coisas que nunca mais ninguém saberá.
como a hora certa para dizer
é tempo de te esquecer
e se ao menos tudo fosse igual a ti
não consigo escrever em cadernos grandes. pedem de mim um estilo, uma
organização, que me é exterior. estranha.
falta-me uma assinatura tua, a tua letra desenhada algures, uma foto
tua, algo de particular, individual. algo que me descreva um pouco de
ti.
falta-me algo teu. palpável. que eu possa tocar enquanto me falta uma
palavra tua.
falta-me uma composição tua. pensamentos espontâneos, um gesto frontal,
algo de impensável, algo de inevitável.falta-me um dia teu.201204
assusto-mequando penso ouvir tua voz de regressodevorando o humildesossego do coraçãoal berto

azure ray
ACROSS THE OCEAN
now i've travelled across the ocean
with the same shoes just longer hair
(...)
just give me some kind of sign
is this the right place
or the right time


i don't touch you the way i used to
but listen and think when i
say
who makes you feel the way i make you feel?
coisas do dia a dia.
como o acordar com o quarto cheio de música. melodia que se infiltra primeiramente nos músculos, depois no sorriso e, finalmente, nas pálpebras.
apertos no coração como se um fino cordel a ele se atasse e, ocasionalmente (no compasso do pensamento de ti), se apertasse ao coração como se dele dependesse.
deverias parar um pouco e ouvir o que tenho para te dizer. ver os filmes que listei para te mostrar e ouvir, ao nascer do dia, as músicas que escolhi. ainda que sejam muito longas (mais de 4 minutos cada!), ainda que já as conheças de cor, como se o teu e o meu dia fossem iguais.
coisas do dia a dia
parar para ver uma borboleta morrer na borda do passeio.
There're no words to say
No words to convey
This feeling inside I have for you
(...)
Look at me losing control
Thinking I had a hold
But with feelings this strong
I'm no longer the master
Of my emotions
Deixa-me só seguir o rumo de outro sentimento
Que acontecer
Nem tudo o
que nos ata
Nos pode prender
Porque há sempre
Uma maneira de
recomeçar
O que se quiser

quando falo de lugares cidades países
não são viagens não são imagens para ter à sobremesa ou vestidas de cão
à hora de fugir no saco com gavetas incerto voante por Sintra
de nada servirá sentares-te ao espelho no meio de tanto gado e porcelanas
sorridente amável satanás de província
abres os olhos sobre os teus olhos intemerato pensa-dor
e as coisas ardem por dentro alheias à tua memória
a terra imóvel apesar de toda a árdua astronomia E eis senão quando
as carruagens apressam o passo para o cais
cavalos pesarosos com coloridas grinaldas militares É altura de exclamares avidamente Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo! Como quem engole lorenine
antes da neve pedra cair por dentro como um coágulo de vozes
um pássaro cai na água adormecido por um tiro arriscando-se a uma morte prematura a cada passo tropeço em ti E este é um poema de amor encomendado de véspera embrulho-me nele acordo com a tua boca húmida nos cabelos
não direi que te amoAntónio Franco Alexandre
I wonder if i ever let you down
did you keep on moving
I wonder, when i took my feet from off your ground
did you keep on going
If you ever need me, just remember
all the times when we wandered free
If you ever miss me, don't you know
that i feel the same way
Don't you know every sould must grow older
but our past belongs to you
and it should make you stronger
(...)
If you ever need me, just remember
and i'll always be there
If you ever miss me, don't you know
...don't you know...
...we will meet again
...we will meet again

peço água.
como se me faltasse ar para respirar.
limpeza do que fica para trás.
peço água.
como se me faltasse mar por onde navegar.
rasto de ondas brancas de espuma.
peço água.
como se ardesse.
incêndios de inverno alastrando no verão.
é sim de chegar às lágrimas...
Roubados "O Grito" e "Madona" de Edvard Munch
Os dois quadros mais conhecidos do pintor norueguês Edvard Munch, "O Grito"
e "Madona", foram roubados ontem de manhã do Museu Munch, em Oslo, Noruega.
(...)
Entre os visitantes, estava um produtor de rádio francês, François Castang,
que ainda ontem prestou declarações à rádio France Inter: "É estranho como neste
museu não havia nenhuns meios de protecção dos quadros, nem uma campainha de
alarme", disse. "Os quadros estavam simplesmente presos à parede com arames.
Bastava puxar com força para que se desprendessem, e foi isso que vi os ladrões
fazerem."
(...)
"O Grito" já tinha sido roubado
Esta não é a primeira vez que "O Grito"
é roubado. Das quatro versões conhecidas da obra, duas, entre as quais a
roubada, são propriedade do Museu Munch, uma terceira está em mãos privadas e a
quarta pertence à Galeria Nacional de Oslo. Foi esta última a protagonista de um
assalto feito em Fevereiro de 1994. Dessa vez, o quadro esteve desaparecido
durante três meses. Foi recuperado pela polícia num hotel de Asgardstrand, a 65
quilómetros a sul de Oslo, depois de três homens terem tentado pedir ao Governo
um resgate de um milhão de euros pela obra.
A versão que ontem foi roubada
do Museu Munch é uma têmpera e pastel sobre cartão datada de 1893.
in jornal "Público",
23 Agosto 2004
"This world is full, So full of crashing bores, And I must be one, ‘Cos no one ever turns to me to say Take me in your arms, Take me in your arms, And love me
(...)
This world, I am afraid, Is designed for crashing bores, I am not one, I am not one You don't understand, You don't understand, And yet you can"
Morrissey, in You Are The Quarry
Segredo
Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.
Fernando Pinto do Amaral
de Às Cegas
há segredos que ainda guardo.últimas estrelas do que não quero que morra.
as recordações de ti.
"e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade "
Al Berto
"Age doesn't protect you from love.
But love, to some extent, protects you from age"
Jeanne Moreau (1928)
"(...)I can't believe this world is still turning(...)
And I'm, Not sorry for, For the things I've done
And I'm, Not looking for, Just anyone
(...)Oh, when will this tired heart stop beating?, It's all a game, Existence is only a game
And I'm, Not sorry for, For the things I've done
And I'm, Not looking for, Just anyone
I'm, Slipping below the water line, I'm, Slipping below the water line
Reach for my hand, And, And the race is won
Reject my hand, And, The damage is done(...)"
Morrissey in You Are The Quarry
"ainda não manejei nenhuma arma que não desse ricochete
e a cicatriz sobrevive sempre à mais perfeita ligadura"Jorge Palma