15 de outubro de 2004
14 de outubro de 2004
por vezes apetecia-me violentar-te. sacudir-te os ombros e cansar-te os olhos. até que os fechasses com força. com a força com que me abraças o corpo. com um só braço. prendendo-me a respiração.
o nevoeiro na estrada. o caminho sinuoso. alta velocidade a 120 km/h (só?)
novas tecnologias. imagens em movimento.
quero encontrar-te casualmente. numa esplanada cheia de luz
trocar algumas, breves palavras. perguntar-te se me achas diferente de há cinco minutos atrás. acompanhar-te a casa. violentar-te. sacudir-te os ombros e cansar-te os olhos. até que me abraçasses como me abraças. com um braço só. prendendo-me a respiração.

2 de outubro de 2004
i don't touch you the way i used to
but listen and think when i
say
who makes you feel the way i make you feel?
coisas do dia a dia.
como o acordar com o quarto cheio de música. melodia que se infiltra primeiramente nos músculos, depois no sorriso e, finalmente, nas pálpebras.
apertos no coração como se um fino cordel a ele se atasse e, ocasionalmente (no compasso do pensamento de ti), se apertasse ao coração como se dele dependesse.
deverias parar um pouco e ouvir o que tenho para te dizer. ver os filmes que listei para te mostrar e ouvir, ao nascer do dia, as músicas que escolhi. ainda que sejam muito longas (mais de 4 minutos cada!), ainda que já as conheças de cor, como se o teu e o meu dia fossem iguais.
coisas do dia a dia
parar para ver uma borboleta morrer na borda do passeio.
30 de setembro de 2004
we're a bit frengers, like the others would say... not quite friends but not quite strangers...
encho os meus dias de música. playlists que escolho a dedo, cuidadosamente ao longo do dia.
não pensando bem no assunto, somos frengers... agora que penso pouco no assunto...
There're no words to say
No words to convey
This feeling inside I have for you
(...)
Look at me losing control
Thinking I had a hold
But with feelings this strong
I'm no longer the master
Of my emotions
24 de setembro de 2004
amanhã (25 de Set.),
a partir das 22h em 105 FM (região de Aveiro)
ou em emissão online, em http://www.terranova.pt
23 de setembro de 2004
para que eu possa perceber... como podes tu ainda levar-me ao deslumbre do que existe. como podes tu rasgar as janelas por onde entra a luz que me é vital à sobrevivência.
diz-me quem és tu de novo
para que eu possa perceber porque procuras a minha mão quando caminhas ao meu lado na rua.
diz-me quem és tu de novo
para que eu o possa recordar, nunca o possa esquecer, para que as janelas nunca se fechem... para que o meu olhar não se desvie mais do que tu és, quem és tu? quem és tu de novo?
que sabes tu que eu ainda não saiba? e porque o ignoras se o sabes, como eu sei quem és tu. de novo.
20 de setembro de 2004
16 de setembro de 2004
Deixa-me só seguir o rumo de outro sentimento
Que acontecer
Nem tudo o
que nos ata
Nos pode prender
Porque há sempre
Uma maneira de
recomeçar
O que se quiser
12 de setembro de 2004
não sinto nada.
nem o múrmúrio do frio nem os gritos de sol por entre os rasgos de nuvens.
espero que voltes.
que o tempo volte atrás e eu me encontre sentada, no fim do dia, em frente a uma janela que me deixa voar. a música pela sala, uma voz cálida que me enche a noite e a madrugada.
conhecer-te.
falar contigo à janela, olhando o mar e a lua cheia por cima dele. dizer-te que, o que precisas é de cá vir, olhar o que eu estou a olhar. e chegares. e não ver mais que os teus olhos. mão no joelho.
reconhecer-te.
9 de setembro de 2004
dias que já passaram... manhãs bem cedo. neblina matinal.
apertar-te. segurar-te com estas duas mãos, com estes dois braços, com este corpo. apertar-te assim, com o olhar à flor da pele... a boca pedindo água e calor, e suor e sentidos. o que é nosso e de mais ninguém. isto tudo, assim tão sentido, tão estranhamente sentido.
e não há nada que me pertença que não tenhas.
se tu sabes, se eu sei...
qual é o passo à frente?
tipo, muito à frente...
29 de agosto de 2004
28 de agosto de 2004
eis o regresso à condição.

quando falo de lugares cidades países
não são viagens não são imagens para ter à sobremesa ou vestidas de cão
à hora de fugir no saco com gavetas incerto voante por Sintra
de nada servirá sentares-te ao espelho no meio de tanto gado e porcelanas
sorridente amável satanás de província
abres os olhos sobre os teus olhos intemerato pensa-dor
e as coisas ardem por dentro alheias à tua memória
a terra imóvel apesar de toda a árdua astronomia E eis senão quando
as carruagens apressam o passo para o cais
cavalos pesarosos com coloridas grinaldas militares É altura de exclamares avidamente Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo! Como quem engole lorenine
antes da neve pedra cair por dentro como um coágulo de vozes
um pássaro cai na água adormecido por um tiro arriscando-se a uma morte prematura a cada passo tropeço em ti E este é um poema de amor encomendado de véspera embrulho-me nele acordo com a tua boca húmida nos cabelos
não direi que te amoAntónio Franco Alexandre
26 de agosto de 2004
I wonder if i ever let you down
did you keep on moving
I wonder, when i took my feet from off your ground
did you keep on going
If you ever need me, just remember
all the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
that i feel the same way
Don't you know every sould must grow older
but our past belongs to you
and it should make you stronger
(...)
If you ever need me, just remember
and i'll always be there
If you ever miss me, don't you know
...don't you know...
...we will meet again
...we will meet again

peço água.
como se me faltasse ar para respirar.
limpeza do que fica para trás.
peço água.
como se me faltasse mar por onde navegar.
rasto de ondas brancas de espuma.
peço água.
como se ardesse.
incêndios de inverno alastrando no verão.
é sim de chegar às lágrimas...
25 de agosto de 2004
23 de agosto de 2004
Roubados "O Grito" e "Madona" de Edvard Munch
Os dois quadros mais conhecidos do pintor norueguês Edvard Munch, "O Grito"
e "Madona", foram roubados ontem de manhã do Museu Munch, em Oslo, Noruega.
(...)
Entre os visitantes, estava um produtor de rádio francês, François Castang,
que ainda ontem prestou declarações à rádio France Inter: "É estranho como neste
museu não havia nenhuns meios de protecção dos quadros, nem uma campainha de
alarme", disse. "Os quadros estavam simplesmente presos à parede com arames.
Bastava puxar com força para que se desprendessem, e foi isso que vi os ladrões
fazerem."
(...)
"O Grito" já tinha sido roubado
Esta não é a primeira vez que "O Grito"
é roubado. Das quatro versões conhecidas da obra, duas, entre as quais a
roubada, são propriedade do Museu Munch, uma terceira está em mãos privadas e a
quarta pertence à Galeria Nacional de Oslo. Foi esta última a protagonista de um
assalto feito em Fevereiro de 1994. Dessa vez, o quadro esteve desaparecido
durante três meses. Foi recuperado pela polícia num hotel de Asgardstrand, a 65
quilómetros a sul de Oslo, depois de três homens terem tentado pedir ao Governo
um resgate de um milhão de euros pela obra.
A versão que ontem foi roubada
do Museu Munch é uma têmpera e pastel sobre cartão datada de 1893.
in jornal "Público",
23 Agosto 2004
21 de agosto de 2004
20 de agosto de 2004
voltas, ao lado mais ocidental de mim.
de forma diferente, acordas e sorris.
sempre a tua gargalhada. sempre a tua gargalhada no início da noite.
como se o tempo e o espaço se entrelaçassem. como se o tempo não passasse. como se me compreendesses sem palavras.
passam rápidos os dias. as noites arrastam-se sem ti.
19 de agosto de 2004
Barcelona- Génova - Pisa/Florença - San Gimigniano - Roma - Veneza - Cortina d'Ampezzo - Salzburg - Praga.
maravilhoso.
hoje estou nostálgica. provavelmente ainda cansada. muitos dias de viagem, muita estrada feita, pouco sono, pouco descanso.
não sei que escrever... só para dizer que já voltei...