25 de março de 2005

Babe
Oh, dream about me
On the phone
You're talking quietly



passa quieto este dia. como se as horas se alongassem e eu admirando-me do vagar dos ponteiros no relógio de pulso.

deixa-me falar-te. falar-te de como os dias passam cinzentos e de como este ar do céu de estar prestes a rebentar me deixa inquieta. e de como eu não sou assim. não sou assim. não sou assim. e sim outra que não esta. diferente. deixa-me falar-te. simplesmente, sem complicações.


linearmente
estar contigo

21 de março de 2005

Temptation

Heaven
A gateway to hope
Just like a feeling
I need, it's no joke

And though it hurts me
To see you this way
They traded by words
I'd never heard
To hard to say them

Up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home

Oh it's the last time, it's the last time
Oh it's the last time, it's the last time

Each way I turn
I know I'll always try
To break the circle
That has been placed round me

From time to time
I find our lost
Semeaning
That was urgent

To myself
I don't believe

Oh, up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home
(...)

And I have never met anyone quite like you before
And I've never met anyone quite like you before
(...)

20 de março de 2005

ali ficaste-me tu.

como se pudesses ficar pelo caminho, ficaste ali. num momento intacto.

fizeste-me as perguntas mais difíceis que alguma vez me fizeram e eu nunca tive comigo a resposta certa. e tu ali ficaste. como se fosses uma coisa que pudesse ficar pelo caminho. deixaste-te ficar. como se ninguém te pudesse tocar. como se ninguém te pudesse deixar, a não ser tu.
e ficaste-me para trás. sem que eu pudesse arranjar uma resposta ou tempo sequer de te perguntar as perguntas mais difíceis que alguém te possa alguma vez, ter feito.


hoje custa-me a debilidade.
hoje custa-me a humanidade.

14 de março de 2005

it's a rainy day

não chove.
cobre-se o céu de nuvens mas não chove

e a tua mão ali tão perto, à espera de ser agarrada
(ou será apenas uma ilusão minha?)
e a tua mão ali tão perto com tanta coisa a separar-nos...

9 de março de 2005

hoje, que o calor voltou...

tenho uma janela ao meu lado que me dá sol e calor algum para que me possa aquecer...
aquecer a derme possível que me cobre. que quero arrancar.
carne viva para que me possas, realmente ver.

quero-me esconder. de ti e do mundo.
encolher-me e deixar-me estar.

hoje que o calor voltou, não tenho calor nenhum.
doem-me os olhos e caminhar basta-me para me esquecer da minha existência.

28 de fevereiro de 2005

hoje, a n perder no fantas: "P", de Paul Spurrier. antestreia às 23:15, no pequeno auditório.
um filme proibido na tailândia, por ter sido considerado pornográfico...
vai valer a pena ver...


(argumento)
Enquanto cresce numa vila remota da Tailândia, uma jovem aprende magia com a avó. Mas, quando a velha feiticeira adoece, a rapariga é forçada a procurar trabalho na cidade. Num bar de striptease vai precisar usar todos os seus especiais poderes para atrair homens.

23 de fevereiro de 2005

atchim

pois é... e agora? doente doente doente... ok, não tou à beira da morte, é certo mas com uma gripe k me atacou de repente (um bocado como tu!).

se não fosse
a) as dores de cabeça que eu tinha
b) o carro rebocado
c) o frio que se veio instalar em mim

tinha sido o perfeito dia de chuva, na ronha...

agora k me sinto um pouco melhor (que até já cá vim ver as notícias "desarrumadas"), sinto que a blogoesfera, que às vezes pára, se moveu a alta-velocidade nestes dias...

amanhã começo a trabalhar voluntariamente no fantasporto... sim, eu sei que já começou na segunda mas eu só pra lá vou amanhã...

apareçam! nem que seja pra me darem um cêgripe ou assim!

19 de fevereiro de 2005

a culpa sei eu de quem é

sonhei contigo o resto do dia.
não sei bem o quê. só sei que estavas lá... (ou que ficaste lá)

e a culpa, sei eu bem de quem é!

7 de fevereiro de 2005

a fronteira que é, que não chega a ser, o teu umbigo...
os verbos que voltas a vestir.
só me ocorrem frases soltas.
como tu.

3 de fevereiro de 2005



eu vou lá estar... de várias maneiras até. no ecrãn e na música!

hehehehe (só a roubar-te o protagonismo, carlos ;) mas eu deixo-te brilhar, prometo! a noite é tua! :)

música e muito mais

a .j. diz-me, de lá longe, pra eu procurar antony & the johnsons, e cativou-me com isto.

e eu gosto de antony & the johnsons... especialmente desta música...

e gostava de a ter levado agora há pouco, quando fui à praia, ver o mar.
estacionar o carro, beber um café e depois caminhar.
caminhar pela areia... escrever junto às pegadas que ninguém está na praia.
que estou só, como sempre, aqui, estou só.

não sei que música estás a ouvir agora. agora, neste momento. às 0:32 da noite, que música estás a ouvir?

novamente, sigo os conselhos da .j. e ouço lambchop.

não me apetece ir já para a cama...
apetecia-me ouvir a tua voz... sem a (re)conhecer, apetecia-me ouvir a tua voz,
ver de que material se constitui o teu nariz, as tuas costas, aquela covinha, atrás do tornozelo.
sentar-me na outra ponta do sofá e (re)conhecer-te de olhos fechados...


deixar-me-ias,
mesmo que não conhecesses a música?

1 de fevereiro de 2005

tu sabes.
coisas que nunca mais ninguém saberá.


como a hora certa para dizer

é tempo de te esquecer



e se ao menos tudo fosse igual a ti

aqui

psico o quê?

nunca!
nunca num exame tive as ideias tão claras, a mente sem ser numa enorme nebulosa...

se não for desta, não sei quando será.

fim do exame de psicossociologia da comunicação... jorge marinho, és o meu ídolo!


lol

;)

16 de janeiro de 2005

não caibo nesta página, neste espaço, neste post!

preciso de correr até me cansar

13 de janeiro de 2005

cinzento

não tenho notícias.
nenhumas. nenhumas mesmo. só que hoje me sinto adoentado e a cabeça não pára de doer...

provavelmente é do tempo que, de repente deixou de estar tão frio para chover uma chuva miudinha, todo o dia, sem que o sol apareça.

o tempo anda cinzento e eu também.

7 de janeiro de 2005

falta-me uma palavra tua

não consigo escrever em cadernos grandes. pedem de mim um estilo, uma
organização, que me é exterior. estranha.

falta-me uma assinatura tua, a tua letra desenhada algures, uma foto
tua, algo de particular, individual. algo que me descreva um pouco de
ti.

falta-me algo teu. palpável. que eu possa tocar enquanto me falta uma
palavra tua.

falta-me uma composição tua. pensamentos espontâneos, um gesto frontal,
algo de impensável, algo de inevitável.

falta-me um dia teu.
201204

faltam-me coisas maiores. como uma espontaneidade tua. como uma surpresa (sabias que nunca ninguém me conseguiu fazer uma surpresa?).
falta-me dizer-te um recado que tenho para ti, num post-it, há muito colado na parede do meu quarto...

5 de janeiro de 2005

olá

que bom. que bom ter recebido uma mensagem tão boa! vinda de longe, de muito muito muito longe (de acordo com as distâncias que a minha agenda me dá, 4234 kms). uma mensagem da .j. a dizer k chegou bem, que manda beijinhos a toda a gente e que aquilo é lindo lindo lindo (a dupla repetição já é minha) :)


esqueci-me de uma data de gente este ano, de dar os parabéns a muita muita gente. portanto, aqui ficam as minhas desculpas... foi de uma série de coisas... foi que ando com a cabeça em água, a esquecer-me de tudo, a precisar de um choque vitamínico... preciso de apontar tudo, desculpem... preciso de notas e post-its para tudo.


até para dizer: olá.

4 de janeiro de 2005

hoje ando colada às paredes desta cidade. coso-me a esta paisagem, hoje solarenga, da cidade fumada, das ruas escuras e insalubres...

preciso da minha paisagem de mar e areia sem fim. preciso de sair daqui. fazer qualquer coisa. sair daqui.

e colo-me hoje às ruas, à calçada desta cidade, quase sem calçada portuguesa. coso-me aos passeios de cimento e esquadria quadrada.

coso-me ao Porto como se não tivesse (que não tenho mais) um porto seguro aonde regressar.

3 de janeiro de 2005

sdds

a .j. acabou agora, agorinha mesmo de se despedir de mim.
e o meu mundinho ficou um bocadinho mais pequenino.

há coisas que ficam sempre por dizer, entaladas na garganta. ou então,
não sabemos o que dizer e só mais tarde, muito ou pouco mais tarde, formulamos na nossa cabeça as palavras que gostaríamos ter dito. algo de memorável, algo de inesquecível, algo de marcante.

mas a .j. já é, por si só, marcante.

a primeira memória que tenho dela é a dizer "eu tenho sangue em casa!", numa ocasião em que planeávamos uma "actuação"...
a .j. ficou aí marcada como a mulher que tinha tudo. desde os adereços mais estapafurdios até às vestimentas mais antigas e engraçadas. se existia, a .j. tinha.

há episódios memoráveis das conversas da .j., com a .j..

e é por isso que eu vou ter, que tenho já assim, muitas muitas muitas saudades. das conversas, da companhia, dos sorrisos e das gargalhadas. de irmos a exposições, das fotos dela, dos chocolates quentes e das histórias dela. não que as notícias acabem, ou mesmo o contacto. mas a .j., por estes tempos (que se querem breves) não vai estar por cá para irmos ao chocolate, ao chá... e mesmo planearmos idas a lisboa...

por isso, nos próximos tempos... enquanto não vou eu aí, vou ter, tenho já, saudades tuas miúda...



by brasil

2 de janeiro de 2005

2005

e agora que 2005 chegou.


não me parece que já esteja num novo ano.
sonhei que estavamos ainda no dia 31 e que o ano ainda não tinha passado. e que não passava. e que ficávamos sempre no dia 31. mas não era aflitivo, não. era um dia normal. mas a data parava. nós continuávamos a viver mas, a data do calendário era sempre a mesma...
de facto, para mim a passagem de ano é só mais um dia, um número diferente no fim da data.

muitas mensagens neste fim de ano. algumas surpresas...
mas já estou de volta. de volta ao trabalho, ao dia que não te tem...



estou num dilema mas não me apetece falar-te disso...