22 de novembro de 2005
16 de novembro de 2005
batalhas....
se ao menos o teu contorno
pudesse reter o meu
algo se quebrou em mim
perdi a luz.
Os aviões voam baixo hoje
desaparecem como fumo
que um deles caia em cima de mim.
Algo se partiu. partiu para parte incerta
e eu fiquei. desejando
abraçar-te com força
sentir os ossos ao apertar-te
que um avião caia em cima de mim
e me incendeie
encostar-me a uma parede
deixar-me absorver por ela
que a fuselagem me conte
histórias de locais que nunca conhecerei
os tendões retesados do esforço
Apertar-te até te quebrar
ou até me afundar em ti.
15 de novembro de 2005
deep
"(...)
so i was dreaming of you
i was falling with you
and broke my heart"
Sónia Tavares in "Deep Blue", Rodrigo Leão, Cinema.
só me apetece meter-me num carro e arrancar sem destino quando ponho este cd... conduzir horas a fio. horas sem fim. deixar a vida tomar conta de mim.
há sons bonitos à exaustão.
p.s. té, a cabecinha vai fazendo por tar ok... havemos de voltar a um chá. desta vez num lugar mais bonito e com um chá melhor que no progresso! :)
13 de novembro de 2005
poemas
"once upon a time somebody told me
i was going to be someone, i was s'posed to be someone.
(...)
blow winds and come rainclouds, gather over my head
cracks keep gaping down me,
opening great halls of tug-of-war
where no-one is the champion.
so slice me down the middle.
keep the half that wants to be
your eyes, your arms to fight for you.
(...)
can you let me squeeze the trigger, can you give me the gun?"
Polly Paulusma, "Carry me home"
entrar no carro e encontrar, esquecido no rádio, o cd da Polly Paulusma....
e é em noites como estas, em que os sorrisos brotam das feridas abertas, que acredito ser tão fácil,
tão fácil, tão fácil, te esquecer.
o poema inacabado. que tenho de esquecer no fundo da gaveta. recorto-te no fundo do meu dia de amanhã.
recoloco o teu olhar numa outra situação, num outro tempo. mas sempre. sempre. sempre no fim do meu.
escrever. reescrever o poema. procurar a perfeição. escrever. reescrever o poema. com fúria. como se toda a vida dependesse do deslizar do carvão por cima do papel. como se corresse contra o tempo. imortalizar os teus traços antes que chova demasiado dentro da minha casa.
desafiar-te pra uma corrida na praia. e descobrir que perdeste o folêgo com uma gaivota que planou por cima de nós.
12 de novembro de 2005
chama-me o que quiseres mas chama-me pelo nome!
| Your Japanese Name Is... |
![]() |
| Your Hawaiian Name is: |
![]() |
| Your Irish Name Is... |
![]() |
| Your Sexy Brazilian Name is: |
![]() |
| Your Pimp Name Is... |
![]() |
| Your Monster Profile |
![]() Ultima Goblin You Feast On: Peanut Butter You Lurk Around In: Swamps You Especially Like to Torment: Cops |
| Your 1920's Name is: |
![]() |
lol lol lol... só para anotar... eu nem gosto de manteiga de amendoim!
11 de novembro de 2005
fim de semana
profs que estão doentes (como eu suspeito que estou a ficar)...
estar assim, com dores de cabeça e cheiro a doença faz-me sempre lembrar daquele dia do carro rebocado... mas nesse dia havia miminhos prá doentinha! agora... agora já não se bloqueiam nem rebocam carros na minha rua... já não é uma rua como antigamente! definitivamente, já não é nada uma rua em condições!
pequenas terapias às quartas à noite, trabalho, trabalho, trabalho a acumular-se em cima da secretária... caramba, já é inverno!
8 de novembro de 2005
ferida aberta
I believe life ends with death, and that is all.
[...] just the same,
in my new black leather phone book there's your name
and the disconneted number I still call.
Tony Harrison, "Long Distance II"
devia pedir-te desculpa por ontem. mas tocaste-me numa ferida aberta.
não é que tema enfrentar a tempestade mas sabes que foste a primeira pessoa a abraçar-me depois de tudo. e sabes bem o que aconteceu....
5 de novembro de 2005
time goes by so slowly...
pousar a mão nos aquecedores e queimá-la por descuido...
que maravilha, as novas tecnologias.... segredos escondidos no meu telemóvel, a tua voz que me vem, não por um fio, mas por ondas que não consigo sequer sentir. a tua voz. que eu não consigo sequer sentir...
o teu abraço morno numa noite de um frio de que não há memória. casacos e casacos.
camadas de mim. camadas de ti.
há distâncias que se encurtam na linha recta que vai no abraço de um peito com outro.
4 de novembro de 2005
3 de novembro de 2005
Plasticidades
eu não vou perder....
25 de outubro de 2005
i must be out of line
estou ansiosa por fugir daqui. acelero os relógios da casa para que esta semana seja célere. forço o passar do tempo para que me seja mais fácil acreditar que controlo tudo isto e que tudo se pode vergar à minha vontade racional. nunca sei que cd pôr no leitor. que música ouvir. não encontro os cds que procuro. e só encontro a tua letra legendando cds... ou as tuas fotos misturadas na confusão da (tentativa) de arrumação de todos os ficheiros que herdei doutros computadores... ou as tuas palavras espalhadas pelo ciberespaço.....
23 de outubro de 2005
Em que árvore "cai" seu aniversário?
ÁRVORE DE MAPLE
INDEPENDÊNCIA MENTAL
Pessoa fora do comum. Cheio de imaginação e originalidade. Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências. Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade, comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar.
só mesmo os brazucas pra se lembrarem desta... e só mesmo eu pra não resistir a uma coisa destas.... lol
"Pessoa fora do comum."- às vezes não sei não... mas sim, com tanta coisa esquisita na minha vida, até sou capaz de ser fora do comum...
"Cheio de imaginação e originalidade." - hummmm... sou suspeita pra comentar esta!
"Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências." - sem dúvida alguma! tenho este ar de quem fala pelos cotovelos (ok, até falo) mas sou bastante reservada, ambiciosa e orgulhosa... cada vez me respeito mais e sim, gosto muito de novas experiências...
"Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade(...)" - nervosa? nem por isso... complexada?? já fui. agora... nem por isso (lol) e aprendo com facilidade... hummmm depende da lição que me estão a tentar ensinar, ou que estou a tentar aprender....
"(...) comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar." - sem dúvida, sou uma apaixonada (e quando também estou, ainda melhor!). adoro viver e sim, quem não gosta de impressionar!?
ó... estas porcarias dão sempre pra toda a gente... e depois, por enquanto não me dão jeito raízes... ainda há muita terra a remexer e a percorrer... ser árvora só é bom em terra firme. e não em território atreito a tremores de terra...
só gosto de sentir a terra tremer quando tenho os olhos fechados e a tua pele é a continuação da minha.
22 de outubro de 2005
questioning....
did he guide you across the threshold?
did he cup you in his hands?
did he drink you like water?
or blow you into air like sand?
is he standing right beside you?
did it work out how you planned?
are we saved or are we damned?
(...)
i can't stay here no longer
(...)
my time here is up
so goodbye, goodbye, goodbye, goodbye and good luck
"mea culpa", Polly Paulusma
fica de noite muito mais depressa agora. chega, suavemente, o outono, o inverno. a chuva que cai sempre à noite. aconchegar-me na minha cama enquanto chove. procurar o aconchego, o calor que emana da pele em contacto com os tecidos (sempre dormentes) da minha cama. noites que chegam devido ao cansaço. nada mais as trazem que não o cansaço. a exaustão de dias e dias... sem ti. a exaustão de dias e dias sem ti...
when i'm dead and gone.
20 de outubro de 2005
come closer...
DAN: And you left him, just like that?
PORTMAN: It's the only way to leave. "I don't love you
anymore.Goodbye."
DAN: Supposing you do still love them?
PORTMAN: You don't leave.
DAN: You've never left someone you still love?
PORTMAN: Nope.
hoje: dores dores dores... acordar por tar com dores não é a
minha ideia de uma manhã agradável...
parece de noite dentro deste edifício e nem se pode pôr
a cabeça lá fora....
chove chove chove (e eu acho que já deixei o guarda-chuva
perdido no caminho....)
17 de outubro de 2005
ai...
doem-me as pontas dos dedos e as demais extremidades com terminações nervosas.
há suavidades que sempre se anseiam (voltar a) tocar.
(e té, sim, acertaste em muito - que é pra não te dar a razão toda assim de um momento pró outro - no que me perguntaste/disseste. "cházamos" quando quiseres, agora que tás perto do arts então... é só marcarmos :) ***)
15 de outubro de 2005
14 de outubro de 2005
cores fortes com lágrimas
sentarmo-nos à mesa. as tuas mãos, espalmadas no tampo da mesa. dedos encontrando dedos.
palavras que se desdobram rápida mas dificilmente no frio do fim da tarde. e querer manter a pose com dores de cabeça intermináveis. e olhar nos teus olhos. apetecer-me abraçar-te. sentir que poderia voltar a casa, se te abraçasse. e saber que, mesmo que o fizesse.... a minha casa já não é contigo. que o teu abraço não me levaria a casa. e que o teu abraço nunca foi uma casa mas sempre um quarto alugado.
fugiste ao pôr do sol. e deixaste-me a braços com lágrimas teimosas. cores fortes com lágrimas. o vermelho. a vida. o 13.º dia do mês, o 13.º de tudo... o topo iluminado de um edifício. paragens de autocarro tão familiares...
a cama fria no fim da noite. discursos em voz alta, no meio da rua vazia.
12 de outubro de 2005
corações partidos, na sua melhor parte, a meio e repartidos entre todos.
noites que começam às cinco e meia da tarde para terminarem com sono. olhos pesados e olheiras.
não te encontro. não te encontro. não te encontro.
11 de outubro de 2005
i smell your clothes when you're not near
a chuva que me procura e não me deixa sair de casa. noites e noites de isolamento do resto do mundo... como se o corpo se isolasse da paixão.
não sei o que escrever... as palavras gastam-me.
7 de outubro de 2005
fim da semana...
não gosto dos dias que andam por aí. não gosto destes dias. prefeira outros em que o sol era bem vindo e aquecia realmente quem anda na rua...
não gosto das noites que andam por aí. não gosto destas noites... que se estendem se algum propósito, na pequenez renovada do Porto. a cidade que voltou a ser para mim uma cidadela. com os limites entre o campo alegre e santa catarina. entre a rua da boavista e são bento. a cidadela que me enclausura, sem (de)mais passeios que me mostrem que o Porto não é só isto. quatro ruas que me delimitam o horizonte. sem tempo para ver que me falta tanto tanto tanto daquilo que me enchia os dias... sem tempo para ver que me falta tudo o que me enchia os dias... fazer por ficar sem tempo para sentir a falta do que me enchia os dias...
4 de outubro de 2005
time over...
a procurar livros que não encontro e a encontrar livros de que não necessito....
a querer escrever o que me trouxe aqui e a não ter tempo que o cronómetro diz-me que o meu tempo está a terminar......
a precisar urgentemente de um computador ligado à net, ao mundo, ao resto da civilização que (já) me sustenta e que não é só esta fisicalidade à minha frente mas um sem número de sites, aonde me perco (como agora) a tentar ler os posts anteriores, a ler as mensagens que já têm dias... assim, o imediato de tudo isto não tem sentido... e eu sinto-me ainda mais isolada de toda a gente... apesar de, por vezes, estarmos todos na mesma cidade, por debaixo do mesmo céu azul e do frio matinal, do calor do meio dia, o rio ao fundo da rua...
a querer dizer olá à .j. e a todos os outros que por aqui andam e com quem eu não me cruzo na rua (apesar da rua ser a mesma)....
preciso dum (a)braço humano...
2 de outubro de 2005
and i still hold your hand in mine
(...)
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.
(...)
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the father of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
(...)
And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time,
When I'm kneeling at your feet.
(...)
há músicas que não podes reconhecer. que só eu ouço. que só eu uso para conseguir dormir. pequenos comprimidos de ansiolíticos que me comprimem o peito até dormir por falta de oxigénio....
estou tonta de sono. de saudades tuas. da tua presença...
29 de setembro de 2005
like papercuts
aliás, os olhos que viste ontem não são os meus olhos (obrigada por teres reparado) mas não te saberei responder o que ser passa comigo numa só frase. em palavras e conjunções de letras.
poder-te-ia mostrar se o que se passa fosse desenhável, ou fotografável, possível de descrição exacta, restrito em contornos firmes de tinta.
visto devagar e novamente este sobretudo de malha de aço, como antigo cavaleiro, uma cota de malha que me proteja dos golpes do aço...
ponho um pé em frente ao outro... um ensaio de andar no arame...
Esta manhã comecei a esquecer-me de ti.
Acordei mais cedo que nos outros dias
e com o mesmo sono.
A tua boca dizia-me "bom dia" mas não:
não o teu corpo todo como nos outros dias.
As sombras por aqui são lentas e hoje não
comprei o jornal: o mundo que se ocupe da
sua própria melancolia.
ontem. há uma semana. há muitos meses.
um ano ensina ao coração o novo ofício:
a vida toda eu hei-de esquecer-me de ti.
* Rui Costa, in A Nuvem Prateada das Pessoas Graves,
Prémio Daniel Faria 2005 (o primeiro a ser atribuído),
Edições Quasi
24 de setembro de 2005
if it was this simple...
"It's not in the stars
It's all in the proof
The chances the odds
The one you love will love
And fall for you
And fall for you"
tracy chapman, "Love's Proof"
23 de setembro de 2005
(de)vagar
"You touched my heart you touched my soul
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you."
james blunt, "goodbye my lover"
há dias que não passam.... que se imprimem contra mim e não passam. o calor húmido do tempo que pede chuva. o início do outono. já folhas secas no chão. e dias que me trazem sono e sono e sono. aquele que não dormi nestes dias...
hoje podia ter ficado todo o dia na cama, a dormir. e, afinal, dormi todo o dia, sem olhos fechados nem cama desfeita. vagueando pela casa. do écran do computador para o écran do televisor... nunca o écran pequeno, reduto do telemóvel...
e há dias vazios que me prendem. como o dia de hoje. que não passa...... durmo sem nada sonhar...
há dias que me trazem vividamente hipóteses que quero negar...................................................
19 de setembro de 2005
my nick stands for...
speechless:
Status is important to you and your ability to achieve success and earn money. You have a need to be noticed and seek status. You have a talent for working with people on a one to one basis. You can be quite inventive and quite curious. You need to learn to be expressive. You are a person who cannot tolerate being misunderstood. You are clever, inventive, imaginative and youthful. You enjoy socializing. You work hard to achieve material success through your own efforts. You have a diplomatic flair to your nature. Equality and fairness are important to you. You need to learn to be expressive. You are a person who cannot tolerate being misunderstood. You have a need to earn money to prove your success to society and must learn the true value of material gains and status. You have a need to earn money to prove your success to society and must learn the true value of material gains and status.
bom... até que não é mentira... mas como é que eu não consigo resistir a estas porcarias! :) lol
17 de setembro de 2005
ecos
If you think of me
If you miss me once in awhile
Then I'll return to you
I'll return and fill that space in your heart(...)
Together again
It would feel so good to be
In your arms
Where all my journeys end
If you can make a promise
If it's one that you can keep
I vow to come for you
If you wait for me
tracy chapman,
"The Promisse" in "New Beginning"
frio. tenho frio. fisicamente. por dentro. como se dentro de mim tivesse um frigorífico em refrigeração máxima.
ao menos há música ambiente... como refrões, repetidos à exaustão. pequenos versos que ecoam em mim, mesmo enquanto te ouço.
she moves in secret ways...
12 de setembro de 2005
angels that walk
Polly Paulusma
I Was Made To Love You
In the sky I see angels
Flying all over town
they've got names in their pockets
Of lovers lost and found
If I send you my angel
Would you send yours to me
If our angels collide in the sky
You'll say it was meant to be
And days blank like they bleached them
And nights outline air like static on the phone
And you say that you feel them
But the words you picked so carefully keep coming out all wrong
So I'll write them in light
And I'll carve them in stone
I was made for loving you
I was put on this sweet earth too
I was made to love you
In the air I hear gunfire, going off in the hills
Clocks are ticking, the battle is nearing
I'm fending them off with these pills
If you're stuck in the front line
Would you charm your way out
You might like the idea of the kill
But you don't know what dying's about
In the sky I see angels
Flying all over town
They've got drugs in their pockets
To keep us all on the ground
I won't send you my angel
Angels only deceive
Spit the pills out
Feed fuel to your fear
And fly away with me
vozes que não me vêm do ar mas do cabo que me traz o mundo, outras cidades, à superfície do écran... e novas cores que se pintam por aqui, como vozes que regressam, devorando o "humilde sossego do coração"... ou que sempre tinham faltado na palete e, agora que as encontrámos, parece quase impossível que algum dia, pudessemos ter pintado sem aquela cor...
dias que passam no compasso vagaroso do fim de verão...
even if he has to walk to the nearest city to catch a train to be with you...
5 de setembro de 2005
7 coisas que nunca tive tempo de te dizer que, um dia, gostaria de fazer contigo...
- ir à grécia
- pintar a minha casa
- levar-te a todos os meus lugares especiais
- abraçar-te numa praia deserta, num dia invernal
- escrever no chão da rua onde moras que te amo (e fugir do segurança que, provavelmente me tentaria deter, e evitar a abordagem dos carros k abrandassem na rua...)
- dizer-te que o meu gelado preferido já foi rum com passas mas que agora me apetece banana com chocolate
- puxar-te pelo braço, a meio da rua e, quando te virasses interrogativamente, ver nos teus olhos aquilo que me fizesse esquecer o mundo à volta, e ver que tu também o esquecerias...
2 de setembro de 2005
listening closely
" And your arm felt nice wrapped 'round my shoulder
And I had a feeling that I belonged
And I had a feeling that I could be someone"
aqui
tinha-me esquecido das letras da tracy chapman... (e por causa disso ia tendo dois acidentes num espaço de dez minutos...)
e elas disseram-me tantas coisas... coisas que eu queria ouvir. ainda que não na voz rouca da tracy chapman.
mas há uma enorme diferença entre o que gostariamos de ouvir e o que realmente ouvimos... ou não ouvimos...
31 de agosto de 2005
parece que todo o sono que devia ter se evaporou para parte incerta. não consigo dormir.
tenho insónias consecutivas. um bicho que me rói o peito por dentro e não me deixa dormir. lágrimas que me afagam o canto dos olhos. que não me deixam nunca. que me mantém acordada. exausta. e nem um grito meu corta a noite.
todos dormem. e eu levanto-me a horas impróprias. vejo o dia amanhecer da janela do meu quarto. resolvo mundanices. mantenho-me anestesiada. até à próxima noite de insónia. até me desiludires novamente.
30 de agosto de 2005
i remember
i remember it well i was stood in your line
and your mouth your mouth your mouth your mind
i want you here tonight i want you here
'cause i can't believe what i found
i want you here tonight want you
‘cause nothing is taking me down
‘cept you my love..
come all ye lost
dive into moss
i hope that my sanity covers the cost
to remove the stain of my love
paper maché
come all ye reborn
blow off my horn
i'm driving real hard
this is love this is porn
god would forgive me
but i..
i whip myself scorn scorn
i wanna hear what you have to say about me
hear if you're gonna live without me
hear what you want
aqui
damien rice... novamente, damien rice...
há dias que preciso de encher de música para que fiquem cheios...
29 de agosto de 2005
"In a way I lost all I believed in
And I never found myself so low"
aqui
sem segredos em cima do armário. ou mesmo dentro dele. sem segredos nenhuns. como nuvens que se desfazem com o vento de terra.
sem segredos grandes nem pequenos no armário. eu hei-de saber... estou dentro dele.
que talvez aqui nada me consiga atingir. que talvez aqui não chegue o outono. nem mesmo o inverno...
26 de agosto de 2005
secret...
e tá a ficar grande ande ande...
porque eu não sei guardar segredos!
hihihihihihihihihihihihi
(escondido ainda no topo do armário...)
24 de agosto de 2005
"One of us will die inside these arms"*
não consigo ver mais nada.
acordar e ver-te ao meu lado. tocar-te e ver que és real, que tudo não é um sonho, como eu pensava, mas real.
as tuas costas são a planície que quero saber de cor. o teu peito o vale onde quero pernoitar e fazer nascer um rio, um mar, um sol...
beijar-te pescoço acima e sentir o que acontece...
15 de agosto de 2005
there's something unreal about all this...
só que agora não tenho cores saturadas. tudo me parece esbatido. esfumado. pouco nítido.
como quando fui operada. sem conseguir focar o mundo à minha volta. lágrimas que me magoavam e se embebiam no penso, por cima do meu olho. tuneis de luz, de sombras.
dias de calor. que passam céleres por mim. sem deixar marcas que não as que vêm de um normal dia de praia.
desço a rua sozinha. passo pelas casas antigas. os mesmos vizinhos que sempre ali viveram. por anos, desde o século passado, sempre os mesmos vizinhos. as mesmas famílias, as mesmas histórias, cobertas de pó e fotografias a preto e branco. sempre a mesma festa, por estes dias. os imigrantes, as pipocas e os bolos de açucar. os balões e a banda pimba, a tocar, noite após noite.
desço sozinha a rua. ninguém me conhece. nunca ninguém me conhece. nunca me cruzo com alguém conhecido...
há algo de irreal em tudo isto. por vezes, naquele momento, antes de abrirmos os olhos, em que ainda sonhamos mas damos conta do que se passa à nossa volta, acredito que, quando abrir os olhos, vou acordar no quarto onde cresci. na casa onde cresci. e, quando os abro, fico desorientada, desconhecendo, por alguns momentos, onde estou. mas sei que não estou na casa onde cresci. não na casa onde cresci. e há uma penumbra sobre os móveis, sobre a minha vida, uma penumbra de irrealidade... como se fosse acordar a qualquer momento....
talvez agora acorde.... espero só o despertador.... só mais cinco minutos....
11 de agosto de 2005
i know who you are
ever since i saw you
i want to hold you
like you were the one
(...)
and i love you
i love you
i want you
but i fear you
who are you?
who are you?
(...)
for how long
how strong do i still have to be?
and how come you mean so much to me?
voltar para casa.
como se não conhecesse
outro destino
que o que me leva
novamente
ao útero materno.
A luz filtrada
pela espessura da pele
laranja-sangue
fechar os olhos
e carregar nas
pálpebras
como quando era criança.
caleidoscópios
nada mais que o
amarelo azul vermelho
laranja-sangue.
a luz sem filtração.
carregar nas pálpebras
é agora a única
maneira de ver cores...
9 de agosto de 2005
a sudoeste de tudo
sempre a tua presença.
dias difíceis em que tudo me recorda de ti. coisa pequenas, grandes, minusculas. incidentes, expressões. dou comigo a fazer as tuas piadas e perco a noção das coisas. onde estou.... ah sim, de volta, herdade da casa branca, zambujeira do mar...
abrir os olhos de manhã, no fim de um sonho contigo.
é tão estranho. não saber nada de ti. não acordar com a tua voz. não saber o que sentes, o que estás a fazer. o que queres fazer daqui a pouco ou daqui a muito tempo.
e a polícia atrás de nós e o meu estômago num nó, e o meu coração estilhaçado contra o peito. tudo isto é demais. não consigo sentir tudo de uma vez.
31 de julho de 2005
procuro-te
Mário Cesariny
de profundis amamus
Ontem
às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria
Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros
Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
e há quatro mil pessoas interessadas
nisso
Não faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim
durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te
importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o
presente
perfeito
corsários de olhos de gato
intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
procuro-te durante o dia, noite dentro. espero pela tua gargalhada, as tuas caretas e brincadeiras. o teu 'lá, si, dó, a nota que for.
escrevo-te recados mentais, pequenas notas que deves esquecer. curiosidades desinteressantes do meu dia.
procuro verbos novos para esboçar contornos mais precisos para melhor definir o tempo real que vivemos. procuro não me afastar do tema central, dispersar a minha atenção, como, pelos vistos, tenho tendência a fazer nos exames (sim, que uma nota maior, ainda que negativa, é sempre um incentivo, não?)...
anseio o passar do tempo.
28 de julho de 2005
hallelujah
como quando os discos de vinil costumavam riscar e ficávamos sempre a ouvir o mesmo acorde.
finalmente o mundo volta a empurrar-me para a frente.
detesto esta semana. esta última semana de julho em que entro de férias. mas que ainda não me sinto de férias. ainda com o sentimento de uma rotina devida. ainda sem conseguir disfrutar de ter todo o dia para mim. para não fazer nada sem sentir um peso na consciência.
finalmente de férias e acordo sempre com a sensação de que algo me falta fazer...
nunca mais volta o calor...
25 de julho de 2005
i'm a fool
ou quando mudas. de dois em dois dias, mais rápido que o ciclo da lua. dizes que mudas. que estás diferente. desafiando-me veladamente para que o comprove.
quando ainda nem sequer te apercebeste - e eu que tanto tenho tentado explicar - que já nada disso me importa. que já nada disso me move.
que o que tinha dentro de mim foi morrendo. como o manjerico que eu comprei e que morreu tão cedo, apesar de todos os meus cuidados para que sobrevivesse a este calor de incêndios...
in spite of all the damage (aqui)
ainda aqui estou, in spite of all the damage.
mudada. não como a lua, não como tu, em dois dias, mas em anos. mudada. já sem calções e joelhos esfolados.
mudada. com sorrisos que não conseguirias arrancar (não sabes dizer os "lá lá's" que me fazem sorrir com sorrisos de sol e claridade).
é tão estranho como os membros param de crescer e nós continuamos. vejo o corpo a alongar-se para além dos limites físicos onde se inscreve.
e é tão bom este sol. este claro dia onde me inscrevo como se fizesse parte integrante do céu azul.
19 de julho de 2005
... changing...
quanto mais não seja, daquela que tu trazes sempre escondida nos bolsos do casaco (aquele que parece o vermelho mas não é vermelho) ou nas palmas das mãos. ou ainda nos olhos...
mas a mudar. como se os dias realmente tivessem alguma diferença entre si e não me parecesse tudo igual...
pelo menos as noites já são mais tranquilas. bem dormidas. sem pesadelos nem sonhos agitados....
changing....
30 de junho de 2005
muda de vida
só que mudar de vida por aqui passa pela cadeira de públicos e audiências do professor jorge marinho
e não foi desta que mudei....
14 de junho de 2005
morreste-me....
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade
6 de junho de 2005
30 de maio de 2005
conversas...
da primeira vez em que te vi. que não conseguias falar e do modo como me olhaste, pela primeira vez.
falar-te da maneira como me olhaste depois. e depois e ainda depois.
falar-te de como gostei logo de ti. de como é tão fácil contar-te coisas que não contaria a ninguém
e acordar de manhã cedo sem que o sono me tivesse incomodado para acordar. acordar como se as quatro horas de sono que dormi fossem as suficientes. como se não precisasse de nada mais para poder passar o dia. nada mais que esta conversa pela madrugada dentro, (o espôntaneo entre nós) sussurrada numa intimidade crescente.
palavras que não se hão-de gastar por se dizerem tantas vezes. palavras que se fortalecem com o uso. como se se revestissem de algum material forte e sólido a cada repetição.
algumas lágrimas. mas, no fim, tu. e eu. e um sorriso interminável...
25 de maio de 2005
distância
com outras coisas como aprender de cor o teu cheiro e o teu sabor...
17 de maio de 2005
regressos
e ontem, ela voltou, fazendo-me uma surpresa que me deixou as pernas a tremer e as lágrimas de saudade, a quererem dar o ar de sua graça... (mas já sou quase uma mulher, como disseste tu, e aguentei-me à bonca ;))
lol lol lol
e, apesar das dores de garganta (vanda, acho k me pegaste qualquer coisa), foi um dia cheio de sol, dos teus miminhos luminosos, e da chegada da .j., que me veio, ainda mais, iluminar o dia...
se não fosse este frio e as dores de cabeça, era tudo perfeito!
15 de maio de 2005
You are Nate, prodigal son of the Fisher family.
You struck out on your own, moving to Seattle
to get away from the family business. Then, on
your flight back home for Christmas, you screw
a woman who will later become your fiancee and
then find out your dad got killed in a bus
crash. You're wild, innovative and quirky. Oh,
and you have a brain disorder that might kill
you.
Which Six Feet Under Character Are You?
brought to you by Quizilla
lol lol lol
e quem vou eu engravidar?!? lol
[by .j.]
13 de maio de 2005
Your #1 Match: INFP |
| The Idealist You are creative with a great imagination, living in your own inner world.Open minded and accepting, you strive for harmony in your important relationships.It takes a long time for people to get to know you. You are hesitant to let people get close.But once you care for someone, you do everything you can to help them grow and develop. You would make an excellent writer, psychologist, or artist. |
hehehehe... e não é k estes sacanas até acertaram?!
12 de maio de 2005
" Cheguei tarde, e os que sabiam de mim
notaram que o meu corpo ja
nao me
pertencia. E perguntaram. Porque ardia
a tua boca nos meus labios
mais do que
a fogueira do segredo, respondi-lhesque o ceu, afinal , era mesmo azul, e o
verao uma estaçao maior que o
tempo,
e o tempo nada se o teu corpo estava
junto desse corpo que todos
ja sabiam
que nao vinha comigo- e que Deus,
Deus fechava os olhos e
existia. Riramos que te tinham conhecido noutra noite
com outra pele vestida; os outros
foram
para muito mais longe que o seu rosto
magoado dizer ao proprio
ouvido que eu
mentia. Mas os que ainda queriam saberde mim pediram-me que lhes contasse
quem eras, o teu nome. E eu mordi
essa
boca vermelha que deixara contigo para
nao ter de dizer que nem o
perguntara."in " Nenhum nome depois", Maria do Rosário
Pedreira
se o tempo durasse tanto como a eternidade do teu sorriso...
9 de maio de 2005
"(...) Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos. (...)"
in "Quem morre?" de Pablo
Neruda
e eu também não a vou evitar...
17 de abril de 2005
"You don't need to be taught to cry. The soul presses a button"*
como o leite que azeda na porta do frigorífico quando eu vou de férias e o teimo em não o deitar fora, mesmo sabendo que não voltarei tão cedo. como se dissesse - talvez volte entretanto - como se dissesse - não é definitivo que vá.
estou seca.
como o ramo de flores que, há anos, está na jarra da mesa do sótão, sem água, e que ficaram iguais ao dia em que as apanhei, mas secas. quebradiças ao toque. como se desfizessem nas palmas das mãos.
se tivesse cordas seria uma má guitarra. apesar de oca, n se ouve nada cá dentro.
o som não se propaga no vácuo, não é?
não preciso que tomem a minha vida. afinal de contas, já estou habituada a estar sozinha. afinal de contas, é o que eu sei fazer melhor. é estar sozinha. e ser amiga. nisso sou muito boa. mas mesmo muito boa. podia até ser doutorada, pós-doutorada, catedrática no que toca ao assunto, "ser amiga" podia dar aulas até gratuitas com o saber ser amiga. é o que eu sei ser melhor. e as requisições são tantas que não sei como dou vazão a tanto "trabalho" que, no fundo, não é trabalho nenhum. que, no fundo, no fundo, é tão natural... é talvez o meu lado mais espontâneo. alguns diriam mesmo, o único lado espontâneo.
só não sei ser amante.
e pra isso preciso de uma ajuda. não sei ser amante.
e já não sei mais escrever...
só a perder qualidades...
e hoje que tou tão amarga...
o açucar nem se dissolve na minha boca. fica por ali, entre a língua e o céu da boca, seco. sinto os grãozinhos que procuram a saliva para se dissolverem. e nada acontece.
afinal de coisas, já devia estar habituada.
nunca nada acontece. algo sempre quase acontece. mas nunca nada acontece...
"- Há muito tempo que não choramos.Mergulhamos o rosto no escuro das mãos, as lágrimasirrompem, suavemente, sem convulsões nem gemidos. Sãoas piores lágrimas, aquelas que se assemelham a ilhasperdidas no meio da nossa própria noite."Al Berto in "O Anjo Mudo"
25 de março de 2005
Babe
Oh, dream about me
On the phone
You're talking quietly
passa quieto este dia. como se as horas se alongassem e eu admirando-me do vagar dos ponteiros no relógio de pulso.
deixa-me falar-te. falar-te de como os dias passam cinzentos e de como este ar do céu de estar prestes a rebentar me deixa inquieta. e de como eu não sou assim. não sou assim. não sou assim. e sim outra que não esta. diferente. deixa-me falar-te. simplesmente, sem complicações.
21 de março de 2005
Temptation
Heaven
A gateway to hope
Just like a feeling
I need, it's no joke
And though it hurts me
To see you this way
They traded by words
I'd never heard
To hard to say them
Up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home
Oh it's the last time, it's the last time
Oh it's the last time, it's the last time
Each way I turn
I know I'll always try
To break the circle
That has been placed round me
From time to time
I find our lost
Semeaning
That was urgent
To myself
I don't believe
Oh, up, down, turn around; please don't let me hit the ground
Tonight I think I walk alone to find my soul desire to go home
(...)
And I have never met anyone quite like you before
And I've never met anyone quite like you before
(...)
20 de março de 2005
como se pudesses ficar pelo caminho, ficaste ali. num momento intacto.
fizeste-me as perguntas mais difíceis que alguma vez me fizeram e eu nunca tive comigo a resposta certa. e tu ali ficaste. como se fosses uma coisa que pudesse ficar pelo caminho. deixaste-te ficar. como se ninguém te pudesse tocar. como se ninguém te pudesse deixar, a não ser tu.
e ficaste-me para trás. sem que eu pudesse arranjar uma resposta ou tempo sequer de te perguntar as perguntas mais difíceis que alguém te possa alguma vez, ter feito.
14 de março de 2005
it's a rainy day
cobre-se o céu de nuvens mas não chove
e a tua mão ali tão perto, à espera de ser agarrada
(ou será apenas uma ilusão minha?)
e a tua mão ali tão perto com tanta coisa a separar-nos...
9 de março de 2005
hoje, que o calor voltou...
aquecer a derme possível que me cobre. que quero arrancar.
carne viva para que me possas, realmente ver.
quero-me esconder. de ti e do mundo.
encolher-me e deixar-me estar.
hoje que o calor voltou, não tenho calor nenhum.
doem-me os olhos e caminhar basta-me para me esquecer da minha existência.
28 de fevereiro de 2005
um filme proibido na tailândia, por ter sido considerado pornográfico...
vai valer a pena ver...
(argumento)
Enquanto cresce numa vila remota da Tailândia, uma jovem aprende magia com a avó. Mas, quando a velha feiticeira adoece, a rapariga é forçada a procurar trabalho na cidade. Num bar de striptease vai precisar usar todos os seus especiais poderes para atrair homens.
23 de fevereiro de 2005
atchim
se não fosse
a) as dores de cabeça que eu tinha
b) o carro rebocado
c) o frio que se veio instalar em mim
tinha sido o perfeito dia de chuva, na ronha...
agora k me sinto um pouco melhor (que até já cá vim ver as notícias "desarrumadas"), sinto que a blogoesfera, que às vezes pára, se moveu a alta-velocidade nestes dias...
amanhã começo a trabalhar voluntariamente no fantasporto... sim, eu sei que já começou na segunda mas eu só pra lá vou amanhã...
apareçam! nem que seja pra me darem um cêgripe ou assim!
19 de fevereiro de 2005
a culpa sei eu de quem é
não sei bem o quê. só sei que estavas lá... (ou que ficaste lá)
e a culpa, sei eu bem de quem é!
7 de fevereiro de 2005
3 de fevereiro de 2005
música e muito mais
e eu gosto de antony & the johnsons... especialmente desta música...
e gostava de a ter levado agora há pouco, quando fui à praia, ver o mar.
estacionar o carro, beber um café e depois caminhar.
caminhar pela areia... escrever junto às pegadas que ninguém está na praia.
que estou só, como sempre, aqui, estou só.
não sei que música estás a ouvir agora. agora, neste momento. às 0:32 da noite, que música estás a ouvir?
novamente, sigo os conselhos da .j. e ouço lambchop.
não me apetece ir já para a cama...
apetecia-me ouvir a tua voz... sem a (re)conhecer, apetecia-me ouvir a tua voz,
ver de que material se constitui o teu nariz, as tuas costas, aquela covinha, atrás do tornozelo.
sentar-me na outra ponta do sofá e (re)conhecer-te de olhos fechados...
deixar-me-ias,
mesmo que não conhecesses a música?
1 de fevereiro de 2005
psico o quê?
nunca num exame tive as ideias tão claras, a mente sem ser numa enorme nebulosa...
se não for desta, não sei quando será.
fim do exame de psicossociologia da comunicação... jorge marinho, és o meu ídolo!
lol
;)
16 de janeiro de 2005
13 de janeiro de 2005
cinzento
nenhumas. nenhumas mesmo. só que hoje me sinto adoentado e a cabeça não pára de doer...
provavelmente é do tempo que, de repente deixou de estar tão frio para chover uma chuva miudinha, todo o dia, sem que o sol apareça.
o tempo anda cinzento e eu também.
7 de janeiro de 2005
falta-me uma palavra tua
não consigo escrever em cadernos grandes. pedem de mim um estilo, uma
organização, que me é exterior. estranha.
falta-me uma assinatura tua, a tua letra desenhada algures, uma foto
tua, algo de particular, individual. algo que me descreva um pouco de
ti.
falta-me algo teu. palpável. que eu possa tocar enquanto me falta uma
palavra tua.
falta-me uma composição tua. pensamentos espontâneos, um gesto frontal,
algo de impensável, algo de inevitável.falta-me um dia teu.201204
5 de janeiro de 2005
olá
esqueci-me de uma data de gente este ano, de dar os parabéns a muita muita gente. portanto, aqui ficam as minhas desculpas... foi de uma série de coisas... foi que ando com a cabeça em água, a esquecer-me de tudo, a precisar de um choque vitamínico... preciso de apontar tudo, desculpem... preciso de notas e post-its para tudo.
até para dizer: olá.
4 de janeiro de 2005
preciso da minha paisagem de mar e areia sem fim. preciso de sair daqui. fazer qualquer coisa. sair daqui.
e colo-me hoje às ruas, à calçada desta cidade, quase sem calçada portuguesa. coso-me aos passeios de cimento e esquadria quadrada.
coso-me ao Porto como se não tivesse (que não tenho mais) um porto seguro aonde regressar.
3 de janeiro de 2005
sdds
e o meu mundinho ficou um bocadinho mais pequenino.
há coisas que ficam sempre por dizer, entaladas na garganta. ou então,
não sabemos o que dizer e só mais tarde, muito ou pouco mais tarde, formulamos na nossa cabeça as palavras que gostaríamos ter dito. algo de memorável, algo de inesquecível, algo de marcante.
mas a .j. já é, por si só, marcante.
a primeira memória que tenho dela é a dizer "eu tenho sangue em casa!", numa ocasião em que planeávamos uma "actuação"...
a .j. ficou aí marcada como a mulher que tinha tudo. desde os adereços mais estapafurdios até às vestimentas mais antigas e engraçadas. se existia, a .j. tinha.
há episódios memoráveis das conversas da .j., com a .j..
e é por isso que eu vou ter, que tenho já assim, muitas muitas muitas saudades. das conversas, da companhia, dos sorrisos e das gargalhadas. de irmos a exposições, das fotos dela, dos chocolates quentes e das histórias dela. não que as notícias acabem, ou mesmo o contacto. mas a .j., por estes tempos (que se querem breves) não vai estar por cá para irmos ao chocolate, ao chá... e mesmo planearmos idas a lisboa...
por isso, nos próximos tempos... enquanto não vou eu aí, vou ter, tenho já, saudades tuas miúda...
2 de janeiro de 2005
2005
não me parece que já esteja num novo ano.
sonhei que estavamos ainda no dia 31 e que o ano ainda não tinha passado. e que não passava. e que ficávamos sempre no dia 31. mas não era aflitivo, não. era um dia normal. mas a data parava. nós continuávamos a viver mas, a data do calendário era sempre a mesma...
de facto, para mim a passagem de ano é só mais um dia, um número diferente no fim da data.
muitas mensagens neste fim de ano. algumas surpresas...
mas já estou de volta. de volta ao trabalho, ao dia que não te tem...
27 de dezembro de 2004
enquanto aqui estou, pensando em ti, e em como gostaria de ouvir a tua voz, neste exacto momento, em que o telefone poderia tocar, um fax chegar ou até uma mensagem aparecer no visor do telemóvel, enquanto aqui estou, no centro de todo o centro comunicacional da casa, nunca me senti tão periférica, afastada de tudo o que é comunicação.
enquanto aqui estou, enquanto não saio de casa para ver a minha "sobrinha", de quatro meses (que diz "ah" sem saber que diz "ah" e que "ah" pode ser mil palavras, mil sugestões; que nem minha sobrinha verdadeira é), passo em revista as palavras escritas no meu moleskine. e creio incrível que o tenha escrito numa só noite de insónia.
creio incrível a quantidade de gente que saíu de casa hoje para ir às compras, creio incrível como é que ninguém está em casa por estes dias... e como o ano passou tão depressa.
e como tu chegaste a casa tão depressa...
18 de dezembro de 2004
17 de dezembro de 2004
e porque o telefone não pára...
quer dizer, com verdadeira justiça, há que dizer, com verdade, daquela verdadinha, que tanto tem estado imparável, como num frenesim que só visto.
mensagens, telefonemas e erros de sistema (que me fazem ir à falência!)
como é que um objecto tão pequeno nos transfigura a vida. a .j. dizia que, desde que tem telemóvel, já não é feliz, mas eu sei, e ela também sabe, que as coisas não são, de todo, assim...
de qualquer forma, e voltando ao meu telemóvel... mensagens vindas de perto, de longe, dos confins do tempo, telefonemas de quem já não se vê há muito. tudo muito espontâneo. e eu gosto disso. de ouvir o telemóvel tocar, olhar o visor e surpreender-me com a origem de quem me liga, de quem me procura, de quem se lembrou por mim...
de quem se lembrou de mim, fui eu própria ontem à noite (por falar em lembrar...). e peguei no quarto em chamas... e apeteceu-me queimá-lo.
as coisas tornam-se agora mais reais e palpáveis... mais etéreas e importantes.
um novo livro se insurge e batalha pelo seu próprio lugar. morte às chamas.
incendiemos agora uma nova cidadela.
14 de dezembro de 2004
12 de dezembro de 2004
assusto-mequando penso ouvir tua voz de regressodevorando o humildesossego do coraçãoal berto
11 de dezembro de 2004
afastando-me o cabelo da cara. a sentir nas costas o roçar da tua pele.
"agora já está"
como eu costumava dizer quando ainda era tão pequena que ainda cabia dentro dum bolso (eu nunca coube num bolso. só nos meus bolsos cabem mãos, ainda que não as minhas)
e às vezes (mas só às vezes) encontram-se segredos nos bolsos das calças. como esta manhã, nos bolsos de trás das minhas calças (eu uso saia, mas não tantas vezes quanto gostaria...).
estes dois dias, o coração a bater forte no peito, enquanto falávamos no comboio. fotografias e brincadeiras com uma lomo já velhinha (será que as fotos vão sair?)
ganchos em forma de boneca..
quem precisa agora de uns ganchos sou eu!
cortei o cabelo... o meu cabelo que, pela primeira vez na minha vida, estava longo longo longo longo e eu gostava!
mas cansei-me e quis cortar. cortar um bocadinho, para que ele ficasse um bocadinho diferente. comprido mas diferente... e o resultado...
pareço o gajo dos europe! sim, quem não se lembra do mitico "final countdown"!
dos penteados à anos 70/80 do rock, punk! bah! sei lá! pareço uma punk arrocalhada...
pareço deslocada no tempo...
eu quero o meu cabelo de volta...
8 de dezembro de 2004
2 de dezembro de 2004
still walking down
não sei mais a
forma de te chegar lume
não sei mais a forma
de te mostrar a
cor deste rio que
não é verde
como o teu
Acabámos sempre aqui.
Por mais países
para onde fujas
acabamos sempre aqui.
a dizer coisas fora de tempo
a querer histórias fora de ritmo
Aqui estou
por mais países
para onde fuja.
não sei mais a forma
de te dizer.
Acabamos sempre aqui.
De volta da mesma chave
sem nunca lhe tocar.
tenho um moleskine. aonde aponto os poucos pensamentos que me têm ocorrido. como o Van Gogh ou o Matisse.
longe de mim querer comparar-me a eles... até porque o meu jeito para pintar e desenhar é nulo.
mas tenho um moleskine. que cabe em qualquer bolso das calças. que percorreu comigo toda a europa e todo o verão.
aonde acabo por riscalhar tudo o que me vem à cabeça...
agora só faltam as palavras.
25 de novembro de 2004
e eu vou ter saudades dela e das fotos e das conversas e dos chocolates quentes em dias de chuva e muito frio. e os chás à tarde e a malandrice dos trabalhos por fazer...
e eu vou querer um email todos os dias (todos mesmo!)
e não notícias de mês a mês, contactos mensais que mantenham um ténue vínculo...
um docinho de mês a mês...
pequenas coisas que ficam.
como as cartas no fundo da gaveta, fotografias (des)coloridas ao fim de tanto tempo...
18 de novembro de 2004
apesar de tudo!
e de toda a gente que proclama este país como mau, que o propagandeia como um lugar horrível e do qual se deve fugir...
deito a língua de fora a essa gente e continuo aqui. a percorrer os caminhos que me levam de ponta a ponta desta país que eu amo...
(tá-me a dar um acesso de invulgar patriotismo)
14 de novembro de 2004
é inevitável pensar em ti sem pensar nos chupa chups. e nos kinder, e em picanha, e em alcool, e... no guincho. e em comboios...
às vezes, quando os dias param um pouco, naquela hora mágica em que o sol faz um barulho fervilhante ao mergulhar no mar, apetece-me trocar de sabor...

12 de novembro de 2004
talvez sair daqui. desta casa. que é demasiado grande, aonde o frio se instala para ficar.
talvez sair daqui. desta terra. que tem demasiada água por entre os braços de terra. ria e mar, aonde os barcos não atracam para ficar.
qualquer coisa. outra cidade, outro hemisfério. outro tipo de frio. outro tipo de calor.
aprender a cantar, aprender a pintar, aprender a fotografar, aprender a escrever.
cumprir objectivos trimestrais. como se fosse uma empresa. uma grande máquina, bem oleada.
rodas dentadas, passadeiras, ou o que quer que seja que as máquinas tenham no seu interior...
isto é o que eu lembro mais.
que devia ser tempo de frio. mas não havia frio. havia mais gente, que os nomes já esqueci.
havia o teu sorriso. o teu sorriso. o teu sorriso. num grito, havia o teu sorriso.
qualquer coisa. outra mão, outro corpo. outro tipo de imagem, outro tipo de toque.
outro tipo de sabor.
10 de novembro de 2004
não espero o teu telefonema. o teu nome é apenas um nome entre tantos na lista telefónica. não espero ouvir de ti tão cedo, agora que te ocupaste com minucidades do dia-a-dia e te lembraste que eu (ainda) não passo perto da tua rua, quando saio de casa.
doem-me os olhos por ter adormecido tão tarde (cinco e meia!) doem-me os olhos por ter acordado tão cedo... e parece-me que dormi uma noite de doze horas.
4 de novembro de 2004
lenços de papel à minha volta. amachucados pela repentina doença de inverno.
apetece-me falar-te baixinho, como falo quando tu dormes a meu lado. falar-te como falo para dentro de mim, contar-te histórias que só se passam cá dentro. contar-te imagens que tenho pendentes no olhar, mesmo que me sento à frente do computador para trabalhar, quando leio um jornal, quando me sento junto ao mar. apesar de, nesses momentos, não te ter comigo (que a companhia faz muito os lugares).
apetece-me falar-te baixinho. em português, em inglês, juntar palavras em francês, em alemão... dizer-te ni hau (que é a única coisa que a .j. me ensina em chinês). continuar mensagens com duas ou três semanas de antiguidade, continuar frases com um ou dois meses de atraso.
apetece-me encontrar-te por acaso para te poder falar baixinho, olhos nos olhos, forçando-te a chegar o teu corpo ao meu, procurando o correcto sentido das palavras.
o teu joelho a tocar o meu.
"sou pequenina e caio ao chão", como dirias tu numa oração nocturna. é isso que me apetece dizer porque o mundo anda às voltas na minha cabeça.
je suis malade, diria eu, se não tivesse faltado à aula de francês...
descrever sintomas ao telefone, o médico a dizer o que eu já sabia... virose. nada de agressivo para o estômago, cházinho, papas e cama. pouco frio (só se me emprestares os teus agasalhos para eu dormir, o teu corpo para vestir) e muita alienação em casa, sem nada de concreto para fazer.
quando me dói a cabeça por tudo, quando não posso visitar a minha sobrinha, quando nem sequer me deixam ir à praia, que hei-de fazer? sou uma péssima doente. detestarias ter-me em tua casa nestes dias. acredita. n poder andar pela rua ao frio e à chuva, dá comigo em doida.
estou doente. se apanho quem me contagiou, mato-o!













