30 de maio de 2005

conversas...

falar-te.
da primeira vez em que te vi. que não conseguias falar e do modo como me olhaste, pela primeira vez.

falar-te da maneira como me olhaste depois. e depois e ainda depois.

falar-te de como gostei logo de ti. de como é tão fácil contar-te coisas que não contaria a ninguém
(ou talvez aqui - é tão mais fácil falar com um desconhecido)


e acordar de manhã cedo sem que o sono me tivesse incomodado para acordar. acordar como se as quatro horas de sono que dormi fossem as suficientes. como se não precisasse de nada mais para poder passar o dia. nada mais que esta conversa pela madrugada dentro, (o espôntaneo entre nós) sussurrada numa intimidade crescente.

palavras que não se hão-de gastar por se dizerem tantas vezes. palavras que se fortalecem com o uso. como se se revestissem de algum material forte e sólido a cada repetição.

algumas lágrimas. mas, no fim, tu. e eu. e um sorriso interminável...

25 de maio de 2005

distância

já sei que ando afastada daqui... e já me disseram que desvirtuei isto tudo... mas os blogs modificam-se, como as pessoas se modificam... e, se não tenho andado por aqui é porque tenho andado algo ocupada... não necessariamente com aulas (no coments) mas com outras coisas. com dias e sol e noites de lua cheia.

com outras coisas como aprender de cor o teu cheiro e o teu sabor...

17 de maio de 2005

regressos

a .j. voltou ontem. eu já suspeitava, a bem dizer, que ela ia voltar e esperava, esperava e esperava....

e ontem, ela voltou, fazendo-me uma surpresa que me deixou as pernas a tremer e as lágrimas de saudade, a quererem dar o ar de sua graça... (mas já sou quase uma mulher, como disseste tu, e aguentei-me à bonca ;))

lol lol lol

e, apesar das dores de garganta (vanda, acho k me pegaste qualquer coisa), foi um dia cheio de sol, dos teus miminhos luminosos, e da chegada da .j., que me veio, ainda mais, iluminar o dia...

se não fosse este frio e as dores de cabeça, era tudo perfeito!

15 de maio de 2005

Nate
You are Nate, prodigal son of the Fisher family.
You struck out on your own, moving to Seattle
to get away from the family business. Then, on
your flight back home for Christmas, you screw
a woman who will later become your fiancee and
then find out your dad got killed in a bus
crash. You're wild, innovative and quirky. Oh,
and you have a brain disorder that might kill
you.


Which Six Feet Under Character Are You?
brought to you by Quizilla

lol lol lol
e quem vou eu engravidar?!? lol

[by .j.]

13 de maio de 2005



Your #1 Match: INFP


The Idealist
You are creative with a great imagination, living in your own inner world.Open minded and accepting, you strive for harmony in your important relationships.It takes a long time for people to get to know you. You are hesitant to let people get close.But once you care for someone, you do everything you can to help them grow and develop.
You would make an excellent writer, psychologist, or artist.




hehehehe... e não é k estes sacanas até acertaram?!

12 de maio de 2005

" Cheguei tarde, e os que sabiam de mim
notaram que o meu corpo ja
nao me
pertencia. E perguntaram. Porque ardia
a tua boca nos meus labios
mais do que
a fogueira do segredo
, respondi-lhes

que o ceu, afinal , era mesmo azul, e o
verao uma estaçao maior que o
tempo,
e o tempo nada se o teu corpo estava
junto desse corpo que todos
ja sabiam
que nao vinha comigo- e que Deus,
Deus fechava os olhos e
existia. Riram

os que te tinham conhecido noutra noite
com outra pele vestida; os outros
foram
para muito mais longe que o seu rosto
magoado dizer ao proprio
ouvido que eu
mentia. Mas os que ainda queriam saber

de mim pediram-me que lhes contasse
quem eras, o teu nome. E eu mordi
essa
boca vermelha que deixara contigo para
nao ter de dizer que nem o
perguntara."

in " Nenhum nome depois", Maria do Rosário
Pedreira



se o tempo durasse tanto como a eternidade do teu sorriso...

9 de maio de 2005

"(...) Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos. (...)"

in "Quem morre?" de Pablo
Neruda




e eu também não a vou evitar...

17 de abril de 2005

segurar-te pelos pulsos. como que a prender-te como que a prender a tua atenção.
prender-te pelos pulsos.

para que não (me) possas nunca cair.

"You don't need to be taught to cry. The soul presses a button"*

estou amarga.
como o leite que azeda na porta do frigorífico quando eu vou de férias e o teimo em não o deitar fora, mesmo sabendo que não voltarei tão cedo. como se dissesse - talvez volte entretanto - como se dissesse - não é definitivo que vá.

estou seca.
como o ramo de flores que, há anos, está na jarra da mesa do sótão, sem água, e que ficaram iguais ao dia em que as apanhei, mas secas. quebradiças ao toque. como se desfizessem nas palmas das mãos.

se tivesse cordas seria uma má guitarra. apesar de oca, n se ouve nada cá dentro.
o som não se propaga no vácuo, não é?

não preciso que tomem a minha vida. afinal de contas, já estou habituada a estar sozinha. afinal de contas, é o que eu sei fazer melhor. é estar sozinha. e ser amiga. nisso sou muito boa. mas mesmo muito boa. podia até ser doutorada, pós-doutorada, catedrática no que toca ao assunto, "ser amiga" podia dar aulas até gratuitas com o saber ser amiga. é o que eu sei ser melhor. e as requisições são tantas que não sei como dou vazão a tanto "trabalho" que, no fundo, não é trabalho nenhum. que, no fundo, no fundo, é tão natural... é talvez o meu lado mais espontâneo. alguns diriam mesmo, o único lado espontâneo.

só não sei ser amante.
e pra isso preciso de uma ajuda. não sei ser amante.
e já não sei mais escrever...

só a perder qualidades...
e hoje que tou tão amarga...
o açucar nem se dissolve na minha boca. fica por ali, entre a língua e o céu da boca, seco. sinto os grãozinhos que procuram a saliva para se dissolverem. e nada acontece.

afinal de coisas, já devia estar habituada.
nunca nada acontece. algo sempre quase acontece. mas nunca nada acontece...


"- Há muito tempo que não choramos.
Mergulhamos o rosto no escuro das mãos, as lágrimas
irrompem, suavemente, sem convulsões nem gemidos. São
as piores lágrimas, aquelas que se assemelham a ilhas
perdidas no meio da nossa própria noite."
Al Berto in "O Anjo Mudo"

5 de abril de 2005

não me apetece escrever aqui. nem em lado nenhum. não me apetece escrever.

25 de março de 2005

Babe
Oh, dream about me
On the phone
You're talking quietly



passa quieto este dia. como se as horas se alongassem e eu admirando-me do vagar dos ponteiros no relógio de pulso.

deixa-me falar-te. falar-te de como os dias passam cinzentos e de como este ar do céu de estar prestes a rebentar me deixa inquieta. e de como eu não sou assim. não sou assim. não sou assim. e sim outra que não esta. diferente. deixa-me falar-te. simplesmente, sem complicações.


linearmente
estar contigo

21 de março de 2005

Temptation

Heaven
A gateway to hope
Just like a feeling
I need, it's no joke

And though it hurts me
To see you this way
They traded by words
I'd never heard
To hard to say them

Up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home

Oh it's the last time, it's the last time
Oh it's the last time, it's the last time

Each way I turn
I know I'll always try
To break the circle
That has been placed round me

From time to time
I find our lost
Semeaning
That was urgent

To myself
I don't believe

Oh, up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home
(...)

And I have never met anyone quite like you before
And I've never met anyone quite like you before
(...)

20 de março de 2005

ali ficaste-me tu.

como se pudesses ficar pelo caminho, ficaste ali. num momento intacto.

fizeste-me as perguntas mais difíceis que alguma vez me fizeram e eu nunca tive comigo a resposta certa. e tu ali ficaste. como se fosses uma coisa que pudesse ficar pelo caminho. deixaste-te ficar. como se ninguém te pudesse tocar. como se ninguém te pudesse deixar, a não ser tu.
e ficaste-me para trás. sem que eu pudesse arranjar uma resposta ou tempo sequer de te perguntar as perguntas mais difíceis que alguém te possa alguma vez, ter feito.


hoje custa-me a debilidade.
hoje custa-me a humanidade.

14 de março de 2005

it's a rainy day

não chove.
cobre-se o céu de nuvens mas não chove

e a tua mão ali tão perto, à espera de ser agarrada
(ou será apenas uma ilusão minha?)
e a tua mão ali tão perto com tanta coisa a separar-nos...

9 de março de 2005

hoje, que o calor voltou...

tenho uma janela ao meu lado que me dá sol e calor algum para que me possa aquecer...
aquecer a derme possível que me cobre. que quero arrancar.
carne viva para que me possas, realmente ver.

quero-me esconder. de ti e do mundo.
encolher-me e deixar-me estar.

hoje que o calor voltou, não tenho calor nenhum.
doem-me os olhos e caminhar basta-me para me esquecer da minha existência.

28 de fevereiro de 2005

hoje, a n perder no fantas: "P", de Paul Spurrier. antestreia às 23:15, no pequeno auditório.
um filme proibido na tailândia, por ter sido considerado pornográfico...
vai valer a pena ver...


(argumento)
Enquanto cresce numa vila remota da Tailândia, uma jovem aprende magia com a avó. Mas, quando a velha feiticeira adoece, a rapariga é forçada a procurar trabalho na cidade. Num bar de striptease vai precisar usar todos os seus especiais poderes para atrair homens.

23 de fevereiro de 2005

atchim

pois é... e agora? doente doente doente... ok, não tou à beira da morte, é certo mas com uma gripe k me atacou de repente (um bocado como tu!).

se não fosse
a) as dores de cabeça que eu tinha
b) o carro rebocado
c) o frio que se veio instalar em mim

tinha sido o perfeito dia de chuva, na ronha...

agora k me sinto um pouco melhor (que até já cá vim ver as notícias "desarrumadas"), sinto que a blogoesfera, que às vezes pára, se moveu a alta-velocidade nestes dias...

amanhã começo a trabalhar voluntariamente no fantasporto... sim, eu sei que já começou na segunda mas eu só pra lá vou amanhã...

apareçam! nem que seja pra me darem um cêgripe ou assim!

19 de fevereiro de 2005

a culpa sei eu de quem é

sonhei contigo o resto do dia.
não sei bem o quê. só sei que estavas lá... (ou que ficaste lá)

e a culpa, sei eu bem de quem é!

7 de fevereiro de 2005

a fronteira que é, que não chega a ser, o teu umbigo...
os verbos que voltas a vestir.
só me ocorrem frases soltas.
como tu.