28 de maio de 2004

Jorge Palma
Eu estou bem

"Mãe
Vi-te sózinha ao meu lado
Não vi, mãe?

Mãe
Vi-te passar um mau bocado
Não foi, mãe?

Mãe
Tu querias ir a qualquer lado

Mãe
Tinhas o amor guardado
Não tinhas, mãe?

Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem
Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem


Mãe
Tu gostaste da viagem
Não gostaste, mãe?

Mãe
Precisaste de um pagem

Mãe
Para te ajudar a descolagem

Mãe
Depois ficou só a imagem
Não foi, mãe?

Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem
Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem

Mãe
Eu também estive sózinho
Não estive, mãe?

Mãe
Tu querias todo o meu carinho

Mãe
Eu tinha que deixar o ninho

Mãe
Fui-me embora devagarinho
Não fui, mãe?

Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem
Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem"




desde que descobri esta música apetece-me gravá-la para a minha mãe. apercebi-me do quão pouco penso na minha mãe. e do quão pouco ela sabe de mim...

que a vida passa e que é tão rápida...


amanhã um outro dia...

27 de maio de 2004

o borras renasceu!

(já parece a fénix!)

birds all over.

festa nos aliados ontem à noite. loucura azul (e eu nem azul sou!)!


noite sem ti.

o dia que mal começa, o suspiro por dar. e a falta de algum calor próximo, de algum calor nocturno. o sair, o conhecer o movimento dos corpos...

25 de maio de 2004

o borras morreu...

longa vida ao borras...

(o melhor manifesto que já li, pró-borras aqui; .joana., fazia-te bem às gargalhadas passares por lá para o ler!)
Al Berto
in O Medo

"...
mas se ao morrer o abrissem ao meio
nada encontrariam
nem vísceras nem ossos nem sangue
apenas poalha de água
e a dor da infindável travessia"



estou apática.dormente nos sentidos. só uma forte cãibra ontem me acordou deste adormecimento.

pequenos momentos que se apagam no correr das horas...
insónias à margem do lento correr dos minutos no mostrador luminoso do rádio-despertador que, não tarda nada, me vai lembrar que o dia começa, no momento exacto em que o sono de mim se apropria...


devia ser um case-study. como é que, a partir das dez da manhã, tenho mais sono que durante toda a noite?

22 de maio de 2004

não sei da tua imagem. do som da tua voz e de ti.

não sei por onde andas e aonde pertences realmente.

por esta altura tu não sabes de mim. quando eu ainda sei tanto de ti.

intrínsecamente, as tuas mãos nunca se esqueceram do caminho até às minhas.

olhei-te pela primeira vez e foi como se te reconhecesse. como se te visse ao longo dos tempos. até muito à frente no calendário.



"ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
e a cicatriz sobrevive sempre à mais perfeita ligadura"

Jorge Palma

21 de maio de 2004

Jorge Palma
Ao Meu Encontro na Estrada

Disseste que vinhas
E não chegaste
Mudaste de planos, ok

Mas isso deitou-me tão abaixo
Espero que tenhas pensado bem
Estou triste que só eu sei
Preciso de alguém

(...)

Estou bem chateado

(...)

Pensei tanto em ti
Que não calculas
De manhã, à tarde e ao anoitecer

Andava louco de contente
Só com a ideia de te voltar a ver
Ahh, mas que grande idiota
Voltei a perder

(...)




estava a ouvir as músicas do palma...

achei piada a esta letra. e lembrei-me que disseste ontem que "não te ajudo"... e repito: eu tenho piadas novas, tu é que perdeste o sentido de humor! ;)

apetece-me rir às gargalhadas...

troveja e faz sol.
que fazes tu nesses fins de semana?

20 de maio de 2004

mudei de visual...
rendi-me aos verdes encantos... talvez porque todo o corredor cheire a verde, talvez porque a vista da janela ao fundo do corredor sejam as hortas e pequenos quintais escondidos entre os cubos habitacionais do porto... talvez porque me apete�a o cheiro a terra molhada e relva acabada de cortar...
não sei novas palavras.


a minha escrita está toda igual. preciso que venhas e me ensines as palavras que agora dizes... preciso que mas digas só pelo prazer da sonoridade da junção das letras, do arranhar das consoantes no céu da boca, no lugar onde a língua toca o sítio mais suave.


passo o tempo a começar poemas sem fim. pequenas notas à margem dos dias. o deleite das imagens repetidas na exaustão da noite mal dormida.


estou com insónias. espero que me ensines o que ainda não sei...

19 de maio de 2004

desde que descobri a doce voz de rosie thomas que as minhas noites (especialmente ao volante) se tornaram mais especiais.

sem nunca querer parar até chegar ao destino...

o meu quente dia... ainda vai chover. com muita trovoada. daquela chuva em que eu me sento fora de casa e me deixo molhar... em que ouço os trovões e espero os relâmpagos para que me iluminem a leitura...

está a formar-se uma tempestade neste lado do mundo tropical...

17 de maio de 2004

dia de muito calor. muito calor. como se fosse verão e as roupas ficassem no chão do quarto, abandonadas na expectativa da noite.

muito calor, dias impressos no calendário sem qualquer marca distintiva. dias que passam despercebidos no calor.

estou cansada. como se tivesse vindo de longe a memória mais doce de todos os meus dias. como se tivesses voltado ao meu dia de amanhã. como se o calor trouxesse a proximidade do teu corpo e o cheiro das tuas mãos.
como se os teus olhos ferissem solarmente os meus.


é um bom dia para escrever... seria um bom dia para te ter.

14 de maio de 2004

gosto do local onde tenho aulas. tem árvores e malmequeres que crescem, rebeldes entre as pedras e as junções dos edifícios.

gosto do cheiro de relva acabada de cortar e do cheiro que antecede a chuva.

gosto do teu cheiro quando sais do banho e do calor do sol na minha pele.


há tantas coisas que não ouço de ti...

27 de abril de 2004




o sol entra pelas frinchas do olhar...

dias quentes que aquecem a pele.

e tu a dizeres um olá luminoso.

26 de abril de 2004

não acredito que o país seja um mau país. se entrarmos pela discussão da linha governamental e do rumo que está a tomar, aí sim, poderíamos discutir isso. não acredito que, essencialmente (na essência) as coisas estejam podres e que este seja o pior lugar do mundo aonde se viver. não acredito na vitimização também nem no laxismo em que muita gente cai. pim pim pim. é tudo que tenho a dizer sobre isto.

25 de abril de 2004

música: five minutes of everything - the gift...

nem fui eu que escolhi a música mas não poderia ser mais apropriada ao meu estado de espírito.


sim, tou um bocado chateada... chateada porque tu não percebes que o dia de hoje é um dia importantíssimo. porque o teu desinteresse social me chateia. porque me chateiam aqueles que em nada acreditam, que se descartam de qualquer consciência social, que fogem às suas responsabilidades, que falham quando mais se precisa. estou negativa. vou entrar em modo automático senão chateio-me demais e digo coisas que não quero.

tou farta de gente que não tem iniciativa e se rende facilmente ao facilitismo e ao comodismo do sofá.


"And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything"

16 de abril de 2004

gosto do meu blog.

é verdade. gosto muito do meu blog. e gosto muito desta coisa de "bloggar".

isto é o que tenho logo para dizer.


estou meio adoentada. dores de cabeça constantes, dores de garganta.

aulas às oito da manhã... já não me lembrava de madrugar assim... e já não me lembrava de me sentir assim, tão repentinamente, tão em baixo, tão doente...

10 de abril de 2004

mal ela sabia que, daí a cinco meses, alguém se apressaria para este mundo, com os punhos fechados, 2,050 gr. e quarenta e seis centímetros e meio.



mais um...

hoje começa outro ano...

9 de abril de 2004

sem carro... sim, é verdade. estou imobilizada. "alguém" perdeu os documentos do meu carro...


estou quase a fazer anos... hoje é já dia nove... (parabéns jorge reis-sá)... curioso fazeres anos no mesmo dia que a ana e o pedro...


a ana conheci-a devíamos ter dois anos... talvez menos. não me lembro da primeira vez que a vi mas lembro-me que foi a minha primeira amiga. que enchia as bochechas de comida, como fazem os hamsters e mastigava a tarde inteira. que, quando formos para o colégio, tinha um namorado chamado "pêpê", que andávamos num infantário que era o "caracol", que eu vivia no 4.ºesq. e ela no 9.ºdir. que ela e o irmão dela (três anos mais novo que nós) foram criados na minha casa. e eu na casa deles. que festejávamos os aniversários um a seguir ao outro. o dela sempre ao sábado (porque ela faz primeiro anos) e eu no domingo (que, não sendo no dia a seguir, é quase). partilhamos ainda segredos, apesar da vida nos ter afastado e de apenas nos falarmos uma vez por ano, nestes dias... as festas de aniversário estavam sempre cheias. muita gente sempre... muitos telefonemas de parentes e amigos distantes. as minhas não. nenhum telefonema, poucos amigos.

este ano não foge à regra. talvez nem os festeje em condições... o dia m que "calhou" não é muito propício para juntar amigos... festas de família... é o que dá...

não era suposto eu por estes dias. só me esperavam lá para meados de julho... mas eu estava farta "daquilo" e o que me interessava era o que estava mesmo cá fora.

apressada, como sempre. por (com) um impulso, cá vim eu para este mundo, com força suficiente para não me assustar à primeira golfada de oxigénio.





que pena não utilizares o serviços da fedex... (sabias que a fedex não faz serviços nacionais?, apenas internacionais?)...vai ser um aniversário despercebido, camuflado...

never mind... ainda não chegou...

6 de abril de 2004

estou de férias... a cuidar do meu afilhado. a ver-te diariamente como se vivessemos realmente pertinho... perto o suficiente para nos encontrarmos assim, quase casualmente, quase ao sabor dos dias que passam, deste calor quase de verão que nos invadiu, a rir e a gostar de estar assim...


como o tempo mudou...