
é ela e eu!
i remember it well i was stood in your line
and your mouth your mouth your mouth your mind
i want you here tonight i want you here
'cause i can't believe what i found
i want you here tonight want you
‘cause nothing is taking me down
‘cept you my love..
come all ye lost
dive into moss
i hope that my sanity covers the cost
to remove the stain of my love
paper maché
come all ye reborn
blow off my horn
i'm driving real hard
this is love this is porn
god would forgive me
but i..
i whip myself scorn scorn
i wanna hear what you have to say about me
hear if you're gonna live without me
hear what you want
aqui
"In a way I lost all I believed in
And I never found myself so low"
aqui
sem segredos em cima do armário. ou mesmo dentro dele. sem segredos nenhuns. como nuvens que se desfazem com o vento de terra.
sem segredos grandes nem pequenos no armário. eu hei-de saber... estou dentro dele.
que talvez aqui nada me consiga atingir. que talvez aqui não chegue o outono. nem mesmo o inverno...
ever since i saw you
i want to hold you
like you were the one
(...)
and i love you
i love you
i want you
but i fear you
who are you?
who are you?
(...)
for how long
how strong do i still have to be?
and how come you mean so much to me?
Mário Cesariny
de profundis amamus
Ontem
às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria
Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros
Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso
Não faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim
durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te
importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o
presente
perfeito
corsários de olhos de gato
intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade