.
o beijo molhado de quem precisa ir... a cama vazia de quem fica à espera...
os dias esvaziam-se de ti.
o que sei: poucas verdades. como a tua barriga ser uma praia de areias brancas.
sim, a minha cara é de felicidade. e sim, estava feliz quando disseste "tens uma cara tão feliz". porque estava.
não tirei nenhuma fotografia (reparaste...). mas não foi preciso. tenho-te em mim. tão presente como os dias frios que estão. sinto já a falta de acordar contigo, os vinte minutos que antecedem o abrir os olhos. o teu corpo procurando o meu, adaptação à anatomia.
o beijo molhado de quem precisa ir... a cama vazia de quem fica à espera...
os dias esvaziam-se de ti.
o que sei: poucas verdades. como a tua barriga ser uma praia de areias brancas.
10 de fevereiro de 2004
bom, após vários dias de estudo, de um chumbo confirmado e de desistir de um exame (mesmo agora) acho que é oficial: estou desanimada...
as coisas não estão a correr pelo melhor e estou com algumas (muitas) dificuldades em me organizar e trabalhar afincadamente no que deveria.
tenho (muitas) saudades tuas e faltam-me imagens que consigam colorir os meus dias. preciso de algo bonito ante os meus olhos.
preciso de ti também...
as coisas não estão a correr pelo melhor e estou com algumas (muitas) dificuldades em me organizar e trabalhar afincadamente no que deveria.
tenho (muitas) saudades tuas e faltam-me imagens que consigam colorir os meus dias. preciso de algo bonito ante os meus olhos.
preciso de ti também...
1 de fevereiro de 2004
27 de janeiro de 2004
tenho um enorme desgosto... não tenho o mínimo jeito para tirar fotografias...
no entanto, as fotos mais bonitas que tenho são as fotos da maria, da sónia, da joana, da inês, dos cafés e dos chás em diversos cafés do porto...
as fotos mais bonitas que eu tenho são delas... são deles... dos amigos...
como poemas que guardamos no caderno de todos os dias, como os que guardamos nos nossos cadernos das coisas simples...
aqueles que escrevemos nas paredes dos quartos para lermos de manhã...
no entanto, as fotos mais bonitas que tenho são as fotos da maria, da sónia, da joana, da inês, dos cafés e dos chás em diversos cafés do porto...
as fotos mais bonitas que eu tenho são delas... são deles... dos amigos...
como poemas que guardamos no caderno de todos os dias, como os que guardamos nos nossos cadernos das coisas simples...
aqueles que escrevemos nas paredes dos quartos para lermos de manhã...
24 de janeiro de 2004
Música: Santa Chuva
Álbum: Maria Rita (2003)
(ele)
Vai chover de novo
Deu na TV
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza a ajuda de Deus
Mas nada pode fazer
Se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar
À tempestade...
(ela)
Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz?
Foi só amor? Ou medo de ficar
Sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem...
A chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade...
e, de repente, esta música brotou de mim... quem se confundir pelas paredes da minha rua vai poder ouvir-me cantá-la... (e eu não canto!)
Álbum: Maria Rita (2003)
(ele)
Vai chover de novo
Deu na TV
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza a ajuda de Deus
Mas nada pode fazer
Se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar
À tempestade...
(ela)
Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz?
Foi só amor? Ou medo de ficar
Sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem...
A chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade...
e, de repente, esta música brotou de mim... quem se confundir pelas paredes da minha rua vai poder ouvir-me cantá-la... (e eu não canto!)
23 de janeiro de 2004
eu preconizo:
a .joana. vai ser fotógrafa. daquelas às quais pedimos para expor numa galeria de arte, Às quais tentamos comprar fotografias de uma beleza e simplicidade (sim, que as duas andam pelos mesmos trilhos) que invejamos mas, ao memso tempo que chamamos a nós como nossa propriedade. a .joana. diz o que todos sabemos da maneira como poucos sabem. ela ainda não sabe. mas é verdade.
a .joana. vai ser fotógrafa. daquelas às quais pedimos para expor numa galeria de arte, Às quais tentamos comprar fotografias de uma beleza e simplicidade (sim, que as duas andam pelos mesmos trilhos) que invejamos mas, ao memso tempo que chamamos a nós como nossa propriedade. a .joana. diz o que todos sabemos da maneira como poucos sabem. ela ainda não sabe. mas é verdade.
veio-me o passado visitar esta noite em sonhos.
medos antigos como quando éramos pequenas e tínhamos medo que, debaixo da minha cama se escondesse o lobishomem que víamos na novela da noite. ou que no prédio em frente se escondesse a bruxa da história que eu inventei para assustar o teu irmão - e que me valeu uma valente reprimenda dos teus pais.
não era o lobishomem nem a bruxa má (embora tivesse os cabelos vermelhos e fosse muito parecida), que me visitaram esta noite... embora fossem parecidos.... muito parecidos...
e aqui ando eu (com meia hora de atraso, é certo), às voltas com títulos e textos "rapioqueiros" (não me perguntem nada!), a escrever sobre o estado da nação num "artigo de opinião de 30/35 linhas, com "lead" dramático, titulado em duas linhas", enquanto espero para me atirar a uma entrevista (ficcionada) sobre a "tibieza das políticas culturais"...
isto enquanto ganho fôlego para apertar "o cinto de segurançaa narrativa" e levantar "voo para uma crónica, de preferência humorada, sobre um qualquer incidente, real ou virtual", que eu "guarde" na minha "bem arrumada gaveta de recordações de viagem - seja por terra, ar ou mar.", o que vale é que, no fim, me aconselham... "não enjoe antes de atingir as 30/40 milhas, isto é, linhas"....
* todas as citações deste parágrafo estão contidas em "prova de avaliação final para a área de imprensa", por frederico martins mendes, porto, 23 de janeiro de 2004.
para uma cópia do mesmo é favor contactar-me
medos antigos como quando éramos pequenas e tínhamos medo que, debaixo da minha cama se escondesse o lobishomem que víamos na novela da noite. ou que no prédio em frente se escondesse a bruxa da história que eu inventei para assustar o teu irmão - e que me valeu uma valente reprimenda dos teus pais.
não era o lobishomem nem a bruxa má (embora tivesse os cabelos vermelhos e fosse muito parecida), que me visitaram esta noite... embora fossem parecidos.... muito parecidos...
e aqui ando eu (com meia hora de atraso, é certo), às voltas com títulos e textos "rapioqueiros" (não me perguntem nada!), a escrever sobre o estado da nação num "artigo de opinião de 30/35 linhas, com "lead" dramático, titulado em duas linhas", enquanto espero para me atirar a uma entrevista (ficcionada) sobre a "tibieza das políticas culturais"...
isto enquanto ganho fôlego para apertar "o cinto de segurançaa narrativa" e levantar "voo para uma crónica, de preferência humorada, sobre um qualquer incidente, real ou virtual", que eu "guarde" na minha "bem arrumada gaveta de recordações de viagem - seja por terra, ar ou mar.", o que vale é que, no fim, me aconselham... "não enjoe antes de atingir as 30/40 milhas, isto é, linhas"....
* todas as citações deste parágrafo estão contidas em "prova de avaliação final para a área de imprensa", por frederico martins mendes, porto, 23 de janeiro de 2004.
para uma cópia do mesmo é favor contactar-me
15 de janeiro de 2004
pisar....
o chão que pisas. diferente do meu.
diferente do meu quer estejas a um país de distância, quer estejas a um oceano de distância. quer estejas a um continente de distância. o teu chão é diferente do meu. facto consumado.
não que isso torne de alguma forma diferente, dissemelhante, diverso, aquilo que sinto por ti.
o chão é apenas o que nos permite caminhar, conhecer outros pisos que não o nosso. e eu até gosto que o chão que pisas seja diferente do meu. assim podes-me ensinar a ver o teu chão, como eu te quero ensinar a ver o meu.
caminhos que se cruzam, pontos de convergência em movimento.
13 de janeiro de 2004
o corpo a avariar... como uma grande máquina à qual falta óleo para funcionar perfeitamente. o cérebro que parece quer arder... a descoordenação das ordens enviadas... a demora das informações recebidas...
anyway...
daniel faria na biblioteca almeida garret na semana passada: arrastei a joana, a anabela e o brasil no que foi uma inconsequente noite bem passada.
joana: prometo que para a próxima também eu digo alguns poemas...
anyway...
daniel faria na biblioteca almeida garret na semana passada: arrastei a joana, a anabela e o brasil no que foi uma inconsequente noite bem passada.
joana: prometo que para a próxima também eu digo alguns poemas...
5 de janeiro de 2004
2 de janeiro de 2004
nem sei bem porqê mas sinto-me um pouco triste... espero que isto n seja quilo que se costuma chamar "new year's blues"...
o último poema de 2003 foi este (hoje apetece-me revel´s-lo ao mundo, numa world premiere)
hipóteses que segredamos
em surdina
à mesa do café
no terror de que sejam reais.
o sentir sem limites
emoldurado entre quatro paredes.
a medição do que não se mede.
o medo de que não se fala.o café frio da espera
sorvido numa concentração
de acção necessária.
hipóteses que segredamos
por meias palavras
num café público
de esperas.
a pressa da conversa
alongada
o adiar de uma conclusão
que se espera.
à mesa do café
um sentir sem limites
na medição do que não se mede.
tenho demasiados cadernos em branco este ano. foi um ano agradável. ambíguo. que fazer de 2004?
o último poema de 2003 foi este (hoje apetece-me revel´s-lo ao mundo, numa world premiere)
hipóteses que segredamos
em surdina
à mesa do café
no terror de que sejam reais.
o sentir sem limites
emoldurado entre quatro paredes.
a medição do que não se mede.
o medo de que não se fala.o café frio da espera
sorvido numa concentração
de acção necessária.
hipóteses que segredamos
por meias palavras
num café público
de esperas.
a pressa da conversa
alongada
o adiar de uma conclusão
que se espera.
à mesa do café
um sentir sem limites
na medição do que não se mede.
tenho demasiados cadernos em branco este ano. foi um ano agradável. ambíguo. que fazer de 2004?
28 de dezembro de 2003
estou com um aperto no coração. e, a verdade é que estive a falar de dinheiro. ou melhor, da minha falta de dinheiro... e não há coisa que me repugne mais que o assunto "dinheiro"...
parece que me meto sempre em projectos megalómanos que nunca consigo levar até ao fim, que me meto em tudo ao mesmo tempo só para depois sentir um enorme sentimento de impotência por não poder corresponder... não corresponder porque me falta o tempo para tanta coisa. e, no entanto, sem essa "tanta coisa" não me consigo sentir bem, realizada...
shit...
já não compro o leitor de dvd's este mês...
parece que me meto sempre em projectos megalómanos que nunca consigo levar até ao fim, que me meto em tudo ao mesmo tempo só para depois sentir um enorme sentimento de impotência por não poder corresponder... não corresponder porque me falta o tempo para tanta coisa. e, no entanto, sem essa "tanta coisa" não me consigo sentir bem, realizada...
shit...
já não compro o leitor de dvd's este mês...
19 de dezembro de 2003
"Mulholand Drive", primeiro estranham-te,
depois ninguem pode passar sem ti! Um misterio
que vale a pena descobrir.
Se fosses um filme, que filme serias?
brought to you by Quizilla
curioso, até me identifico com o filme...
há cada teste...
férias! finalmente estou, oficialmente de férias! n que isso signifique que não tenha trabalho para fazer (muito trabalho!) quer apenas dizer que não venho ao porto tão frequentemente. e não me apetece deixar a minha casinha...
mas apetece-me ser um pouco apaparicada, ver a tua cara quando desembrulhares as prendas que tenho para ti.
a melhor altura do natal é quando estou entretida a fazer as prendas e depois a cara de surpresa das pessoas... e a imagem mais bonita é a árvore com os embrulhos debaixo, a cor dos embrulhos, a delicadeza dos laços... a lareira acesa, o verde, o vermelho, o dourado, o brilho das ruas...
os embrulhos são muito melhores que as prendas. a expectativa. e não exactamente a concretização...
mas apetece-me ser um pouco apaparicada, ver a tua cara quando desembrulhares as prendas que tenho para ti.
a melhor altura do natal é quando estou entretida a fazer as prendas e depois a cara de surpresa das pessoas... e a imagem mais bonita é a árvore com os embrulhos debaixo, a cor dos embrulhos, a delicadeza dos laços... a lareira acesa, o verde, o vermelho, o dourado, o brilho das ruas...
os embrulhos são muito melhores que as prendas. a expectativa. e não exactamente a concretização...
16 de dezembro de 2003
doem-me os olhos.
não gosto de omissões. não gosto de pecadilhos omitidos. e não gosto de histórias meias contadas. mais tarde ou mais cedo (neste caso, mais tarde), sabemos sempre aquilo que nos querem omitir.
nada tenho a ver com a tua vida e, no entanto, as tuas omissões magoam-me com a força de algo que eu pensava pertencer-me e que, afinal... as propriedades que pensava serem minhas são afinal, uma mera ilusão. e não to posso contar porque, supostamente, estou a guardar segredo. e porque quem me contou não sabia que me ia contar uma omissão tua. porque, simplesmente "nós" nunca existimos. morremos no dia em que toda a gente festejava. e tudo isto não deveria importar.
não gosto de omissões. não gosto de pecadilhos omitidos. e não gosto de histórias meias contadas. mais tarde ou mais cedo (neste caso, mais tarde), sabemos sempre aquilo que nos querem omitir.
nada tenho a ver com a tua vida e, no entanto, as tuas omissões magoam-me com a força de algo que eu pensava pertencer-me e que, afinal... as propriedades que pensava serem minhas são afinal, uma mera ilusão. e não to posso contar porque, supostamente, estou a guardar segredo. e porque quem me contou não sabia que me ia contar uma omissão tua. porque, simplesmente "nós" nunca existimos. morremos no dia em que toda a gente festejava. e tudo isto não deveria importar.
12 de dezembro de 2003
remodelei o fololog. transformou-se agora numa casa de ch� onde mostro, à volta de uma bebida quente, os dias que me aqueceram.
a procura desta noite s�o os �lbuns de damien rice ("O") e maria rita ("maria rita").
junto-me à joana ao surpreender-me perante o blog de notas. blog esse que anda ser� motivo de cr�ticas nas aulas de jornalismo online... ;)
anyway, o natal est� à porta e eu vou dedicar esta noite a decorar a �rvore da festividade... as ilumina��es nas ruas j� o justificam e a press�o familiar tamb�m. em ano de notas curtas, os presentes rareiam pela minha bolsa de "amiga-natal, filha-natal, madrinha-natal, pseudo-amante-natal"...
h� presen�as que valem mais que presentes embrulhados e fitas coloridas...
a procura desta noite s�o os �lbuns de damien rice ("O") e maria rita ("maria rita").
junto-me à joana ao surpreender-me perante o blog de notas. blog esse que anda ser� motivo de cr�ticas nas aulas de jornalismo online... ;)
anyway, o natal est� à porta e eu vou dedicar esta noite a decorar a �rvore da festividade... as ilumina��es nas ruas j� o justificam e a press�o familiar tamb�m. em ano de notas curtas, os presentes rareiam pela minha bolsa de "amiga-natal, filha-natal, madrinha-natal, pseudo-amante-natal"...
h� presen�as que valem mais que presentes embrulhados e fitas coloridas...
10 de dezembro de 2003
há intimidades que não posso deixar de lembrar...
tu teres dito que gostavas do quarto em chamas foi o melhor incentivo que poderia ter tido. tenho um livro para ser escrito. um livro para ti. sobre todos os lugares que desconhecemos. sobre todos os poemas que já fizémos.
escrever sobre ti... rever-te e ouvir-te cantar um pouco as letras que não sabes...
tu teres dito que gostavas do quarto em chamas foi o melhor incentivo que poderia ter tido. tenho um livro para ser escrito. um livro para ti. sobre todos os lugares que desconhecemos. sobre todos os poemas que já fizémos.
escrever sobre ti... rever-te e ouvir-te cantar um pouco as letras que não sabes...

3 de dezembro de 2003
ha poemas recorrentes nas nossas vidas... o teu, por exemplo...
gosto dos toranja...
"ainda magoas alguém
o tiro passou-me ao lado
ainda magoas alguém
se não te deste a ninguém
magoaste alguém
a mim... passou-me ao lado."
gosto dos toranja...
"ainda magoas alguém
o tiro passou-me ao lado
ainda magoas alguém
se não te deste a ninguém
magoaste alguém
a mim... passou-me ao lado."
2 de dezembro de 2003
para ti... este é só para ti.
minha ilha...
Ilha
Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias
David Mourão-Ferreira
minha ilha...
Ilha
Deitada és uma ilha E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente
promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente
Deitada és uma ilha Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro
ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias
David Mourão-Ferreira
1 de dezembro de 2003
27 de novembro de 2003
(pensamento do dia)
gostava mesmo que aqui estivesses. a cinco minutos de minha casa. e me mostrasses o que farias se estivesses... a cinco minutos de minha casa.
nunca fui ao majestic e gostava muito de lá te levar.
numa noite em que fossemos romancear pelas ruas do porto. ou tarde. ou manhã, ou dia inteiro. whatever...
e o teu corpo não escapará à objectiva da máquina que não tenho...
gostava mesmo que aqui estivesses. a cinco minutos de minha casa. e me mostrasses o que farias se estivesses... a cinco minutos de minha casa.
nunca fui ao majestic e gostava muito de lá te levar.
numa noite em que fossemos romancear pelas ruas do porto. ou tarde. ou manhã, ou dia inteiro. whatever...
e o teu corpo não escapará à objectiva da máquina que não tenho...
25 de novembro de 2003
o andré tem no blog dele esta fotografia do al berto. de quem eu gosto muito muito.
muito muito, assim como quando acordamos no inverno e está sol fora da janela.
muito muito como quando chegamos a casa e a lareira está acesa e toda a casa tem aquele brilho especial.
muito muito como quando vagueio pelas desertas ruas do porto nocturno.
muito muito como quando encontramos uma flor seca no bolso do casaco que já não vestíamos desde o verão passado.
muito muito como quando encontramos fotografias das últimas férias, aquelas que jurámos serem as melhores até hoje...
gosto muito muito do al berto por razões intrínsecas e tenho muita muita pena que ele tenha morrido antes que eu lhe pudesse mostrar um segredo que trago sempre nos bolsos...
gosto muito muito do al berto. e pronto. era disso que eu hoje queria falar.
20 de novembro de 2003
há coisas que sabemos intrinsecamente. e há coisas que nem intrínsecamente admitimos em voz alta.
infelizmente para nós (digo eu), cometi o erro (será?) de dizer em voz alta aquilo que sabíamos. intrínsecamente.
e a maior razão pela qual me entristeço, para além da tua partida, para além das tuas palavras que cortam por baixo da pele - derramamentos internos que não estancam com os primeiros raios de sol - são as minhas dores - traumatismos internos, interiores - que me causam maiores dores...
é como se diz "the first cut is the deepest". e tenho pensado tanto na tua história cada vez que ouço esta frase musicada.
e tenho pensado no esforço a que te tens submetido para gostares (mais) de mim...
não vale a pena: tenho apenas estofo para ser a amiga de que precisas. não a amante.
nem a tua e, parece-me, nem a de ninguém...
há coisas que não se deveriam dizer...
14 de novembro de 2003
13 de novembro de 2003
há coisas que nunca se dizem. há palavras que não se devem proferir em caso algum. por muita sinceridade e por muitas verdades que encerrem...
há palavras que nos ferem (tantas vezes mortalmente).
e há coisas que se desculpam.
mas que nunca se esquecem. ficam. ficam sempre.
no lugar mais remoto da memória. aquele lugar ao qual só temos acesso quando essas mesmas palavras nos ferem no escuro que há do lado de dentro dos olhos.
por isso defendo o pudor das palavras.
abaixo a promiscuidade de que tudo deve ser dito e confessado.
há palavras que nos ferem (tantas vezes mortalmente).
e há coisas que se desculpam.
mas que nunca se esquecem. ficam. ficam sempre.
no lugar mais remoto da memória. aquele lugar ao qual só temos acesso quando essas mesmas palavras nos ferem no escuro que há do lado de dentro dos olhos.
por isso defendo o pudor das palavras.
abaixo a promiscuidade de que tudo deve ser dito e confessado.
12 de novembro de 2003
pela primeira vez na minha vida tomei 1/4 de um calmante. coisa fraquinha, garantiram-me. espero que sim. aliás, penso que sim porque ainda tou com os níveis de ansiedade alterados, apesar de estar mais tranquila.
pequeno apontamento:
tinha-me já esquecido da tua doçura. relembrei-me quando casualmente fazia limpezas... há fragilidades que esquecemos tão facilmente...
pequeno apontamento:
tinha-me já esquecido da tua doçura. relembrei-me quando casualmente fazia limpezas... há fragilidades que esquecemos tão facilmente...
11 de novembro de 2003
não gosto
não gosto de me enervar.
não gosto de ter razão e de ma negarem.
não gosto de ser agredida. especialmente verbalmente.
não gosto que me tratem como uma criança de dois anos.
não gosto que me tratem como um ser inferior.
não gostei do fim deste dia que começou tão bem disposto.
não gostei. não gostei. não gostei.
ainda não aprendi os palavrões todos que me permitiriam chamar as coisas pelos nomes esta noite.
estou zangada. furiosa. completamente fora de mim. enervada.
não gosto de me enervar.
não gosto de ter razão e de ma negarem.
não gosto de ser agredida. especialmente verbalmente.
não gosto que me tratem como uma criança de dois anos.
não gosto que me tratem como um ser inferior.
não gostei do fim deste dia que começou tão bem disposto.
não gostei. não gostei. não gostei.
ainda não aprendi os palavrões todos que me permitiriam chamar as coisas pelos nomes esta noite.
estou zangada. furiosa. completamente fora de mim. enervada.
10 de novembro de 2003
doem-me as costas.
ouvi-te toda a noite. falaste sobre a tua familia, o que me comoveu sobremaneira. e todo o teu carinho, as tuas fragilidades afloraram nos teus lábios. tal como quando dormes num abandono de ti. nesse mesmo abandono a que te votas quando fechas os olhos...
acordei cedo. muito cedo e sei-te ainda a dormir... percorri as ruas que me levam a minha casa e pensei no quão bom seria se tu me esperasses. mas agora não pode ser e eu sei. sei sei sei.
não sei fazer jogos e não quero.
aliás, já te disse o queria de ti.

ouvi-te toda a noite. falaste sobre a tua familia, o que me comoveu sobremaneira. e todo o teu carinho, as tuas fragilidades afloraram nos teus lábios. tal como quando dormes num abandono de ti. nesse mesmo abandono a que te votas quando fechas os olhos...
acordei cedo. muito cedo e sei-te ainda a dormir... percorri as ruas que me levam a minha casa e pensei no quão bom seria se tu me esperasses. mas agora não pode ser e eu sei. sei sei sei.
não sei fazer jogos e não quero.
aliás, já te disse o queria de ti.
8 de novembro de 2003
"nothing is as beautiful as when she believes... in me"
nova resolução: agora só tiro álbuns inteiros e não músicas avulso.
na ntv (mais conhecida por ninguém te vê) correu tudo bem, ou assim julgo... ainda não tive a oportunidade de (me) ver... o joão portou-se muito bem, apesar de estar nervoso. bom, eu também estava mas tava a dar uma de "cool and relaxed". bom, mas ele é que é o director do up, logo, era natural estar mais nervoso.
de acordo com a nova resolução, tirei "diamonds on the inside" do ben harper... e tou a gostar desta nova resolução... o quanto perdemos por nos limitarmos às hit songs... não que eu já não soubesse disso e partilhasse essa mesma ideia...
nada é mais bonito que quando acreditas em mim... pena é não acreditares nunca...
nova resolução: agora só tiro álbuns inteiros e não músicas avulso.
na ntv (mais conhecida por ninguém te vê) correu tudo bem, ou assim julgo... ainda não tive a oportunidade de (me) ver... o joão portou-se muito bem, apesar de estar nervoso. bom, eu também estava mas tava a dar uma de "cool and relaxed". bom, mas ele é que é o director do up, logo, era natural estar mais nervoso.
de acordo com a nova resolução, tirei "diamonds on the inside" do ben harper... e tou a gostar desta nova resolução... o quanto perdemos por nos limitarmos às hit songs... não que eu já não soubesse disso e partilhasse essa mesma ideia...
nada é mais bonito que quando acreditas em mim... pena é não acreditares nunca...
6 de novembro de 2003
ontem: manif em lisboa. muita gente, muitas declarações que fazem sorrir de ironia...
hoje: reportagem para fazer, acordar cedo (novamente)
ainda não vi nenhuma imagem hoje que me faça acordar realmente. ontem estive deitada no chão do terreiro do paço. encontros imediatos que fazem pensar no decurso das coisas apenas se o "se" fosse diferente... palavras tantas que desnudam a natureza humana... há dias em que as pessoas não me apetecem.
hoje tenho saudades de calor humano.
hoje: reportagem para fazer, acordar cedo (novamente)
ainda não vi nenhuma imagem hoje que me faça acordar realmente. ontem estive deitada no chão do terreiro do paço. encontros imediatos que fazem pensar no decurso das coisas apenas se o "se" fosse diferente... palavras tantas que desnudam a natureza humana... há dias em que as pessoas não me apetecem.
hoje tenho saudades de calor humano.
4 de novembro de 2003
há cores que mexem comigo. o vermelho, por exemplo... e há as folhas das árvores, aquelas que não caem no outono, apesar do tempo estar mais frio e convide ao aconchego.
trabalho à minha espera, como quem ansiasse a minha presença permanente.
tenho um mês para escrever sobre o Porto, tenho um mês para ver a liberdade. datas impostas, organização simbólica do tempo no espaço.

by nan goldin
há imagens que me ficam na retina, sem que tenha onde as passar para o papel, a viagem que faço até ti, as imagens que passam por mim na janela, o teu olhar, a curva do teu pescoço e das tuas pernas, o subtil contorno do teu corpo...
tenho pensado em ir para longe, para muito longe...

os meus olhos estão bem, recuperação em boa forma, visão raio-x... uma beleza... agora só para o ano...
3 de novembro de 2003
Porto Sentido
Carlos Tê / Rui Veloso
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do pilar
Vê um velho casario
Que se estende até ao mar
Quem te vê ao vir da ponte
És cascata sanjoanina
Erigida sobre um monte
No meio da neblina
Por ruelas e calçadas
Da ribeira até à foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós
Esse teu ar grave e sério
Num rosto de cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria
Ver-te assim abandonado
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem moi um sentimento
E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa
se me viesses ver... se atravessasses o rio e me viesses ver, mostrava-te os clérigos e as ruas estreitas da ribeira... mostrava-te o rio e o verde desta cidade. mostrava-te as casas tristes de ausências e como o porto pode ser bonito. se me viesses ver... se me viesses ver far-me-ias sorrir na minha cidade.
31 de outubro de 2003
uma última entrada antes de ir de fim de semana...
já não vou a casa há muito tempo. não que tenha propriamente muitas saudades mas mais uma questão de avolumar excessivo de roupa para lavar... ;)
gostei desta imagem da shiro... é exactamente assim que estou a sentir...
já não vou a casa há muito tempo. não que tenha propriamente muitas saudades mas mais uma questão de avolumar excessivo de roupa para lavar... ;)
gostei desta imagem da shiro... é exactamente assim que estou a sentir...
28 de outubro de 2003
aqui está no que acredito... call me a believer :)
Ben Harper in Diamonds on the inside
With my own two hands
I can change the world
With my own two hands
Make a better place
With my own two hands
Make a kinder place
With my own two hands
With my own
With my own two hands
I can make peace on earth
With my own two hands
I can clean up the earth
With my own two hands
I can reach out to you
With my own two hands
With my own
With my own two hands
I'm gonna make it a brighter place
I'm gonna make it a safer place
I'm gonna help the human race
With my own
With my own two hands
I can hold you
With my own two hands
I can comfort you
With my own two hands
But you got to use
Use your own two hands
Use your own
Use your own two hands
With our own
With our own two hands
With my own
With my own two hands
Ben Harper in Diamonds on the inside
With my own two hands
I can change the world
With my own two hands
Make a better place
With my own two hands
Make a kinder place
With my own two hands
With my own
With my own two hands
I can make peace on earth
With my own two hands
I can clean up the earth
With my own two hands
I can reach out to you
With my own two hands
With my own
With my own two hands
I'm gonna make it a brighter place
I'm gonna make it a safer place
I'm gonna help the human race
With my own
With my own two hands
I can hold you
With my own two hands
I can comfort you
With my own two hands
But you got to use
Use your own two hands
Use your own
Use your own two hands
With our own
With our own two hands
With my own
With my own two hands
tenho saudades de escrever aqui...
recomecei a escrever algumas linhas de maior ficção... daquelas que, depois de muitas juntas se assemelham tanto à realidade que quase não as conseguimos distinguir dela...
tenho saudades de escrever sem tempo... estou farta de tanta coisa... parar muito tempo, indefinidamente, escrever até doer... "as coisas visíveis nunca reais"...
tenho saudades de escrever aqui mas não me apetece mais... talvez depois...
recomecei a escrever algumas linhas de maior ficção... daquelas que, depois de muitas juntas se assemelham tanto à realidade que quase não as conseguimos distinguir dela...
tenho saudades de escrever sem tempo... estou farta de tanta coisa... parar muito tempo, indefinidamente, escrever até doer... "as coisas visíveis nunca reais"...
tenho saudades de escrever aqui mas não me apetece mais... talvez depois...
26 de outubro de 2003
como os dias se repetem à distância do tempo...
saíres da minha vida é uma rotina como qualquer outra. saíres da minha vida não é mais nem menos comum que os dias de sol.
sabes como é que eu sei que isto não vai resultar? porque o número de vezes que sorris é bem menor que as vezes em que não o fazes.
há dias parecidos, ao longo dos tempos. há dias iguais até.
mas é pela diferença que primamos e é o que nos é exterior que procuramos.
se não te quero olhar é por te sentir estranha e exterior, sem que te consiga ver abaixo do nível da pele.
nada sinto que não o teu impermeável silêncio por entre os minutos.
minha vida... palavras como intervalos dos silêncios.
nada tens a preocupar-te. 600 km serão suficientes para que a minha presença rapidamente se desvaneça dos teus dias.
há distâncias que ajudam a esquecer.
a tua é uma delas.
21 de outubro de 2003
tindersticks no coliseu: fantástico, brilhante!
surpreendente. não tenho muito mais palavras. o ponto alto foi, de facto tiny tears. toda a gente a cantar...
estás doente... fico preocupada, como não?
o meu mundo preparado para a tua chegada e não vens... viagens que ficam por fazer, palavras que ficam por dizer. irei eu ter contigo.
a preocupação de ser eu no gestos e no olhar, a preocupação de te ver...
e sim, joana, provavelmente tens razão ao dizer que não sou como os outros, que não sou normal. mas também nunca fiz por isso e primar pela diferença é uma qualidade que aprecio bastante e gosto de cultivar. não ser diferente por ser mas pura e simplesmente por ser essa a essência do indivíduo. assim como tu própria és diferente e particular do resto da multidão, assim como o teu próprio olhar te leva a ver as coisas de forma distinta e especial...
o mundo não é um lugar singular, felizmente...
obg pela confiança. foi uma boa confissão, a de ontem...
surpreendente. não tenho muito mais palavras. o ponto alto foi, de facto tiny tears. toda a gente a cantar...
estás doente... fico preocupada, como não?
o meu mundo preparado para a tua chegada e não vens... viagens que ficam por fazer, palavras que ficam por dizer. irei eu ter contigo.
a preocupação de ser eu no gestos e no olhar, a preocupação de te ver...
e sim, joana, provavelmente tens razão ao dizer que não sou como os outros, que não sou normal. mas também nunca fiz por isso e primar pela diferença é uma qualidade que aprecio bastante e gosto de cultivar. não ser diferente por ser mas pura e simplesmente por ser essa a essência do indivíduo. assim como tu própria és diferente e particular do resto da multidão, assim como o teu próprio olhar te leva a ver as coisas de forma distinta e especial...
o mundo não é um lugar singular, felizmente...
obg pela confiança. foi uma boa confissão, a de ontem...
16 de outubro de 2003
há dias em que fico speechless...
hoje é um desses dias. caminhar pela miguel bombarda e passear pelo palácio de cristal deixa-me sempre sem palavras.
com uma enorme vontade de te mostrar, pelos meus olhos, o douro, a arrábida, o verde, a neblina que hoje pairava pela foz...
hoje pensei muito no futuro. conversas paralelas sobre a insegurança do que virá a seguir a tudo isto. a azáfama de ideias que pairam sobre mim e me deixam extenuada...
vou tomar um café. faz-me falta alguma cafeína no sangue e a familiaridade do "caloirinho"
hoje é um desses dias. caminhar pela miguel bombarda e passear pelo palácio de cristal deixa-me sempre sem palavras.
com uma enorme vontade de te mostrar, pelos meus olhos, o douro, a arrábida, o verde, a neblina que hoje pairava pela foz...
hoje pensei muito no futuro. conversas paralelas sobre a insegurança do que virá a seguir a tudo isto. a azáfama de ideias que pairam sobre mim e me deixam extenuada...
vou tomar um café. faz-me falta alguma cafeína no sangue e a familiaridade do "caloirinho"
13 de outubro de 2003
as memorias que trouxe comigo recheam-me ainda os dias que passo longe de ti. ha imagens que ficaram gravadas sem que o papel fotografico se manche com a tua imagem.
a cobardia foi dita, ainda estou longe... muito longe do teu rosto e do dia em que o voltarei a tocar.
e se os teus dias passam em silencio os meus sao vividos numa turbolencia entorpecida pelas horas que teimam em nao passar entre nos. no espaco que vai do meu ao teu corpo.
tenho saudades tuas.
8 de outubro de 2003
6 de outubro de 2003
fim de primeiro dia de aulas. gestão de informação foi eleita, após quinze exaustivos minutos, como a disciplina mais aborrecida do primeiro semestre. está montes de gente na faculdade. at� já parecemos um curso a sério!
de qualquer forma estive a arranjar este novo template... que ainda � tempor�rio... n�o � bem isto que eu tinha em mente...
não vou deixar de (voltar a) referir o meliante. não só por ser o blog do joão mas especialmente por ter críticas bem escritas e bem feitas.
esta crítica da actualidade vem um pouco tarde demais mas...
a polémica da entrada da filha de Martins da Cruz na universidade através da assinatura de um estatuto excepcional para que esta pudesse, através dele, aceder ao ensino superior é mais uma prova concreta de corrupção. após este escândalo a atitude correcta seria a demissão dos dois ministros. ta, como já pudemos observar, não aconteceu. pedro lynce demitiu-se, tonando-se assim o bode expiatório de toda esta situação, o sacrificado. à sua demissão, dever-se-iam seguir a do director da Direcção Geral do Ensino Superior (DGES) (que na televisão afirmou existirem "excepções não compreendidas na lei") e a do próprio Martins da Cruz.
ninguém, no seu perfeito juízo e em consciência acredita que este não tinha conhecimento da existência do requerimento. aliás, o próprio admitiu que a filha se aconselhou juridicamente acerca deste assunto - procedimento perfeitamente natural para quem se candidata a ensino superior.
de qualquer forma estive a arranjar este novo template... que ainda � tempor�rio... n�o � bem isto que eu tinha em mente...
não vou deixar de (voltar a) referir o meliante. não só por ser o blog do joão mas especialmente por ter críticas bem escritas e bem feitas.
esta crítica da actualidade vem um pouco tarde demais mas...
a polémica da entrada da filha de Martins da Cruz na universidade através da assinatura de um estatuto excepcional para que esta pudesse, através dele, aceder ao ensino superior é mais uma prova concreta de corrupção. após este escândalo a atitude correcta seria a demissão dos dois ministros. ta, como já pudemos observar, não aconteceu. pedro lynce demitiu-se, tonando-se assim o bode expiatório de toda esta situação, o sacrificado. à sua demissão, dever-se-iam seguir a do director da Direcção Geral do Ensino Superior (DGES) (que na televisão afirmou existirem "excepções não compreendidas na lei") e a do próprio Martins da Cruz.
ninguém, no seu perfeito juízo e em consciência acredita que este não tinha conhecimento da existência do requerimento. aliás, o próprio admitiu que a filha se aconselhou juridicamente acerca deste assunto - procedimento perfeitamente natural para quem se candidata a ensino superior.
template temporário... que acham???
é verdade, o joão já tem um blog... o meliante... não deixem de passar por lá
é verdade, o joão já tem um blog... o meliante... não deixem de passar por lá
3 de outubro de 2003
estou mesmo de volta...
as aulas começam segunda feira... não é uma notícia que me apraze por aí além...
mas estou de volta de longe... de muito longe...
tomei um banho, algo no estômago a reconfortar... doem-me os olhos...não pela luminosidade ou por alguma sequela da operação mas por tua causa... e não é tudo culpa tua mas a dor nos meus olhos é efeito do que causaste (não eras tu que me falavas da causa-efeito?). escrevi-te muito... e disseram-me que o espaço que já existe entre nós não é suficiente, que tenho de te dar mais. e não, não concordei contigo e com o que disseste ontem, se calhar não fui suficientemente explícita nesse ponto. sim, as minhas mãos ainda cheiram a ti.
tive pena que, nos teus poemas não tenhas um com o meu nome por título (queria ter-to dito enquanto o cafá ainda aquecia o meu peito mas pensei que não compreenderias...)
as aulas começam segunda feira... não é uma notícia que me apraze por aí além...
mas estou de volta de longe... de muito longe...
tomei um banho, algo no estômago a reconfortar... doem-me os olhos...não pela luminosidade ou por alguma sequela da operação mas por tua causa... e não é tudo culpa tua mas a dor nos meus olhos é efeito do que causaste (não eras tu que me falavas da causa-efeito?). escrevi-te muito... e disseram-me que o espaço que já existe entre nós não é suficiente, que tenho de te dar mais. e não, não concordei contigo e com o que disseste ontem, se calhar não fui suficientemente explícita nesse ponto. sim, as minhas mãos ainda cheiram a ti.
tive pena que, nos teus poemas não tenhas um com o meu nome por título (queria ter-to dito enquanto o cafá ainda aquecia o meu peito mas pensei que não compreenderias...)
24 de setembro de 2003
(re)ver-te através dos meus olhos....
António Franco Alexandre
in Fábula
"Agora vai ser assim: nunca mais te verei.
Esste facto simples, que todos me dizem ser simples, trivial,
e humano. como um destino orgânico e sensato,
fica em mim como um muro imóvel, um aspecto esquecido
e altivo de todas as coisas, de todas as palavras.
Sempre nos separaram as circunstâncias, e a essência
mesma dos dias, quando entre a relva e a copa das árvores
me esquecia de pensar, e o ar passava
por mim antes de erguer os caules verdes e alimentar
a vida sem imagens de paisagem. Marcávamos férias
em meses diferentes. O fim do ano, a páscoa, calhavam sempre
em outros dias. Tesouras surdas
rompiam o cordão dos telefones, e por engano
urgentes cartas atravessavam o plantea, apareciam
anos depois no arquivo municipal. E mais: a minha idade,
a tua, não poderiam nunca encontrar-se no mundo.
(...)"
aquele dia específico. encostados, os nossos ombros eu dizendo-te o poema o mais próximo do ouvido possível... tão próximo quanto as conveniências o permitiam... e depois, o senhor deste poema a deslumbrar-me...
vê bem, era sobre o mundo que te queria hoje falar...
António Franco Alexandre
in Fábula
"Agora vai ser assim: nunca mais te verei.
Esste facto simples, que todos me dizem ser simples, trivial,
e humano. como um destino orgânico e sensato,
fica em mim como um muro imóvel, um aspecto esquecido
e altivo de todas as coisas, de todas as palavras.
Sempre nos separaram as circunstâncias, e a essência
mesma dos dias, quando entre a relva e a copa das árvores
me esquecia de pensar, e o ar passava
por mim antes de erguer os caules verdes e alimentar
a vida sem imagens de paisagem. Marcávamos férias
em meses diferentes. O fim do ano, a páscoa, calhavam sempre
em outros dias. Tesouras surdas
rompiam o cordão dos telefones, e por engano
urgentes cartas atravessavam o plantea, apareciam
anos depois no arquivo municipal. E mais: a minha idade,
a tua, não poderiam nunca encontrar-se no mundo.
(...)"
aquele dia específico. encostados, os nossos ombros eu dizendo-te o poema o mais próximo do ouvido possível... tão próximo quanto as conveniências o permitiam... e depois, o senhor deste poema a deslumbrar-me...
vê bem, era sobre o mundo que te queria hoje falar...
19 de setembro de 2003
retorno nesta noite de calor, antes de te ligar, de te dizer "boa noite meu sorriso", venho aqui dizer que voltei... que abri os olhos e que vejo. que vejo bem. que tenho saudades do porto mas tenho mais saudades de ti.
descobri mew por causa de um favor e são eles que me fazem companhia esta noite... estou a tentar tirar um qualquer álbum de mandalay também mas está difícil... tá tudo em braga pelo encontro de weblogers. tenho pena de não ter ido...
fui no entanto a lisboa a semana passada.
conhecer-te foi uma sensação tão boa... a viagem de regresso feita com ansiedade de te rever... de te conhecer, de te reconhecer.
mais de seiscentos passos da minha à tua rua e mesmo assim são passos que quero dar e conhecer... reconhecer o teu verde olhar por entre os edificios...
quero fotografar-te. imortalizar a tua beleza num instante fotográfico...
vamos até à praia?
descobri mew por causa de um favor e são eles que me fazem companhia esta noite... estou a tentar tirar um qualquer álbum de mandalay também mas está difícil... tá tudo em braga pelo encontro de weblogers. tenho pena de não ter ido...
fui no entanto a lisboa a semana passada.
conhecer-te foi uma sensação tão boa... a viagem de regresso feita com ansiedade de te rever... de te conhecer, de te reconhecer.
mais de seiscentos passos da minha à tua rua e mesmo assim são passos que quero dar e conhecer... reconhecer o teu verde olhar por entre os edificios...
quero fotografar-te. imortalizar a tua beleza num instante fotográfico...
vamos até à praia?
1 de setembro de 2003
25 de agosto de 2003
estou cansada... quatro horas de conversa ontem à noite assemelharam-se a uma directa que resultou num sono demasiado profundo para que resolvesse algumas questões pendentes...
tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, e, concluindo esta ideia, tou farta de ílhavo...
ainda bem que já anda gente novamente a cirandar pelo staring e pelo borras... ao menos já me sinto mais acompanhada...
obg maquiavel por esta lista de filmes...
tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo,tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, tou farta de ílhavo, e, concluindo esta ideia, tou farta de ílhavo...
ainda bem que já anda gente novamente a cirandar pelo staring e pelo borras... ao menos já me sinto mais acompanhada...
obg maquiavel por esta lista de filmes...
20 de agosto de 2003
há sorrisos de verão que me faltam este ano...
conheci a maria... ou melhor, foi ela que me conheceu... gosto desta menina-de-sorriso-aberto que me aparece à noite lembrar-me do calor de sorrisos nocturnos...
magoaste-me e não é costume passar-se tanto tempo até me dizeres "desculpa, mas eu já te tinha dito que te ia magoar"...
confesso que estou preocupada porque não dás notícias. liga-me. escreve-me. diz-me que não te arrependes.
mas diz-me.
conheci a maria... ou melhor, foi ela que me conheceu... gosto desta menina-de-sorriso-aberto que me aparece à noite lembrar-me do calor de sorrisos nocturnos...
magoaste-me e não é costume passar-se tanto tempo até me dizeres "desculpa, mas eu já te tinha dito que te ia magoar"...
confesso que estou preocupada porque não dás notícias. liga-me. escreve-me. diz-me que não te arrependes.
mas diz-me.
18 de agosto de 2003
17 de agosto de 2003
lol lol lol, joana, já me fizeste rir um bocado (pela primeira vez hoje) com este teste...
pure
What's YOUR sexual fetish?
brought to you by Quizilla
pure
What's YOUR sexual fetish?
brought to you by Quizilla
16 de agosto de 2003
Al Berto - Regresso às Histórias Simples in O Medo
"6
embebedavas-te
na travessia daquele verão bebias muito vinho
na vertigem de fogosos corpos pouco sabias
acerca do ciúme e da traição
confiavas demasiado em ti eras alto e magro
nunca traficaras armas em Harrar
tinhas o peito cansado o andar lento
e jamais pernoitaras sob o céu de Alexandria
escuta
a partir de hoje abandono-te para sempre
ao silêncio de quem escreve versos
em Portugal
tens trinta e sete anos como Rimbaud
talvez seja tempo de começares a morrer"
"6
embebedavas-te
na travessia daquele verão bebias muito vinho
na vertigem de fogosos corpos pouco sabias
acerca do ciúme e da traição
confiavas demasiado em ti eras alto e magro
nunca traficaras armas em Harrar
tinhas o peito cansado o andar lento
e jamais pernoitaras sob o céu de Alexandria
escuta
a partir de hoje abandono-te para sempre
ao silêncio de quem escreve versos
em Portugal
tens trinta e sete anos como Rimbaud
talvez seja tempo de começares a morrer"
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