23 de agosto de 2006
(a)braço
olho para as mãos abertas, os braços que se estendem...
falta-me um abraço
17 de agosto de 2006
11 de agosto de 2006
6 de agosto de 2006
1 de agosto de 2006
gifts
há presentes que vêm sem que esperemos. e são os melhores...
e tesouros guardados nas palmas das mãos... às vezes há que abrir as mãos... let go.
27 de julho de 2006
sono...

hoje custou-me a acordar. aliás, hoje recusei-me a acordar durante 20 minutos inteiros (era o limite suportável para não chegar atrasada). mas só me apetece férias, mesmo sabendo que, ao fim de dois dias não sei o que fazer com tanto tempo por minha conta... à vezes acho que corro sérios riscos de me tornar uma workaholic... meto a cara no trabalho e o mundo desaparece. e eu não sou eu. só de manhã, quando o sono me assalta irremediavelmente e eu quero mais um bocadinho (só mais cinco minutos) para dormir profundamente... só aí tenho tempo para me lembrar de mim.
26 de julho de 2006
things i remember
quando este rapaz apareceu a cantar, apareceu-me assim... a preto e branco, a falar do que ele cantava, e do que eu gostava de cantar. apareceu-me assim, simplesmente assim. quando ainda ninguém o conhecia. quando eu ainda não te conhecia. quendo tu e eu éramos entidades diferentes.
nunca soube escrever letras de músicas e tenho pena. porque gostava de saber escrever para que alguém pudesse cantar...
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say what's going on
20 de julho de 2006
T r a n s p a r ê n c i a s
venho da praia de um verão em que as ondas rolam redondas e
lisas
sobre o mar sem formar espumas
e os olhos gulosos engolem glaucas e
mornas transparências
goles de azul e verde
fazendo inveja à língua aos
lábios e à goela.
por que me induzes por areias sem águas
ou zonas infestadas de
feras
ou paludes sombrios
ou friagens cíticas
ou mares coagulados
por que me queres nessa terra monstruosa e trágica
onde erram poetas
e mitógrafos
e nada é certo nada claro.
Antonio Cícero(in o carioca - revista de arte e cultura nº 2/ julho e agosto 1996)
13 de julho de 2006
eu e tu costumávamos ser nós
novamente escrevo como há muito não escrevia e ao reler-me não me reconheço. não me gosto.
e o inicio de tudo em três semanas, em contagem decrescente. e um frio no estômago... uma incerteza que dorme comigo...
11 de julho de 2006
afinal....
e afinal, ao contrário do que eu pensava, tenho escrito umas coisas. como hoje, à vinda para casa, mais de uma página que me surgiu de repente, sem que eu esperasse...
e foi curioso como li uma entrevista (há tanto que a "ler" andava na minha mochila, de trás para a frente, entre viagens constantes sem tempo para ser lida) com o manuel antónio pina e, não consigo lembrar-me literalmente da frase mas a ideia era, a de nos surpreendermos connosco e com a nossa escrita. a escrita enquanto surpresa. e eu surpreendi-me. novamente, como há tanto não fazia, surpreendi-me. e vi que tenho poemas para te dizer que a vida não me permitiu...
há surpresas boas...
7 de julho de 2006
3 de julho de 2006
abraço
entre-dedos memórias que nos vêm distantes. de quando eu passava os dedos pelo teu cabelo e tu inclinavas a cabeça para trás, de olhos fechados.
a exposição indefesa do teu pescoço...
a barreira ultrapassada da intimidade que nos deixa aninhar num carinho já antigo. com covinhas onde um corpo costumava descansar...
encosta-te a mim.
eu sei de todos os teus males a história. e sei das noites em que tudo é vertiginoso.
e por enquanto é só isto que posso fazer. é só isto que te posso dizer... encosta-te a mim. fecha os olhos. eu ficarei de guarda na escuridão da noite. a lua cheia ainda vai tardar...
Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor -
a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos
agora e sossega a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,
meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.
Maria do Rosário Pedreira
25 de junho de 2006
loose ends
histórias que se desgastam e se perdem no meio das coisas. no meio das vidas.
nós que se desatam.
nunca soube fazer um nó que perdurasse... tenho os atacadores desatados e posso tropeçar. e cair.
You are my sweetest downfall
I loved you first, I loved you first
Beneath the sheets of paper lies my truth
I have to go, I have to go
Your hair was long when we first met
Samson went back to bed
Not much hair left on his head
He ate a slice of wonder bread and went right back to bed
And history books forgot about us and the bible didn't mention us
And the bible didn't mention us, not even once
You are my sweetest downfall
I loved you first, I loved you first
Beneath the stars came fallin' on our heads
But they're just old light, they're just old light
Your hair was long when we first met
Samson came to my bed
Told me that my hair was red
Told me I was beautiful and came into my bed
Oh I cut his hair myself one night
A pair of dull scissors in the yellow light
And he told me that I'd done alright
and kissed me 'til the mornin' light, the mornin' light
and he kissed me 'til the mornin' light
Samson went back to bed
not much hair left on his head
Ate a slice of wonderbread and went right back to bed
Oh, we couldn't bring the columns down
Yeah we couldn't destroy a single one
And history books forgot about us
And the bible didn't mention us, not even once
You are my sweetest downfall
I loved you first
14 de junho de 2006
storms

trovoada e relâmpagos incessantes. do norte ao sul do país.
chuvas inesperadas no calor de junho. noites barulhentas, desassossegadas. como se o céu desabasse. como se o mundo terminasse. como se tudo isto fosse o fim do mundo.
faltando-me as palavras para te descrever a violência da minha insónia. como tudo se revolta quando eu passo. fios de luz que descem dos céus. a 10 a 5 metros de mim.
põe os bombeiros de prevenção.
eu pretendo seguir viagem.
10 de junho de 2006
sometimes i feel....
Under Cold Blue Stars
The current will rise much faster
Makes it harder to find what I'm after…
The water's up, water's down and I can't swim…
When I am lost and you are not, then no one wins…
Our babies have known no father
Makes it harder to call
I don't bother
So, bottle up, bottle down, is how I live
The money's gone
Just one more song before I turn in.
But you won't see me
'Cause I won't be there to
Help you asleep when you get scared
It's the absence
You're afraid and the night
It approaches but I'm still a state away
Yeah, it's the absence; you're afraid…
I can't erase what the past is
It's time to face circumstances
Sun comes up, sun goes down and I begin
The days grow long as I trek on and I hate knowing…
That you won't see me
'Cause I won't be there to
Help you asleep when you get scared…
It's the absence; you're afraid and the night
It approaches, but I'm still a state away…
Yeah, it's the absence you're afraid…of the night…
We're surviving but it's still from day to day…
It's nice to come home for a weekend…
The children have grown, how I've missed them…
As I pull up, you walk out and we smile again…
The grass needs cut, cuddled up just woman and man…
2 de junho de 2006
lately...
"Lately I've been freelin' no pain…My heart is wide open and somehow
everything falls into place…and it's…"
Josh Rouse, Feeling no pain
Under Cold Blue Stars
ad that's all i have to say about it.
28 de maio de 2006
as time goes by
e de repente, quem nos fez assim tão grandes, tão adultas?
às vezes só me apetece ficar quieta e voltar um pouco atrás.


