30 de setembro de 2006
waiting room
é como se o tempo que passamos em comum não fosse nada mais que um momento passado na sala de espera de um consultório trocando histórias engraçadas e maleitas comuns. sem entrar nunca em pormenores sobre quem somos e o que queremos...
e depois levantamo-nos. e saímos. sem nos voltarmos a cruzar.
27 de setembro de 2006
interview
20 de setembro de 2006
traças...
"Sabes o que acontece quando magoamos as pessoas? - disse Ammu. - Quando magoamos as pessoas, elas passam a gostar menos de nós. É isso que as palavras descuidadas fazem. Fazem as pessoas gostarem um pouco menos de nós.
Uma traça fria com tufos dorsais invulgarmente densos aterrou de leve no coração de Rahel. Deixando pele de galinha nos sítios onde as suas pernas geladas lhe tocaram. Seis pêlos arrepiados no coração descuidado de Rahel."
in O Deus das Pequenas Coisas
Arundhati Roy
adoro este livro. quanto mais o leio melhor me sabe, encontro sempre novas coisas... e hoje veio-me à memória esta imagem da traça que aterra no coração de Rahel quando ela é criança para nunca mais levantar vôo.... e ao longo dos tempos, a traça adormece sem que se dê conta dela. e às vezes acorda e espreguiça uma pata, lembrando Rahel da sua presença...
15 de setembro de 2006
palavras

as palavras que me vêem sempre nem sempre são as mais fáceis.
tenho comprado livros à exaustão e nunca me parecem suficientes. volto a escrever. abro o caderno, que já vai a mais de meio e que guarda em si essências das cores que me pintam os dias, e volto a escrever sem saber muito bem até onde as palavras, nem sempre as mais fáceis, me vão levar.
por vezes, em túneis do metro, rápidos e ritmados... ou a meio de uma caminhada, a meio de um destino, sem que a mão acompanhe os pensamentos que se querem no papel...
as palavras que me vêem nem sempre são as mais fáceis.
como agora me faltam as palavras e as linhas e a tinta para descrever... para te descrever as linhas e as cores e a quantidade de vezes que preciso de te olhar para te absorver...
nem sempre tenho as palavras certas para te dizer...

10 de setembro de 2006
disponível para amar

enquanto o filme passa pelos feixes luminosos que a tv emite... (a mesma tv que veio comigo nesta viagem) lembro-me de ti... numa recordação daquelas que nos vêm quando pousamos a cabeça no ombro do sofá... e lembro-me de como tu te irias rir muito se visses os erros ortográficos que eu tenho encontrado e que é uma piada minha que só tu percebes tão bem... e nesta noite que arrefece e onde a lua cheia se vê tão bem daqui, da minha cama, pela janela deste quarto, desta casa que ainda não me pertence e que eu acho ainda tão estranha... e que não sei se deva começar a amá-la porque a quero deixar ou se devo começar a amá-la em qualquer caso porque o mais provavel será ficar.... e nesta confusão de moradas que troco e confundo, sem encontrar a minha, nesta confusão lembrei-me de ti enquanto o filme passa na tv e o tempo no relógio...
9 de setembro de 2006
OST
4 de setembro de 2006
porto d'abrigo
1 de setembro de 2006
não há riso naquilo que escrevo*
"nada me dói e ninguém bateu à porta. não há riso no dia a dia, e isto nada tem de angustiante ou de literário"al berto
"o medo" (* idem)
este novo estado em que me encontro de uma falsa tranquilidade que de artificial tudo tem e que eu continuo a manter por não saber o que sentir a seguir. sento-me no sofá com os pés contra as pernas, sem nunca tocar o chão. e pego na caneta sem saber o que escrever. deivo umas pingas de tinta mancharem a página em branco e volto a pôr a tampa na caneta. o click que anuncia o fim do discurso. se ficar muito quieta juro que me esqueço de respirar.
25 de agosto de 2006
começar
falta-me tanto do que eu era. tanto do que éramos quando havia gargalhadas. faltam-me as gargalhadas. é isso....
e o verão morre à porta de minha casa.
24 de agosto de 2006
23 de agosto de 2006
(a)braço
olho para as mãos abertas, os braços que se estendem...
falta-me um abraço
17 de agosto de 2006
11 de agosto de 2006
6 de agosto de 2006
1 de agosto de 2006
gifts
há presentes que vêm sem que esperemos. e são os melhores...
e tesouros guardados nas palmas das mãos... às vezes há que abrir as mãos... let go.
27 de julho de 2006
sono...

hoje custou-me a acordar. aliás, hoje recusei-me a acordar durante 20 minutos inteiros (era o limite suportável para não chegar atrasada). mas só me apetece férias, mesmo sabendo que, ao fim de dois dias não sei o que fazer com tanto tempo por minha conta... à vezes acho que corro sérios riscos de me tornar uma workaholic... meto a cara no trabalho e o mundo desaparece. e eu não sou eu. só de manhã, quando o sono me assalta irremediavelmente e eu quero mais um bocadinho (só mais cinco minutos) para dormir profundamente... só aí tenho tempo para me lembrar de mim.
26 de julho de 2006
things i remember
quando este rapaz apareceu a cantar, apareceu-me assim... a preto e branco, a falar do que ele cantava, e do que eu gostava de cantar. apareceu-me assim, simplesmente assim. quando ainda ninguém o conhecia. quando eu ainda não te conhecia. quendo tu e eu éramos entidades diferentes.
nunca soube escrever letras de músicas e tenho pena. porque gostava de saber escrever para que alguém pudesse cantar...
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say what's going on
20 de julho de 2006
T r a n s p a r ê n c i a s
venho da praia de um verão em que as ondas rolam redondas e
lisas
sobre o mar sem formar espumas
e os olhos gulosos engolem glaucas e
mornas transparências
goles de azul e verde
fazendo inveja à língua aos
lábios e à goela.
por que me induzes por areias sem águas
ou zonas infestadas de
feras
ou paludes sombrios
ou friagens cíticas
ou mares coagulados
por que me queres nessa terra monstruosa e trágica
onde erram poetas
e mitógrafos
e nada é certo nada claro.
Antonio Cícero(in o carioca - revista de arte e cultura nº 2/ julho e agosto 1996)
13 de julho de 2006
eu e tu costumávamos ser nós
novamente escrevo como há muito não escrevia e ao reler-me não me reconheço. não me gosto.
e o inicio de tudo em três semanas, em contagem decrescente. e um frio no estômago... uma incerteza que dorme comigo...
11 de julho de 2006
afinal....
e afinal, ao contrário do que eu pensava, tenho escrito umas coisas. como hoje, à vinda para casa, mais de uma página que me surgiu de repente, sem que eu esperasse...
e foi curioso como li uma entrevista (há tanto que a "ler" andava na minha mochila, de trás para a frente, entre viagens constantes sem tempo para ser lida) com o manuel antónio pina e, não consigo lembrar-me literalmente da frase mas a ideia era, a de nos surpreendermos connosco e com a nossa escrita. a escrita enquanto surpresa. e eu surpreendi-me. novamente, como há tanto não fazia, surpreendi-me. e vi que tenho poemas para te dizer que a vida não me permitiu...
há surpresas boas...
7 de julho de 2006
3 de julho de 2006
abraço
entre-dedos memórias que nos vêm distantes. de quando eu passava os dedos pelo teu cabelo e tu inclinavas a cabeça para trás, de olhos fechados.
a exposição indefesa do teu pescoço...
a barreira ultrapassada da intimidade que nos deixa aninhar num carinho já antigo. com covinhas onde um corpo costumava descansar...
encosta-te a mim.
eu sei de todos os teus males a história. e sei das noites em que tudo é vertiginoso.
e por enquanto é só isto que posso fazer. é só isto que te posso dizer... encosta-te a mim. fecha os olhos. eu ficarei de guarda na escuridão da noite. a lua cheia ainda vai tardar...
Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor -
a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos
agora e sossega a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme,
meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos a noite é um poema
que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.
Maria do Rosário Pedreira
25 de junho de 2006
loose ends
histórias que se desgastam e se perdem no meio das coisas. no meio das vidas.
nós que se desatam.
nunca soube fazer um nó que perdurasse... tenho os atacadores desatados e posso tropeçar. e cair.
You are my sweetest downfall
I loved you first, I loved you first
Beneath the sheets of paper lies my truth
I have to go, I have to go
Your hair was long when we first met
Samson went back to bed
Not much hair left on his head
He ate a slice of wonder bread and went right back to bed
And history books forgot about us and the bible didn't mention us
And the bible didn't mention us, not even once
You are my sweetest downfall
I loved you first, I loved you first
Beneath the stars came fallin' on our heads
But they're just old light, they're just old light
Your hair was long when we first met
Samson came to my bed
Told me that my hair was red
Told me I was beautiful and came into my bed
Oh I cut his hair myself one night
A pair of dull scissors in the yellow light
And he told me that I'd done alright
and kissed me 'til the mornin' light, the mornin' light
and he kissed me 'til the mornin' light
Samson went back to bed
not much hair left on his head
Ate a slice of wonderbread and went right back to bed
Oh, we couldn't bring the columns down
Yeah we couldn't destroy a single one
And history books forgot about us
And the bible didn't mention us, not even once
You are my sweetest downfall
I loved you first
14 de junho de 2006
storms

trovoada e relâmpagos incessantes. do norte ao sul do país.
chuvas inesperadas no calor de junho. noites barulhentas, desassossegadas. como se o céu desabasse. como se o mundo terminasse. como se tudo isto fosse o fim do mundo.
faltando-me as palavras para te descrever a violência da minha insónia. como tudo se revolta quando eu passo. fios de luz que descem dos céus. a 10 a 5 metros de mim.
põe os bombeiros de prevenção.
eu pretendo seguir viagem.
10 de junho de 2006
sometimes i feel....
Under Cold Blue Stars
The current will rise much faster
Makes it harder to find what I'm after…
The water's up, water's down and I can't swim…
When I am lost and you are not, then no one wins…
Our babies have known no father
Makes it harder to call
I don't bother
So, bottle up, bottle down, is how I live
The money's gone
Just one more song before I turn in.
But you won't see me
'Cause I won't be there to
Help you asleep when you get scared
It's the absence
You're afraid and the night
It approaches but I'm still a state away
Yeah, it's the absence; you're afraid…
I can't erase what the past is
It's time to face circumstances
Sun comes up, sun goes down and I begin
The days grow long as I trek on and I hate knowing…
That you won't see me
'Cause I won't be there to
Help you asleep when you get scared…
It's the absence; you're afraid and the night
It approaches, but I'm still a state away…
Yeah, it's the absence you're afraid…of the night…
We're surviving but it's still from day to day…
It's nice to come home for a weekend…
The children have grown, how I've missed them…
As I pull up, you walk out and we smile again…
The grass needs cut, cuddled up just woman and man…
2 de junho de 2006
lately...
"Lately I've been freelin' no pain…My heart is wide open and somehow
everything falls into place…and it's…"
Josh Rouse, Feeling no pain
Under Cold Blue Stars
ad that's all i have to say about it.
28 de maio de 2006
as time goes by
e de repente, quem nos fez assim tão grandes, tão adultas?
às vezes só me apetece ficar quieta e voltar um pouco atrás.
20 de maio de 2006
ermesinde... essa magnífica localidade...
eu sabia que não me devia ter vindo embora do porto... ;) lol
19 de maio de 2006
don't clowd my sky up
e ainda agora isto começou.... revolver a cabeça com ideias, projectos....
hoje estou anestesiada. cansada. a precisar de descanso. de calor humano. simplesmente sentir uma temperatura igual à minha ao meu lado.
mas sinto-me contente. feliz quase....
faltas-me tu...
16 de maio de 2006
slowly
não é mesmo para mim estar todo o dia sentada... apesar da janela rasgada de onde vejo aviões a cada cinco minutos...
a vontade de partir acentua-se. acentua-se também a sensação de que fiz as opções erradas e não encontro ao redor as opções certas...
sinto a minha vida sem espaço suficiente para o que sou e não sei como gerir tudo isto... não sei o que pensar nem o que sentir... às vezes penso com força "não me deixes cair"... às vezes penso isso...
14 de maio de 2006
auuuuuuuuuuuuuu
| You Were a Coyote |
![]() Brutally honest, you encourage people to show their true selves. You laugh at life - none of it can be taken too seriously. |
so... where do i really belong?
| You Belong in New York City |
![]() You're an energetic, ambitious woman. And only NYC is fast enough for you. Maybe you'll set yourself up with a killer career Or simply take in all the city has to offer. |
13 de maio de 2006
falling
"Fall into you, is all I seem to do
When I hit the bottle
‘Cause I’m afraid to be alone
Tear us in two, is all it seems to do
As the anger fades
This house is no longer a home
Don’t give up on the dream,
Don’t give up on the wanting
And everything that’s true
Don’t give up on the dream,
Don’t give up on the wanting
Because I want you too
Stumble into you, is all I ever do
My memory’s hazy
And I’m afraid to be alone
Tear us in two, is all it’s gonna do
As the headache fades
This house is no longer a home"
placebo
meds
because i want you
quando acordo desorientada, numa cidade que não me conhece. numa cidade que nunca ouviu falar de mim. quandoa luz da manhã me fere os olhos ou o vento sacode a minha janela à noite.
as manhãs de olhos raiados de sangue. a minha vida, raiada com os traços que baptizo com nomes de autoestradas. a rodagem do meu corpo. os quilómetros da minha vida.
os dias que não passam. as coisas que não correm como o previsto.
e se...
e se....
e se as coisas fossem de outra maneira? e se pudesse esticar a mão e tocar-te... e se esticasse a mão e nunca te encontrasse?
à medida que o tempo passa as coisas não ficam mais fáceis. deviam ficar, toda a gente pensava, quando era pequena, que as coisas ficavam mais fáceis com o passar do tempo, quendo fôssemos crescidos...
falta-me tempo no visor do relógio. os ponteiros só dão duas voltas de cada vez e os números só marcam até doze.
e se os dias pudessem ter mais tempo
e se te pudesse tocar em todo esse tempo.....
12 de maio de 2006
sick days...
| You're a Playful Kisser |
![]() Kissing is a huge game for you, a way to flirt and play You're the first one to suggest playing spin the bottle at a party Or you'll go for the wild kiss during a game of truth or dare And you're up for kissing any sexy stranger if the mood is right! |
whati?
| Your Ideal Relationship is Polyamory |
![]() You want to have your cake... and everyone else's. Which isn't a bad thing, if everyone else gets to eat too! You're too much of a free spirit to be tied down by a traditional relationship. You think relationships should be open and free, with few restrictions. |
11 de maio de 2006
6 de maio de 2006
eu bem tento escapar....
| You Should Be A Poet |
![]() You craft words well, in creative and unexpected ways. And you have a great talent for evoking beautiful imagery... Or describing the most intense heartbreak ever. You're already naturally a poet, even if you've never written a poem. |
5 de maio de 2006
ai o trabalho....
| You Should Learn Portuguese |
![]() Muito legal! For you, learning a language is all about the lifestyle that comes with it. And Brazilian beaches, hotties, parties, and soccer matches are just your style. |
ainda mais????
4 de maio de 2006
working days
não há assim muito que fazer por estes dias e eu tenho tempo pra me ir habituando... ainda é tudo muito novo e saudades saudades sinto é das pessoas. o telemóvel já vai em não sei quantos carregamentos consecutivos e às vezes repito para mim coisas lá de casa (como os resmungos da ni, o "amiga" especial da v... o pete sempre cansado e as suas "asneiras" de puto mimalha) ou memórias dos dias de sol (como as noites da queima do ano passado. como a rapunzel a estragar-me a surpresa) ou os encontros no progresso, na dona isabel, à porta do portal...
os lugares ainda estão muito vivos em mim e parece-me que estou aqui de visita, de passagem. penso em regressar ao porto. confesso que penso muito nisso... apesar de ter querido muito vir, penso na possibilidade de um dia regressar... já sei que as micas vão ficar todas contentes por me ouvir dizer isto. e eu não quero fazer vãs promessas nem estou a prometer nada. estou só a comentar...
quanto ao trabalho... isto aqui é um mundo.as pessoas são simpáticas e até têm inventado trabalho pra mim, uma vez que neste momento a empresa está a atravessar um "ponto morto".
os dias começam cedo e têm terminado tarde, sempre sem tempo pra nada...
working days....
10 de abril de 2006
cuequinha
| Your Lucky Underwear is Purple |
![]() Dreamy and idealistic, you envision great things for your life. Your lucky purple underwear can make those dreams come true! You're a busy little butterfly. You have the most projects, interests, and friends of anyone you know. You also have a flair for the dramatic. Sometimes too much drama comes in to your life and brings things to a stop. If you want to focus more, and flutter less, put on your purple underpants. They'll help you get the important things done. |
LOL LOL LOL....não tenho nenhumas! e afinal a resolução dos meus problemas é assim tão simples! ;)
31 de março de 2006
i don't live here anymore

deixar o porto num adormecimento dos sentidos. conhecer cada rua pelo nome (rua da fábrica, mártires da liberdade, rua da torrinha, júlio dinis, boavista, o molhe...)
conhecer cada recanto pelo cheiro (até as ruas que cheiram a verão)... saber quais os caminhos mais perto para chegar ao meu destino... conhecer a cidade como a ti. com fome de conhecer mais... tentar os limites da compreensão...
nunca se conhece ninguém inteiramente. e eu não te conheço inteiramente meu porto de abrigo. e haveria ainda tantas coisas a descobrir... dormir sob o teu céu e nunca saber o que o amanhã me reserva...
e agora porto? como nos vamos amar novamente?
22 de março de 2006
porque eu ainda sou pequenina e caio ao chão...
o calor de um outro corpo encostado ao nosso... chuva lá fora e calor cá dentro.
lentamente deixo para trás pequenos pedaços desta pele que é a minha.
lentamente o início de uma outra vida, diferente, mas ainda assim, minha.
e tenho medo sim, um bocadinho de medo. daquele que nos aperta a barriga e me dá sempre vontade de ir à casa de banho...
falta-me um aconchego. afastares-me o cabelo da cara (esconder-me é o que eu faço melhor) e dizeres-me que tudo vai correr bem...
eu ainda sou pequenina e caio ao chão...
4 de março de 2006
21 de fevereiro de 2006
i remember it well...
tento fazer dos dias algo de útil agora que, de repente, tudo está num vácuo... no vazio de não ter um horário a cumprir... olhar para a boavista (não aos quadrados mas em linha recta, aquela que segue até ao mar) e começar a habituar-me a olhá-la como rotina...
querer continuar a escrever e ter de comprar mais cargas para a caneta...
há tinta permanentemente inscrita em mim.
29 de janeiro de 2006
não te perdi a ti, perdi o mundo*
sonhei contigo esta manhã. e lembrei tudo aquilo que esforço por não lembrar. e dói-me o corpo na exigência de ti.
25 de janeiro de 2006
21 de janeiro de 2006
letter read
My love, my love, my love
How could you do this to me
My love, my love, my love
You were supposed to be
And I shouldn't have to tell you to explain yourself
My love, my love, my love
How could you do this to me
My love, my love, my love
You're not enough for me
And I shouldn't have to tell you to explain yourself
All I have is your letter read
And I cannot get it out of my head
And I'm afraid, and I can't breathe
And I'm in love with you
But you are not with me
And I have put so much into a life
I made too much about you now to lie
My love, my love, my love
How could you do this to me
My love, my love, my love
You're not enough for me
And I shouldn't have to tell you to explain yourself
But all I have is your letter read
And I cannot get it out of my head
Time passes by
While I wait for your call
Time passes by
I hear nothing at all
And I'm in love with you
But you are not with me
Rachel Yamagata - Happenstance
11 de janeiro de 2006
5 de janeiro de 2006
um começo de novo.
deitar a cabeça na almofada e despedir-me.
adeus.
3 de janeiro de 2006
tchk tchk tchk
mais um ano de barriga redondinha por ser par... uma passa e meia ao som das badaladas não faz mal pois não? é o segundo ano sem as doze "tradicionais"...
muita sangria, uma casa bem fresquinha mas muito e muito calor humano. o que vale é que pareço um ursinho carinhoso quando bebo! LOL....
enfim.... os cabelos (e as histórias) estão cortadinhos e prontos para 2006.
que venham as surpresas.
28 de dezembro de 2005
anix....
"Would you please get out from under my skin?
'Cause I can't begin this yet
And I don't know what my intentions are
They're speaking in a different tongue
And deep inside, I'm not as tough as I seem
But I won't let you know
Until it's right, I'm gonna stay my distance"
Rachel Yamagata, "Under my skin"
just to say...
bye bye...
cheguem mais perto... vamos ver as estrelas como costumavamos fazer? vamos? vamos? vamos?
vamos lá então...
até pró ano...
25 de dezembro de 2005
" And it'll be just as quiet when I leave
As it was when I first got here
I don't expect anything
Take care
I've been hurt before
Too much time spent on closing doors"
Rachel Yamagata, "Quiet"
ficar muito muito muito quieta
(onde assenta mesmo a sílaba tónica numa palavra com apenas uma sílaba?)
pego na caneta e nada sai. nada se escreve.
quem me dera saber desenhar...
desenhava os teus olhos. o osso da tua anca. descreveria a tua cintura e todas as outras fronteiras do meu saber (tão limitado).
há dias intermináveis...
natal
mais um para me relembrar porque é que eu não gosto do natal.. porque é que, infantilmente, espero sempre por estes dias quando, invariavelmente, nunca corre bem...
pior que isso só descobrir que o livro que eu avidamente andava a ler tem as últimas páginas em branco! apetecia-me matar alguém! e agora, quem resolve o mistério que eu ando a tentar desvendar há dias?
venha mais outro... what the hell... i can handle it.
23 de dezembro de 2005
de volta
e já cá está outro natal... caramba, como o ano passou depressa...
não gosto nada desta época. toda a gente se esquece das facadas que dá durante o ano e toda a gente é amiguinha de toda a gente. pelo menos durante uns dias... até cravar de novo outra facada.
de repente tudo se torna um pouco mais claro para mim. a minha vida. as pessoas à minha volta, os meus sentimentos... de repente, num "hold still" de tudo à minha volta, as coisas começam a ganhar contornos e a sair da (ob)scuridade...
caramba... como este ano passou a correr...
como este ano pôs as suas mãos à minha volta e me criou contornos novos...
caramba... viver custa...
18 de dezembro de 2005
sunday afternoon
This is why I always wonder
I'm a pond full of regrets
I always try to not remember rather than forget
keren ann, "Not going anywhere"
é por estas e por outras que eu gosto de, uma vez por outra, "surfar" pela amazon à procura de coisas novas para ouvir... mais de dez novos cds pra ouvir...
16 de dezembro de 2005
almoooooooost
viagens invernais apeteciam-me pra Praga (essa bela localidade diria a chabelli) ou para locais com neve neve neve (ele é serra nevada, ele é paris, ele é londres...) mas companhia assim daquela pra chegar ao hotel e aninhar no quentinho... isso agora é que é mais difícil! ir sozinha seria, sem sombra de dúvidas, uma alternativa mas... 1)explicar isso aos progenitores ia-lhes comer a cabeça toda e iniciar um rol de perguntas como "que se passa? porque queres ir sozinha? olha que é perigoso e assim ficamos muito preocupados!" e 2) decerto que ia querer explorar essa noite alternativa sempre presente nas grandes cidades europeias e não ia ter companhia... bom, pra finalizar 3) não sei se tenho fundos! LOL.
só posso rir de mim própria! nem sequer estou com um programa de passagem de ano e quero eu ir viajar em fevereiro... devo estar a avariar! é o que é! tou é a sentir a aproximação do trabalhinho! ai como ele vai doer! ai ai... enfim...
beijinhos às tias (por aqui ainda tudo muito turbolento mas esperemos que possa aí dar um salto ou depois do natal ou no referido mês de fevereiro) e à fada sininho que, apesar de não voar por estas bandas, fica a saber que, apesar de tudo e de todas as complicações que são os seres humanos, tem um beijinho a pairar por este espaço cibernético...
15 de dezembro de 2005
o principezinho

You are the little prince.
Saint Exupery's 'The Little Prince' Quiz.
brought to you by Quizilla
"with a passion for the right sort of sheep"... do i?
14 de dezembro de 2005
7 de dezembro de 2005
o horror!
got no time...
got no brain...
got no...
well... got some health...
3 de dezembro de 2005
lost direction
the magic numbers... não havia realmente outro dia para ouvir este álbum senão este...
"Wich Way to Happy
Wake up your sleepy head to come a-crawling
Last on the road will be first to be heard
Tell me a joke and I will love you
Pour me a drink and I'm yours
I couldn't lie to anyone
Who's ever felt sure
Of a real life romance
There's no beaten cause
Surrounding me now
There's no bleeding heart
And I don't wanna know you right now
Make time to show me your scars
And which way to happy
And which way to hell
For I think I lost direction
When you threw me out of bed
Well are you sure there's a heaven
For I'd rather be, a bad bad oh
I wish I was in a suitcase on my way back home
To you there's a light in there
I keep on talking to myself
God, can you hear me?
There's no beaten cause
Surrounding me now
There's no bleeding heart
And I don't wanna know you right now
Let's walk the waters to help heal the love
For all we could take was what you'd just written off
The dawn of the dances are...
What you was and what you were and all
Who's dancing now?
Who-oo-oo-oo...
Well it's too late to learn
(Too late, too late, too late to learn)
Oh it's too late to learn
(Too late, too late, too late, too late)
I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, I don't wanna have to be the one who has to lose you
And I don't wanna have to be the one who has to lose you
No, no
2 de dezembro de 2005
partidas e chegadas
a cila parece que foi hoje... para outro hemisfério... a dmny diz que já tem data marcada... e eu digo-lhe deste meu cantinho, e muito baixinho (eu também iria. boa sorte).
e eu... curiosamente também eu planeio uma fuga. e, como sonhar não nos c$u$s$t$a nada... ando por aqui a sonhar... e a memorizar o meu Porto.
hoje, ao voltar para casa, dei comigo a memorizar o recorte das casas de encontro ao céu cinzento que anunciava chuva (e que eu não quis ouvir e, por isso mesmo, apanhei uma molha...).
passei em frente à velhinha fábrica havaneza e lamentei não me ter calhado o euromilhões para a comprar... vi os clérigos ao fundo e pensei que ainda os tenho de subir, antes de me ir embora. que ainda tenho tanto Porto para ver, para viver... e que o Porto já não me devolve sorrisos...
Porto, dóis-me no corpo como uma ferida aberta.
30 de novembro de 2005
véspera de feriado
e tudo isto a correr a mil, a semana a acabar num instante... logo à noite, um recrutamento pra fazer o jantarzinho (e um especial prá menina doentinha!) ;)...
e as coisas a acontecerem tão depressa... cinco à mesa... há quanto tempo não fazíamos nós isto?
28 de novembro de 2005
bom dia alegria
pouca poesia por estes dias (o que não me faz nada bem) mas muitos poemas a nascerem-me na cabeça, principalmente à saída do banho (não perguntem! :p)...
já sentia falta de sair e de ser espontânea de uma forma positiva... já sentia falta de ser positiva, caramba (ó caramba, até de dizer caramba tinha falta!)!
e que bom (caramba) chegar aqui e ter comentários das tias (olá tias!) que bom saber que passam os olhos por estas bandas! :)
e que saudades das amigas (minês, tive pra passar em tua casa no sábado à tarde mas prefiro, se puder, passar esta semana, até porque estou muito mais positiva que estava nessa tarde!)!!!!
e pronto, tenho de ir almoçar que tenho o estômago colado às costas... e não, não tenho net em casa portanto bare with me! ***
bom dia alegria... hoje fizeste-me sorrir....
24 de novembro de 2005
ontem e hoje.
boa companhia, algo que me faça flutuar um bocadinho... fluir um bocadinho.
e acordar com uma ressaca, fome imensa e um olho inchado de quem andou em batalhas a meio da noite.... e a questão essencial é... afinal o k é isto que não me deixa ver bem!?
22 de novembro de 2005
16 de novembro de 2005
batalhas....
se ao menos o teu contorno
pudesse reter o meu
algo se quebrou em mim
perdi a luz.
Os aviões voam baixo hoje
desaparecem como fumo
que um deles caia em cima de mim.
Algo se partiu. partiu para parte incerta
e eu fiquei. desejando
abraçar-te com força
sentir os ossos ao apertar-te
que um avião caia em cima de mim
e me incendeie
encostar-me a uma parede
deixar-me absorver por ela
que a fuselagem me conte
histórias de locais que nunca conhecerei
os tendões retesados do esforço
Apertar-te até te quebrar
ou até me afundar em ti.
15 de novembro de 2005
deep
"(...)
so i was dreaming of you
i was falling with you
and broke my heart"
Sónia Tavares in "Deep Blue", Rodrigo Leão, Cinema.
só me apetece meter-me num carro e arrancar sem destino quando ponho este cd... conduzir horas a fio. horas sem fim. deixar a vida tomar conta de mim.
há sons bonitos à exaustão.
p.s. té, a cabecinha vai fazendo por tar ok... havemos de voltar a um chá. desta vez num lugar mais bonito e com um chá melhor que no progresso! :)
13 de novembro de 2005
poemas
"once upon a time somebody told me
i was going to be someone, i was s'posed to be someone.
(...)
blow winds and come rainclouds, gather over my head
cracks keep gaping down me,
opening great halls of tug-of-war
where no-one is the champion.
so slice me down the middle.
keep the half that wants to be
your eyes, your arms to fight for you.
(...)
can you let me squeeze the trigger, can you give me the gun?"
Polly Paulusma, "Carry me home"
entrar no carro e encontrar, esquecido no rádio, o cd da Polly Paulusma....
e é em noites como estas, em que os sorrisos brotam das feridas abertas, que acredito ser tão fácil,
tão fácil, tão fácil, te esquecer.
o poema inacabado. que tenho de esquecer no fundo da gaveta. recorto-te no fundo do meu dia de amanhã.
recoloco o teu olhar numa outra situação, num outro tempo. mas sempre. sempre. sempre no fim do meu.
escrever. reescrever o poema. procurar a perfeição. escrever. reescrever o poema. com fúria. como se toda a vida dependesse do deslizar do carvão por cima do papel. como se corresse contra o tempo. imortalizar os teus traços antes que chova demasiado dentro da minha casa.
desafiar-te pra uma corrida na praia. e descobrir que perdeste o folêgo com uma gaivota que planou por cima de nós.
12 de novembro de 2005
chama-me o que quiseres mas chama-me pelo nome!
| Your Japanese Name Is... |
![]() |
| Your Hawaiian Name is: |
![]() |
| Your Irish Name Is... |
![]() |
| Your Sexy Brazilian Name is: |
![]() |
| Your Pimp Name Is... |
![]() |
| Your Monster Profile |
![]() Ultima Goblin You Feast On: Peanut Butter You Lurk Around In: Swamps You Especially Like to Torment: Cops |
| Your 1920's Name is: |
![]() |
lol lol lol... só para anotar... eu nem gosto de manteiga de amendoim!
11 de novembro de 2005
fim de semana
profs que estão doentes (como eu suspeito que estou a ficar)...
estar assim, com dores de cabeça e cheiro a doença faz-me sempre lembrar daquele dia do carro rebocado... mas nesse dia havia miminhos prá doentinha! agora... agora já não se bloqueiam nem rebocam carros na minha rua... já não é uma rua como antigamente! definitivamente, já não é nada uma rua em condições!
pequenas terapias às quartas à noite, trabalho, trabalho, trabalho a acumular-se em cima da secretária... caramba, já é inverno!
8 de novembro de 2005
ferida aberta
I believe life ends with death, and that is all.
[...] just the same,
in my new black leather phone book there's your name
and the disconneted number I still call.
Tony Harrison, "Long Distance II"
devia pedir-te desculpa por ontem. mas tocaste-me numa ferida aberta.
não é que tema enfrentar a tempestade mas sabes que foste a primeira pessoa a abraçar-me depois de tudo. e sabes bem o que aconteceu....
5 de novembro de 2005
time goes by so slowly...
pousar a mão nos aquecedores e queimá-la por descuido...
que maravilha, as novas tecnologias.... segredos escondidos no meu telemóvel, a tua voz que me vem, não por um fio, mas por ondas que não consigo sequer sentir. a tua voz. que eu não consigo sequer sentir...
o teu abraço morno numa noite de um frio de que não há memória. casacos e casacos.
camadas de mim. camadas de ti.
há distâncias que se encurtam na linha recta que vai no abraço de um peito com outro.
4 de novembro de 2005
3 de novembro de 2005
Plasticidades
eu não vou perder....
25 de outubro de 2005
i must be out of line
estou ansiosa por fugir daqui. acelero os relógios da casa para que esta semana seja célere. forço o passar do tempo para que me seja mais fácil acreditar que controlo tudo isto e que tudo se pode vergar à minha vontade racional. nunca sei que cd pôr no leitor. que música ouvir. não encontro os cds que procuro. e só encontro a tua letra legendando cds... ou as tuas fotos misturadas na confusão da (tentativa) de arrumação de todos os ficheiros que herdei doutros computadores... ou as tuas palavras espalhadas pelo ciberespaço.....
23 de outubro de 2005
Em que árvore "cai" seu aniversário?
ÁRVORE DE MAPLE
INDEPENDÊNCIA MENTAL
Pessoa fora do comum. Cheio de imaginação e originalidade. Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências. Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade, comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar.
só mesmo os brazucas pra se lembrarem desta... e só mesmo eu pra não resistir a uma coisa destas.... lol
"Pessoa fora do comum."- às vezes não sei não... mas sim, com tanta coisa esquisita na minha vida, até sou capaz de ser fora do comum...
"Cheio de imaginação e originalidade." - hummmm... sou suspeita pra comentar esta!
"Tímido e reservado, ambicioso, orgulhoso, respeita a si mesmo, busca novas experiências." - sem dúvida alguma! tenho este ar de quem fala pelos cotovelos (ok, até falo) mas sou bastante reservada, ambiciosa e orgulhosa... cada vez me respeito mais e sim, gosto muito de novas experiências...
"Às vezes nervoso, muitos complexos, boa memória, aprende com facilidade(...)" - nervosa? nem por isso... complexada?? já fui. agora... nem por isso (lol) e aprendo com facilidade... hummmm depende da lição que me estão a tentar ensinar, ou que estou a tentar aprender....
"(...) comprometido com o amor e com a vida, gosta de impressionar." - sem dúvida, sou uma apaixonada (e quando também estou, ainda melhor!). adoro viver e sim, quem não gosta de impressionar!?
ó... estas porcarias dão sempre pra toda a gente... e depois, por enquanto não me dão jeito raízes... ainda há muita terra a remexer e a percorrer... ser árvora só é bom em terra firme. e não em território atreito a tremores de terra...
só gosto de sentir a terra tremer quando tenho os olhos fechados e a tua pele é a continuação da minha.
22 de outubro de 2005
questioning....
did he guide you across the threshold?
did he cup you in his hands?
did he drink you like water?
or blow you into air like sand?
is he standing right beside you?
did it work out how you planned?
are we saved or are we damned?
(...)
i can't stay here no longer
(...)
my time here is up
so goodbye, goodbye, goodbye, goodbye and good luck
"mea culpa", Polly Paulusma
fica de noite muito mais depressa agora. chega, suavemente, o outono, o inverno. a chuva que cai sempre à noite. aconchegar-me na minha cama enquanto chove. procurar o aconchego, o calor que emana da pele em contacto com os tecidos (sempre dormentes) da minha cama. noites que chegam devido ao cansaço. nada mais as trazem que não o cansaço. a exaustão de dias e dias... sem ti. a exaustão de dias e dias sem ti...
when i'm dead and gone.
20 de outubro de 2005
come closer...
DAN: And you left him, just like that?
PORTMAN: It's the only way to leave. "I don't love you
anymore.Goodbye."
DAN: Supposing you do still love them?
PORTMAN: You don't leave.
DAN: You've never left someone you still love?
PORTMAN: Nope.
hoje: dores dores dores... acordar por tar com dores não é a
minha ideia de uma manhã agradável...
parece de noite dentro deste edifício e nem se pode pôr
a cabeça lá fora....
chove chove chove (e eu acho que já deixei o guarda-chuva
perdido no caminho....)
17 de outubro de 2005
ai...
doem-me as pontas dos dedos e as demais extremidades com terminações nervosas.
há suavidades que sempre se anseiam (voltar a) tocar.
(e té, sim, acertaste em muito - que é pra não te dar a razão toda assim de um momento pró outro - no que me perguntaste/disseste. "cházamos" quando quiseres, agora que tás perto do arts então... é só marcarmos :) ***)
15 de outubro de 2005
14 de outubro de 2005
cores fortes com lágrimas
sentarmo-nos à mesa. as tuas mãos, espalmadas no tampo da mesa. dedos encontrando dedos.
palavras que se desdobram rápida mas dificilmente no frio do fim da tarde. e querer manter a pose com dores de cabeça intermináveis. e olhar nos teus olhos. apetecer-me abraçar-te. sentir que poderia voltar a casa, se te abraçasse. e saber que, mesmo que o fizesse.... a minha casa já não é contigo. que o teu abraço não me levaria a casa. e que o teu abraço nunca foi uma casa mas sempre um quarto alugado.
fugiste ao pôr do sol. e deixaste-me a braços com lágrimas teimosas. cores fortes com lágrimas. o vermelho. a vida. o 13.º dia do mês, o 13.º de tudo... o topo iluminado de um edifício. paragens de autocarro tão familiares...
a cama fria no fim da noite. discursos em voz alta, no meio da rua vazia.
12 de outubro de 2005
corações partidos, na sua melhor parte, a meio e repartidos entre todos.
noites que começam às cinco e meia da tarde para terminarem com sono. olhos pesados e olheiras.
não te encontro. não te encontro. não te encontro.
11 de outubro de 2005
i smell your clothes when you're not near
a chuva que me procura e não me deixa sair de casa. noites e noites de isolamento do resto do mundo... como se o corpo se isolasse da paixão.
não sei o que escrever... as palavras gastam-me.
7 de outubro de 2005
fim da semana...
não gosto dos dias que andam por aí. não gosto destes dias. prefeira outros em que o sol era bem vindo e aquecia realmente quem anda na rua...
não gosto das noites que andam por aí. não gosto destas noites... que se estendem se algum propósito, na pequenez renovada do Porto. a cidade que voltou a ser para mim uma cidadela. com os limites entre o campo alegre e santa catarina. entre a rua da boavista e são bento. a cidadela que me enclausura, sem (de)mais passeios que me mostrem que o Porto não é só isto. quatro ruas que me delimitam o horizonte. sem tempo para ver que me falta tanto tanto tanto daquilo que me enchia os dias... sem tempo para ver que me falta tudo o que me enchia os dias... fazer por ficar sem tempo para sentir a falta do que me enchia os dias...
4 de outubro de 2005
time over...
a procurar livros que não encontro e a encontrar livros de que não necessito....
a querer escrever o que me trouxe aqui e a não ter tempo que o cronómetro diz-me que o meu tempo está a terminar......
a precisar urgentemente de um computador ligado à net, ao mundo, ao resto da civilização que (já) me sustenta e que não é só esta fisicalidade à minha frente mas um sem número de sites, aonde me perco (como agora) a tentar ler os posts anteriores, a ler as mensagens que já têm dias... assim, o imediato de tudo isto não tem sentido... e eu sinto-me ainda mais isolada de toda a gente... apesar de, por vezes, estarmos todos na mesma cidade, por debaixo do mesmo céu azul e do frio matinal, do calor do meio dia, o rio ao fundo da rua...
a querer dizer olá à .j. e a todos os outros que por aqui andam e com quem eu não me cruzo na rua (apesar da rua ser a mesma)....
preciso dum (a)braço humano...
2 de outubro de 2005
and i still hold your hand in mine
(...)
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.
(...)
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the father of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
(...)
And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time,
When I'm kneeling at your feet.
(...)
há músicas que não podes reconhecer. que só eu ouço. que só eu uso para conseguir dormir. pequenos comprimidos de ansiolíticos que me comprimem o peito até dormir por falta de oxigénio....
estou tonta de sono. de saudades tuas. da tua presença...
29 de setembro de 2005
like papercuts
aliás, os olhos que viste ontem não são os meus olhos (obrigada por teres reparado) mas não te saberei responder o que ser passa comigo numa só frase. em palavras e conjunções de letras.
poder-te-ia mostrar se o que se passa fosse desenhável, ou fotografável, possível de descrição exacta, restrito em contornos firmes de tinta.
visto devagar e novamente este sobretudo de malha de aço, como antigo cavaleiro, uma cota de malha que me proteja dos golpes do aço...
ponho um pé em frente ao outro... um ensaio de andar no arame...
Esta manhã comecei a esquecer-me de ti.
Acordei mais cedo que nos outros dias
e com o mesmo sono.
A tua boca dizia-me "bom dia" mas não:
não o teu corpo todo como nos outros dias.
As sombras por aqui são lentas e hoje não
comprei o jornal: o mundo que se ocupe da
sua própria melancolia.
ontem. há uma semana. há muitos meses.
um ano ensina ao coração o novo ofício:
a vida toda eu hei-de esquecer-me de ti.
* Rui Costa, in A Nuvem Prateada das Pessoas Graves,
Prémio Daniel Faria 2005 (o primeiro a ser atribuído),
Edições Quasi
24 de setembro de 2005
if it was this simple...
"It's not in the stars
It's all in the proof
The chances the odds
The one you love will love
And fall for you
And fall for you"
tracy chapman, "Love's Proof"
23 de setembro de 2005
(de)vagar
"You touched my heart you touched my soul
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you."
james blunt, "goodbye my lover"
há dias que não passam.... que se imprimem contra mim e não passam. o calor húmido do tempo que pede chuva. o início do outono. já folhas secas no chão. e dias que me trazem sono e sono e sono. aquele que não dormi nestes dias...
hoje podia ter ficado todo o dia na cama, a dormir. e, afinal, dormi todo o dia, sem olhos fechados nem cama desfeita. vagueando pela casa. do écran do computador para o écran do televisor... nunca o écran pequeno, reduto do telemóvel...
e há dias vazios que me prendem. como o dia de hoje. que não passa...... durmo sem nada sonhar...
há dias que me trazem vividamente hipóteses que quero negar...................................................
19 de setembro de 2005
my nick stands for...
speechless:
Status is important to you and your ability to achieve success and earn money. You have a need to be noticed and seek status. You have a talent for working with people on a one to one basis. You can be quite inventive and quite curious. You need to learn to be expressive. You are a person who cannot tolerate being misunderstood. You are clever, inventive, imaginative and youthful. You enjoy socializing. You work hard to achieve material success through your own efforts. You have a diplomatic flair to your nature. Equality and fairness are important to you. You need to learn to be expressive. You are a person who cannot tolerate being misunderstood. You have a need to earn money to prove your success to society and must learn the true value of material gains and status. You have a need to earn money to prove your success to society and must learn the true value of material gains and status.
bom... até que não é mentira... mas como é que eu não consigo resistir a estas porcarias! :) lol
17 de setembro de 2005
ecos
If you think of me
If you miss me once in awhile
Then I'll return to you
I'll return and fill that space in your heart(...)
Together again
It would feel so good to be
In your arms
Where all my journeys end
If you can make a promise
If it's one that you can keep
I vow to come for you
If you wait for me
tracy chapman,
"The Promisse" in "New Beginning"
frio. tenho frio. fisicamente. por dentro. como se dentro de mim tivesse um frigorífico em refrigeração máxima.
ao menos há música ambiente... como refrões, repetidos à exaustão. pequenos versos que ecoam em mim, mesmo enquanto te ouço.
she moves in secret ways...
12 de setembro de 2005
angels that walk
Polly Paulusma
I Was Made To Love You
In the sky I see angels
Flying all over town
they've got names in their pockets
Of lovers lost and found
If I send you my angel
Would you send yours to me
If our angels collide in the sky
You'll say it was meant to be
And days blank like they bleached them
And nights outline air like static on the phone
And you say that you feel them
But the words you picked so carefully keep coming out all wrong
So I'll write them in light
And I'll carve them in stone
I was made for loving you
I was put on this sweet earth too
I was made to love you
In the air I hear gunfire, going off in the hills
Clocks are ticking, the battle is nearing
I'm fending them off with these pills
If you're stuck in the front line
Would you charm your way out
You might like the idea of the kill
But you don't know what dying's about
In the sky I see angels
Flying all over town
They've got drugs in their pockets
To keep us all on the ground
I won't send you my angel
Angels only deceive
Spit the pills out
Feed fuel to your fear
And fly away with me
vozes que não me vêm do ar mas do cabo que me traz o mundo, outras cidades, à superfície do écran... e novas cores que se pintam por aqui, como vozes que regressam, devorando o "humilde sossego do coração"... ou que sempre tinham faltado na palete e, agora que as encontrámos, parece quase impossível que algum dia, pudessemos ter pintado sem aquela cor...
dias que passam no compasso vagaroso do fim de verão...
even if he has to walk to the nearest city to catch a train to be with you...
5 de setembro de 2005
7 coisas que nunca tive tempo de te dizer que, um dia, gostaria de fazer contigo...
- ir à grécia
- pintar a minha casa
- levar-te a todos os meus lugares especiais
- abraçar-te numa praia deserta, num dia invernal
- escrever no chão da rua onde moras que te amo (e fugir do segurança que, provavelmente me tentaria deter, e evitar a abordagem dos carros k abrandassem na rua...)
- dizer-te que o meu gelado preferido já foi rum com passas mas que agora me apetece banana com chocolate
- puxar-te pelo braço, a meio da rua e, quando te virasses interrogativamente, ver nos teus olhos aquilo que me fizesse esquecer o mundo à volta, e ver que tu também o esquecerias...
2 de setembro de 2005
listening closely
" And your arm felt nice wrapped 'round my shoulder
And I had a feeling that I belonged
And I had a feeling that I could be someone"
aqui
tinha-me esquecido das letras da tracy chapman... (e por causa disso ia tendo dois acidentes num espaço de dez minutos...)
e elas disseram-me tantas coisas... coisas que eu queria ouvir. ainda que não na voz rouca da tracy chapman.
mas há uma enorme diferença entre o que gostariamos de ouvir e o que realmente ouvimos... ou não ouvimos...
























