26 de agosto de 2004

I wonder if i ever let you down
did you keep on moving
I wonder, when i took my feet from off your ground
did you keep on going

If you ever need me, just remember
all the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
that i feel the same way


Don't you know every sould must grow older
but our past belongs to you
and it should make you stronger
(...)
If you ever need me, just remember
and i'll always be there
If you ever miss me, don't you know
...don't you know...
...we will meet again

...we will meet again

Coldfinger, "Cover Sleeve" in "sweet moods and interludes"


nelson d'aires. mais fotos, aqui


peço água.
como se me faltasse ar para respirar.
limpeza do que fica para trás.

peço água.
como se me faltasse mar por onde navegar.
rasto de ondas brancas de espuma.

peço água.
como se ardesse.
incêndios de inverno alastrando no verão.


é sim de chegar às lágrimas...

25 de agosto de 2004

sometimes, i ask for grace. and i get it.

sometimes i see more i should see. i see it too soon. i listen what you do not say.

and i say the same

23 de agosto de 2004




Roubados "O Grito" e "Madona" de Edvard Munch

Os dois quadros mais conhecidos do pintor norueguês Edvard Munch, "O Grito"
e "Madona", foram roubados ontem de manhã do Museu Munch, em Oslo, Noruega.
(...)
Entre os visitantes, estava um produtor de rádio francês, François Castang,
que ainda ontem prestou declarações à rádio France Inter: "É estranho como neste
museu não havia nenhuns meios de protecção dos quadros, nem uma campainha de
alarme", disse. "Os quadros estavam simplesmente presos à parede com arames.
Bastava puxar com força para que se desprendessem, e foi isso que vi os ladrões
fazerem."
(...)
"O Grito" já tinha sido roubado
Esta não é a primeira vez que "O Grito"
é roubado. Das quatro versões conhecidas da obra, duas, entre as quais a
roubada, são propriedade do Museu Munch, uma terceira está em mãos privadas e a
quarta pertence à Galeria Nacional de Oslo. Foi esta última a protagonista de um
assalto feito em Fevereiro de 1994. Dessa vez, o quadro esteve desaparecido
durante três meses. Foi recuperado pela polícia num hotel de Asgardstrand, a 65
quilómetros a sul de Oslo, depois de três homens terem tentado pedir ao Governo
um resgate de um milhão de euros pela obra.
A versão que ontem foi roubada
do Museu Munch é uma têmpera e pastel sobre cartão datada de 1893.

in jornal "Público",
23 Agosto 2004


21 de agosto de 2004

frase do dia:

'aterrorizado outra vez de não amar, de amar e não seres tu, de ser amado e
não ser por ti - samuel beckett '


os meus happy endings... os meus "meant to be, supposed to be"...

três meses.

fim

20 de agosto de 2004

voltas. como se a minha vida sempre te tenha pertencido.

voltas, ao lado mais ocidental de mim.

de forma diferente, acordas e sorris.

sempre a tua gargalhada. sempre a tua gargalhada no início da noite.

como se o tempo e o espaço se entrelaçassem. como se o tempo não passasse. como se me compreendesses sem palavras.

passam rápidos os dias. as noites arrastam-se sem ti.

19 de agosto de 2004

voltei... depois de mais de dez dias de viagem...

Barcelona- Génova - Pisa/Florença - San Gimigniano - Roma - Veneza - Cortina d'Ampezzo - Salzburg - Praga.

maravilhoso.

hoje estou nostálgica. provavelmente ainda cansada. muitos dias de viagem, muita estrada feita, pouco sono, pouco descanso.

não sei que escrever... só para dizer que já voltei...

28 de julho de 2004

bem, como se o dia de ontem não estivesse a ser mau... caí das escadas abaixo. nada partido. muitos hematomas (e graves), perna imobilizada por três dias...

fantástico... aborrecimento ao fim do primeiro dia. é esse o balanço. nem conduzir posso e agora, até a mais simples deslocação, o mais simples movimento acarreta dores...

como se o meu dia não estivesse já estragado...

27 de julho de 2004

"This world is full, So full of crashing bores, And I must be one, ‘Cos no one ever turns to me to say Take me in your arms, Take me in your arms, And love me

(...)

This world, I am afraid, Is designed for crashing bores, I am not one, I am not one You don't understand, You don't understand, And yet you can"

Morrissey, in You Are The Quarry


encontrar-te esta manhã
na repetição dos gestos diários, rotineiros...
encontrar-te ao acordar, ainda com sono nos cantos dos olhos.

gostei do que disseste. e como, novamente, falaste por nós. como disseste as palavras que não te direi.

penso em ti subconscientemente... e em como me atrapalhas...

há portas que nunca se fecham.

26 de julho de 2004

desejo-te...


massajas-me o coração.

doem-me as costas, os olhos...

reflexos de outros faróis ainda na minha retina. tu ainda na minha retina.

140km/h...

a vida em fastforward... em rewind..

tenho a fita gasta... tudo em pause!

25 de julho de 2004

caminho pela casa suavemente. como algo se partisse ao mínimo barulho. céu azul lá fora.

mantenho as portadas da casa fechadas. restos de luz que passam pelas frinchas. céu azul lá fora. azul puro. mesmo de olhos fechados, eu sei que há um céu azul-puro lá fora.

não há barulho cá dentro. silêncio do calor do meio dia. a mesa no pátio, ainda com os restos do almoço. o jornal dobrado no banco do jardim.

restos de um domingo.
gostava de poder ligar-te. dizer-te que, esta noite, sonhei contigo. e com a tua cama.
gostava de poder ligar-te, sem qualquer tipo de restrições. contar-te a matéria de que são feitos os sonhos. dizer-te ainda que acordei e interroguei-me se não seria verdade, o sonho que tinha sonhado...


Segredo

Esta noite morri muitas vezes, à espera

de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma

enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.
 
Fernando Pinto do Amaral
de Às Cegas




 

 
há segredos que ainda guardo.

últimas estrelas do que não quero que morra.

as recordações de ti.




24 de julho de 2004

começo este dia a ouvir o novo album do Rodrigo Leão, Cinema. absolutamente lindo.

o single de abertura conta com a participação de Ryuichi Sakamoto, ao piano,  e da cantora brasileira Rosa Passos. cantora desconhecida entre nós.  

rodrigo leão vai estar no Sudoeste este verão... se eu fosse, seria a segunda vez que o veria no sudoeste... nós os dois a bisar o festival... mas não vou. e ele vai ter de tocar sem mim... e eu vou ter de levar o "cinema" pra itália para colmatar a falta...

23 de julho de 2004

costumava andar sempre de joelhos esfolados. colants que caiam pelas pernas abaixo e camisolas que picavam na gola. brincava com os bonecos perguntando-me se eu própria não seria também um boneco nas mãos de alguém, se a minha vida não estaria a ser imaginada por alguém exterior a mim. se a minha existência dependeria directamente desse ser... como eu, que manipulava os bonecos, na borda da minha cama.

 
agora durmo todo o dia. desperdiço as horas de sol. murcho.

21 de julho de 2004



quase de férias... quase... quase... quase...


boas e más notícias... bons e maus sabores...

itália itália itália...

(estou a ficar sem ter que dizer...)

16 de julho de 2004

mais uma semana... mais uma semana de "esforço-final" (como diz a minha mãe).
 
últimos retoques na curta-metragem (que é como quem diz, mas porque é que esta porcaria dá erro cada vez que eu tento gravar!!!!)
 
estudar. estudar numa maratona contra-relógio. cartas de "apesar de seres muito boa (i.e., nem lemos nada do que enviaste mas toma lá a carta pró-forma), não obrigado, não estamos interessados"...
 
mais uma semana... sete dias sempre úteis...

15 de julho de 2004

mais uma... desta vez da quasi...

o que vale meus caros/caras, é que estou quase de férias... (é o quase que me mata!). daqui a pouco estarei a viajar, rumo a itália... uma road trip à moda antiga.
e o calor que está...

11 de julho de 2004

apetece-me levantar desta cadeira e correr contra a parede, do fundo da sala.

(estou farta de trabalhar!)
interrogo-me sobre as tuas partidas e chegadas.
a delicadeza obrigatória, intrínseca à tua derme.



a natureza dos teus gestos. interrogo-me sobre a cor do céu... sobre se borras se diz "bórras" ou "bôrras"... se deva emigrar por causa do novo primeiro ministro ou não. se deva abrir cartas que me vêm endereçadas ou temer o seu conteúdo.

interrogo-me sobre a maciez das tuas costas.

interrogo-me sobre a estrela que tens impressa na íris dos teus olhos.

interrogo-me sobre a verdade encerrada na velocidade da tua vida.

10 de julho de 2004

esta noite sonhei contigo...

e o dia amanheceu como tu. rasgos de sol e vento frio. calor e nuvens...

todo o dia, desencontros. as vidas que se julgam tão separadas, desconheciadas, afinal paralelas, próximas. à distância de um braço esticado, de uma mão estendida, aberta, de encontro às costas.

crostas de feridas antigas, salientes por sobre a pele.

desenhos. espirais intermináveis.
os caracóis do teu cabelo pousados no pescoço...



"e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão


(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
"


Al Berto

9 de julho de 2004

a nossa curta-metragem está quase acabada. a montagem, pelo menos, está pronta...


questiono-me sobre a sanidade mental, sobre desiquilibrios hormonais, deficiências de comportamentos, questiono-me sobre a fé dos homens e a minha...

questiono-me sobre as pequenas coisas da minha vida... sobre porque é que, sendo verão está frio, porque é que o despertador não tocou esta manhã...

sobre a fotografia que anseio tirar...

8 de julho de 2004

estes foram os dias mais felizes que me podias ter dado.

tudo está em aberto entre nós, a loucura e a cumplicidade. estes foram os dias mais felizes que me podias ter dado.




a tua cara ao amanhecer, ainda adormecida...
o teu cheiro na almofada...
a brincadeira das tuas mãos...

2 de julho de 2004

1 de julho de 2004

o país está louco. louco pela selecção, louco porque se aponta santana lopes para primeiro ministro. está tudo louco.


e a ti... só te posso dizer que releio as tuas mensagens, encontradas já no monte de papéis destinados à reciclagem. apenas te posso dizer que não sei de ti.

e não me custa (tanto)

23 de junho de 2004

"Age doesn't protect you from love.
But love, to some extent, protects you from age"
Jeanne Moreau (1928)


estive a ler umas coisas antigas guardadas nos arquivos do meu computador...

estive a limpar alguns cantos do meu sono.

a hugin recusou-me. nem devem ter aberto o quarto. aposto como a porta ainda está encostada, da maneira como a deixaste encostada. e, a atestar isso, as marcas de pó não me deixarão mentir.

22 de junho de 2004

não tenho fome.
tenho sono...

o quarto em chamas já seguiu pelo correio.... agora falta esperar.

o tempo está abafado. falta-me um pouco de ar fresco. falta-me vontade de trabalhar... falta-me...

não sei porque não consigo mostrar as minhas imagens aqui... alguém tem a explicação?

quem me dera ter net em casa...

21 de junho de 2004

"do your best
not to forget me"

ainda me custa a compreender como as coisas se processam.

linhas entrecruzadas
rotundas em oito do lado francês
do canal da mancha.
conduzir do lado errado
da estrada sempre me trouxe problemas
de visão.
100 km/h com o alcoól a correr
célere
pelas principais avenidas
lisboa num rasgo de olhar
peças de roupa perdidas
pelos cantos da solidão
interrompida.
sugestões de outras vidas
insinuadas no desapertar
de um botão de camisa.
se soubesses o meu
sabor de gelado favorito
a estrada não teria fim.



sabes joana,o carlos dizia, no outro dia, que pertencemos a uma espécie diferente... estranha... e pensei como são estranhas as pessoas à nossa volta. não essencialmente eu ou tu mas toda a gente que nos rodeia. como nos (re)conhecemos pelas special features de cada um... na naturalidade da nossa "estranheza"...

tenho dez moradas em cima da mesa... dez exemplares do quarto em chamas que me vão abandonar para poderem regressar... seja como fôr que regressem...

18 de junho de 2004

17 de junho de 2004



é disto que somos feitos
pequenas gotas de água
libertadas por um aspersor
que caem no braço de alguém que passa,
num dia de calor

pequenas coisas
a ordem tímida dos gestos
as sardas que se espalham
no teu rosto
a tua mão dentro de mim
no fim da garganta
junto à pequena covinha
do pescoço
a tua mão dentro de mim
puxando-me de desejo



as coisas não se repetem, não se vivem duas vezes... e a poesia ficou fora da porta, no seu devido lugar.

doem-me os olhos, está muito calor.
e não há motivos de preocupação. ainda aqui estou. ainda sou a mesma. sem precisar de provar algo a alguém.

12 de junho de 2004

ainda há muito que te quero mostrar... as ausências geram destas coisas... sentimentos prontos-a-usar... o verde com o azul, o amarelo, o laranja e o vermelho, as cores arrumadas em círculos cromáticos.

(hoje sinto-me bonita. como se uma luz brilhasse dentro de mim. como se me tivesses agarrado pela base do pescoço e apertasses o suficiente para que as tuas mãos falem de desejo, o suficiente para que os meus olhos se fechem na ansiedade de ti.

"i'm sleeping under the water line"

e sei que tu aí me esperas...

11 de junho de 2004

não tenho nada de mais a dizer (não tinha já dito que me faltam as palavras?)...


custa-me este silêncio... este vazio de palavras...

10 de junho de 2004

é como se... como se tudo o que eu tivesse a escrever já tenha sido escrito... sinto-me vazia... vazia há mais de um ano... vazia de palavras... como se já te tivesse dito tudo e tudo tivesses tu ouvido (ainda que tão pouco tenha passado pelos teus ouvidos)


estou profundamente triste e não tenho as palavras para te dizê-lo...

reencontro-me nas memórias de ti...


"(...)I can't believe this world is still turning(...)

And I'm, Not sorry for, For the things I've done
And I'm, Not looking for, Just anyone

(...)Oh, when will this tired heart stop beating?, It's all a game, Existence is only a game
And I'm, Not sorry for, For the things I've done
And I'm, Not looking for, Just anyone

I'm, Slipping below the water line, I'm, Slipping below the water line
Reach for my hand, And, And the race is won
Reject my hand, And, The damage is done(...)"

Morrissey in You Are The Quarry



sinto-me deslizar para um quarto escuro...

e apetece-me fazer como o lynch fez para uma das suas curtas-metragens: pintar toda a casa de negro... plantar uma semente na minha cama... manter contigo uma relação auto-incestuosa, meu pedaço de mim...
caio na apatia dos gestos repetidos à exaustão na memória luminosa da tua presença... caio no facilitismo da memória do teu sorriso... e não te quero reencontrar, pedaço de mim... não te quero ver. não me quero cruzar contigo senão em inócuas conversas pela madrugada, para que, logo a seguir, se diluam na matéria febril dos sonhos...

curvo-me.

o meu peito dói-me.
a brancura da minha saia está manchada com finos bagos de romã...


há nódoas que não saem...

7 de junho de 2004

dói-me o colo...

como se te tivesses sentado e, agora que te levantaste, tivesses deixado nele (ainda) a tua presença...
devia pensar em coisas importantes... era suposto pensar... e, neste momento, é o que menos quero...

ocupar-me, assistir assiduamente a todas e quaisquer aulas, ler muito, estudar, procurar apontamentos, organizar informações, fazer arrumações, limpar tudo, cozinhar, ligar a televisão... pensar "que concursos tão simples, que perguntas tão óbvias"... ver um filme, tirar apontamentos, não pensar, não pensar, não pensar, não pensar...


ontem era agulhas, daquelas grossas, que as nossas mães usavam quando nos faziam camisolas de lã, que se espetavam nas minhas fontes... dores de cabeça insuportáveis, dores de cabeça, ardor nos olhos e no fundo do estômago, dorees de cabeça, dores de cabeça, não pensar, dores de cabeça, não pensar, dores de cabeça...


não consigo pensar em ti sem que os meus olhos se afoguem...

1 de junho de 2004




quando as imagens passam demasiado rápido no olhar há traços de luz no caminho.

como a tua passagem pelos meus dias. traços de luz fugidia por entre as pestanas...

Jorge Palma
"Meu Amor (Agora Não Fiques Para Aí A Dormir)


Meu amor,
Parece que agora vou seguir sem ti
Subir e descer,
Correr na lama e voar outra vez...

Sei muito bem onde quero chegar
E sei que não há tempo a perder
Que a tua voz me possa encorajar!

Meu amor,
Agora não fiques para ai a dormir...
Um fato de marinheiro
Não chega para se entender o mar.

Espero que aprendas bem a remar
E espero que a luz do teu farol
Te possa sempre iluminar! "

28 de maio de 2004

Jorge Palma
Eu estou bem

"Mãe
Vi-te sózinha ao meu lado
Não vi, mãe?

Mãe
Vi-te passar um mau bocado
Não foi, mãe?

Mãe
Tu querias ir a qualquer lado

Mãe
Tinhas o amor guardado
Não tinhas, mãe?

Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem
Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem


Mãe
Tu gostaste da viagem
Não gostaste, mãe?

Mãe
Precisaste de um pagem

Mãe
Para te ajudar a descolagem

Mãe
Depois ficou só a imagem
Não foi, mãe?

Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem
Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem

Mãe
Eu também estive sózinho
Não estive, mãe?

Mãe
Tu querias todo o meu carinho

Mãe
Eu tinha que deixar o ninho

Mãe
Fui-me embora devagarinho
Não fui, mãe?

Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem
Mãe
Eu estou bem, eu estou bem
Mãe
Eu estou bem"




desde que descobri esta música apetece-me gravá-la para a minha mãe. apercebi-me do quão pouco penso na minha mãe. e do quão pouco ela sabe de mim...

que a vida passa e que é tão rápida...


amanhã um outro dia...

27 de maio de 2004

o borras renasceu!

(já parece a fénix!)

birds all over.

festa nos aliados ontem à noite. loucura azul (e eu nem azul sou!)!


noite sem ti.

o dia que mal começa, o suspiro por dar. e a falta de algum calor próximo, de algum calor nocturno. o sair, o conhecer o movimento dos corpos...

25 de maio de 2004

o borras morreu...

longa vida ao borras...

(o melhor manifesto que já li, pró-borras aqui; .joana., fazia-te bem às gargalhadas passares por lá para o ler!)
Al Berto
in O Medo

"...
mas se ao morrer o abrissem ao meio
nada encontrariam
nem vísceras nem ossos nem sangue
apenas poalha de água
e a dor da infindável travessia"



estou apática.dormente nos sentidos. só uma forte cãibra ontem me acordou deste adormecimento.

pequenos momentos que se apagam no correr das horas...
insónias à margem do lento correr dos minutos no mostrador luminoso do rádio-despertador que, não tarda nada, me vai lembrar que o dia começa, no momento exacto em que o sono de mim se apropria...


devia ser um case-study. como é que, a partir das dez da manhã, tenho mais sono que durante toda a noite?

22 de maio de 2004

não sei da tua imagem. do som da tua voz e de ti.

não sei por onde andas e aonde pertences realmente.

por esta altura tu não sabes de mim. quando eu ainda sei tanto de ti.

intrínsecamente, as tuas mãos nunca se esqueceram do caminho até às minhas.

olhei-te pela primeira vez e foi como se te reconhecesse. como se te visse ao longo dos tempos. até muito à frente no calendário.



"ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
e a cicatriz sobrevive sempre à mais perfeita ligadura"

Jorge Palma

21 de maio de 2004

Jorge Palma
Ao Meu Encontro na Estrada

Disseste que vinhas
E não chegaste
Mudaste de planos, ok

Mas isso deitou-me tão abaixo
Espero que tenhas pensado bem
Estou triste que só eu sei
Preciso de alguém

(...)

Estou bem chateado

(...)

Pensei tanto em ti
Que não calculas
De manhã, à tarde e ao anoitecer

Andava louco de contente
Só com a ideia de te voltar a ver
Ahh, mas que grande idiota
Voltei a perder

(...)




estava a ouvir as músicas do palma...

achei piada a esta letra. e lembrei-me que disseste ontem que "não te ajudo"... e repito: eu tenho piadas novas, tu é que perdeste o sentido de humor! ;)

apetece-me rir às gargalhadas...

troveja e faz sol.
que fazes tu nesses fins de semana?

20 de maio de 2004

mudei de visual...
rendi-me aos verdes encantos... talvez porque todo o corredor cheire a verde, talvez porque a vista da janela ao fundo do corredor sejam as hortas e pequenos quintais escondidos entre os cubos habitacionais do porto... talvez porque me apete�a o cheiro a terra molhada e relva acabada de cortar...
não sei novas palavras.


a minha escrita está toda igual. preciso que venhas e me ensines as palavras que agora dizes... preciso que mas digas só pelo prazer da sonoridade da junção das letras, do arranhar das consoantes no céu da boca, no lugar onde a língua toca o sítio mais suave.


passo o tempo a começar poemas sem fim. pequenas notas à margem dos dias. o deleite das imagens repetidas na exaustão da noite mal dormida.


estou com insónias. espero que me ensines o que ainda não sei...

19 de maio de 2004

desde que descobri a doce voz de rosie thomas que as minhas noites (especialmente ao volante) se tornaram mais especiais.

sem nunca querer parar até chegar ao destino...

o meu quente dia... ainda vai chover. com muita trovoada. daquela chuva em que eu me sento fora de casa e me deixo molhar... em que ouço os trovões e espero os relâmpagos para que me iluminem a leitura...

está a formar-se uma tempestade neste lado do mundo tropical...

17 de maio de 2004

dia de muito calor. muito calor. como se fosse verão e as roupas ficassem no chão do quarto, abandonadas na expectativa da noite.

muito calor, dias impressos no calendário sem qualquer marca distintiva. dias que passam despercebidos no calor.

estou cansada. como se tivesse vindo de longe a memória mais doce de todos os meus dias. como se tivesses voltado ao meu dia de amanhã. como se o calor trouxesse a proximidade do teu corpo e o cheiro das tuas mãos.
como se os teus olhos ferissem solarmente os meus.


é um bom dia para escrever... seria um bom dia para te ter.

14 de maio de 2004

gosto do local onde tenho aulas. tem árvores e malmequeres que crescem, rebeldes entre as pedras e as junções dos edifícios.

gosto do cheiro de relva acabada de cortar e do cheiro que antecede a chuva.

gosto do teu cheiro quando sais do banho e do calor do sol na minha pele.


há tantas coisas que não ouço de ti...

27 de abril de 2004




o sol entra pelas frinchas do olhar...

dias quentes que aquecem a pele.

e tu a dizeres um olá luminoso.

26 de abril de 2004

não acredito que o país seja um mau país. se entrarmos pela discussão da linha governamental e do rumo que está a tomar, aí sim, poderíamos discutir isso. não acredito que, essencialmente (na essência) as coisas estejam podres e que este seja o pior lugar do mundo aonde se viver. não acredito na vitimização também nem no laxismo em que muita gente cai. pim pim pim. é tudo que tenho a dizer sobre isto.

25 de abril de 2004

música: five minutes of everything - the gift...

nem fui eu que escolhi a música mas não poderia ser mais apropriada ao meu estado de espírito.


sim, tou um bocado chateada... chateada porque tu não percebes que o dia de hoje é um dia importantíssimo. porque o teu desinteresse social me chateia. porque me chateiam aqueles que em nada acreditam, que se descartam de qualquer consciência social, que fogem às suas responsabilidades, que falham quando mais se precisa. estou negativa. vou entrar em modo automático senão chateio-me demais e digo coisas que não quero.

tou farta de gente que não tem iniciativa e se rende facilmente ao facilitismo e ao comodismo do sofá.


"And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything"

16 de abril de 2004

gosto do meu blog.

é verdade. gosto muito do meu blog. e gosto muito desta coisa de "bloggar".

isto é o que tenho logo para dizer.


estou meio adoentada. dores de cabeça constantes, dores de garganta.

aulas às oito da manhã... já não me lembrava de madrugar assim... e já não me lembrava de me sentir assim, tão repentinamente, tão em baixo, tão doente...

10 de abril de 2004

mal ela sabia que, daí a cinco meses, alguém se apressaria para este mundo, com os punhos fechados, 2,050 gr. e quarenta e seis centímetros e meio.



mais um...

hoje começa outro ano...

9 de abril de 2004

sem carro... sim, é verdade. estou imobilizada. "alguém" perdeu os documentos do meu carro...


estou quase a fazer anos... hoje é já dia nove... (parabéns jorge reis-sá)... curioso fazeres anos no mesmo dia que a ana e o pedro...


a ana conheci-a devíamos ter dois anos... talvez menos. não me lembro da primeira vez que a vi mas lembro-me que foi a minha primeira amiga. que enchia as bochechas de comida, como fazem os hamsters e mastigava a tarde inteira. que, quando formos para o colégio, tinha um namorado chamado "pêpê", que andávamos num infantário que era o "caracol", que eu vivia no 4.ºesq. e ela no 9.ºdir. que ela e o irmão dela (três anos mais novo que nós) foram criados na minha casa. e eu na casa deles. que festejávamos os aniversários um a seguir ao outro. o dela sempre ao sábado (porque ela faz primeiro anos) e eu no domingo (que, não sendo no dia a seguir, é quase). partilhamos ainda segredos, apesar da vida nos ter afastado e de apenas nos falarmos uma vez por ano, nestes dias... as festas de aniversário estavam sempre cheias. muita gente sempre... muitos telefonemas de parentes e amigos distantes. as minhas não. nenhum telefonema, poucos amigos.

este ano não foge à regra. talvez nem os festeje em condições... o dia m que "calhou" não é muito propício para juntar amigos... festas de família... é o que dá...

não era suposto eu por estes dias. só me esperavam lá para meados de julho... mas eu estava farta "daquilo" e o que me interessava era o que estava mesmo cá fora.

apressada, como sempre. por (com) um impulso, cá vim eu para este mundo, com força suficiente para não me assustar à primeira golfada de oxigénio.





que pena não utilizares o serviços da fedex... (sabias que a fedex não faz serviços nacionais?, apenas internacionais?)...vai ser um aniversário despercebido, camuflado...

never mind... ainda não chegou...

6 de abril de 2004

estou de férias... a cuidar do meu afilhado. a ver-te diariamente como se vivessemos realmente pertinho... perto o suficiente para nos encontrarmos assim, quase casualmente, quase ao sabor dos dias que passam, deste calor quase de verão que nos invadiu, a rir e a gostar de estar assim...


como o tempo mudou...

1 de abril de 2004

estou, oficialmente, de férias...

e ainda bem. ando exausta. o corpo pede descanso e a mente acção.

estou de volta a casa... as coisas a mudarem, o meu cenário a modificar-se...
está frio, chuva, granizo esta tarde no porto... pouco alimento, dores nos músculos... ao que a paixão obriga...

o tempo que me escapa por entre os dedos...

30 de março de 2004

estraguei o meu computador. não me perguntem como... estou completamente, estupidamente furiosa... para acrescer a isso, conta astronómica da luz e perdi os meus óculos de sol... bom fim de semana este... momentos ons... comprei um leitor de dvd's... pena agora virem as férias da páscoa e eu não poder disfrutar mais dele...

24 de março de 2004

Zélia Duncan in Intimidades, 1996


Enquanto Durmo

Muitas perguntas que afundas de respostas
Não afastam minhas duvidas

Me afogo longe de mim
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho

Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
,
Enquanto durmo, enquanto durmo...

De longe parece mais fácil,
Frágil é se aproximar

Mas eu chego, eu cobro
Eu dobro teus conselhos
Não me salvo porque nao me acho
Não me acalmo porque nao me vejo
Percebo até, mas desaconselho

Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo,
Enquanto durmo, enquanto durmo...



há coisas que temos de fazer...

a joana dizia ontem que a vida é feita de traições... eu acrescentaria que a vida é feita de riscos e desafios...

e eu arrisquei (novamente) e aceito o desafio (novamente)... aliás, se há palavra que me causa reacções irracionais é o verbo "desafiar"... um desafio bem proposto torna-me totalmente irracional. mas este desafio aceite nada tem de irracional. tem até demasiadas coisas racionais, demasiadas posições racionais... ainda me dói um pouco o peito... mas há coisas que têm de ser feitas e riscos que têm de ser corridos...


sou capaz de mudar o look do speech...dream (sim, novamente!).... a mudança é saudável e aconselha-se! claro que só se deve mudar para melhor portanto... "mi aguardem"!

20 de março de 2004

Jorge Palma in O Bairro do Amor, 1989

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão

Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem




já sei, já sei, ando numa de jorge palma...

fui com a vanessa à praia... passear com a minha grávida favorita... passear um pouco, desmanchar-me a rir com a única coisa que me faz rir nestes dias: a "feeling alive" dos gomo... ('cause i'm not really feeling alive...)

19 de março de 2004




o indefenidamente tornou-se, afinal num fecho rápido. quase virtual. tão imperceptível quanto as nuvens que passam no céu.

nunca pensei em fechar o speech...dream definitivamente... apenas fechá-lo um pouco, talvez fechar-me um pouco... talvez esse seja o melhor estado de definição... afinal de contas... as palavras são apenas palavras... e mudam-se como as folhas quando chega o outono.

finalmente, a liberdade de passar pela praia...

não me apetece estar com ninguém desconhecido. o conforto do conhecimento, o chão seguro debaixo dos meus pés... preciso de caras conhecidas...
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...........................:::FECHADO INDEFINIDAMENTE:::..............................
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18 de março de 2004

depois das tuas (poucas) palavras de ontem, esta música do palma....


Jorge Palma

A Gente Vai Continuar

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar

Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar

Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar

Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar




apetece-me ir tomar um café e não tenho companhia... fim de semana (mais que) prolongado... detesto não ter que fazer...



acho que nunca te disse que gosto de klimt... que talvez seja o meu pintor favorito...

e que as "amigas" se encontram entre os meus quadros favoritos... e que n�o existe porque foi destruido num fogo...

e que gostava de ir a viena ver os quadros dele ao vivo... mostrar-te porque � que eu gosto tanto de klimt...

peões! picanços! aqui vou eu! mais um perigo nas estradas portuguesas! mas o que é que os tipos da dgv foram fazer! ó perigo! ó vertigem! ó multas! ó desgraça e velhinhas atropeladas! ó atentados às estradas!


sim, é verdade! consegui iludi-los a darem-me a carta! hehehehehe...

mais tranquila... de melhor humor e melhor da saúde... mais leve de repente!

17 de março de 2004

é verdade, eu e as minhas "mini-férias"... mas invejosos, regozigem! tou com uma enorme crise de gripe em cima, despoletada por não sei bem o quê e que me está a dar a volta à cabeça!

em dias tão bonitos de sol, eu cheia de frio e de calor, frio e calor, dores de cabeça como não me lembro de ter e espirros, nariz entupido, fragilidade do sistema imunitário... inacreditável como o estado de saúde nos debilita as emoções, a capacidade de reacção e de acção...


saudades saudades saudades. do ritmo, dos rituais antigos, da vida antes. antes de tudo...

estou extremamente cansada. dói-me a cabeça. doem-me os olhos... até depois...

12 de março de 2004

os computadores na faculdade andam meios malucos... ou então sou eu que pouco tenho andado por lá.

nada de especial a registar. saudades tuas.

jogo do porto. eu, sportinguista de coração, fui vibrar com os portistas. até me vieram lágrimas aos olhos quando, finalmente, o costinha marcou o golo...
acho que já não vibrava com um jogo há muito tempo. e depois, a companhia da anabela, do brasil, da joana, do joão (hehehe, ver-te sofrer foi divertido!)... um jogo e pêras! a seguir, chocolate quente, no gestos, companhia acrescida do carlos, que sofria pelo seu manchester (hey young lad, you win some, lose some!)...


a greve da dgv em que ninguém queria acreditar (até hoje ainda estou para saber o porquê da greve!)...

a minha casa que está tão despida desde que a joão voltou...


e a cidade do porto que acordou com o céu a chorar. alguém anda a despejar os canos porque ainda não;o parou de chover!

6 de março de 2004

ainda não saí hoje de casa... o que é, no mínimo estranho... deixaram-me dormir como já não dormia há muito (aparte do teu telefonema...). acabei por faltar a um café, uma tarde vazia por aveiro. em vez disso, estive por casa... estranho, no mínimo estranho.

estou a preparar-te uma surpresa...

4 de março de 2004

ok, o rios é capaz de se ter chateado um pouco. mas não devia
há que ter orgulho naquilo que somos. e eu sei que ele tem!


ontem à noite: poesia medieval no café-concerto da esmae.
bebida no pucaro's e resto da noite na cama! descanso bem merecido de todos nós que já andávamos a cair de sono (apesar do carlos e do brasil serem da opinião de que eu sou enérgica!?)

hoje: aula bem cedo, curtas-metragens, algumas ideias... reunião do up, trabalho para o up... regresso a casa, comidinha caseira, trabalho para o up... enfim...



só penso em quando estarei contigo...
eis o senhor chefe de redacção, exm.º sr. Pedro Rios


1 de março de 2004

(re)começo.


voltar. e descobrir que acordei (relativamente) cedo para nada. Para apenas estar por aqui, à espera que algo aconteça. ou à espera que a semana passe célere... ou qualquer coisa do género. Tenho modelo fotográfico para o quarto em chamas :)



sim, porque tu disseste que sim (só que ainda não sabes a certeza por detrás do primeiro "sim" a medo"). agora é que o quarto em chamas se vai incendiar totalmente.


no porto há sol. está um bonito dia para visitar lugares apetecíveis, ver umas exposições, fazer qualquer coisa que não ficar aqui à espera que algo aconteça ou à espera que a semana passe célere.

28 de fevereiro de 2004

não te posso dizer o que se passa comigo hoje.


há perguntas às quais nem eu tenho resposta.

27 de fevereiro de 2004

o que eu gostava de viver num país (não tropical) mas onde nevasse pela manhã e pela tarde (com o frio que tem estado, bem que podia nevar!)


mais um exame por fazer...


já sei que o look do speech...dream mudou. já toda a gente mo disse (como se não tivesse sido eu a fazer a mudança!)

que está mais "happy", mais "pink", que não combina comigo, que está bem, que está mal...

anyway

está diferente. eu estou diferente. hoje é dia de balanço (devia fechar pra balanço e tudo!)

primeiro semestre: desgraça em termos profissionais...

espero não ficar mais um ano...

26 de fevereiro de 2004

pânico...

daqui a trinta e cinco minutos, o terceiro round de psicossociologia da comunicção.

pânico,

não consegui estudar tudo.

bolas, vou chumbar novamente.

25 de fevereiro de 2004

ontem fomos (eu, a joana e o brasil), tomar café. e o que era um simples café no piolho, o mais famoso café de estudantes, acabou por ser uma conversa tardia, e surpreendente, íntima e divertida, à volta das mesas-com-coisas-dentro do pink, sentados em puffs, conversando como se aquela noite fosse decisiva para acertarmos ideias. para ensinarmos um pouco de nós a cada um.


falámos do "instalação", o nosso bar que eu baptizei num flash luminoso, falámos da decoração e do queríamos fazer. de chocolate quente e de dinheiros. de casa velhas e casas novas. de quartos pequenos e quartos grandes. de amores e discussões. de posições na vida e de segredos bem guardados. de lados luminosos e lados obscuros. da sociedade e de crianças. de educação e fobias.


falámos da música do super-homem (que ninguém se lembra qual, e canta, inevitávelmente, a do indiana jones ou do esquadrão classe a, essa série mítica!)


foi uma boa noite, em que os espíritos se elevaram e as consciências pesaram por não termos estudado nada...

logo à noite, bacalhau à brás em minha casa.

exame amanhã à tarde...

e seja o que fôr...

23 de fevereiro de 2004

repito:

"sem ti
as coisas são menos coisas
os dias são menos dias
as noites são menos noites
"


não me faças perguntas às quais eu não quero responder... não que não conseguisse adivinhar uma respostas mas porque essa resposta não me serve. como um par de calças que deixa de servir porque as pernas estão demasiado compridas.


os dentes a raspar no garfo
o "está bem" a qualquer ocasião
o "eu sei" da sabedoria (que é tão pouca)
o nariz impinado de quem não dá o braço a torcer
o "eu sei que tenho razão"

(será que me esqueci de alguma coisa?)



e, acima de tudo, os obstáculos que não o serão.

21 de fevereiro de 2004

apesar das notícias menos boas...


sim, a minha cara é de felicidade. e sim, estava feliz quando disseste "tens uma cara tão feliz". porque estava.

não tirei nenhuma fotografia (reparaste...). mas não foi preciso. tenho-te em mim. tão presente como os dias frios que estão. sinto já a falta de acordar contigo, os vinte minutos que antecedem o abrir os olhos. o teu corpo procurando o meu, adaptação à anatomia.

o beijo molhado de quem precisa ir... a cama vazia de quem fica à espera...

os dias esvaziam-se de ti.




o que sei: poucas verdades. como a tua barriga ser uma praia de areias brancas.

10 de fevereiro de 2004

bom, após vários dias de estudo, de um chumbo confirmado e de desistir de um exame (mesmo agora) acho que é oficial: estou desanimada...

as coisas não estão a correr pelo melhor e estou com algumas (muitas) dificuldades em me organizar e trabalhar afincadamente no que deveria.


tenho (muitas) saudades tuas e faltam-me imagens que consigam colorir os meus dias. preciso de algo bonito ante os meus olhos.



preciso de ti também...

1 de fevereiro de 2004

ok, é oficial... tou a dar em doida... com tanto trabalho para fazer... como é que eu me meto nestas coisas? aproxima-se o fatídico mega exame. será daqui a 24 horas precisamente...


ahhhhhhhhhhhhhhhhhh tou a entrar em pânico!

27 de janeiro de 2004

tenho um enorme desgosto... não tenho o mínimo jeito para tirar fotografias...

no entanto, as fotos mais bonitas que tenho são as fotos da maria, da sónia, da joana, da inês, dos cafés e dos chás em diversos cafés do porto...


as fotos mais bonitas que eu tenho são delas... são deles... dos amigos...
como poemas que guardamos no caderno de todos os dias, como os que guardamos nos nossos cadernos das coisas simples...


aqueles que escrevemos nas paredes dos quartos para lermos de manhã...

24 de janeiro de 2004

Música: Santa Chuva
Álbum: Maria Rita (2003)



(ele)


Vai chover de novo
Deu na TV
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza a ajuda de Deus
Mas nada pode fazer
Se a chuva quer é trazer você pra mim
Vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar
À tempestade...


(ela)


Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz?
Foi só amor? Ou medo de ficar
Sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem...
A chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha TV
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade...





e, de repente, esta música brotou de mim... quem se confundir pelas paredes da minha rua vai poder ouvir-me cantá-la... (e eu não canto!)

23 de janeiro de 2004

eu preconizo:

a .joana. vai ser fotógrafa. daquelas às quais pedimos para expor numa galeria de arte, Às quais tentamos comprar fotografias de uma beleza e simplicidade (sim, que as duas andam pelos mesmos trilhos) que invejamos mas, ao memso tempo que chamamos a nós como nossa propriedade. a .joana. diz o que todos sabemos da maneira como poucos sabem. ela ainda não sabe. mas é verdade.




veio-me o passado visitar esta noite em sonhos.
medos antigos como quando éramos pequenas e tínhamos medo que, debaixo da minha cama se escondesse o lobishomem que víamos na novela da noite. ou que no prédio em frente se escondesse a bruxa da história que eu inventei para assustar o teu irmão - e que me valeu uma valente reprimenda dos teus pais.


não era o lobishomem nem a bruxa má (embora tivesse os cabelos vermelhos e fosse muito parecida), que me visitaram esta noite... embora fossem parecidos.... muito parecidos...



e aqui ando eu (com meia hora de atraso, é certo), às voltas com títulos e textos "rapioqueiros" (não me perguntem nada!), a escrever sobre o estado da nação num "artigo de opinião de 30/35 linhas, com "lead" dramático, titulado em duas linhas", enquanto espero para me atirar a uma entrevista (ficcionada) sobre a "tibieza das políticas culturais"...


isto enquanto ganho fôlego para apertar "o cinto de segurançaa narrativa" e levantar "voo para uma crónica, de preferência humorada, sobre um qualquer incidente, real ou virtual", que eu "guarde" na minha "bem arrumada gaveta de recordações de viagem - seja por terra, ar ou mar.", o que vale é que, no fim, me aconselham... "não enjoe antes de atingir as 30/40 milhas, isto é, linhas"....




* todas as citações deste parágrafo estão contidas em "prova de avaliação final para a área de imprensa", por frederico martins mendes, porto, 23 de janeiro de 2004.
para uma cópia do mesmo é favor contactar-me


21 de janeiro de 2004

não ando esquecida... o acesso aos computadores é que tem sido escasso...

15 de janeiro de 2004





pisar....

o chão que pisas. diferente do meu.

diferente do meu quer estejas a um país de distância, quer estejas a um oceano de distância. quer estejas a um continente de distância. o teu chão é diferente do meu. facto consumado.


não que isso torne de alguma forma diferente, dissemelhante, diverso, aquilo que sinto por ti.

o chão é apenas o que nos permite caminhar, conhecer outros pisos que não o nosso. e eu até gosto que o chão que pisas seja diferente do meu. assim podes-me ensinar a ver o teu chão, como eu te quero ensinar a ver o meu.

caminhos que se cruzam, pontos de convergência em movimento.

13 de janeiro de 2004

o corpo a avariar... como uma grande máquina à qual falta óleo para funcionar perfeitamente. o cérebro que parece quer arder... a descoordenação das ordens enviadas... a demora das informações recebidas...




anyway...
daniel faria na biblioteca almeida garret na semana passada: arrastei a joana, a anabela e o brasil no que foi uma inconsequente noite bem passada.



joana: prometo que para a próxima também eu digo alguns poemas...

5 de janeiro de 2004

voltar ao dia-a-dia. torrente de palavras por dizer, coisas por contar, conversas que se aceleram no fast-forward.

decisões, concretizações de planos agendados.

estou contente com a minha vida

and that's it.

2 de janeiro de 2004

nem sei bem porqê mas sinto-me um pouco triste... espero que isto n seja quilo que se costuma chamar "new year's blues"...

o último poema de 2003 foi este (hoje apetece-me revel´s-lo ao mundo, numa world premiere)


hipóteses que segredamos
em surdina 
à mesa do café
no terror de que sejam reais.
o sentir sem limites
emoldurado entre quatro paredes.
a medição do que não se mede.
o medo de que não se fala.o café frio da espera
sorvido numa concentração
de acção necessária.
hipóteses que segredamos
por meias palavras
num café público
de esperas.
a pressa da conversa
alongada
o adiar de uma conclusão
que se espera. 
à mesa do café
um sentir sem limites
na medição do que não se mede.






tenho demasiados cadernos em branco este ano. foi um ano agradável. ambíguo. que fazer de 2004?

28 de dezembro de 2003

estou com um aperto no coração. e, a verdade é que estive a falar de dinheiro. ou melhor, da minha falta de dinheiro... e não há coisa que me repugne mais que o assunto "dinheiro"...


parece que me meto sempre em projectos megalómanos que nunca consigo levar até ao fim, que me meto em tudo ao mesmo tempo só para depois sentir um enorme sentimento de impotência por não poder corresponder... não corresponder porque me falta o tempo para tanta coisa. e, no entanto, sem essa "tanta coisa" não me consigo sentir bem, realizada...


shit...


já não compro o leitor de dvd's este mês...

19 de dezembro de 2003

Mulholland Drive
"Mulholand Drive", primeiro estranham-te,
depois ninguem pode passar sem ti! Um misterio
que vale a pena descobrir.


Se fosses um filme, que filme serias?
brought to you by Quizilla



curioso, até me identifico com o filme...
há cada teste...
férias! finalmente estou, oficialmente de férias! n que isso signifique que não tenha trabalho para fazer (muito trabalho!) quer apenas dizer que não venho ao porto tão frequentemente. e não me apetece deixar a minha casinha...

mas apetece-me ser um pouco apaparicada, ver a tua cara quando desembrulhares as prendas que tenho para ti.
a melhor altura do natal é quando estou entretida a fazer as prendas e depois a cara de surpresa das pessoas... e a imagem mais bonita é a árvore com os embrulhos debaixo, a cor dos embrulhos, a delicadeza dos laços... a lareira acesa, o verde, o vermelho, o dourado, o brilho das ruas...


os embrulhos são muito melhores que as prendas. a expectativa. e não exactamente a concretização...

16 de dezembro de 2003

doem-me os olhos.


não gosto de omissões. não gosto de pecadilhos omitidos. e não gosto de histórias meias contadas. mais tarde ou mais cedo (neste caso, mais tarde), sabemos sempre aquilo que nos querem omitir.
nada tenho a ver com a tua vida e, no entanto, as tuas omissões magoam-me com a força de algo que eu pensava pertencer-me e que, afinal... as propriedades que pensava serem minhas são afinal, uma mera ilusão. e não to posso contar porque, supostamente, estou a guardar segredo. e porque quem me contou não sabia que me ia contar uma omissão tua. porque, simplesmente "nós" nunca existimos. morremos no dia em que toda a gente festejava. e tudo isto não deveria importar.

12 de dezembro de 2003

remodelei o fololog. transformou-se agora numa casa de ch� onde mostro, à volta de uma bebida quente, os dias que me aqueceram.



a procura desta noite s�o os �lbuns de damien rice ("O") e maria rita ("maria rita").


junto-me à joana ao surpreender-me perante o blog de notas. blog esse que anda ser� motivo de cr�ticas nas aulas de jornalismo online... ;)



anyway, o natal est� à porta e eu vou dedicar esta noite a decorar a �rvore da festividade... as ilumina��es nas ruas j� o justificam e a press�o familiar tamb�m. em ano de notas curtas, os presentes rareiam pela minha bolsa de "amiga-natal, filha-natal, madrinha-natal, pseudo-amante-natal"...



h� presen�as que valem mais que presentes embrulhados e fitas coloridas...

10 de dezembro de 2003

há intimidades que não posso deixar de lembrar...


tu teres dito que gostavas do quarto em chamas foi o melhor incentivo que poderia ter tido. tenho um livro para ser escrito. um livro para ti. sobre todos os lugares que desconhecemos. sobre todos os poemas que já fizémos.


escrever sobre ti... rever-te e ouvir-te cantar um pouco as letras que não sabes...


9 de dezembro de 2003

gosto da tua voz. que cantes para mim. da tua voz quando estás quente.

5 de dezembro de 2003

3 de dezembro de 2003

ha poemas recorrentes nas nossas vidas... o teu, por exemplo...



gosto dos toranja...


"ainda magoas alguém
o tiro passou-me ao lado
ainda magoas alguém
se não te deste a ninguém
magoaste alguém

a mim... passou-me ao lado."