perder noção das horas. pela primeira vez em tanto, tanto tempo.
boa companhia, algo que me faça flutuar um bocadinho... fluir um bocadinho.
e acordar com uma ressaca, fome imensa e um olho inchado de quem andou em batalhas a meio da noite.... e a questão essencial é... afinal o k é isto que não me deixa ver bem!?
24 de novembro de 2005
22 de novembro de 2005
16 de novembro de 2005
batalhas....
o resultado da primeira batalha....
se ao menos o teu contorno
pudesse reter o meu
algo se quebrou em mim
perdi a luz.
Os aviões voam baixo hoje
desaparecem como fumo
que um deles caia em cima de mim.
Algo se partiu. partiu para parte incerta
e eu fiquei. desejando
abraçar-te com força
sentir os ossos ao apertar-te
que um avião caia em cima de mim
e me incendeie
encostar-me a uma parede
deixar-me absorver por ela
que a fuselagem me conte
histórias de locais que nunca conhecerei
os tendões retesados do esforço
Apertar-te até te quebrar
ou até me afundar em ti.
se ao menos o teu contorno
pudesse reter o meu
algo se quebrou em mim
perdi a luz.
Os aviões voam baixo hoje
desaparecem como fumo
que um deles caia em cima de mim.
Algo se partiu. partiu para parte incerta
e eu fiquei. desejando
abraçar-te com força
sentir os ossos ao apertar-te
que um avião caia em cima de mim
e me incendeie
encostar-me a uma parede
deixar-me absorver por ela
que a fuselagem me conte
histórias de locais que nunca conhecerei
os tendões retesados do esforço
Apertar-te até te quebrar
ou até me afundar em ti.
15 de novembro de 2005
deep
"(...)
so i was dreaming of you
i was falling with you
and broke my heart"
Sónia Tavares in "Deep Blue", Rodrigo Leão, Cinema.
só me apetece meter-me num carro e arrancar sem destino quando ponho este cd... conduzir horas a fio. horas sem fim. deixar a vida tomar conta de mim.
há sons bonitos à exaustão.
p.s. té, a cabecinha vai fazendo por tar ok... havemos de voltar a um chá. desta vez num lugar mais bonito e com um chá melhor que no progresso! :)
13 de novembro de 2005
poemas
"once upon a time somebody told me
i was going to be someone, i was s'posed to be someone.
(...)
blow winds and come rainclouds, gather over my head
cracks keep gaping down me,
opening great halls of tug-of-war
where no-one is the champion.
so slice me down the middle.
keep the half that wants to be
your eyes, your arms to fight for you.
(...)
can you let me squeeze the trigger, can you give me the gun?"
Polly Paulusma, "Carry me home"
entrar no carro e encontrar, esquecido no rádio, o cd da Polly Paulusma....
e é em noites como estas, em que os sorrisos brotam das feridas abertas, que acredito ser tão fácil,
tão fácil, tão fácil, te esquecer.
o poema inacabado. que tenho de esquecer no fundo da gaveta. recorto-te no fundo do meu dia de amanhã.
recoloco o teu olhar numa outra situação, num outro tempo. mas sempre. sempre. sempre no fim do meu.
escrever. reescrever o poema. procurar a perfeição. escrever. reescrever o poema. com fúria. como se toda a vida dependesse do deslizar do carvão por cima do papel. como se corresse contra o tempo. imortalizar os teus traços antes que chova demasiado dentro da minha casa.
desafiar-te pra uma corrida na praia. e descobrir que perdeste o folêgo com uma gaivota que planou por cima de nós.
12 de novembro de 2005
chama-me o que quiseres mas chama-me pelo nome!
| Your Japanese Name Is... |
![]() |
| Your Hawaiian Name is: |
![]() |
| Your Irish Name Is... |
![]() |
| Your Sexy Brazilian Name is: |
![]() |
| Your Pimp Name Is... |
![]() |
| Your Monster Profile |
![]() Ultima Goblin You Feast On: Peanut Butter You Lurk Around In: Swamps You Especially Like to Torment: Cops |
| Your 1920's Name is: |
![]() |
lol lol lol... só para anotar... eu nem gosto de manteiga de amendoim!
11 de novembro de 2005
fim de semana
de fim de semana mais prolongado...
profs que estão doentes (como eu suspeito que estou a ficar)...
estar assim, com dores de cabeça e cheiro a doença faz-me sempre lembrar daquele dia do carro rebocado... mas nesse dia havia miminhos prá doentinha! agora... agora já não se bloqueiam nem rebocam carros na minha rua... já não é uma rua como antigamente! definitivamente, já não é nada uma rua em condições!
pequenas terapias às quartas à noite, trabalho, trabalho, trabalho a acumular-se em cima da secretária... caramba, já é inverno!
profs que estão doentes (como eu suspeito que estou a ficar)...
estar assim, com dores de cabeça e cheiro a doença faz-me sempre lembrar daquele dia do carro rebocado... mas nesse dia havia miminhos prá doentinha! agora... agora já não se bloqueiam nem rebocam carros na minha rua... já não é uma rua como antigamente! definitivamente, já não é nada uma rua em condições!
pequenas terapias às quartas à noite, trabalho, trabalho, trabalho a acumular-se em cima da secretária... caramba, já é inverno!
8 de novembro de 2005
ferida aberta
I believe life ends with death, and that is all.
[...] just the same,
in my new black leather phone book there's your name
and the disconneted number I still call.
Tony Harrison, "Long Distance II"
devia pedir-te desculpa por ontem. mas tocaste-me numa ferida aberta.
não é que tema enfrentar a tempestade mas sabes que foste a primeira pessoa a abraçar-me depois de tudo. e sabes bem o que aconteceu....
eu sou menos eu por estes dias..
5 de novembro de 2005
time goes by so slowly...
finalmente, o inverno já anda por aqui... frio de que não há memória.
pousar a mão nos aquecedores e queimá-la por descuido...
que maravilha, as novas tecnologias.... segredos escondidos no meu telemóvel, a tua voz que me vem, não por um fio, mas por ondas que não consigo sequer sentir. a tua voz. que eu não consigo sequer sentir...
o teu abraço morno numa noite de um frio de que não há memória. casacos e casacos.
camadas de mim. camadas de ti.
há distâncias que se encurtam na linha recta que vai no abraço de um peito com outro.
pousar a mão nos aquecedores e queimá-la por descuido...
que maravilha, as novas tecnologias.... segredos escondidos no meu telemóvel, a tua voz que me vem, não por um fio, mas por ondas que não consigo sequer sentir. a tua voz. que eu não consigo sequer sentir...
o teu abraço morno numa noite de um frio de que não há memória. casacos e casacos.
camadas de mim. camadas de ti.
há distâncias que se encurtam na linha recta que vai no abraço de um peito com outro.
4 de novembro de 2005
3 de novembro de 2005
Plasticidades
logo à noite, no Clube Literário do Porto (em frente à Alfandega) 21.30; apresentação de Plasticidades de Minês Castanheira. a não perder!
eu não vou perder....
eu não vou perder....
25 de outubro de 2005
i must be out of line
deixo-me adormecer a horas impróprias para quem tem de madrugar todas as manhãs...
estou ansiosa por fugir daqui. acelero os relógios da casa para que esta semana seja célere. forço o passar do tempo para que me seja mais fácil acreditar que controlo tudo isto e que tudo se pode vergar à minha vontade racional. nunca sei que cd pôr no leitor. que música ouvir. não encontro os cds que procuro. e só encontro a tua letra legendando cds... ou as tuas fotos misturadas na confusão da (tentativa) de arrumação de todos os ficheiros que herdei doutros computadores... ou as tuas palavras espalhadas pelo ciberespaço.....
estou ansiosa por fugir daqui. acelero os relógios da casa para que esta semana seja célere. forço o passar do tempo para que me seja mais fácil acreditar que controlo tudo isto e que tudo se pode vergar à minha vontade racional. nunca sei que cd pôr no leitor. que música ouvir. não encontro os cds que procuro. e só encontro a tua letra legendando cds... ou as tuas fotos misturadas na confusão da (tentativa) de arrumação de todos os ficheiros que herdei doutros computadores... ou as tuas palavras espalhadas pelo ciberespaço.....
you do somethin' to me...
23 de outubro de 2005
Em que árvore "cai" seu aniversário?
ÁRVORE DE MAPLE
INDEPENDÊNCIA MENTAL
Pessoa fora do comum. Cheio de imaginação e originalidade. Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências. Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade, comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar.
só mesmo os brazucas pra se lembrarem desta... e só mesmo eu pra não resistir a uma coisa destas.... lol
"Pessoa fora do comum."- às vezes não sei não... mas sim, com tanta coisa esquisita na minha vida, até sou capaz de ser fora do comum...
"Cheio de imaginação e originalidade." - hummmm... sou suspeita pra comentar esta!
"Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências." - sem dúvida alguma! tenho este ar de quem fala pelos cotovelos (ok, até falo) mas sou bastante reservada, ambiciosa e orgulhosa... cada vez me respeito mais e sim, gosto muito de novas experiências...
"Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade(...)" - nervosa? nem por isso... complexada?? já fui. agora... nem por isso (lol) e aprendo com facilidade... hummmm depende da lição que me estão a tentar ensinar, ou que estou a tentar aprender....
"(...) comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar." - sem dúvida, sou uma apaixonada (e quando também estou, ainda melhor!). adoro viver e sim, quem não gosta de impressionar!?
ó... estas porcarias dão sempre pra toda a gente... e depois, por enquanto não me dão jeito raízes... ainda há muita terra a remexer e a percorrer... ser árvora só é bom em terra firme. e não em território atreito a tremores de terra...
só gosto de sentir a terra tremer quando tenho os olhos fechados e a tua pele é a continuação da minha.
22 de outubro de 2005
questioning....
did he guide you across the threshold?
did he cup you in his hands?
did he drink you like water?
or blow you into air like sand?
is he standing right beside you?
did it work out how you planned?
are we saved or are we damned?
(...)
i can't stay here no longer
(...)
my time here is up
so goodbye, goodbye, goodbye, goodbye and good luck
"mea culpa", Polly Paulusma
fica de noite muito mais depressa agora. chega, suavemente, o outono, o inverno. a chuva que cai sempre à noite. aconchegar-me na minha cama enquanto chove. procurar o aconchego, o calor que emana da pele em contacto com os tecidos (sempre dormentes) da minha cama. noites que chegam devido ao cansaço. nada mais as trazem que não o cansaço. a exaustão de dias e dias... sem ti. a exaustão de dias e dias sem ti...
hope you have somethin' to remember me by...
when i'm dead and gone.
when i'm dead and gone.
20 de outubro de 2005
come closer...
DAN: And you left him, just like that?
PORTMAN: It's the only way to leave. "I don't love you
anymore.Goodbye."
DAN: Supposing you do still love them?
PORTMAN: You don't leave.
DAN: You've never left someone you still love?
PORTMAN: Nope.
hoje: dores dores dores... acordar por tar com dores não é a
minha ideia de uma manhã agradável...
parece de noite dentro deste edifício e nem se pode pôr
a cabeça lá fora....
chove chove chove (e eu acho que já deixei o guarda-chuva
perdido no caminho....)
17 de outubro de 2005
ai...
calcorrear santa catarina... como já não fazia há meses e meses. embriagar-me do nada, do corropio e do calor das lojas. doerem-me os pés e pensar no que ainda tenho de subir pra dar um pulo e tentar apanhar um computador livre (enquanto o meu não "chega")...
doem-me as pontas dos dedos e as demais extremidades com terminações nervosas.
há suavidades que sempre se anseiam (voltar a) tocar.
(e té, sim, acertaste em muito - que é pra não te dar a razão toda assim de um momento pró outro - no que me perguntaste/disseste. "cházamos" quando quiseres, agora que tás perto do arts então... é só marcarmos :) ***)
doem-me as pontas dos dedos e as demais extremidades com terminações nervosas.
há suavidades que sempre se anseiam (voltar a) tocar.
(e té, sim, acertaste em muito - que é pra não te dar a razão toda assim de um momento pró outro - no que me perguntaste/disseste. "cházamos" quando quiseres, agora que tás perto do arts então... é só marcarmos :) ***)
15 de outubro de 2005
14 de outubro de 2005
cores fortes com lágrimas
matosinhos. fim de tarde. não contigo.
sentarmo-nos à mesa. as tuas mãos, espalmadas no tampo da mesa. dedos encontrando dedos.
palavras que se desdobram rápida mas dificilmente no frio do fim da tarde. e querer manter a pose com dores de cabeça intermináveis. e olhar nos teus olhos. apetecer-me abraçar-te. sentir que poderia voltar a casa, se te abraçasse. e saber que, mesmo que o fizesse.... a minha casa já não é contigo. que o teu abraço não me levaria a casa. e que o teu abraço nunca foi uma casa mas sempre um quarto alugado.
fugiste ao pôr do sol. e deixaste-me a braços com lágrimas teimosas. cores fortes com lágrimas. o vermelho. a vida. o 13.º dia do mês, o 13.º de tudo... o topo iluminado de um edifício. paragens de autocarro tão familiares...
a cama fria no fim da noite. discursos em voz alta, no meio da rua vazia.
sentarmo-nos à mesa. as tuas mãos, espalmadas no tampo da mesa. dedos encontrando dedos.
palavras que se desdobram rápida mas dificilmente no frio do fim da tarde. e querer manter a pose com dores de cabeça intermináveis. e olhar nos teus olhos. apetecer-me abraçar-te. sentir que poderia voltar a casa, se te abraçasse. e saber que, mesmo que o fizesse.... a minha casa já não é contigo. que o teu abraço não me levaria a casa. e que o teu abraço nunca foi uma casa mas sempre um quarto alugado.
fugiste ao pôr do sol. e deixaste-me a braços com lágrimas teimosas. cores fortes com lágrimas. o vermelho. a vida. o 13.º dia do mês, o 13.º de tudo... o topo iluminado de um edifício. paragens de autocarro tão familiares...
a cama fria no fim da noite. discursos em voz alta, no meio da rua vazia.
all of this is driving me sad...
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